• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Artigos

Pensar não

27 terça-feira mar 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Penso que não devendo pensar acabamos na mesma armadilha,
a armadilha que pensa poder com o pensamento alcançar
a escada, atalho, o caminho rebuscado
pensar é armar-se/alarmar-se/escapar

e nao pense que não pensar resolve a coisa

mas não pensar subverte vícios da engrenagem
faz tiras coloridas que ninguém põe a mão

pense, toda razão será solúvel
nem pense, o soluto viverá sem miolos.

Da Antologia Futura

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

O que não se pode conjugar: a manipulação política do medo.

23 sexta-feira mar 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

infanticidio, manipulação, massacre Realengo, massacres Beslan, massacres Toulouse, o medo como arma política

O que não se pode conjugar: a manipulação política do medo.

Curioso que alguns verbos sejam mais difíceis de conjugar. Pode ser constrangimento ou inibição inconsciente. Com a conjugação de “morrer” e “massacrar”, está praticamente garantida omissão em alguns tempos verbais. Em “massacrar”, certeza, pularemos a primeira pessoa do singular e iremos direto para “eles massacram!”

Os infanticídios escolares mais alarmantes dos últimos anos — Toulouse, Beslan, Realengo, Virginia e Mumbai — costuram sua unidade numa notável coerência mórbida. Sempre há uma lógica – vale dizer, uma racionalização – para qualquer tipo de atrocidade. E o bordão de imbecilidades justificacionistas parece não ter fim. Estamos em dias tão anômalos que é possível testemunhar gente afirmando, inclusive de dentro da comunidade judaica, que os mortos no holocausto eram europeus pecadores, que crianças mortas por engano no Afeganistão eram filhas do terror e que os latino-americanos tem os carrascos políticos que merecem.

Bem feito para todos vocês! É o grito que se ouve lá de dentro.

Nada muito novo desde que Goebbels bolou as bases do marketing político moderno. É assim que até hoje o objeto de ataque em propaganda é decidido: elege-se o que pode aparecer mais no alto no monturo e lá vão eles. É que o departamento de criação das agencias e laboratórios terroristas notaram que a ação bestial contra crianças e multidões inocentes mobiliza e ajuda na captação de recursos. Foi assim que a Al Qaeda mudou o rumo das eleições na Espanha com o ataque ao metro de Madrid em 2004. Essa é a lógica imediata da escolha de alvos cada vez mais tenros. Logo será a vez dos berçários e maternidades.
Assim que se soube da chacina em Toulouse e-mails jorraram nas redações dos jornais: os de solidariedade concorriam com mensagens raivosas, anti-semitas e xenófobas.

Mas e a maioria? Onde é que se escondeu?

Precisamos pensar neste continente majoritário que escolhe silenciar. Psicanalistas e sociólogos vem alertando para a iminente irrupção do neo-fascismo (camisas verdes ou vermelhas pouco importa) e o motivo é evidente: ninguém quer interromper o jantar ou parar para avaliar o “estado da arte” que estamos legando para as próximas gerações.

E não há violência gratuita! Transeuntes, banhistas e ciclistas estão sendo caçados em cima das calçadas, no mar e em vias públicas. Civis descontentes chacinados. A violência passou a ser uma regra entre nós. E sob o clima de anomia generalizada sentimos que não há mais chão para descer. Mortificados com a sedação da esperança, o narcótico agora se chama realidade inexorável. Um monstro contra o qual ninguém tem mais saco para enfrentar.

Rendidos e acostumados a tolerar tudo como está, chegamos a um estado zen maléfico. Alcançamos o raio de curvatura da passividade e medo. Diante de tantas barbáries consolidadas e da pasteurização do terror, o universo pode querer acabar logo ali desde que minha energia elétrica não seja cortada. Não há mais como lidar com o sem sentido da jurisprudência perversa em que tudo parece estar se tornando.

Escolhemos o conforto contemplativo sem interromper rotinas, e não é que o show deve só continuar, ele precisa prosseguir contando com nossa salva de palmas. Para atenuar – ninguém é de ferro – trocamos postagens sobre os infortúnios da Terra.

A ação solidária precisa ir para bem além da solidariedade virtual. O “ativismo de teclado” é mais uma semente que a corporação inercial implantou para nos convencer que a ação cibernética desdobra-se diretamente ao real. Simplesmente não é verdade. O que sim estamos aprendendo é levar uma vida comportadinha, no cabresto que nos obriga só olhar para frente.
Se essa é a única alternativa melhor seria escolher o abismo.

É necessário criar raízes mais amplas que encontrem sentido na paz e na solidariedade. É preciso ressuscitar a utopia para que não pairem dúvidas de que a realidade é apenas mais uma invenção humana.

Que venham as metamorfoses.

Comente e retransmita a partir de

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/03/23/o-que-nao-se-pode-conjugar-a-manipulacao-politica-do-medo/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

às crianças que morreram na França

19 segunda-feira mar 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

às crianças que morreram na França

não é porque eram ou não eram judias ou europeias ou árabes
não é porque não eram das que morrem de fome
não é nem porque estão distantes para observar-lhes luto

é só porque não precisavam morrer
mas parece que a realidade é um míssil
um torno compressor que permite o impossivel

e sem que se contenha a matança

as crianças que morrem na França

ferem a ré esperança.

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Autoformação e a sociologia da ignorância

16 sexta-feira mar 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

Adin Steinsaltz, autoformação, congresso nacional, formação, sociologia, sociologia da ignorancia

Autoformação e a sociologia da ignorância

Jornal do BrasilPaulo Rosenbaum +A-AImprimirPublicidade

‘A sociologia da ignorância’ é o título de um livro que o educador Adin Steinsaltz escreveu em coautoria com o sociólogo Amos Fukenstein. Os autores trouxeram um conceito muito perturbador. Ousaram explicitar o momento social deste final da pós-modernidade. Não se trata de acidente ou fatalidade que parte significativa da comunidade global ainda esteja em condições miseráveis e deploráveis, em termos econômicos e educacionais respectivamente. Eles denunciaram uma luta, árdua, intensa e determinada para a manutenção da penúria. Vale dizer, não é por passividade ou por acaso que a ignorância ainda seja um fenômeno de massas. Há um poder cuja missão é manter o status quo da humanidade inalterado. E a guerra contém uma particularidade: é quase invisível e possui uma força-tarefa que se desloca em silêncio.

Um dos elementos mais importantes do processo educacional sempre foi oferecer ao educando a capacitação para o aprendizado. Neste sentido, não bastam livros, iPads ou salas de aula, é preciso atitude educacional e, sobretudo, entender o conceito filosófico de formação. O processo educativo não se limita ao ciclo corrente de bancos em salas de aula, competição acadêmica ou intermináveis baterias de avaliação. O que conta é ensinar a desenvolver a arte da conversação: a capacidade dialógica. Não é por acaso que os sistemas tutoriais perduram insubstituíveis nos melhores centros de ensino do mundo.

Para dar formação ao sujeito é necessário que ele apreenda a experiência de sua própria história. Só assim pode fundir horizontes com os demais. Pois isso é a autoformação: um instrumento vital para sedimentar as noções de cidadania.

Se o problema fosse só diplomas, nosso Congresso Nacional não seria o que é. Nas casas legislativas (Senado e Câmara Federal) há um pós-doutor, 11 doutores e 40 mestres além de mais de duas centenas de especialistas e profissionais liberais. Comparando com os países europeus (116 doutores no Parlamento alemão), é pouco, mas esse não é o ponto. A questão então pode se desviar da educação formal e cair justamente no perfil psicológico-cultural de quem se propõe a governar.

Quando a lei da Ficha Limpa entrar em vigor nas próximas eleições, ninguém pode saber exatamente quais os impactos: mudarão drasticamente os hábitos políticos? Já deparamos com propostas de Ficha Limpa também para eleitores e funcionários públicos. Mas será que é isso mesmo? Não seria muito melhor obrigar os eleitores a lerem e inspecionarem à lupa o currículo dos candidatos?

A tendência é que quanto maior o grau de instrução mais rigoroso será o eleitor. Sim, quem sabe mais, pode melhor discernir, portanto votar e escolher quem ofereça mais representação e atuação parlamentar. Hoje não podemos mais associar grau de instrução universitária com nível educacional já que a formação geral tem deixado muito a desejar. Infelizmente, quanto mais massificarmos o acesso universitário, de menos tempo individual o professor poderá dispor para formar o estudante.

Pois parece que na política a habilidade dialógica foi sendo substituída pela técnica de negociar valores: de verbas para emendas parlamentares, aos cargos e salários para filiados e correligionários. Não foi o PT nem o PSDB quem inventou a barganha negocial legislativa, no entanto, os partidos políticos já fizeram livre docência honorária nesse jogo. Se a política conservasse protocolos minimamente decentes, o fisiológico PMDB já estaria banido. A prova de que ninguém dá a mínima é o incólume protagonismo que este partido ainda exerce no Brasil junto com as agremiações nanicas. A chantagem substituiu o diálogo, e o poder foi se tornando uma cadeia perversa de transferências de decisões e responsabilidades. Sabemos que há um quê de intrinsicamente podre na politica. Talvez parte do pacote de maturidade da democracia. O que não se pode mais pedir é que a sociedade aceite goela abaixo regras viciadas de um jogo instável que a aliena cada vez mais daquilo que lhe diz respeito.

O poder tem limites e os que o emanam podem interditá-lo.

* Paulo Rosenbaum é médico e escritor. – paulorosenbaum.wordpress.com

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/03/15/autoformacao-e-a-sociologia-da-ignorancia/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Cartilha prática para caudilhos populistas latino-americanos

08 quinta-feira mar 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

c, caudilhos, coudel, democracia direta, ditadores, minorias

Cartilha prática para caudilhos populistas latino-americanos 

 

Nossa América do Sul assiste momento realmente glorioso e contagiante! A União dos Caudilhos da América Latina tem a orgulho de anunciar o lançamento de sua cartilha oficial. [Caudilho – origem etimológica na palavra coudel, capitão de cavalaria, mas também em sentido figurativo, manda-chuva]

A maioria de nós cresceu em meio à insatisfação popular com a condução da economia e com o desmantelamento das instituições. O caudilho moderno não precisa necessariamente ter viés ideológico. Em caso de pressão sempre se pode encomendar uma nova ideologia (que será batizada com seu nome). A alternativa mais em conta é provar que corre em seu sangue traços de DNA de algum libertador nacionalista.

Para discursos públicos procure não ultrapassar sete horas e apresente oratória tosca.  Em caso de lapso levante os dedos e gesticule fazendo ameaças vagas. Importante: quando vierem aplausos dê a entender que você não os merece.

A qualquer acusação mais acintosa peça tempo e diga que irá apurar com rigor – acrescente “doa a quem doer” para dar mais veracidade — ou diga apenas que não sabia de nada.

Quando conceder coletiva passe a impressão de ser vítima da grande imprensa. Despache assessores para redigir artigos nas revistas que recebem publicidade oficial. Nunca perca a oportunidade de converter o vácuo de liderança em culto à sua personalidade. É só uma questão de tempo até ser reconhecido como a única solução da Pátria. Se possível anuncie que os avanços sociais começaram em seu governo.

Produza fatos e defenda a população da agressão ianque, mas mantenha o fluxo comercial intacto. Se a commoditie for petróleo, faça agrados dando abatimento no preço do barril. Promova privatizações em leilões confusos e quando algo der errado coloque a culpa na democracia liberal. Insista na tese de que ela está defasada em relação aos anseios populares (nunca os nomeie com precisão). Se houver espaço, afirme que o sistema eleitoral representativo faliu e precisa de uma grande limpeza. Quando alguém perguntar quem se incumbirá anuncie, relutante, que aceita a missão de ser o faxineiro-mór!

Em caso de resistência à revisão da carta constitucional que garanta mais autocracia, ataque o sistema capitalista e associe a democracia a fantasias colonialistas espúrias. Se houver reação da opinião pública não se abale. Conte com o apoio da burguesia arrependida e dos ideólogos do partido. 

 

Para ver o artigo na íntegra acesse o link do JB

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

O mito da boa causa: a lógica do mensalão e a ameaça à democracia.

01 quinta-feira mar 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

advogados, centralismo partidário, Democracia grega, ditadura, etica na politica, mensalão, Platão, Socrates

O mito da boa causa: a lógica do mensalão e a ameaça à democracia.

O povo brasileiro mistura ingredientes paradoxais: malícia para a vida quotidiana e desconcertante ingenuidade política. Mas não é preciso ser gênio para perceber que se a sociedade não se mobilizar – como fez recentemente em outras votações – terá que engolir uma grande armação.

Percebe-se forte movimentação nos bastidores do julgamento do mensalão, o processo político-institucional mais documentado da história republicana. Com muito custo, advogados dos réus tentam limpar o rastro de sujeira que seus clientes deixaram enquanto se arranjavam para conquistar, manter e ampliar o poder no início da era Lula.

Menos previsível que o ato do poder ávido e corruptor é a lógica que o inspirou. E ainda inspira! O óbvio merece ser relembrado: um dos pilares axiológicos da democracia é a moderação/controle que o poder legislativo deveria exercer sobre os demais. O mensalão – que prossegue com réus em julgamento, malgrado impunes — foi apenas um plano desmascarado como crime eleitoral. O gravíssimo é que prossiga incólume, ainda que com outras características.

Comprar apoio de deputados para governar, usando supersalários ou acordos secretos que fomentam o clientelismo é ameaça séria ao Estado democrático. Nostálgicos do poder absoluto, essa turma quis ressuscitar a versão tropical do centralismo partidário, vale dizer, modelar a máscara para uma neo ditadura.

Incrível, mas até aqui a lógica tem sido bem sucedida. Flagrados no crime eleitoral, se sustentaram com malabarismos e composições curiosas para o partido que monopolizou o slogan “ética na política”. Terminaram na mesma vala comum da maioria dos moralistas: ética para os demais!

Hoje, nós os gatos escaldados, enxergamos que o telhado de vidro existe e é coletivo.
Nesse caso especifico do mensalão a justiça do País tem uma dívida especial com os cidadãos, que vai muito além do sistema de penalidades que o sistema jurídico costuma aplicar para dar consistência ao estado de direito. O que está em disputa é a manutenção ou interrupção do aval para jogo perigoso dentro da área.

Quem detém poder sempre pode mudar as regras do jogo, e a sociedade que se ajoelhe diante das arbitrariedades. Mas não lutamos justamente contra o arbítrio que caçou a voz da sociedade e o Brasil durante décadas? Se houver condescendência com o “mito da boa causa” a próxima vítima será a democracia.

Para ver o texto completo acesse o link do JB:
http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/03/01/o-mito-da-boa-causa-a-logica-do-mensalao-e-a-ameaca-a-democracia/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Sabemos o que você acabou de teclar: a nova polícia do pensamento.

23 quinta-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

computadores, google, manipulação, marketing político, New York Times, polícia do pensamento, privacidade, sigilo on line

Sabemos o que você acabou de teclar: a nova polícia do pensamento.

Seus dados armazenados estão seguros e voce confia no sigilo de tudo que tecla, correto? Está seguro que todas aquelas bobagens que deletou antes de postar ficarão apenas na sua memória? E a menos que algum hacker maluco cisme com você, não há o que temer, confere? Caia na real. Não há mais nenhum motivo razoável para acreditar em privacidade.
Segundo reportagem do New York Times, a máscara ruiu desde que, por desconfiança, um estudante de direito austríaco solicitou seus próprios dados ao Facebook. Para sua perplexidade, em poucos dias recebeu um dossiê de 1.220 paginas inclusive tudo que havia deletado e jamais postado.

Não para por aí.

Coisas muito similares aconteceram com o Google há alguns anos, quando, do dia para a noite, um livro com copyrights havia sido inadvertidamente disponibilizado para download. Milhões o baixaram. Pois não é que a noite, enquanto os usuários dormiam, ele foi simplesmente sugado dos computadores.

As empresas citadas admitiram os erros. Prometeram reter dados por tempo menor. Medidas quase inócuas, diante da gravidade do problema.

Se os dados das pessoas tem valor comercial, mais informações, mais dividendos no mercado acionário. Acontece que seus dados valem muito mais que dinheiro. Estamos falando da grande moeda: aquela que dá acesso ao poder.
Saber o que cada usuário lê, ouve, escrutinizar preferências pessoais, e as navegações que fazemos, alimenta um vastíssimo mercado de pesquisa de tendências. Tudo não passaria de mais uma sacada comercial: você usa e dá em troca as informações que eles precisam.

Mas a jazida de ouro puro não está aparente: são as estatísticas colhidas que depois descem às planilhas do marketing político. Em poucas palavras, manipulação das massas.

A lógica oculta desta transação, a grande jogada, é o controle cybertecnológico que pode incluir extorsão e chantagem. É a versão 2.0 da nova polícia pragmática do pensamento.

Para ler na íntegra acessar o link do Jornal Do Brasil http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/02/23/sabemos-o-que-voce-acabou-de-teclar-a-nova-policia-do-pensamento/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Não há

22 quarta-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

não há carnaval!

que digam que paramos,

que digam que vale o sal

o fato é que amusement 

não pode ser álcool fátuo!

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Era para não ter

17 sexta-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Era para não ter citações, certo? De acordo! Aqui vai a de Albert Camus:

“A nobreza do ofício do escritor está na resistencia à opressão, portanto na aceitação da solidão”.

Albert, te pergunto se não dá para amenizar um pouco a coisa?

Não, não se ofenda, nem tenho como desconfiar do teu poder prognosticador mas é que assim vai ficando inevitável começar a culpar a ausencia de leitores, em seguida o incomodo de saber que voce escreve para o ideal, e o ideal não é sustentável.

Ah sim, já conheço essa cara de estranheza, e explico. Sei que estranhou o termo mas é que tudo hoje se resolve de duas formas: é só escrever sustentável ou neurológico.

Sim eu sei, mas é que são palavras mágicas, parece abrir todas as portas…

Não, não. Não são as portas da percepção que elas abrem: as do senso comum.

Isso não te interessa?

Nem a mim!

Boa noite.

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

A Crise da Cultura: precisamos fazer as tradições falarem de novo.

16 quinta-feira fev 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

A crise financeira global ameaça diretamente as conquistas sociais, e, como a peste recorrente, quem pagará a conta serão os pobres e a classe média. Previsível que a sociedade reaja, porém quando se tensiona o estado de direito com incêndios, saques e explosão de crimes precisamos analisar melhor o que está acontecendo no lugar de aceitar tudo tão passivos. Está geração é testemunha de um rito de passagem. E estamos bem no meio. Deve nascer uma nova consciência sobre o que será a atividade politica. O capital especulativo luta contra as forças de produção. A coisa pública vem se tornando coisa partidária. O voto se tornou a cédula mais cara já inventada. A impressão que se tem é que uma referencia normativa interna foi deletada, justo a que autoregulamentava os parâmetros éticos.

Trago a opinião de um famoso advogado muito bem informado: “os políticos precisam mesmo fazer ‘caixa’ para se defender dos inexoráveis processos que sofrerão quando deixarem seus postos. Hoje em dia todo mundo tem um dossiê contra alguém”. Então é um problema generalizado: situação e oposição parecem pensar da mesma forma, pois um dia sabe que se revezarão nos cargos. Com isso, tudo parece lícito e qualquer denúncia do “mal feito” pode ser sempre abortada ou desqualificada sob a acusação de demagogia dos inimigos. Mas o poder é corporativo e, salvo exceções, enriquece. Rapidamente. Ora, se é carreira com tantos dividendos, poder-se-ia regulamentá-la, mas para isso, precisaríamos costurar novo contrato social. Esqueçam, eles não são só eles: todos somos cúmplices.

Um pragmatismo selvagem tomou conta das sociedades que identifica desenvolvimento econômico com bem estar, acúmulo material com felicidade e progresso/evolução com abandono das tradições. Vivemos o paradoxo de uma era com inimaginável disponibilização de informações num contexto de paupérrima reflexão. A palavra “cultura” que tem origem etimológica no cultivo, e envolve “a totalidade dos padrões de comportamento, artes, crenças e instituições” foi reduzida a entretenimento e distração. Tudo deve ser rápido, com poucos caracteres. Os artigos digestivos, as músicas monofônicas, as imagens, instantâneas. É satisfação garantida ou seus milhões de acessos de volta.

E ainda há essa praga chamada de “formadores de opinião”. Mas quem foi que disse que cabe aos intelectuais decretar se existe alma, se o conhecimento metafísico é obsoleto ou aos cientistas militar em cruzadas a favor do racionalismo mecanicista?

Pois há uma relação entre o lento apagamento das tradições e o desesperado rastreamento por algo que as substituam. Tradição como conjunto de saberes e práticas de cada comunidade. Buscamos substitutos para a vida espiritual que vai se extraviando. O malogro é previsível, já que não existe consciência-estepe ou prótese que reponha a tradição de cada sujeito. Para os mais jovens vai ficar cada vez mais duro. Diante dos valores revirados no lixo sobra pouco, e não é nada espantoso que estejamos mergulhados em futilidades, sob a pandemia de drogas ilícitas e maciça medicalização com substâncias congêneres.

O notável é ver a expansão da pobreza subjetiva, a que faz reduzir as expectativas espirituais. Na outra ponta, ocupando o imenso vazio, o proselitismo tosco com púlpitos eletrônicos e dízimos instantâneos. Não há mais como disfarçar a distorção generalizada dos valores transcendentes. Não me refiro exatamente à transcendência do tipo religiosa, seja qual for o culto do cidadão.

É para ficar maluco mesmo.

Pois essa miséria reafirma a primazia das coisas e da matéria sobre tudo e todos. Estrangula o horizonte que deveria nos alimentar. O fantasma é gigantesco, a armadura pesada, a ignorância persistente, e talvez não haja, sequer, cura. Mesmo assim, enquanto tivermos voz, podemos fazer com que as tradições falem de novo.

De preferência, o que nunca se ouviu antes.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor, autor de “A Verdade Lançada ao Solo”. (Ed. Record)

paulorosenbaum.wordpress.com

Para comentar e compartilhar use o link

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/02/16/a-crise-da-cultura-precisamos-fazer-as-tradicoes-falar-de-novo/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...
← Posts mais Antigos
Posts mais Recentes →

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
%d