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A ideologia individualista dos políticos.

Provavelmente os eleitores— à exceção dos experts em análise política — ficam cada vez confusos quando se trata de observar e avaliar a conduta pública dos governantes. Há incoerências, omissões e fusões partidárias que estão para bem além de qualquer lógica aparente.

O motivo da decepção coletiva é a enorme expectativa que depositamos neles. Eles detêm um poder com força suficiente para mudar nossas vidas e não o exercem.

Indo além dos problemas partidários – massa amorfa que se agrega e desagrega por cargos e salários – o que a maioria de nós gostaria de saber é o que os move por dentro. O que faz com que os parlamentares, por exemplo, votem contra os interesses do povo?

Ai é que está! Pensando melhor não existe tal coisa. Quando alguém declama que “fará pelo povo”, desconfie: muito provavelmente é um forma de não se dirigir a ninguém. O que existe de fato são interesses de cidadãos individuais, pessoas únicas, e quando muito, forças regionais e comunitárias. Por isso mesmo é que se criou a cultura dos lobbies e grupos de pressão onde cada qual busca influir para pressionar grupos e representantes a votar desta ou daquela maneira. No caso público tudo seria legítimo e conforme às regras se não fosse um torneio pré-cooptado por forças econômicas agressivas, essa sim, senhora de todos os juízes.

Outrora, eram linhas de pensamento que moviam os políticos. Eram as ideologias. Este alinhamento a determinados ideários sociais e filosóficos (nada muito elaborado já que a maioria dos parlamentares não tem nem nunca teve erudição ou perfil acadêmico) criava uma diversidade interessante e vez por outra nascia dali um Estadista. Para resumir, hoje, quando muito, para identificar determinada tendência podemos ainda identificar traços de direita/esquerda, conservador/liberal e governo/oposição. É que num mundo como o nosso, ninguém mais pode se dar ao luxo de estar atrelado a uma ideologia sistemática de pensamento. Com a extinção dos ”ismos”, e sob pena de obstruir o processo de modernização da sociedade, o político se sentiu mais livre para ser incoerente e desobrigado de qualquer compromisso com as ideias.

Entretanto, há uma ideologia que sobreviveu ao genocídio das idéias políticas: a ideologia individualista.

Para ler o artigo na íntegra acessar http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/01/13/a-ideologia-individualista-dos-politicos/