• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Fe no Estado laico (blog Estadao)

03 quarta-feira set 2014

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bullying politico, Estado laico, eugenia, f'e no estado laico, laicismo, marina silva, refusiniks, República Federativa

Fé no Estado laico

Paulo Rosenbaum

quarta-feira 03/09/14

Compreende-se a preocupação de que uma candidatura macule o estado laico, pressuposto constitucional e político de uma República Federativa. Paradoxalmente não é exatamente isso o mais inquietante nesta disputa presidencial. Mas sim, o enfoque adotado para atacar a primeira colocada nas pesquisas. Um articulista, por exemplo, acaba de advogar que crentes, religiosos ou apenas otimistas […]

Compreende-se a preocupação de que uma candidatura macule o estado laico, pressuposto constitucional e político de uma República Federativa. Paradoxalmente não é exatamente isso o mais inquietante nesta disputa presidencial. Mas sim, o enfoque adotado para atacar a primeira colocada nas pesquisas. Um articulista, por exemplo, acaba de advogar que crentes, religiosos ou apenas otimistas gnósticos, tem uma espécie de “falha no desenvolvimento neural”(sic). Pode ter sido a desnutrição na infância, mas tambem alguma causa idiopática, isto é, sem origem conhecida. O colunista ficou devendo nada aos defensores do determinismo e das teorias eugênicas. Entendam: quem crê pode estar seriamente enfermo. Corre o risco de ter adquirido uma espécie de mutação, e é essa aberração que torna determinados sujeitos susceptíveis e vulneráveis. Vulneráveis e propensos à fé. Tendência extremamente perigosa, pois o crente desafia o fundamentalismo cientificista, que, por sua vez já tinha encontrado quase todas as respostas. Cabe um paralelo com a mazelas que acometiam os refusiniks da ex-URSS. Só para lembrar, para os malucos que questionavam o regime e o estado policial comunista, os psiquiatras tratavam de arrumar uma temporada em “clínicas de recuperação política” e, para os politicamente irrecuperáveis, uma estadia, com todas as despesas pagas por trabalhos forçados, no arquipélago Gulag.

Guardadas as devidas proporções, os ataques contra a ex-ministra do meio ambiente tem a mesma inspiração autoritária. Equivoco principista, pois parte do pressuposto que acreditar é um erro, enquanto o ceticismo é a única forma correta para interpretar o mundo. O objetivo é colar na candidata e em quem mais ousar recusar o materialismo histórico, algum rótulo desqualificador ao sabor da campanha: evangélica, Collor, Jânio, sonhática ou ex-petista traidora. Na última hora este último foi vetado pelo marketing por ter migrado do pejorativo à virtude.

Que diferença pode fazer se o sujeito tem este ou aquele sistema de notação, se é místico, joga tarô ou come macrô, desde que, assumido o cargo público saiba distinguir uma coisa da outra? E qual o problema se o sujeito acredita em estrelas e saturno na casa sete? E se resolver cultuar pedras, andar na ponta dos pés em dias ímpares, venerar o sol ou simplesmente aceitar a existência de mistérios que escapam à racionalidade? A liberdade para acreditar deve ter o mesmo estatuto que a defesa da descrença. Para desgraça dos controladores, os homens públicos, tirando robôs e postes, também são dotados de idiossincrasias e personalidades próprias.

Não é preciso ter fé na candidata para explicitar a injustiça que ela sofre por parte dos defensores da atual administração federal. Na verdade, os insultos desferidos contra a ex-senadora ocultam uma outra índole, inconfessável. E está para além do âmbito da calúnia e da difamação. Encontra-se no preconceito de classe, na intolerância com dissidentes e, principalmente, na insuperável inveja pelo poder aglutinador que ela demonstrou, ainda que à revelia de seu próprio temperamento.

Deveria constar da garantia de direitos individuais: toda pessoa tem o direito de acreditar no que bem entender, sem ter que se submeter ao bullying político.

Isso torna curiosíssimo a celeuma e as críticas pela suposta incoerência da candidata em relação à causa gay, quando ao mesmo tempo, que está sendo impiedosamente julgada e condenada. A ré confessa é “culpada” por acreditar que exista um Criador. Não custa perguntar: então era esse o moralismo seletivo dos progressistas? Não será preferível a ética conservadora confessa? Nos novos tempos autoritários o iluminismo monopartidário nem se preocupa mais em esconder a tentação de monitorar o pensamento das pessoas.

O laicismo do Estado precisa ser ressignificado. O Estado precisa ser duplamente emancipado: das religiões e das ideologias.

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O fim supremo (Blog Estadão)

30 sábado ago 2014

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O fim supremo

Paulo Rosenbaum

sábado 30/08/14

O fim supremo “O fim supremo de um regime não é governar e refrear pelo temor, nem extorquir obediência; mas, pelo contrário livrar todo homem do receio, para que ele possa viver na maior tranquilidade possível; em outras palavras, favorecer o seu direito natural de existir e trabalhar, sem dano para si e para outrem” […]

 

“O fim supremo de um regime não é governar e refrear pelo temor, nem extorquir obediência; mas, pelo contrário livrar todo homem do receio, para que ele possa viver na maior tranquilidade possível; em outras palavras, favorecer o seu direito natural de existir e trabalhar, sem dano para si e para outrem” Baruch Spinoza

Meu caro Baruch,

Esta frase não sai da minha cabeça “direito natural de existir e trabalhar, sem dano para si e para outrem” Sua síntese é tão simples. Por que não pode ser assim? Livrar-nos dos receios? É o que mais temos, receio, medo, pânico. Não, não é o caso de psicanálise. Nossa enfermidade é política. Ela substituiu quase todas as patologias. Confiar em quer governa? Tranquilidade? Bem comum real? O senhor nem imaginaria. Por aqui, nada é tranquilo. Sobressaltos todos os dias. Desconhecemos essa tal vida sem receios. Exato, por aqui todo homem levanta e trabalha. Só não sabe se chega ao fim do dia. Não, não é porque os trópicos são tristes. Desculpe, o Sr. fez confusão: não temos siesta! Nós dormimos no ponto. O Sr. não captou? Perdão, era só uma expressão local. O que não sabemos é se vamos sobreviver a mais quatro anos. Quer detalhes? O problema é que tudo é instável, as regras mudam, e estamos no navio da incerteza. Eu sei disso. Um nosso conterrâneo, Rosa, também escreveu parecido: viver é perigoso. Te consulto para saber se precisa ser assim?

Se seu nome é conhecido? Não é popular. Muitos estudaram sua obra “Ética”. Adoramos sua visão de natureza e temos um paraíso quase intacto. Alguns professores são especialistas no Sr., mas hoje é o partido que filosofa por eles. Não, acho que não fui claro. Existem vários partidos, mas têm um que o Sr. não botaria fé. É curioso eu sei. Melhor nem falar demais. O Sr. saberia o que é “extorquir obediência e refrear pelo temor” se passasse uma temporada aqui. Na Holanda se escapava da fogueira, aqui, a inquisição têm outros métodos.

A democracia? Vai mal. Os homens que determinam nossos dias se concentram em suas finalidades supremas. Para muitos, o Estado substituiu as pessoas. Para outros, liberdade é um luxo desnecessário. Sim, é obrigatório colocar os programas no papel, mas é que eles também controlam as borrachas, se é que me entende. Nós, o povo? Infelizmente não fomos incluídos.

Baruch, confio em seu discernimento: o que fazer? Pode nos dar uma luz? As opções? Aqui, uma afunda o País e o projeto é o próprio poder, a outra diz que que fará o novo e não é igual a ninguém, mas nos perguntamos: se ela não é igual a ninguém, quem será e qual novo fará? Dedução perfeita. Dá-se preferência às promessas e pessoas, que consistência e seriedade. Não estamos enxergando futuro e o aqui agora não está moleza. Não. Nunca desespero, e já lhe comprovei isso antes.

Perdoe a intrusão, mas não terias algum estadista de plantão? Uma carta na manga? Por falar nisso, sem querer abusar, a Chefia está acordada?

Sei que aí já é tarde! Claro, compreendo perfeitamente, as lentes precisam de mais polimento. O Senhor aceita encomendas por e-mail?

 

 

Tags: Baruch Spinoza, ética, favorecer o seu direito natural de existir e trabalhar, fim supremo, medo, nem extorquir obediência; mas, O fim supremo “O fim supremo de um regime não é governar e refrear pelo temor, pânico. Não, para que ele possa viver na maior tranquilidade possível; em outras palavras, pelo contrário livrar todo homem do receio, receio, sem dano para si e para outrem” Baruch Spinoza Meu caro Baruch Esta sua frase não sai da minha cabeça “direito natural de existir e trabalhar, sem dano para si e para outrem” Sua síntese é tão simples. Por que não pode ser? Livrar-nos dos receios? É o que mais temos

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Terrorismo intelectual

27 quarta-feira ago 2014

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Terrorismo Intelectual

Paulo Rosenbaum

quarta-feira 27/08/14

 Não compreendo por que ainda me surpreendo. Já deveríamos estar acostumados, mas não se conhecem casos de imunidade natural contra perversões na cátedra. Depois dos vitupérios emanados pela irreconhecível esquerda de antanho, depois do lançamento do modelo “pijama de campo de concentração” da grife famosa, e, finalmente, depois das marchas de alemães e franceses pedindo […]

Não compreendo por que ainda me surpreendo. Já deveríamos estar acostumados, mas não se conhecem casos de imunidade natural contra perversões na cátedra. Depois dos vitupérios emanados pela irreconhecível esquerda de antanho, depois do lançamento do modelo “pijama de campo de concentração” da grife famosa, e, finalmente, depois das marchas de alemães e franceses pedindo câmara de gás, redescobrimos que o requinte chegou ao campus. Novas formas de degola a frio desembarcaram no mercado: jihadismo intelectual laico, ou simplesmente, terrorismo intelectual.

Sempre se soube do suporte que intelectuais emprestaram para causas nobres, humanitárias e em defesa da justiça e das minorias oprimidas. Eis o que o sociólogo e militante português Boaventura de S. Santos acaba de publicar artigo numa revista brasileira, no qual evoca e justifica a extinção de um Estado. É claro que não se trata da China, Estado Islâmico ou Andorra. É evidente, ele se refere a Israel. E em quem mais poderia se concentrar? Como outras características as avessas em nossa era, a tradição da elite intelectual tem migrado da ponderação analítica dos fatos — conforme rogava Bertrand Russell — para a redação de peças ideológicas, auto laudatórias e, em alguns casos, contendo grosseiras distorções da razão.

Pudemos registrar a força e penetração da verve antissemita, especialmente entre a esclerosada esquerda latino americana, que descobriu não ter mais causas decentes para defender. Muitos acadêmicos laureados e literatos premiados nunca fizeram parte deste glorioso passado humanista no qual se advogava em favor da tolerância e liberdade, e não se privava do pensamento às custas dos instintos e preferências ideológicas da estação. Não poucos ideólogos a esquerda e a direita demonstraram apreço por teorias eugênicas e chegaram mesmo a oferecer suporte teórico às racionalizações racistas, disfarçadas de conveniências sociológicas.

A estupidez devota do acadêmico português é icônica e supera quase tudo que se viu em matéria de aventura e deturpação.  Isso acontece quando um intelectual começa a achar que pode predizer vida e morte, vale dizer, quais Estados nacionais merecem sobreviver. Do alto de sua auto referencia partisã, o acadêmico — supõe-se que é assim que doutrina seus alunos — propõe soluções mirabolantes, sem a menor consciência ou capacidade de apreensão da realidade de solo. O passo seguinte será vaticinar quais países devem ser extintos e coordenar as etapas do desmonte da Nação com a qual ele não simpatiza. Ao se unir aos que trabalham para deslegitimar Israel ele, automaticamente, legitima grupos terroristas para que prossigam a luta contra o “inimigo sionista” e resistam ao “colonialismo imperial norte americano”. Faz sentido, e ele não está só em sua guerra santa, versão materialismo histórico. Pois aí, uma vez atingido o ponto, já se pode relativizar a natureza perversa do jihadismo internacional. Aquele que deliberadamente sequestra, crucifica, assassina e lança foguetes contra alvos civis. Desconstruindo o direito de legítima defesa, pois se trata do “mal”, do “problema judeu”, a cumplicidade torna-se mais confortável e já se pode encaixar terroristas sob categorias mais amenas, tais como “combatentes”, “resistência”, e “milicianos”. De quebra, com a anacrônica índole maniqueísta bem disfarçada, sentem-se livres para renomear o alvo usando a pecha mais desqualificadora possível. É dentro dessa cortina da fumaça da linguagem, que se pode afirmar que os judeus são, por exemplo, os criminosos nazistas dos nossos tempos, e, ainda, sair aplaudido pela multidão beócia, em franca síndrome de abstinência de bodes expiatórios.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/terroristasintelectuais/

 

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Elogio da Alienação (blog Estadão)

21 quinta-feira ago 2014

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Elogio da alienação

Paulo Rosenbaum

quinta-feira 21/08/14

Será que só em alienação conseguimos enxergar o perfil misterioso que se esconde atrás de todas as coisas? Áureo, brilhante, promissor. Um mar de sóis. E assim supor que há um fio que nos sustenta, que nega o culto da morte? Ainda podemos discordar da mandatária geral? Eles ainda não sabem que existem motivos de […]

Será que só em alienação conseguimos enxergar o perfil misterioso que se esconde atrás de todas as coisas? Áureo, brilhante, promissor. Um mar de sóis. E assim supor que há um fio que nos sustenta, que nega o culto da morte? Ainda podemos discordar da mandatária geral? Eles ainda não sabem que existem motivos de sobra para desconfiar? Na versão deles somos uma nação de pessimistas com má vontade. Como aprendemos nestes infindáveis 12 anos, o apego supera a autocritica E se o verde não fosse um partido, mas a grande causa sem partido? E se os fantasmas de estadistas promissores não precisassem encarnar em candidatos? E se desligássemos as TVs e escolhêssemos o que ler nos jornais? E imaginar que as cidades romperam suas degradações? Pois, só para fazer a imagem, e se os fragmentos superassem o todo? E se as ruas arborizadas não fossem exceções? E se a periferia e o centro viessem juntas, numa plaina suave? Esqueçam uniformidade, pensem em vizinhanças com vãos livres. Onde consenso e planejamento substituíssem leis e decretos. E se as conversas rasgassem nosso campo de visão para fundir horizontes? E se a terra fosse cultivada sem que quem a possui desconfiasse de quem a trabalha. E vice versa. E se o consumo tivesse outro destino? E se o ofício não estivesse divorciado do talento? E se invertêssemos o mundo só para usufruir novos ângulos E, se hoje, o céu fosse convidado a testemunhar na CPI das coisas impossíveis? E se o afastamento das galáxias fosse a pauta no Congresso? E se o esforço concentrado não estivesse em apontar para a brutalidade da matéria? E se as carreiras não penalizassem o mérito? E a se a fama não fosse a moeda das oportunidades? E se o sol fincasse pé no corredor de todos os espaços? E se os prédios se sustentassem nas hortas? E se o infinito sentasse para narrar sua história? As vezes, a impossibilidade nos aliena na justa medida. Mas, um fato acaba de se impor, bem aqui: acabamos de imaginar esse dia memorável.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/elogio-da-alienacao-2/

 

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A arte de bloquear (Blog Estadão)

19 terça-feira ago 2014

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A arte de bloquear

Paulo Rosenbaum

terça-feira 19/08/14

  Não deu. Era aquilo mesmo. Convidei gente que queria acabar com minha raça. Como poderia saber? Não solucei, mas troquei fluxo de consciência por exclusão.  Estranhei excluir tantos de uma só vez. Um a um, e foram quase todos. Fiz uma rápida revisão e me perguntei: como todos vieram parar no meu feed de […]

 

Não deu. Era aquilo mesmo. Convidei gente que queria acabar com minha raça. Como poderia saber? Não solucei, mas troquei fluxo de consciência por exclusão.  Estranhei excluir tantos de uma só vez. Um a um, e foram quase todos. Fiz uma rápida revisão e me perguntei: como todos vieram parar no meu feed de notícias? Eram escolhidos no calor dos dias. Nas noites sem luz. As vezes, o velho acaso. A vigília é uma inércia. Olhava e convidava.Ou só aceitava, sem duvidar. E como iria saber quem eram?  Era só teclar “solicitação de amizade”. Com um click cometia o erro, com o outro  pensava estar livre dele. Só que não é bem assim. Como diz o aforismo, cessam as causas, não os efeitos. E diante daquele “tem certeza que deseja fazer isso?”, eu “não, não tenho certeza”.  Não era só pelo spam, piadas infames, ataques primários ou pobreza de espírito.  Como em toda cartilha paranoica, sou eu, contra todos. Quem dera, 1948 amigos! Ali não eram nem cinco! 1948? Desconheço tantas pessoas de carne e osso. Agora que já aconteceu, confesso a hesitação. Me convenço que só a solidão processa o espírito. Claro que sei, daqui em diante só verei palpites semelhantes aos meus. E qual é o problema? E, por acaso, isso aqui deveria ser uma amostragem da população? Há alguma lei que me obrigue a hospedar na sala quem detesta democracia e despreza as instituições? É o critério de justiça deles que sou obrigado a adotar? Que pregam golpes ou conselhos populares.  Jurisprudência cativa e imprensa controlada? Os falsos e os censores? São fantasmas arbitrários. Abaixo aqueles que toleram intolerâncias. Não escolhi brigar. Não quero ouvir, ser obrigado a ver, nem compungido às leituras obrigatórias. Não ter que responder ou se defender dos boatos destrutivos, conclusões toscas, propaganda política rasa e camisetas de terroristas customizadas. Suportei jihadistas do partido, trools revolucionários, perfis falsos e perfídia. Só aí soube, há um mar ignominioso no espaço cibernético.

A desculpa de quem age é a reação. Depois de feito, creiam, simplesmente impossível compartilhar o alívio que se sente ao final da faxina. A vida precisa voltar a ser fixada sob impulsos. As vezes, a saída não passa pela razão, chega no ímpeto. Viva a alienação. Avante opinião única. Que entrem os moderados e expulsem esse novo entulho autoritário disfarçado de transformação.  Que sentem-se os intuitivos. Farei meu trajeto, acesso, e compasso. Em meio aos julgamentos precários, hoje escolho meus vereditos. Entre as tiranias do mundo, me solidarizo com minhas arbitrariedades. Adeus ironias alheias. Se for critica, trato disso em frente ao espelho. E assim, posso deixar de me levar a sério. Não, não quero curtir, obrigado. Não curto, não compartilho, denuncio ou comento. Para mim, chega. No começo foi difícil. Hoje, quero só falar. Nem adianta responder.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/a-arte-de-bloquear/

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Sabotagem do Acaso (blog Estadão)

17 domingo ago 2014

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acidente, Andre Lalande, Aristóteles, causas acidentais, Eduardo Campos, gangorra política, teleologia

 

 

A máxima sabotagem

Paulo Rosenbaum

domingo 17/08/14

Aristóteles considerava que quase nada poderia existir sem causas. Para ele, todos os tipos de causalidades tinham, obrigatoriamente, alguma finalidade última. Se para tudo há uma finalidade a exceção é a causa acidental, o acaso. Ao contrário das outras causas elas são irregulares e não necessárias, e, por isso, desafiam o determinismo. Dai o susto, […]

Aristóteles considerava que quase nada poderia existir sem causas. Para ele, todos os tipos de causalidades tinham, obrigatoriamente, alguma finalidade última. Se para tudo há uma finalidade a exceção é a causa acidental, o acaso. Ao contrário das outras causas elas são irregulares e não necessárias, e, por isso, desafiam o determinismo. Dai o susto, o escape da função e da razão. O dicionário filosófico de Andre Lalande esclarece o acidente: trata-se de um evento que chega de “maneira contingente ou fortuita e na linguagem corrente, aquilo que raramente ocorre”. Causam susto, escape da função e fuga da razão. Portanto, a causa acidental deveria ser rara. O raro é sempre estranho. Seu aparecimento, inesperado. Foge da ordem natural. A ordem natural, para quem acredita, é a rotina. Sair de casa e voltar. Chegar ao destino. Um dia completo. Escapar do súbito. Do infortúnio. Realizar desejos e projetos. Mas e quando a pedra não sai do caminho? E quando há vento de cauda, névoa espessa, inclinação exagerada e pista oculta? A mesma alegada premonição que faz alguém não embarcar na nave que cairá, vitima quem não teve a mesma inspiração. Por se tratar de um evento com sujeito oculto, acidentes são, essencialmente, injustos. A realidade dos fenômenos acidentais, é dolosa. Mas até prova em contrário, culposa. E a quem devemos recorrer? Uma vez submetidos a eles, não há instância superior, não existem culpados, vilões visíveis ou elucidação possível. Só sobram restos e vítimas. Somos obrigados a submergir em lamentos e luto. Considerando que temos centenas de outras prováveis conspirações em curso, a maior conspiração dentre todas seria se, neste episódio, não tivéssemos nenhuma conspiração. A máxima sabotagem será essa, com o toque místico de tudo ter lugar no dia de aniversário do falecimento do avô, um acidente puro, onde a caixa preta emudece, sem suspeitos, sem provas, sem mapeamento, sem um único indício vivo. Um acidente inapreensível, de evidências vagas, sem rastros. Se não for o crime perfeito, terá sido uma das maiores surpresas que o acaso preparou para a história das gangorras políticas.

Para comentar usar o link

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/a-maxima-sabotagem/

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Jonas e o Vácuo

15 sexta-feira ago 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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califado, Isis e a tumba de Jonas, Jonas, Renascimento, Terroristas

Jonas e o vácuo

É possível sobreviver no ventre de um grande animal marinho? James Bartley sobreviveu 15 horas nas entranhas de um cachalote nas ilhas Malvinas em 1891, e um marinheiro inglês foi resgatado depois de passar 48 horas dentro de um tubarão baleia. Isso importa menos do que o simbolismo dos depoimentos de um personagem considerado “solto no ar” pelos exegetas bíblicos.

Passou quase despercebido, mas os adoradores do terror do Isis, acabam de anunciar a destruição da tumba de Jonas no Iraque, que se encontrava em uma mesquita construída sobre o mesmo sítio que já abrigara uma igreja, desde o século VIII. O simbolismo é significativo. Jonas é o profeta que dá nome ao livro bíblico reconhecido por todas as tradições monoteístas: cristãos, judeus e muçulmanos,

A narrativa explica que Jonas sobreviveu por quase três dias nas entranhas dum monstro marinho, o qual poderia ser a baleia. Esse profeta, mesmo não sendo economista, era um daqueles sujeitos torturados pela constante sensação de vislumbrar o futuro. Ele não ameaçava, insistia em persuadir a humanidade a abandonar pequenos narcisismos. Em outras palavras, que recuperasse os sentidos, a fração justa, algum superego. Denunciava a crueldade entre os povos, dos assírios, dos habitantes de Nínive, das pessoas que habitavam o Mediterrâneo.

Jonas, em oposição ao catastrofismo inexorável dos oráculos e de outros alarmistas formulava previsões condicionais: as imprecações vinham junto com a torcida para que não precisassem se realizar. Parece estranho, mas faz todo sentido.

Para ele, Deus não poderia ser uma entidade nacional, partisã, ou exclusividade de um só povo. O mais provável é que o Criador fosse uma entidade universal, acessível e sensível. É como se não fizesse sentido que a salvação precisasse ser a virtude de uns em detrimento dos outros.

Parece que a mais nova neo-vertente, o Isis, também conhecido como “Califado da Retidão”, a quem agradeço de coração por poder reestudar este sábio bíblico, assim como outros grupos fundamentalistas islâmicos fazem suas marchas determinados: contra a diversidade. Não suportam a vasta e desconcertante pluralidade deste fim da pós modernidade.

A passagem de uma sociedade oprimida por ditadores sanguinários para a liberdade, ensejou, para desgosto do neopopulismo da esquerda latino americana, não uma primavera, mas longo inverno de lutas tribais.

Financiadas por regimes inteiros, e subsidiadas por milionários do ramo da indústria do petróleo, ficaram férteis e belicosos. Represadas por séculos, elas agora encontram o corredor aberto para extravasar e se esparramar por vários continentes. As civilizações podem não estar em rota de colisão, enquanto o hiato parece claro. Tomara que regressem do vácuo, com alguma criatividade. É urgente, precisamos de mais um Renascimento.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/08/15/onde-jonas-foi-parar/

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Intolerância latente ( Blog Estadão)

13 quarta-feira ago 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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: antissemitismo, bias da mídia, diferença entre criticar Israel e ser antissemita, intolerancia latente, isaiah berlin, Israel, libelos de sangue, nazistas, terrorismo Hamás

Intolerância latente

Paulo Rosenbaum

quarta-feira 13/08/14

Antisemitism means “hating Jews more than is absolutely necessary. Antissemitismo significa: odiar judeus mais do que o absolutamente necessário. Isaiah Berlin Sou mais um que vai parodiar Tom Jobim, mas o refinado senso irônico de Isahiah Berlin não é mesmo para principiantes. Apresenta a eloquência dos que compreenderam que sempre haverá álibi para racionalizar a […]

Antisemitism means “hating Jews more than is absolutely necessary.

Antissemitismo significa: odiar judeus mais do que o absolutamente necessário.

Isaiah Berlin

Sou mais um que vai parodiar Tom Jobim, mas o refinado senso irônico de Isahiah Berlin não é mesmo para principiantes. Apresenta a eloquência dos que compreenderam que sempre haverá álibi para racionalizar a judeofobia. Alguns destes álibis são hilários, outros travestem a lógica com argumentos aparentemente plausíveis. Entre os diagnósticos instantâneos: “Estão vendo, é Gaza! É a direita no poder em Israel! A culpa é da política expansionista dos israelenses! O conflito não é ideológico, mas puramente político!”

Recente edição do “The Guardian” relatou em números, o aumento exponencial dos ataques antissemitas pelo mundo: só comparável ao período de ascenção dos nazistas ao poder. Só que isso foi em 2013. Evidentemente que a catarse de uma guerra acelera hostilidades latentes. Na semana passada, cemitérios pichados na Itália, turbas apedrejaram lojas de judeus em Marselha e Paris, e neonazistas se juntaram aos jihadistas e à extrema esquerda, para entoar conhecidos slogans antijudaicos em Berlin e Munique.

Em geral, as minorias são mais vulneráveis à intolerância como todos estamos testemunhando no impensável retrocesso da civilização no Iraque. Como ousam yazidis, cristãos, sufis, e outras tribos e etnias, subsistirem dentro de suas tradições, sem sucumbir à pressão do fundamentalismo que aspira ser dominante, e suprime as dissonâncias? Para além das escolhas religiosas, essa supressão é também cultural e simbólica. Se não, qual seria o motivo pelo qual os terroristas do Estado islâmico tenham se dado ao trabalho de destruir a tumba de Jonas dentro de uma mesquita histórica?

Cenário e alianças podem mudar dramaticamente. Nas palavras do ministro das relações exteriores da Arábia Saudita, o conflito agora não é mais entre árabes e israelenses. Judeus, assim como outras minorias, são alvos ancestrais desses sentimentos, especialmente sob maiorias controladas por tiranos. É quando o “ódio suficiente” referente à ironia de Berlin, sai do controle, o excedente escapa, e as intolerâncias podem explodir em paz.

Trata-se do velho pretexto infinito, do álibi universal, da licença poética para perseguir, que, subsiste, intacta, nos grotões da ignorância, nos porões inconscientes e sobretudo na linguagem. Dos libelos de sangue medievais – agora repetidos nas escolas infantis pelos terroristas do Hamás – ao affair Dreyfus, do arianismo aos campos de extermínio, os vagões podem ter mudado, trens e trilhos são, rigorosamente, os mesmos.

Por outro lado, não é razoável acusar quem critica Israel neste ou em outros conflitos, como necessariamente antissemita. Mas o viés persistente que aponta quem se defende como algoz, o bias da mídia, e o tom usado pela legião de juízes parciais, são ingredientes que acabam metamorfoseando a crítica martelante em ação antissemita involuntária.

A persistente tentativa de deslegitimar um Estado é o prenúncio para inviabilização do povo que o habita. No tabuleiro geopolítico do Oriente Médio é comum reputar o Estado hebreu como a única peça sobressalente. Entretanto, é fato que a maioria dos Estados nacionais só se agruparam como os conhecemos, durante o século XX. E por que com este País haveria de ser diferente? A difusão parcial dos eventos históricos pode ajudar a explicar, ainda que não justifique, boa parte da notória má vontade quando a pauta é Israel.

Tags: antissemitismo, bias da mídia, diferença entre criticar Israel e ser antissemita, intolerancia latente, isaiah berlin, Israel, libelos de sangue, nazistas, terrorismo Hamás

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Pai é Pai (Blog Estadão)

10 domingo ago 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa

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dia dos pais, pai é pai

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Todo mundo se concentra nas mães. Ficam aflitos com o masculino em baixa. Mas pai é pai. Essa é para os que estão aí. Os pais que foram e os que estão chegando. Os que mudaram e os que migraram. Aqueles que podemos contar. Os inspiradores. Os engraçados. Os piadistas. O provedor e o bolsista. Os generosos e os malandros. Os pais intensos e os desajeitados. Os joviais e os avôs. O pai referencia e os da memória. Os afetivos e os endurecidos.  O pai professor e o pai aluno. Os pais atentos e os distraídos. Aqueles que olham nos olhos e os que choram. Os que viajam muito e trazem presentes. O rabugento, que derrete no beijo. Os comilões e os esportistas. O rápido e o artista. O durão que abraça. Os temporários, que ficam para sempre. Os pais barítonos e sopranos. O pai que não desgruda. Paizões que mimam, e os que só murmuram. O pai desconhecido e o que acabamos conhecendo. Os invisíveis, involuntários e os palpáveis. O pai que agora é filho. O pai que se despede e aquele que nunca sai das nossas vidas: todos eles.

 

 

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Deveras inadmissível (Blog Estadão)

09 sábado ago 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Deveras inadmissível

Paulo Rosenbaum

sábado 09/08/14

‘É inadmissível’, diz Dilma sobre alteração de perfis Em outros países, e, as vezes, por muito menos, eventos como a recente “lista negra” e esse de adulteração de perfil de jornalistas, geraria um pedido de investigação (não interministerial, claro), teria enorme impacto político e talvez até culminasse num processo contra mandatários. Aqui é diferente, como […]

‘É inadmissível’, diz Dilma sobre alteração de perfis

Em outros países, e, as vezes, por muito menos, eventos como a recente “lista negra” e esse de adulteração de perfil de jornalistas, geraria um pedido de investigação (não interministerial, claro), teria enorme impacto político e talvez até culminasse num processo contra mandatários. Aqui é diferente, como em outros desmandos, quem se esconde atrás do mal feito costuma se disfarçar de vítima. Só para relembrar, a culpa era dos aloprados (dossiê contra o adversário político na disputa presidencial), depois que ele foi traído (episódio do mensalão), e agora afirma-se que é inadmissível (fraude executada na partir de computadores localizados no palácio do planalto). Inadmissível, nos dizeres dos dicionários analógicos, têm um sentido abrangente: fora da lei, frauduno, frauduleiro, estrangeiro, exotismo, avulso, a mais, mano a mano (sem partido). Muito emblemático para a corrente situação política do País. Qual será o próximo passo? Fechamento dos jornais e mordaça final na livre imprensa? As chances das democracias em decadência se salvarem existem quando ainda não foram completamente caladas.  Depois? Consultem a história.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/inadmissivel/

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