• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Artigos

Hécuba

14 terça-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Eurípedes, Hécuba, teatro, tragédia grega, Walderez de Barros

A peça “Hécuba” adaptada do texto de Eurípedes, que acaba de terminar sua temporada paulista no Teatro Vivo e é uma prova que subsiste nos palcos força cênica e vigoroso poder criador. A cenografia, figurino e direção estão originalíssimas e o coro musical que conduz a tragédia nos leva a um palco para bem além de qualquer dos países às margens do Egeu. Walderez de Barros reencarna a rainha troiana derrotada, que, escravizada, precisa vingar os filhos mortos. Desempenha com a distancia perfeita que o teatro deve ao cinema. Nada é exagerado, desproporcional, ou gratuito e, com a ajuda da poética cinético-musical, a tragédia ganha um ar de aventura e esperança. Aventura dos fantasmas que, das máscaras desembocam palidez na audiencia. Esperança de que mais clássicos possam ter um tratamento tão elegante e profissional como esse. Não só imperdível, o espetáculo impacta e recupera um poder que se pensava perdido, para bem além da distração e do entreterimento: assombra-nos com perturbações universais e comuns.

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Cultura da violência e autocrítica: quando o poder deixa de ser republicano

09 quinta-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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cidades violentas, cultura da violencia, Haim Omer, luta armada, mensalão, paz, republicano, resistencia não violenta

Jornal do Brasil

Coisas da Política

Hoje às 06h48 – Atualizada hoje às 06h50

Cultura da violência e autocrítica: quando o poder deixa de ser republicano

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Quem teve a oportunidade de assistir aos recentes documentários sobre os movimentos políticos armados no Brasil no período da ditadura militar, recentemente exibidos (TV Brasil), pode perceber tanto o tom emocional como a ausência de autocrítica nos depoimentos. Faltou análise: a luta armada no Brasil foi um grave erro histórico da esquerda, e, bem instrumentalizada pela ditadura, atrasou a legitimidade social da luta pela democracia – e não a acelerou, conforme reza o culto em nichos autorreferentes.

Sim, aquelas pessoas resistiram à ditadura através da violência: “É que não víamos outra saída” – relatou um deles, voz embargada, depois de narrar os terríveis detalhes dos momentos de tortura. Pois, esse é o momento onde os caldos entornam: quando não se vê saída. É preocupante a falta de autocrítica em significativa parcela da esquerda brasileira. Talvez a autocrítica seja mesmo incompatível com a manutenção do poder. Nesse sentido, o poder passa a não ser mais um valor republicano. Vide todos os puristas que sempre acabam no limbo, enxotados e caçados pelos chefões pragmáticos.

Enquanto isso, a oposição encolhe toda vez que depara com os índices de aprovação da administração federal atual. Mas não foram os anos de estabilidade prévios, da era Itamar Franco-FHC, em boa parte responsáveis pela boa condução da economia que o governo do PT herdou e manteve?

A grande oportunidade histórica para que a oposição testasse os limites da nossa jovem democracia foi durante o auge do escândalo do mensalão. Bateu o pânico! Temia-se mexer com o poder de Lula propondo seu afastamento nos moldes do impeachment. Alguém decidiu gritar “guerra civil”. Isso bastou. A oposição, covarde, calou-se. Pudera, também estava enroscada em seus próprios imbróglios, na arrecadação de verbas partidárias. Pois, ao calar, tanto oposição como mídia estão sendo apagadas, questão de tempo até que a borracha as desfenestre do horizonte político.

Muito perigosa essa falta de perspectiva de alternância real no poder. Vivemos sob um anacrônico nepotismo num governo cheiro de parentes, com franco aparelhamento do Estado por um único regime partidário, cosmeticamente pulverizado na chamada “base de apoio”. A autocrítica deveria partir do próprio PT que precisaria compreender – ou entende perfeitamente, e tem outros planos? – que sem oposição não há jogo democrático possível. A forma amadora e displicente com que a crise na segurança pública vem sendo tratada e a incapacidade de gerenciar o conflito de interesses no executivo corrói a governabilidade e ameaça diretamente as conquistas alcançadas desde a redemocratização do Brasil.

Crises explosivas na segurança pública – atuais e futuras – eram favas contadas. Afinal, entre as 50 cidades mais violentas no mundo oito estão no Brasil. Como esperar outra coisa? Traficantes e gente muito perigosa ainda hoje conseguem celulares nas cadeias e operam livremente lá de dentro. Que o governo se vire e assuma responsabilidades. Donos de um monstruoso superávit fiscal, que construam planos de carreira e salários para policiais, bombeiros, educadores e profissionais da saúde, junto com reformulação educacional na formação de todas essas pessoas. Dinheiro há, o que não existe são critérios justos para firmar as prioridades.

A verdade é que continuamos cultuando a violência. Com que facilidade se parte para o pau, se agride, se rouba! A polícia entra em greve, e hordas aproveitam para assassinar. Ninguém é culpado, mas há culpa. Recentemente, um dirigente do PSDB convocou a militância para “partir para cima”. Espero que haja consenso de que não é exatamente isso que se espera de um líder. Toda confrontação fermenta intolerância e anomia. Numa cultura segregacionista como a nossa precisamos encarar os problemas como adultos e convocar a paz.

Sonhamos com outras formas de organização da sociedade, vale dizer, uma frente suprapartidária que reunisse gente lúcida, mas que ainda não tivesse perdido as esperanças na República, gente que tenha pertinácia mas não gula pelo poder, gente que tenha ideais originais mas que não seja refém das ideologias. É delírio? Então esqueçam, mas respeitem a loucura.

A violência é a não saída e o esgotamento de todas as formas de trato civilizado. Haim Omer, um psicólogo brasileiro-israelense da Universidade de Tel Aviv, desenvolve há décadas uma técnica psicológica de solução de conflitos, reconhecida mundialmente e já aplicada em vários países. Ela é inspirada na resistência não violenta de Gandhi. Não seria má ideia arejar um pouco a cabeça para se refrescar com boas ideias para achar as novas saídas: as que estão por aí, enferrujaram.

Que a paz esteja com as portas abertas.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/02/09/cultura-da-violencia-e-autocritica-quando-o-poder-deixa-de-ser-republicano/

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. Autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)

paulorosenbaum.wordpress.com

 

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Organismo, ‘inneresfera’ e sistemas políticos

03 sexta-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 2 Comentários

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autoregulação, Censura, epidemiologia e risco, innersfera, mundo interior, resfriados e imunidade, vazão aos excessos sensoriais

Organismo, ‘inneresfera’ e sistemas políticos

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Deve haver paralelos entre o funcionamento do organismo e a organização política da sociedade. A epidemiologia formula a questão da seguinte forma: para calcular o risco propõe uma balança imaginária – de um lado, fatores que expõem, aumentando a vulnerabilidade das pessoas; do outro, aqueles que podem protegê-las. Na média, nosso sistema psíquico é relativamente estável, e nosso organismo imunocompetente. Quando há homeostasia, vivemos “no silencio dos órgãos”; quando a autorregulação falha, adoecemos. Graças a isso, para a maioria, a saúde prevalece sobre as doenças.
Nem tudo é tão linear ou mecânico, nem em medicina nem em coisa nenhuma. Pode parecer absurdo, mas precisamos de um pouco de instabilidade e patologia para viver. Como nada é perfeito, na nossa política doses extras estão garantidas. Parece sina da nossa pobre América de baixo: permanecer presa fácil do populismo paternalista, cafona e anacrônico.

Conforme rumores, o próximo tema que deve aportar por aqui é a liberdade de imprensa e a tentação autoritária de calar o debate encapuzando a mídia. E podem contar, ela está chegando. Toda vez que se manipula o discurso com “debater a mídia” e “controle social dos meios de comunicação” deveríamos nos arrepiar. Em geral é o código usado para preparar o golpe: a censura está de novo se organizando no Brasil. E censores têm idiossincrasias – pouco importa se o corte for à esquerda ou à direita. A mais comum é a indigestão crônica diante das sociedades abertas. Eles sempre foram assim, chegam de fininho, vão com tesouras e borrachas lá para trás, e cortam. Cortam e apagam os textos, as imagens, as verbas. Ninguém percebe. Trabalho profissional. A marcha retrógrada começa a se esboçar com consentimentos velados para “tirar do ar”, “acabar com o abuso” e “monitorar”. Céus, acabamos de escapar das botas da ditadura. Aliás, que vergonha o retorno que temos diante dos impostos cobrados! Ao contrário do que pensam os comissários lá de Brasília, liberdade não é valor pequeno-burguês, mas premissa vital do sujeito e organização das sociedades. Tudo o que não precisamos é de mais mordaças. Quem decide o que fica no ar ou não somos nós mesmos. Para renegar a humilhação e a aberração é preciso, antes, reconhecê-la em nós. Senão, continuaremos vidrados no grotesco, viciados em baixaria e submissos ao atraso.

Basta de histeria anarcossindicalista dos que não querem capitalismo, mas nada oferecem no lugar a não ser resmungar: dos Bancos, do sistema, da vida. Mudaram os temas prevalentes na percepção da opinião pública. O foco urgente está na segurança e no meio ambiente. Não foi à toa que Marina Silva foi a grande e única novidade na política nas últimas eleições. Infelizmente, a escalada ao muro a derrotou.

O tema do meio ambiente – reduzido ao estereótipo de salvar baleias e resgate de plantinhas – nos remete a uma ameaça sem precedentes. A degradação da biosfera/bioma pode comprometer nossa vida como espécie. Temos que passar a enxergar a Terra não mais como metáfora mas um organismo que precisa do oxigênio tanto quanto nós. Seria ingênuo não fosse prioridade absoluta para a sobrevivência.

Existe um ecossistema interno e um mundo interior não visível aospetscans e ressonâncias magnéticas, do qual também é preciso se ocupar. Chamei esse mundo de inneresfera. Nossos sistemas de excreção funcionam conforme a demanda. Apesar de esse espaço não ser de engenharia eletrônica, no caso do sistema neuropsicosensorial deveria haver proporcionalidade entre entrada (input) e vazão (output). Assim nosso sistema de excreção psíquica deveria funcionar tal qual operam os sistemas urinário, digestivo e as trocas gasosas nos pulmões e pele. Não parece haver muita consciência de que precisamos dessas eliminações, já que somos poluídos por imagens, sons, cheiros e tudo mais que a abundância da sociedade industrial nos oferta. Do outro lado, temos cada vez menos vida criativa e espaços para expressão. Abolimos os dias descompromissados. Laser e férias com iPads, iPhones e notebooks não contam: eles só aguçam o ciclo que nos viciou em produção, resultado e triunfo.

E que armadilha! Criou-se a ilusão de que a parafernália virtual substitui a realidade. Não estou certo se a lucidez excessiva faz bem à saúde. Provavelmente, não. Afinal, nosso espírito vive à custa de alegrias infundadas e do circo nonsense, do qual a própria realidade se encarrega. Precisamos dos pequenos lapsos, da distração contemplativa e, às vezes, até dos resfriados regeneradores.

Então, da próxima vez que alguém espirrar por perto, mude a entonação. Dos votos de melhora passe à confirmação: “Saúde”.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/02/02/organismo-inneresfera-e-sistemas-politicos/

Paulo Rosenbaum, médico e escritor, é autor de ‘A verdade lançada ao solo’ (Ed. Record). – paulorosenbaum.wordpress.com

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Vagas abertas para Estadistas

26 quinta-feira jan 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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consultorias, esclarecidos, Estadistas, impunidade, mensalão, minorias

Coisas da Política

Hoje às 06h44 – Atualizada hoje às 06h49

Vagas abertas para Estadistas

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/01/26/vagas-abertas-para-estadistas/Vagas abertas para Estadistas

Quem ainda não sabe que o mensalão é só o topo da sujeira? Veio junto com impunidade e os escândalos mal esclarecidos de arrecadação de verbas, cuja fiação, se puxada até o fim, pode remontar à eliminação do prefeito de Santo André há dez anos.
A culpa é toda nossa. Idealizamos demais e, provavelmente, não aprendemos a lição. Passados mais de 40 anos da geração libertária de 68, ainda sonhamos com utopias e alguma decência. É que é muito tentador: e se no lugar dos políticos típicos que ficam se justificando pelo indesculpável, tivéssemos verdadeiros Estadistas? Digamos uns trinta e seis espalhados pelo mundo? Vá lá, dez, que mostrassem a diferença que podem fazer.

Enquanto o político deveria dominar a arte de governar, o Estadista não pende ao miúdo nem à satisfação de grupos privados, sectários dos partidos, consultorias municiado por informações privilegiadas ou fisiologismo das coalizões. O Estadista não se ocupa do varejo, não porque despreza os sujeitos singulares da sociedade. Pelo contrário, sabe que um Estado benévolo só sobrevive ser for bem sucedido em sua tarefa de ajudar a emancipar seus cidadãos. O Estado precisa existir para que, assegurada a liberdade, o cidadão consiga enfim viver sem Estado e Estadista. Hoje vivemos, apesar do estado. Ou como a velha raposa política de Minas Gerais sintetizou: “o Brasil cresce de noite, quando os políticos dormem”.

O Estadista não se rende ao óbvio. O óbvio seduz beócios e oportunistas que vivem emplacando candidaturas e cargos para enriquecer e contemplar maiorias sem identidade, vale dizer, ninguém. O Estadista pode até ter medo da impopularidade, mas sabe que só deve obediência à visão estratégica do solidário e justo.

A doutrina de um Estadista é a defesa – muitas vezes às custas de terrível solidão – dos direitos fundamentais da pessoa. Não importa se algum déspota qualquer o apoiou antes – quem não tem incoerências ou máculas? — sua lealdade pende ao torturado, à liberdade nunca a censura, mesmo aquela bem disfarçada de “controle social”.

Para o Estadista tanto faz se a política externa de seu País tenha sido dominada pelo pragmatismo econômico ou por doutrinas retrógradas que emulam simpatias pessoais ou afinidades ideológicas de ocasião. O Estadista, sempre que possível – e por vezes trazendo até prejuízo econômico à própria República – irá usar sua voz contra a opressão das mulheres, o aviltamento das minorias e o abandono da infância.

O político ordinário apertará a mão de qualquer um, o homem ou mulher de Estado selecionará previamente quem serão seus interlocutores e preferirá visitar prisões com dissidentes políticos em greve de fome – e ouvi-los a ver o que procede — a ser recepcionada no pátio bem maquiado com bandeirinhas aclamatórias.

O Estadista comprará as brigas certas e não cederá à ambiguidade dos equívocos de tradução como desculpas para ocultar mentiras. Sim, há tortura em Cuba. Os direitos humanos são sistematicamente violados na maior parte dos países árabes e o ocidente faz vistas grossas com lentes especiais oriundas dos petro-derivados. No Brasil, os avanços sociais concorrem com instituições enfraquecidas graças à gula fiscal e à sobreposição do executivo aos outros poderes. Inexiste liberdade de imprensa na China, há trabalho escravo infantil na Índia e a Rússia infelizmente não se livrou da cultura KGB. Os europeus tem nostalgia apenas do seu colonialismo e o capitalismo nos EUA é truculento e autofágico. A África é um continente esquecido pelo mundo e vivemos a reciclagem de uma guerra fria pulverizada. O processo de paz no Oriente Médio – e a solução urgente de dois Estados — precisa de novos e criativos interlocutores.

Para acessar o artigo na íntegra

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/01/26/vagas-abertas-para-estadistas/

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Crack, fissura, e reality shows: é a sociedade quem precisa ser retirada do ar

19 quinta-feira jan 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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centralismo partidário, Crack, Crítica social, crime e drogas, drogas, e reality shows: é a sociedade quem precisa ser retirada do ar, fissura

Crack, fissura, e reality shows: é a sociedade quem precisa ser retirada do ar

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Palavras dizem quase tudo, entretanto algumas têm mais valor simbólico que outras: A palavra agora é crack (racha, fenda, estrondo, estalido e, segundo o American Heritage, quebrar sem dividir em pedaços). Temos vários cracks históricos: o de 29 (por ironia a especialidade acadêmica de Ben Bernake, secretário do Tesouro norte-americano), o de 2008 nas bolsas americanas, o de 2010 nas europeias, cracks sociais, cracks simbólicos, cracks narcóticos e simplesmente crack, a onomatopeia, o som de algo se partindo.

Depois da grande desmobilização que sucedeu à queda do regime militar no Brasil, faz alguns anos que parece, nós, o povo, assistimos a tudo pela janela e pela TV. Na maior parte das vezes sequer nos levantamos para ver o que está acontecendo na esquina. Uma estranha passividade reina. Uma doença social imobilista, paralisante, que, diante da exaustão precoce, vai se instalando a ponto de tudo parecer normal quando nada está.

Para ler o artigo na íntegra acesse: http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/01/19/crack-fissura-e-reality-shows-e-a-sociedade-quem-precisa-ser-retirada-do-ar/

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A ideologia individualista dos políticos.

13 sexta-feira jan 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ideologia individualista, recall, voto distrital

A ideologia individualista dos políticos.

Provavelmente os eleitores— à exceção dos experts em análise política — ficam cada vez confusos quando se trata de observar e avaliar a conduta pública dos governantes. Há incoerências, omissões e fusões partidárias que estão para bem além de qualquer lógica aparente.

O motivo da decepção coletiva é a enorme expectativa que depositamos neles. Eles detêm um poder com força suficiente para mudar nossas vidas e não o exercem.

Indo além dos problemas partidários – massa amorfa que se agrega e desagrega por cargos e salários – o que a maioria de nós gostaria de saber é o que os move por dentro. O que faz com que os parlamentares, por exemplo, votem contra os interesses do povo?

Ai é que está! Pensando melhor não existe tal coisa. Quando alguém declama que “fará pelo povo”, desconfie: muito provavelmente é um forma de não se dirigir a ninguém. O que existe de fato são interesses de cidadãos individuais, pessoas únicas, e quando muito, forças regionais e comunitárias. Por isso mesmo é que se criou a cultura dos lobbies e grupos de pressão onde cada qual busca influir para pressionar grupos e representantes a votar desta ou daquela maneira. No caso público tudo seria legítimo e conforme às regras se não fosse um torneio pré-cooptado por forças econômicas agressivas, essa sim, senhora de todos os juízes.

Outrora, eram linhas de pensamento que moviam os políticos. Eram as ideologias. Este alinhamento a determinados ideários sociais e filosóficos (nada muito elaborado já que a maioria dos parlamentares não tem nem nunca teve erudição ou perfil acadêmico) criava uma diversidade interessante e vez por outra nascia dali um Estadista. Para resumir, hoje, quando muito, para identificar determinada tendência podemos ainda identificar traços de direita/esquerda, conservador/liberal e governo/oposição. É que num mundo como o nosso, ninguém mais pode se dar ao luxo de estar atrelado a uma ideologia sistemática de pensamento. Com a extinção dos ”ismos”, e sob pena de obstruir o processo de modernização da sociedade, o político se sentiu mais livre para ser incoerente e desobrigado de qualquer compromisso com as ideias.

Entretanto, há uma ideologia que sobreviveu ao genocídio das idéias políticas: a ideologia individualista.

Para ler o artigo na íntegra acessar http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/01/13/a-ideologia-individualista-dos-politicos/

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Educaçao é Educar-se

05 quinta-feira jan 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Educação é educar-se

Todos sabem que no Brasil temos feito progressos na inclusão de pessoas no ensino superior. Por outro lado, não está muito claro o quanto se sabe que o sucesso aparente não tem nada a ver com efetividade no aprendizado. Ensina-se e não se aprende? Qual é afinal o objetivo da educação?
Decerto o que está por aí espalhado é que a educação é um processo que leva a encontrar melhores oportunidades no mercado de trabalho. Ou – outra versão – que assim a pessoa encontra e desenvolve seu talento.
Tomamos muitas coisas como dadas, mesmo quando elas não tem fundamentação alguma no mundo real. A maior parte das vezes o senso comum trata de valida-las por empuxo. Entao estamos na frente de dogmas e não do que realmente interessa: conversa, pensamentos e ideias.
Vamos então analisar um pouco essas afirmações.
Em primeiro lugar, o mercado de trabalho tem sido cada vez uma incógnita para o mundo. Do campo da pesquisa aos grandes escritórios de advocacia hoje pode contar mais os contatos que a pessoa desenvolve do que a performance acadêmica, mesmo extraordinária, do aluno. A maioria concorda que com a revolução tecnológica empregos formais ficarão mais exíguos e o “sucesso” vai depender, cada vez mais, da flexibilidade e capacidade de adaptação dos egressos ás novas modalidades de ofícios.
Quanto á arqui-mitológica concepção de talento, talvez caiba analisar que não é ao acaso que 67% dos alunos matriculados em escolas superiores federais no Brasil (dados de 2008) mudam de curso (ou desistem) depois do primeiro ano letivo.
Isso significa que os alunos que entram não tem a mínima ideia do curso que estão por enfrentar. Talentos merecem outra discussão – pois certamente todos tem mais do que um – são aptidões possíveis que precisam de estimulo e atenção, e em geral, emergem na infância. Com exceção de gênios que nascem prontos, mesmo os sujeitos mais inteligentes precisam de orientação para alcançar suas vocações apropriadamente.
Não se pode esperar até a véspera do vestibular – de passagem: uma instituição de triagem medieval – para inspirar o aluno em sua carreira “do coração”. Ainda que os testes psicológicos vocacionais em muitos casos sejam úteis eles não substituem o continuo acompanhamento dos pais, o seguimento refinado e observador para saber no que o filho encontra prazer em se esforçar.
Sim, pois a ideia veiculada de que o sujeito precisa “gostar do que faz” pressupõe intuitivamente a ideia de que ele deve viver numa espécie de deleite permanente, enquanto a realidade estraga-prazeres se apresenta de forma um pouco mais ranzinza. Mesmo com talento ä pele, é o esforço continuado e a renúncia aos outros temas, distraçoes e prazeres que definem se a aptidão será fracassada ou bem sucedida. Plantar a ideia mágica de que o ingresso no ensino formal — ou faculdades que seja — trará, necessariamente um melhor encaminhamento na vida não passa de um tronco supersticioso.

Para ler o artigo na integra acesse o link do JB:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/01/04/educacao-e-educar-se/

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Pequenos exemplos de como as coisas podem funcionar

30 sexta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 1 comentário

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Israel, medicina complementar, medicina integrativa

Pequenos exemplos de como as coisas podem funcionar

Jornal do Brasil

29/12/2012

Não creio em nada sistêmico ou definitivo em área nenhuma. Não acho que possamos uniformizar e padronizar todas as normas já que as normas deveriam existir para nos servir e não nos colonizar. Falando da medicina, não importa o que se faça em termos de interferência farmacológica, de prevenção, fisioterápica, cirurgia, nem mesmo se serão vários tratamentos paralelos aos quais o paciente precisa se submeter. O importante, o vital, é que o sujeito esteja no centro da ação clínica.

É deste modo que haverá esperança para que a medicina seja repatriada a uma ação mais ampla, criativa, renovadora.

Qualquer que seja o ato terapêutico, caso adotemos uma filosofia em que o individuo, o sujeito particular seja o enfoque principal os resultados serão, de saída, muito melhores. Oxalá fosse tão simples convencer o mainframe que produtividade jamais substituirá qualidade, E esta revolução está totalmente ao nosso alcance. Qualquer classe social, em qualquer local. Isso pode ser feito desde que uma nova educação em saúde esteja em pauta.

Acabo de visitar o Centro de Medicinas Complementares em Jerusalém, Israel, que atende israelenses e palestinos. Literalmente: é procuradíssimo e respeitável oásis no deserto. Ainda que os serviços públicos por aqui funcionam muito bem, próximos dos parâmetros de primeiro mundo, dentro do centro médico Shaare Zedek, ele parece ser mais eficiente ainda. Um dos grandes complexos hospitalares nessa área que surge como uma grande novidade médica.

Não estamos falando de uma nova droga,descobertas sobre patologias ou novo aparelho para diagnósticos. Trata-se do Centro de Medicinas Complementares e Alternativas, cujo diretor é o médico generalista Menachem Oberbaum. O centro não está separado das outras áreas clinicas e há harmoniosa integração entre elas. Segundo o médico, hoje, os hospitais israelenses são obrigados pelo Ministério da Saúde a não só permitir,como estimular que tratamentos complementares funcionem sozinhos ou em paralelo com a medicina standard.

Quando adoecem as pessoas buscam cura,não conflitos étnicos ou decisões médicas ideológicas. E mesmo em meio as piores rusgas e tensões históricas longínquas, na doença parecem todas acordar de seus tribalismos e, um dia, quem sabe, percebam que essa convívio – que seja na raiva e na contrariedade — deveria seria o estado natural das coisas entre as pessoas.

Em meio a cultura de massas e com o sujeito pedindo socorro, o massacre que pretende eliminar qualquer aspiração à singularidade está em curso. Não há nada de conspiratório no que afirmo, mas é assim que a sociedade vem funcionando. Mesmo assim, ainda não podemos ousar ensaiar uma nova medicina. Ela esbarraria sempre em pensatas endurecidas, e em gente que não suporta a dúvida.

Uma nova medicina teria um caráter tão pluralista e tão radicalmente democrático que transcenderia dicotomias anacrônicas do tipo medicina complementar X alopatia, cuidado X procedimento, atenção primária X atenção secundária/terciária, hospitalocentrismo X Unidades Básicas de Saúde, medicina X psicologia e assim em diante.

Uma novíssima medicina teria o mérito de parar para ouvir quem realmente precisa de assistência. E eles precisam de tudo, sobretudo Cuidado. Uma novíssima medicina tenderia a abolir e fundir todas as formas de atuação em saúde com o objetivo de ter sempre em conta o sofrimento de cada pessoa. Mas a nova medicina que vemos não é essa. Ela está muito mais encaminhada para a segmentação aos cuidados, para a edificação de super especialidades e experts, que entendem, só e completamente, a parte do corpo que desejam modificar.

A psiquiatria, por exemplo, que se rendeu aos padrões neurológicos strictu senso poderia liderar, e ser uma vanguarda das especialidades médicas contemporâneas. Mas ela talvez tenha se tornado a mais mecanicista porque, grosso modo, interpreta uma fantasia cara e perigosa como, por exemplo, a ação dos psicofármacos, como uma solução real para problemas mentais, das pequenas infelicidades ao cansaço. Jamais chegaremos aos 100% da eficácia na abrangência saneadora que deveríamos proporcionar as pessoas, mas a mera incorporação do psiquismo, das inquietudes espirituais, e das demandas pessoais, todas elas, já fariam uma enorme diferença.

Muitas vezes não se consegue compreender que a novidade do momento jamais esteve na comprovação biocientifica ou em uma ortodoxia teórica incompreensível mesmo que baseada em ëvidencias”. Esteve, isso sim, no lugar de sempre. Aqui, bem aqui, escancarada à nossa frente: qualquer boa ação clínica tem que levar em conta o sujeito. Nem sempre, mas muitas vezes isso basta.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor, autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)

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O Arrebatador

22 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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abolição do método, arrebatador, arrebatamento

Depois da última consulta de hoje usando o chá já morno veio assim: qual a distancia até o arrebatamento? Uma palavra que eu e meu amigo Leo Lama sempre trazemos.

“Arrebatar” cuja acepção etimológica vem do latim arrapitare que se forma a partir da junção do advérbio arraptare e raptare, roubar.
O significado caminha até chegarmos, via analogias à apropriação, tomada à força, fisgar, agafanhar. E no outro caminho, o etimologico, na chave “furto”, chegamos a subtrair, desencaminhar, deitar a mão e tirar o alheio.

O arrebatamento na arte e na literatura talvez seja assaltar o leitor/expectador no sentido de tomada, de invasão, do sequestro benévolo, aquele que leva e faz embarcar. Neste sentido talvez seja ate mesmo traze-lo à distração – no sentido de Ulisses que precisa resistir ao canto da sereia para se manter fiel ao método

Entendi tudo…ainda que não saiba como. A função do escritor é fazer com que o leitor se afaste do método, só assim, com a razão suspensa a história funciona como uma vida entre os dois. Autor e leitor criam, fazem nascer alguém com personalidade própria. Talvez por isso algumas páginas se escrevam sozinhas.

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Imunes e Impunes: por que os reelegemos?

22 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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impunidade, imunidade parlamentar, política

Imunes e impunes: por que os reelegemos?

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Se o Brasil é ainda um Estado laico e o principio de separação entre Estado e religião é operativo, qualquer análise deve passar, necessariamente, pela pergunta: no que consiste a moralidade política atual?

Diante do problema levantado por Dostoiévski, “se não há um Criador, tudo seria permitido”, uma das mais comuns argumentações é que a ética pode prescindir da metafísica. Vale dizer, pode-se ser honesto, correto e politicamente elegante, sem apostar nos valores transcendentes.

Então, qual seria o norte ético? Ouve-se que devemos ser éticos porque essa é a natureza humana. Nada mais falso. A maioria não apresenta traços de fervor altruísta inato. Diante do pleno sucesso do darwinismo social veremos que os homens não nascem com desejo de ceder a vez na fila, dividir suas fortunas, ou sacrificar-se pelos irmãos. Engana-se, rouba-se, humilha-se, tripudia-se, insulta-se e locupleta-se todos os dias. Seremos ladrões potenciais à espera de oportunidades? Talvez. Queremos ganhar a qualquer preço? Certamente. Mas há uma espécie de sistema autorregulador interno que nos auxilia, e faz com que tenhamos algum poder sobre nosso desejo de supremacia.

Renunciamos a alguns traços muito humanos para sair da barbárie e aderir ao processo civilizatório. Foi necessário domesticar o instinto predador — claro que as tradições espirituais e culturais influenciaram nesta supressão — para fazer nascer um embrião solidário, as liberdades civis, o aperfeiçoamento da democracia etc. O problema é que, abandonando o feto à própria sorte, estamos retrocedendo.

Veja-se a prerrogativa jurídica chamada de “imunidade parlamentar” e “foro privilegiado”, coisa muito nossa. Além de aberração, esse sistema foi inventado para proteger quem vai cometer falta. Legitima e institucionaliza a desigualdade entre cidadãos. Há maior demonstração de “impunidade preventiva” que essa?

Somos invadidos pela perplexidade na infindável confusão entre público e privado. É corrupção generalizada, ou aumento da transparência? Quem controla quem? Quem controlará os controladores? Como sair deste enredo vicioso, e ao mesmo tempo não cair na armadilha moralista que costuma só enxergar a falta alheia? Sim, mas é claro que a culpa nos cabe.

Não há saída a não ser reexaminar a combalida, moribunda e insepulta palavra “ética”. Segundo o dicionário, o termo deriva etimologicamente do grego ethikós, que significa “ramo do conhecimento que estuda a conduta humana, estabelecendo os conceitos do bem e do mal, numa determinada sociedade em determinada época”.

“Agora, temos o ex-novo ministro Mercadante que anunciou que “muitos morrerão pelas enchentes”Assim colocado, sabemos que Heróphilos (4 a.C) tinha respaldo para praticar vivissecções em prisioneiros, a posse de escravos foi defendida publicamente por Aristóteles. Para os legisladores da Santa Inquisição, os índios eram seres “desprovidos de alma” e as Leis de Nuremberg da Alemanha nazista — berço dos parâmetros arianos — foram obsequiosamente seguidas como norte moral pelo povo alemão. Assim a ética de cada época é de aterradora flexibilidade. Como o futuro nos julgará pelos critérios éticos adotados hoje?

para ler na na íntegra acesse http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/22/imunes-e-impunes-por-que-os-reelegemos/

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