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Dizem que existem falsas ilusões e ninguém quer se enganar. Mas e quanto as verdadeiras?

Ninguém tem o monopólio, nem da verdade, nem da dignidade. Talvez, se não soubessemos o que acontece no mundo virtual em tempo real, enfatizo talvez, tivessemos mais chances de estar no mundo real num tempo pessoal. Isso seria o retorno à subjetividade e a revalorização do mundo interno.

Não senhor, ninguém aqui quer dar lição, nem fazer prevalecer ideias! Sei que estás desacostumado, mas é só um convite para reflexão.

Há um motivo, simples, para precisar dizer isso: a realidade não é, necessariamente, aquela que a cultura te apresenta, ou seja, confie mais em seus sentidos do que neste imenso guia manipulador externo que são as demandas sem fim. Isso significa também que estamos em plena era cínica.

Nenhum acordo vale, nenhuma regra será conservada, nenhum pacto mantido. E na era dos cínicos em seus respectivos pódios o que vale é a gula do imediatismo e a tirania da vida prática.

Ah, ainda está achando um discurso moralista? Enxergando traços nostálgicos neste trecho aqui? Uma recaída metafísica?

E dai?

Pois saibam que não me refiro somente às anomalias políticas, tampouco me entusiasmo com beatificações, realeza, execuções ou
primaveras no oriente médio.

O que interessa é livrar nossos corações e mentes do cinismo e provocar a realidade com vara curta. Deve haver um caminho intermediário que esteja entre a realidade tosca, extrovertida, escancarada e sem simbolismos e o fundamentalismo dos que execram este mundo.

Tenho certeza que existe. Só precisamos achá-lo, não sei onde.

O nome está na ponta da língua: é liberdade.