• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Procuram-se leitores desesperadamente

15 quinta-feira dez 2011

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leitores, leitura no Brasil, livros e leitores, mensalão

Procuram-se leitores desesperadamente

Todos ouviram a declaração do filho do homem com sobrenatural faro para negócios. Foi preciso coragem para assumir ter lido apenas um livro na vida. Os jornais repercutiram a notícia no tom brincalhão com o qual se aborda as excentricidades do mundo VIP.
O depoimento não teve o impacto que merecia. Fácil explicar, boa parte das pessoas não lê, a começar pelos políticos que nem lêem e sequer contestam e-mails dos seus eleitores. Por um capricho dos Céus nem todos reagem da mesma maneira e me incluo entre os poucos para os quais a notícia daquele solipsismo literário foi uma deprimente mensagem da realidade.
Além da relativa baixa oferta e do ainda caro acesso aos livros precisamos considerar o problema dos exemplos. Sabe-se que filhos de pais não leitores tem reduzidas chances de mostrar apreço pela bibliofilia. Se realizássemos enquete no Congresso Nacional para saber os últimos cinco livros consultados pelos parlamentares, ninguém ousaria duvidar dos resultados chocantes dessa pesquisa.
Aliás, deve mesmo haver um problema estrutural de leitura entre nós, já que o juiz relator do Supremo Tribunal Federal acaba de confessar que não conseguirá ler até o fim os autos do processo do mensalão e que, portanto, o mesmo prescreverá em 2013. Quando nada é suficientemente absurdo já se pode atestar: trata-se de uma época amorfa. Paciência, é só o que temos tido não é mesmo?

para ler o artigo na integra

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/15/procuram-se-leitores-desesperadamente/

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Hiatos de guerra

08 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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antiamericanismo, antisemitismo, Armas nucleares iranianas, Irã

Jornal do Brasil – 08/12/2011

Hiatos de guerra

Escritores e compositores pop acham que devem opinar sobre tudo. Tariq Ali não fugiu à regra. Acaba de explicar a um jornalista na última Fliporto, em Olinda, que o atual clima contra o Irã envolve Israel porque este não quer ver ameaçado seu monopólio nuclear. Além das exaltações ao ditador do Irã, endossou a montagem do arsenal nuclear do regime persa “cercado de potencias nucleares como Paquistão, Índia, Coreia do Norte, e um pouco mais distante China (sic).” Quem sabe Ali poderia esclarecer se afinal estamos diante de monopólio ou se, nos arredores, já existem armas nucleares em abundância? De quem fala? Quem prometeu varrer Israel do mapa? Uma hora dessas o paquistanês precisará abandonar a ficção e trazer argumentos verdadeiros para prosseguir sua campanha contra “conspiradores sionistas” e “inimigos imperialistas”.

Não faz preocupação quando alguém dispara tantas atrocidades isoladamente. O problema é o coro. Legiões inteiras fazem brotar jargões anacrônicos em suas vitrolas acríticas. Entre nós, há gente que perdeu a timidez e hasteou bandeira a favor do acúmulo de armas de destruição em massa. Bizarro ativismo: pacifistas atômicos sonhando com democracia nuclear.
Segundo especialistas em segurança internacional o fundamentalismo adicionou à análise fatores imponderáveis. Há muita gente interessada em guerra, a começar pela atual administração do Irã, que, para sobreviver como regime sabe que precisa expandir a influencia xiita pelos arredores. A exportação da revolução islâmica de Teerã (bem sucedida no Líbano, Iraque e Síria) hoje está sendo acelerada e, dissipada toda euforia, seus braços visíveis despontam em vários segmentos da “primavera árabe”. No front interno precisam contornar a guerra civil iminente.

para ler na íntegra acesse

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/08/hiatos-de-guerra/

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Epidemia de Intolerância

01 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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educação social, epidemia intolerância, epidemiologia violencia, linchamentos, violencia

Epidemia de intolerância

Colocar voto na urna pode assumir várias conotações. Gosto da democracia, mas não posso dizer o mesmo em relação ao comportamento da maioria dos candidatos já que o que realmente interessa geralmente corre por fora das telas e jornais. Sempre me perguntei por que a desonra – corrupção, fraude ou até simples suspeição de conduta imprópria — era frequentemente motivo de suicídio entre políticos japoneses? Pois por aqui, tivemos raríssimos casos acometendo parlamentares brasileiros — mesmo contabilizando versões mais brandas como os acessos de culpa.
Chega a ser notável como as mesmas caras reemergem em cada pleito, com o passado deletado, pedindo votos e verbas como se nada tivesse acontecido. Eles devem ter razão, nada aconteceu. Mirem-se no exemplo do bom Delúbio que acaba de declarar que “não há nenhuma prova que o mensalão tenha existido”. Ficamos muito gratos pela lembrança. Então cabe perguntar, serão nossos políticos geneticamente refratários à culpa? E, nesse caso, que grande oportunidade para a ciência. Vamos investigar Brasília e sua peculiar atmosfera sem vestígios de superego. Sempre se pode escolher um corte mais sociológico e pesquisar o que leva nossos representantes a imaginar os eleitores como paspalhos desinformados.
Gostaria muito de compreender: por quais motivos somos complacentes, quase relapsos, com o “mal feito”, destarte altamente intolerantes no trânsito, na escola, no convívio diário com os nossos. Parece que simplesmente esgotamos a capacidade de nos indignar com o que realmente alteraria os rumos da democracia: um povo unido, solidário, gritando do mesmo lado. Como recuperar a capacidade de reagir sem pender à brutalidade, ao tribalismo, ao partidarismo?
Recuso o diagnóstico de que a experiência humana fracassou. Como tantos que recebem más notícias, luto contra o veredicto. É que às vezes, a realidade toma uma dimensão tão grotesca que torna a esperança artigo sem efeito. Evoco o caso do motorista de ônibus em São Paulo que, apresentando mal estar súbito, talvez apenas um episódio de hipotensão arterial, provocou trágico acidente e depois acabou trucidado por covardes bêbados que saiam de um baile funk.

Leia o artigo na íntegra acessando:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/01/epidemia-de-intolerancia/

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Museu das vítimas do nazismo – Berlin

27 domingo nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Battle-field – bluddel-filth

toda guerra e toda morte

serão a espera

e fecharão o último museu com o selo roubado ao instinto,

a vingança será a paz de abaixo-acima no campo de batalha vazio.

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As duas grandes religiões do mundo.

27 domingo nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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antiamericanismo, antijudaismo, antisionismo, as duas grandes religiões, pacifismo, paz anti natural, tribalismo

Relutei o quanto pude, mas Bernard Henri-Levy estava certíssimo em pelo menos uma percepção: as duas grandes religiões do mundo contemporâneo são laicas, o antiamericanismo e o antisionismo (eufemismo para judeofobia).

Não tenho a menor pretensão de totalizar uma análise das causas históricas que levaram a esse estado de cosias mas não me furto a evidenciar os efeitos da história. As evidencias são longas e impressionantes e um de seus efeitos é claro, a mídia eletrônica está sendo usada contra a paz.

Os ataques que venho recebendo só certificam que o caminho é esse mesmo.

Não moverei um micron da linha analítica que vendo adotando e não por apego ideológico, nem pela condição de judeu contemporâneo não alinhado com nenhum grupo ou escola, mas por uma teimosia fundamentada nas tradições monoteístas: a paz é o objetivo, mas a paz não é natural nos homens.

O tribalismo e o ódio entre grupos rivais, o preconceito racial, etnico ou social (não resistiriam a nenhuma análise) são atavismos que só serão superados se e quando a relação entre as pessoas mudar completamente de configuração ou de espirito, se se quer ser mais radical, enquanto isso não acontecer eles serão necessários para a maior parte das pessoas que se sentem assim pertecentes a uma ou outra tropa.

Este battle-field ou campo de batalha (que James Joyce reformulou como bluddel-filth, sangue sujo) só mostra certo fracasso da experiencia humana em conviver com o diverso e o contraditório.

Rezo para que isso mude.

Rápido.

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Como explicar aos nossos filhos que eles não terão emprego?

24 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ética com metafísica, Bolhas na economia, crise na Europa, empregos, mercado financeiro, unidade espiriritual da Europa

Como explicar aos nossos filhos que eles não terão emprego ?

A Europa mergulha na crise e o euro derrete-se assim como a unidade artificial que o Mercado Comum sonhava construir. Um lindo projeto sem unidade espiritual. Portugal, Grécia, Itália, Espanha e quem será o próximo? Cresce o temor que eleitores frustrados agora escolham os arrivistas que substituem sonhos por promessas inconsequentes. Afinal salvadores, da direita à esquerda, são especialistas em emergir nas crises. E quanto ao Brasil? Flutuará incólume no arquipélago das bancarrotas? Alguém, mesmo suficientemente sábio não responderá por que os sonhos vão embora antes mesmo que estejamos acordados?

Tanto partidos como a organização política na sociedade tem estado mais ou mesmo com a mesma cara e usando os mesmos métodos, desde que a democracia consolidou-se no mundo ocidental, especialmente na segunda metade do século XX. Mas os sistemas de representação envelheceram e as transformações vitais, se é que houve, foram discretas. Quanto mais sufrágios colecionamos, mais a política foi ficando reduzida aos bastidores, aos colégios eleitorais, aos jogos de interesse, aos cargos, às verbas e as cartadas. E mais recentemente, de modo epidêmico, vem se transformando nisso que todos temos testemunhado.

A descrença generalizada nos legisladores que aparece nas pesquisas – no mundo apenas 14% das pessoas confia em seus representantes e no Brasil este número desde para 11% (dados de 2010) — não pode surpreender ninguém. Não há a menor esperança em política da forma e por quem ela vem sendo praticada. Há quem não queira enxergar, mas as crises de governabilidade vieram para ficar e tornam os prognósticos cada vez mais complicados.

Recentemente um jornalista de famoso periódico internacional provocou leitores com um assunto espinhoso: qual o futuro dos assalariados? Imaginei a seguinte manchete “Como explicar aos nossos filhos que eles não terão empregos?” Dramático, mas é perfeitamente razoável prever que tenhamos que nos preparar para fazer cartilhas e livros didáticos infantis com o tema. Se a especulação financeira e suas afilhadas, as bolhas sucessivas, continuarem estourando e o mundo produtivo permanecer sob os juros e a especulação, onde é que sobrarão vagas?

Para ler na íntegra acesse http://www.jb.com.br em “Coisas da Política”

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/24/como-explicar-aos-nossos-filhos-que-eles-nao-terao-emprego/

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O problema com o Irã é do mundo

17 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Conselho de Segurança ONU, Irã Atomico, Israel e a mídia, o que é paz?, Obama, política externa

O problema com o Irã é do mundo.

Passando uns dias em Boston (Massachussets-EUA) foi possível avaliar in loco a reação dos norte-americanos em relação ao desempenho recente de Obama. O intuitivo seria estimar que seu descompasso com a opinião pública poderia ter aumentado conforme a atual administração americana explicitasse as prováveis medidas em relação à corrida iraniana para obter o artefato bélico nuclear. A opinião pública americana mesmo farta de guerras, e ainda muito dividida quanto a um possível novo front pareceu ter assimilado bem o didatismo do presidente. Na entrevista coletiva no Havaí colocou as cartas na mesa ele foi além do jogo para a platéia e explicou –– o novo problema que um acesso à bomba iraniana traria, desestruturando de vez o já decrépito tablado, e para bem além do Oriente Médio.
Foi Herbert Marcuse quem escreveu que o equilíbrio estratégico entre as potencias se dava exatamente na tênue gangorra: posse e ao mesmo tempo inexequibilidade de uso do arsenal nuclear pelas superpotências. O emprego de armas de destruição em massa — como um bom jogo da velha – determinaria sempre empate ininterrupto e derrota bilateral. Nesse frágil balanço é que se evitaria que o mundo terminasse como no pesadelo de Einstein: não se pode prognosticar o curso da terceira guerra mundial, a quarta, entretanto, seria travada a paus e pedras.
É preciso compreender que o problema com o Irã não é de só Israel, concerne ao mundo. Enquanto Israel parecer ser o único e maior interessado em que o Irã não coloque as mãos na bomba — significa que a política externa dos persas e sua bem remunerada mídia estão funcionando muito bem. Foi brilhante construir como único arqui-inimigo um adversário relativamente demonizado e em geral mal quisto na imprensa internacional!

Para ler na íntegra acesse

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/17/o-problema-com-o-ira-e-do-mundo/

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A Morte de um Lobo

16 quarta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Antonio de Oliveira Lobão

Faleceu há uns dias Antonio de Oliveira Lobão, ou Dr. Lobão.

Veterinário, dono de um dos curriculos mais impressionantes na pesquisa foi consultor e funcionário da Agencia de Energia Atomica da ONU e descobriu a homeopatia depois que já tinha uma carreira consolidada.

Além de fundador do CESAHO e um amigo e companheiro de todas as horas na luta pela conquista de visilidade e respeito para as várias formas de racionalidades médicas, ele foi um dos grandes ativistas por uma aplicação mais racional de técnicas menos agressivas no controle de zoonoses, terapeuticas para animais e de métodos de doses infinitesimais para a agricultura.

Foi autentico Lobo solitário e mais de uma vez confidenciou sua decepção com o meio academico e institucional — da qual partilho — ainda que jamais tenha perdido o fogo sagrado que o pesquisador autentico tem que possuir.

Que tenha uma boa e suave jornada velho amigo!

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Políticas de desospitalização

11 sexta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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atencao primária saúde, hospitais, medicamentos

Políticas de “desospitalização”

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Hoje 1345

Políticas de Desospitalizaçao

A doença de Lula provocou uma explosão de artigos, editoriais e comentários, dentro e fora das redes sociais (poderíamos renomeá-las teias pegajosas?). As mais variadas teorias apareceram: do equacionamento para viabilizar o sistema público de saúde até quem enxergasse no sofrimento do paciente — e na espreita confessa por um mau prognóstico — a solução política. O mérito nisso tudo, se é que houve, foi a exposição do tema: de qual atendimento de saúde a sociedade precisa?

Não importa ter ou não simpatia pelo sujeito enfermo. Na medida em que habito outro século, considero decoro e privacidade essenciais quando se trata de gente doente. Porém, não resisti em examinar levas desses artigos, especialmente os que prodigalizavam a saúde ideal, tivéssemos “hospitais de alto padrão para todos”. Penso o contrário. Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que não é disso que a saúde pública do mundo precisa. Não foi por acaso que a conferência da OMS em Alma-Ata, 1978, ex-URSS, deliberou Sobre cuidados primários em saúde. A viabilidade dos sistemas públicos de saúde no mundo depende, no longo termo, não de atendimentos, cada vez mais especializados, mas sim de processos de descentralização, de participação comunitária, valorização dos generalistas e acolhimento institucional para práticas e saberes das várias racionalidades médicas.

Precisamos mesmo é de “desospitalização”, valorizando melhor as práticas de cuidado. Ações como a política de humanização dos partos – um tanto indigesto o eufemismo “humanização” para uma prática como a medicina – o médico de família e a política nacional de práticas integrativas e complementares são algumas das ações transgovernamentais que passam afônicas pela mídia. Há carência de atenção primária à saúde, e não só, pelos diagnósticos precoces que pode oferecer, mas na ênfase em cuidado. Noção quase perdida que renasce como perspectiva generosa em saúde.

Como comentou Elio Gaspari em sua coluna do domingo, um laboratório em São Paulo inaugurou um serviço único no mundo: oferece ressonância magnética em plantão diuturno. Excelente? Pode ser! Mas precisamos de tantas imagens? Perguntando de outro modo: por que aqui temos mais tomógrafos que no Canadá? A resposta está numa confusão essencial que se faz entre tecnologia e padrão de excelência em saúde. A necessidade das pessoas não é prioritariamente de tecnociência sofisticada nem hotelaria hospitalar de luxo, mas de atendimento clínico de qualidade. Há, sim, deficit de tempo para anamneses compreensivas que possam ir às minúcias de cada história clínica individual (a média mundial é de 20 segundos) e, com isso, não só evitar exames e diagnósticos em excesso mas oferecer às pessoas medicina preventiva de qualidade que ajude a evitar exatamente que se chegue aos transplantes, cirurgias complexas, terapias caríssimas, às vezes perigosas, geralmente à custa da bancarrota das famílias.

Para ler mais acesse

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/10/politicas-de-desospitalizacao/

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“Bullyings” de Estado

03 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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anomia, bullyings, bullyings de Estado, discriminação, preconceitos

Jornal do Brasil‘Bullyings’ de Estado

Jornal do Brasil – Paulo Rosenbaum

Está em curso uma expansão exagerada da aplicação do conceito de bullying, e não pretendo historicizar a terminologia, vou me aproveitar dela. Bullyings estão famosos, mas não são novidade, apenas reflexos da ausência de uma educação que ninguém mais sabe qual deve ser. O detalhe é que boa parte dos desmontes de personalidades começa nos lares. E é nessa hora que acionamos mecanismos defensivos não conscientes para bufar de alívio: “ainda bem que foi lá longe”, “não são meus filhos”, “aqueles selvagens”. Só que as perseguições ultrapassaram as quatro paredes. Qualquer abuso contra pessoas é opressão. Quando digo “pessoas” não me refiro ao sujeito anônimo, que não conhecemos e provavelmente nunca saberemos quem é. No entanto, cada criança ou adulto vilipendiado, tem nome e identidade.

Palavras são armas brancas, as mais afiadas já inventadas, e o mundo todo afunda toda vez que alguém é constrangido. A fisiologia da agressão começa nas comparações que as tribos fazem entre si: estranhar o diferente, apontar quem não pertence à maioria nem está na média. Pode ser a gorda, o quatro-olhos, a calada, o filhinho de papai, a pobre, o delicado, a negra, o judeu, o oriental, o galego, o delicado, o esquisito, o burro, a oferecida, o puxa-sacos, o que fala errado, os queridinhos da professora, a hippie ou o engravatado. Catálogos de estereótipos são inesgotáveis, e nenhum deles faz jus à nossa capacidade de segregar. Ocorre na escola, no emprego, e em casa. Vale dizer, há uma educação ideológica subliminar oculta pelo manto da competitividade, que ensina a discriminar.

Não é difícil entender por que as portas de contenção estão se arrebentando. A novidade é o bullying de Estado. Os cidadãos não reconhecem mais a autoridade, e o Estado reage, geralmente de forma covarde, contra seus habitantes. Contra o novo inimigo, o Estado aperfeiçoa os recursos: cassetetes, censura, impostos irracionais, legislação autocrática, promessas insustentáveis, ausência de regras claras e abuso de poder. A sentença de George Orwell “uns são mais iguais que outros” nunca pareceu fazer tanto sentido. Não poderia dar outra. Os conflitos ganharam as ruas.

Para ler na íntegra

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/03/bullyings-de-estado/

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