• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Trilhos

08 quarta-feira jun 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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poesia, poesia trilhos

Virás,

no triângulo ineludível

no retângulo submerso de cada estaca

Irás,

No perigo, na dor ou por ir

No olhar único,

Na direção formal,

Ficarás,

se não partires,

se não fugires,

na íris oposta,

Estarás,

como se tudo fosse assim tão simples.

(não será)

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Baque, ou, educação pelo susto

06 segunda-feira jun 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ares próprios, educar-se, o ensino pelo susto, o papel dos sustos, si mesmo

Anos de psicoanálise. Dezenas de horas em meditação. Contemplação e vida no campo. Fins de semana relaxantes.

As vezes nada ensina tanto quanto uma verdadeira pancada. Um estrondo, uma notícia súbita, uma morte, um carro que desliza, um võo que derrapa, um susto que se toma, uma ameaça consistente, real e concreta, que nos chantageia a vida — pode ser em meio ao mar do marasmo ou dentro da tranquilidade construída.

Estamos todos à merce desta educação pelo susto. E ela não pode ser planejada. Para ela não há carreira, tempo certo, não há sequer previsão.

Ele (o susto) passou a educar desde que não podemos mais chegar à maturidade alguma (nem sonhar com maturidade permanente) através da razão, da reflexão ou de uma consciência programada. O limite para todas as racionalizações dementes está dado pela vida pouco criativa a que somos forçados a viver. Culpemos o meio, ou qualquer um.

A resistencia ao meio, tomada pela psiquiatria como comportamento anti-social é nossa única garantia. Se a maioria conseguiu te arrastar às médias posso adiantar: voce fracassou. Não há outra equação possível. Por outro lado, a mera resistência, limitar-se a ela não te garante nada, a não ser que voce se conforme fácil. E não tenho a mínima ideia de qual é saída.

Educar-se é uma tarefa permanente, mas é o excesso de planejamento que corrói a intuição. Ai é que começa o papel dos baques, do imprevisível, do inesperado.

É uma pequena brecha, essa que temos que construir entre nossas consciencias e quem somos. A capacidade de ouvir do inesperado e aprender com ele é um enorme trecho de existência, simplesmente engulido pela educação formal. As aulas de psicologia — se não fossem o que são — deveriam começar no jardim de infância para que as crianças não sejam assombradas pelos fantasmas dos complexos dos pais. Porque isso dura uma vida. Para que dois, em cada tres movimentos respiratórios, não sejam de outros em nós. A aquisição de ares próprios talvez seja a tarefa mais importante, ainda que a menos compreendida pela medicina e pela psicologia.

Fácil? Quem falou isso?

Necessário?

Não, urgente!

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Dos túneis de Higienópolis aos nazistas de Cannes, a banalização do ódio.

01 quarta-feira jun 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Não compreendo a mídia. Aliás, há muito desisti.

Claro, sempre se soube. Havia interesses ocultos em jogo, faz parte do jogo de joão-bobo disfarçado de democracia representativa, mas não é que os jornais de São Paulo quiseram fazer uma campanha “pelo Metro na Rua Sergipe”.

Eu particularmente não sei se apoio ou não a ideia. Depende, depende se o governo do estado e a prefeitura da cidade vão se empenhar na melhora do policiamento no bairro (praticamente abandonado neste quesito), ser mais célere na limpeza das ruas, e, finalmente, fazer os estudos técnicos que realmente beneficiem as pessoas. As pessoas esperam sobriedade do poder público quando for tomar uma decisão importantíssima como o traçado das estações. Não se pode mudar ou retocar trajetos de trens com base na gritaria nem durante uma intuição em entrevistas para colunistas sociais.

Por fim, a cobertura jornalística parece esquecer-se de que muitos dos benefícios que aconteceram nos últimos anos na cidade de São Paulo foi decorrência direta da mobilização das Associações de Bairros, e grupos de moradores, que cansados da anomia sentada no poder público, sentiram que era da mobilização de pequenas populações o que efetivamente poderia assegurar seus direitos.

Pois não é que passaram a criminalizar — a partir de uma declaração isolada, bizarra e mal construída sintaticamente — a população inteira do Bairro por se opor, ou questionar, tanto faz, se uma estação escavada a uma distância irrisória de outra — a estação Consolação que fica no final da Rua Piauí — é prioridade para o bairro ou não.

Ai veio a melhor parte: não só a população do bairro, na avaliação alienada e superficial de alguns jornalistas, teria um “sentimento antipovo”, como parte deste sentimento viria de judeus com neurose fóbica. Foi o suficiente para que a corrente estúpida se formasse. Não valeria a pena comentar a façanha do gentio beócio autor da tal frase se ela não fosse uma tradução de um sentimento entalado na garganta e na cabeça (não necessariamente nessa ordem) de muita gente.

Importante reparar que, nesse caso, não há porque encarar o fenômeno como uma manifestação isolada, intempestiva, no afã de provocar ruído e risada fácil. Desta vez, não se trata das coisas rasantes enraizadas na baixaria televisiva, se trata, é isso que importa, de fenômeno mundial, grave, politicamente relevante.

O direito de opinar, de celebridades às pessoas comuns, não pode sofrer sanções, seria censura. De acordo. Mas há, em toda esta confusão intencional e mal intencionada algo mais que mera perversão divertida. Há uma intolerância generalizada em curso que, às vezes, convenientemente, embaralha tudo.

Preconceitos, como já nos ensinou a hermenêutica filosófica, não podem ser desprezados. Eles não só existem como vez e outra sua força reprimida vem à tona, eclodindo de forma nua, inaudita, e, às vezes, execrável. A verdade simplesmente escapa das bocas. Por outro lado, a promoção da cultura da paz é um elemento essencial para qualquer civilização e ela – se é que ainda há o que possa — asseguraria os direitos civis. Um dos papéis da imprensa sempre foi de uma forma ou outra, promovê-la. Há urgência nisso. Todo Estado e toda mídia que manipula e/ou promova, ativa ou passivamente, hostilidade entre pessoas, etnias ou classes sociais deviam ser banidos pela própria sociedade. Neste sentido, o filme “Z” de Costa Gravas, é um exemplo profético atordoante.

Vejam só o aumento exponencial de declarações abertamente antijudaicas de astros, ícones da moda e diretores de cinema. Desde o fim da segunda guerra não se viam tantos atos de vandalismo e hostilidade contra os judeus na Europa. A onda de hostilidades anti-imigrantes que varre o mundo também se nutre do mesmo sangue, a sanha do ódio ao estrangeiro, vale dizer, aos “extranhos” entre nós.

Isso tudo, associado à escalada de governos xenófobos, de extrema direita ou de esquerda fascista — enfim reunidos de novo numa causa comum — em boa parte do velho continente e aqui na América Latina, nos conduz à conclusões e prognósticos desfavoráveis e, talvez, mais que nunca, faça valer a máxima de que a história ensinaria, desde que ainda houvessem alunos.

Inquietante observar que, sem muita consciência, quase acriticamente, a mídia jornalística parece estar replicando e transformando declarações neonazistas e de intolerantes em manchetes informativas. Apesar de obscurecer a verdade o sensacional vende, mas nem sempre, a neutralidade é uma virtude.

Ódio ao estrangeiro está na raiz desta nova sombra que invade o mundo. Mas há uma escolha: a maioria precisa renunciar à sua plataforma política de desejar uma sociedade homogênea.

Deixem as minorias viver em paz!

Paulo Rosenbaum, Médico, Phd. e pós doutor (FMUSP), poeta e escritor. Roteirista e produtor de documentários (“O nome do Cuidado” com Leo Lama) foi também editor de revistas científicas no campo da saúde. Com mais de dez livros publicados (medicina e poesia), “Verdade Lançada ao Solo” publicado pela Record, é seu primeiro romance.

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A tirania da poesia e a ditadura das mídias

29 domingo maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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monopólio cultural, ostracismo cultural, patrocínio de projetos culturais, poesia marginal, tirania da poesia, tribalismo

Publicado no BRASIL247 (acompanhem o link – http://200.189.161.92/pt/247/cultura/4155/A-tirania-da-poesia-e-a-ditadura-das-m%C3%ADdias.htm)

A tirania da poesia e a ditadura das mídias

O digno de ser publicado passa por um turbilhão de interesses, a maior parte deles, alheio à literatura

09 de Junho de 2011 às 19:51
A tirania da poesia: marginalidade e ostracismo cultural.
Dizem que a leitura, em certos casos, deve ser uma concessão do leitor ao autor. Reluto, mas deve ser verdade.
Porque alguém deveria ler um livro até o fim? Quem redigiu o contrato? Quem assumiu este compromisso? A compra de um objeto como é o caso de um livro não significa absolutamente nada. E quando se trata de poesia tudo piora. A poesia é tirânica, como certa vez disse Cristovão Tezza citando Bakthin. Eles podem ter razão. Não só por ser concebida de uma forma muito mais livre do que o texto romanesco, ficção ou prosa. A poesia dita seus próprios ritmos, dirige seus passos.
Claro que a tendência da contemporaneidade é não aceitar poetas herméticos, ou autores que se deixam entorpecer pela beleza das palavras ou pela estética do sofrimento. Pelo menos a mensagem está bem explicitada. Desta vez, veio muito clara e distinta. A antimusa contemporânea prefere poetas minimalistas, ou que elegem o discurso quase jornalístico, de preferência, que beire o real. Mas quem se importa com o que a contemporaneidade pensa? Há uma hegemonia do pensamento. É um paradoxo, na era que a diversidade é cantada em verso e prosa, vemos o poder cada vez mais concentrado.
Importante saber que a estética e a filosofia que domina nossas dias não passa de apenas um femtosegundo na trajetória cultural dos homens. Um instantâneo das tendências do mundo. Tudo para dizer que a poesia — a mais incompreendida (não a mais incompreensível) das atividades literárias — é, por isso mesmo, a mais importante, senão o único ofício relevante do escritor.
A poesia pode misturar tudo, sem se render à ninguém. Seu capricho, que prometia atestar seu despotismo, acaba carregando o quididativo, o próprio da fala humana. A poesia faz todo sentido. Mais um motivo para que a qualidade do texto não possa estar sob a tutela dos professores de literatura — isso deveria estar devidamente atestado. Seja pela abundância de erros de avaliação, falta de critérios ou simplesmente pressa, ou pelos paradoxos entre a análise formalista da academia e os resultados efetivos de uma criação (os sucessos de público com fracasso de crítica e vice versa). Há enorme viés quando a apreciação vem dos editores de redação de cadernos culturais, e um problema quase insolúvel quando a sorte de um livro está nas mãos dos críticos de literatura. Não porque falte erudição (na verdade, há excesso) mas porque faltam críticos com formação realmente plurívoca, que enxerguem dotes e talentos para além das referencias estéticas e culturais dominantes. No dizer de Schopenhauer: talvez falta gente com cabelos próprios; há perucas em demasia.
Como um médico ou um economista ousa formular um texto fora de sua área? Ou um compositor redigir melhor que um literato, um neófito produzir uma obra prima? O fato é que há uma espécie de “reserva de mercado” para especialistas. Ajuda a entender melhor se compreendermos o modo pelo qual os preconceitos operam. E melhor ainda, como prosperam. A hermenêutica filosófica aponta o flagelo do expertocentrismo como responsável pela desfiguração do conhecimento e, principalmente, pela cisão, prematura, violenta, injustificável entre ciências humanas e naturais. Este apartamento gerou um vácuo insanável entre saber prático e sabedoria, separando homens de ciência e letras, pensar e ousar sentir.
Como resultado há um ruidoso tribalismo nas revistas especializadas. Nelas há arrogância injustificável (sim, pode haver uma arrogância justificável), autoreferencia exagerada, e, há, sobretudo, monopólio. O monopólio jornalístico da cultura, assunto exaustivamente comentado, mas persistente. Pois quando a liberdade se faz presente num texto, ele conquista, vale dizer, deveria conquistar, naturalmente, o direito de existir. Deveria ser quase que condenado a visibilidade. Claro que nem todos escrevem bem. E o gosto pode ser discutido. Vale a pena? Depende com quem.
Analogamente ao que Georges Canguilhem disse que sobre a filosofia: “não há boa ou má filosofia”, pode-se parafraseá-lo para afirmar que não há boa ou má poesia. Pode haver poesia sem consistência, pueril, imatura, ou que não nos agrada. A literatura, a dramaturgia e as artes estão sob o mesmíssimo dilema.
Quando se trata de patrocínio do Estado para projetos culturais, as coisas podem ingressar facilmente na categoria de “espantosas”. A coisa pública tornou-se praticamente refém das idiossincrasias dos governantes e venham de onde vier, doem a quem quiserem, os critérios serão parciais e quase sempre semi injustos. Todos merecem patrocínio, neste sentido, o mais justo, seria, talvez, nenhum. A comunidade, ou a avaliação por pares, também resolve muito pouco este dilema já que endossam a tal “expertocracia” que costuma priorizar, sempre, o próprio sistema digestivo.
Todo poeta convicto pede liberdade e alardeará que esta exclusão equivale a uma expulsão do mundo visível. Porque, pelo menos aí, detecta-se uma ditadura, um padrão monológico que, talvez supere, com folga, a tirania da poesia. A hegemonia das mídias culturais trava o debate mudando o registro das coisas decidindo o que é bom ou não por critérios que danam os conteúdos.
O digno de ser publicado — do colunista que merece destaque nas páginas iniciais e manchetes aos privilégios editoriais promíscuos — passa por um turbilhão de interesses, a maior parte deles, alheio à literatura. Assim fica dificil para quem consulta jornais (a mídia eletrônica, a sucessora, segue o mesmo descaminho) ter acesso ao que é produzido, — a esta altura do artigo podemos finalmente classificar — no submundo. Blogs, mídias sociais e alternativas são recursos, vale dizer inglórios, da exaustão contra o solipsismo.
Contra minhas próprias convicções anteriores, sou obrigado, tardiamente, a concordar: as pessoas não escolhem a marginalidade, são guiadas à ela, diligentemente. Isso durará até que os sons periféricos se infiltrem nas cabeças fechadas e destravem, por dentro, os sentidos abafados do mundo de espelhos.
Paulo Rosenbaum

Sobre paulorosenbaum

Paulo Rosenbaum, Médico, Phd. e pós doutor pela USP, poeta e escritor. Roteirista e produtor de documentários foi também editor de revistas científicas no campo da saúde. Com mais de dez livros publicados (medicina e poesia), “Verdade Lançada ao Solo”, publicado pela Record, é seu primeiro romance.

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Massacre em curso (só falta explicar para a floresta)

25 quarta-feira maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Amazonia e os futuros desertos, código florestal o escárnio, China, massacre contra a natureza, o congresso age contra voce, um governo sem código

— Um minuto
— Já ficamos muito mais que um minuto.
— Mais um minutinho.
— Por que? O que está havendo?
— Desta vez é pelo massacre
— Desta vez vem de onde? África, Irã?
— Do seu Congresso!
— Não é possível. O que eles fizeram desta vez?
— Endossaram, com folga numérica, o massacre contra a natureza
— Mas que fôfos…e o que eles ganham com isso?
— Lenha!
— Pensando bem, precisamos de desenvolvimento!
— Vero. Vero. A China também está fazendo isso
— Ah, não cara, ai voce vai me desculpar. Mas eles são os caras, estão bombando no mundo
— Ouça, deixe terminar? Eles vão viver num deserto em menos de 50 anos
— Sério?
— Pareço estar brincando?
— Não.
— O sumiço da Amazonia e o endosso da política de devastação farão exatamente o mesmo.
— E como é que eles me aprovam uma coisa dessas?
— O poder emana do povo e a ele pertence!
— Ironia?
— Não, a verdade.

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Truth spread out to the soil (one of the many titles for the book)

25 quarta-feira maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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devekut, hassidism, judaism, medical patient relationship, meditation and jews, modified state of awareness, novel

Truth harvested to the ground

Truth launched to the soil

Truth to the ground

Truth burst out to the ground

Truth springing out to the soil

Book I

By the mid of the 19th century, in a Jewish community of Western Europe, the Rabbi, philosopher and poet Zult Talb is restless. He is one of the last members of a lineage of just men who are the keepers of one of the most desired secrets in history:“Devekut”, a rare modified state of awareness where men can feel in their own bodies the energy of God itself. By being able to foresee everything about to happen in Europe, Zult needs his manuscript to reach the hands of the next generations.

Book II

A physician and his patient, decide to leave Brazil to climb a mountain in the Alps during the general thaw in the 21st. Century. After an avalanche, they are caught and remain isolated on the mountain top. In an improvised shelter, they wait for an improbable rescue or for death by freezing. While they wait, they survive discussing the surprises and the sense of life.

Book III

Yan Talb, Zult´s great-great-great grand son is on duty in a hospital caring for a strange case, the most challenging in his entire career. A man brought him a message from the past and this message puts his entire life upside down. He needs to solve the mystery, otherwise he will go crazy. The only answer may be the experience of “devekut”.

(version to english by Rachel Rosemblum)

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Ainda sobre a inevitabilidade da morte

22 domingo maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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fenomenologia da morte, inevitabilidade da morte, morte, sentido e direção, vales da morte

Os sonhos tem sido turbulentos, senão violentos e se, no dizer do poeta Apollinaire, “a vida é lenta e a esperança violenta” a morte tem sua parcela de culpa nesse ritmo. Todo transe, desde a notícia de que a respiração cessou até o féretro não passa de um protocolo, sombrio e necessário, desde que os homens passaram a enterrar os mortos. Ao lançar terra sobre a madeira escura cumprimos um mandamento, mas o que foi junto com aquele punhado de barro? Quem enterramos? Quais porções de nós caminhou junto à cova rasa? Por que parece que estamos dentro de um filme?

Normalmente a fantasia é que o tempo será um sedativo sem sucedâneo para cumprir a tarefa, indócil mas decisiva, de nos fazer esquecer do que acaba de acontecer. Mas não é que algo contra-intuitivo tem vez — como sempre — e atropelando toda inércia, nos lança na melancolia.

Este arremesso tem uma vida útil: dura a vida.

Pois é na vida, e não na memória, que temos a chance de estar junto com as pessoas que vêm e vão. Estes desembarques são intoleráveis, e por mais que me esforçe não consigo reter bem o sentido destes sumiços.

E por que deveria? Será mesmo que nenhum habitante retornou? As vozes não circulam por ai, sob as ondas de rádio? Não cumprem um destino errático que ninguém rastreou até o fim?

A morte bem que poderia se disfarçar de paisagem distante. Seria uma trégua, uma precaução ante todo desvio do dia a dia — aqui sou dicotomico e só posso pensar em sentido e não sentido — mas não…ela insiste em estar por todo lado. Pula na nossa cara. Tripudia sobre os céticos e crentes, igualmente.

Se a vida, em toda sua coação, sua persistência mesmo, pode fazer sentido, sua cessação não pode ser a ausencia deste mesmo sentido. Sim, sim, luto contra o pessimismo tentando ver sentido — e direção — onde a maioria não vê significado algum. Talvez a coisa toda se resuma ao conceito filosófico do vir a ser. Somos todos “vir a ser”, isso é, somos potencias — entremeados de atos — que se transformam em outras potencias.

Escapando da digressão, da aporia, da impossibilidade de continuar especulando talvez o que nos reste seja mesmo a memória, seletiva decerto, que cabe em cada um.

Os mortos estão aparentemente sem voz, mas é no eco que podemos enxergar o que estão dizendo.

E como esses vales são loquazes.

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Flutuações

18 quarta-feira maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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poesia

Flui,

na

nuvem,

mesma,

uma

nuvem

ímpar

um par

contado.

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Ensaio sobre a inevitabilidade da morte.

10 terça-feira maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 2 Comentários

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inevitabilidade da morte, medicina e morte, morte, mundo vindouro, negação da morte, paraísos idealizados

A medicina é uma profissão peculiar, como outras decerto, mas, nela encontramos um aspecto quase único, que não compete com nenhuma outra particularidade de outras atividades: a proximidade e a frequência com que assistimos a morte.

Nesse sentido, somos todos, de maior ou menor distância, testemunhas do inexorável. A morte, vista de perto, é evento previsíve,l extraordináriamente comum, banal mesmo. Ainda assim, reparem a estranheza com que lidamos com o fato, a potencia com que ele nos desestabiliza, a corrente nostálgica e inevitável de como se impõe. Tudo isso junto, acaba conferindo ao fenômeno uma façanha: é o comum mais surpreeendente que existe.

Isso prova algumas coisas: somos sujeitos que — em mundo que se empenha em nos lembrar sempre da falta de sentido — tem tanta esperança, mas é importante enfatizar, tamanha esperança, que, em nossas rezas, e em nossas fantasias rogamos para que ninguém morra. Aspiramos sua abolição, nada além disso.
Por outro lado sabemos, há um fim.

Mas a morte, me dizem, não é só falência do ser, mas o fim duma relação.

Será?

Que dizer da força das memórias? Dos diálogos internos? Da apreciação das obras? Dos filhos? Dos amigos? Das intervenções? Da imaginação ativa que nos coloca cara a cara com quem já morreu? Dos sonhos, nos quais provisoriamente reintegramos suas presenças?

Será possível que estejamos tão enganados e que a “negação da morte” ainda seja um daqueles tótens que nos conserva alheios a esse gigante, esta sombra impenetrável que é o desaparecimento físico das pessoas? Que a tal compulsiva negação é que nos conserve, paradoxalmente, na afirmação da vida? E que a vida está assim, tão separada, tão apartada, de qualquer forma encapsulada, deste monstro mitológico que aprendemos desde cedo ser a morte?

Não senhores e senhoras, não se se trata de fascínio, mas de inevitabilidade.

Nossas fantasias sobre a possibilidade transcendente do espírito podem ter todas acusadas de ingênuas, néscias, cruas, incoesas e sobretudo irracionais. Mas elas tem razão. Razão de ser.

Morremos para estar mais presentes. Dói, mas é toda a verdade. Se temos, cada um de nós, nossa micro relevância, é porque, de alguma forma, fazemos sentido. O sentido, nesse sentido, não é um elemento perecível. O sentido é o que nos faz ver que somos essas memórias todas aglutinadas e espalhadas, ao mesmo tempo. Que os que morrem não precisam estar em paraísos idealizados (ainda que valha a pena ter em mente a delícia de cada um dos jardins do mundo vindouro) nem em descrições detalhadas. Os que morrem vivem alhures e aqui.

Os mortos vivem em nós para sempre.

Sempre foi assim, mas só acordamos para isso ao morrer.

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Abaixo a realidade, pelas ilusões verdadeiras

03 terça-feira maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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abaixo a realidade, cinismo, ilusões verdadeiras, liberdade

Dizem que existem falsas ilusões e ninguém quer se enganar. Mas e quanto as verdadeiras?

Ninguém tem o monopólio, nem da verdade, nem da dignidade. Talvez, se não soubessemos o que acontece no mundo virtual em tempo real, enfatizo talvez, tivessemos mais chances de estar no mundo real num tempo pessoal. Isso seria o retorno à subjetividade e a revalorização do mundo interno.

Não senhor, ninguém aqui quer dar lição, nem fazer prevalecer ideias! Sei que estás desacostumado, mas é só um convite para reflexão.

Há um motivo, simples, para precisar dizer isso: a realidade não é, necessariamente, aquela que a cultura te apresenta, ou seja, confie mais em seus sentidos do que neste imenso guia manipulador externo que são as demandas sem fim. Isso significa também que estamos em plena era cínica.

Nenhum acordo vale, nenhuma regra será conservada, nenhum pacto mantido. E na era dos cínicos em seus respectivos pódios o que vale é a gula do imediatismo e a tirania da vida prática.

Ah, ainda está achando um discurso moralista? Enxergando traços nostálgicos neste trecho aqui? Uma recaída metafísica?

E dai?

Pois saibam que não me refiro somente às anomalias políticas, tampouco me entusiasmo com beatificações, realeza, execuções ou
primaveras no oriente médio.

O que interessa é livrar nossos corações e mentes do cinismo e provocar a realidade com vara curta. Deve haver um caminho intermediário que esteja entre a realidade tosca, extrovertida, escancarada e sem simbolismos e o fundamentalismo dos que execram este mundo.

Tenho certeza que existe. Só precisamos achá-lo, não sei onde.

O nome está na ponta da língua: é liberdade.

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