• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Como é seu processo criativo? (I de V)

15 quarta-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Esta é uma das perguntas que gostaria de receber. Vou dividir em V partes.

As vezes uma palavra surge. Pode ser uma ideia completa. De uma forma ou de outra sempre surge por faíscas. Elas vêm, e simplesmente precisam ser eliminadas.

O primeiro engajamento vem dai. Depois a maturação que pode durar segundos, meses anos. Uma das coisas que mais me chama a atenção é o fato de que o fluxo criativo esteja sempre a frente do que somos capazes de registrar. É mais ou menos como uma corrente voltaica curta seguida de um sequencia de palavras potenciais, mas ainda sem vida. Não é como a escrita automática sugerida por Andre Breton mas muito menos a elaboração, por exemplo, de um texto jornalístico. Mesmo assim, valorizo enormemente as associacões livres que aparecem em sequencia. Elas tem valor porque sem elas as “racionalizações ficam dementes”. Há um excesso de “por ques? “poucos “para que”, e rarísssimos “isso é o que é”.  Temos que pensar que o padrão mental não é uma massa linear que quer despejar conteúdos em linhas simétricas. Com a poesia, talvez ocorra algo ainda mais estranho ainda pois as palavras, além de tudo, são dispostas conforme um ritmo — que nem está dado aprioristicamente — quando são escolhidas ao modo de uma pintura. Uma pincelada. Vai-se retocando, retocando, em toques sucessivos até que a cor e a mistura se encaixem como deseja. Ou não, e por isso o pano e a água são bons companheiros de um artista.

Num romance tudo isso se mistura e a pressão é muito maior. A pressão se avoluma violentamente e é como se ficassemos envolvidos com a sensação que tem uma força nos excedendo. Para horror dos que acham que pensar em Deus é uma prova senão da irracionalidade, da pouca seriedade intelectual em um trabalho, penso muito em Deus. Penso em como o processo criativo depende muito desta imposição transcendente. De uma rigorosa exigência do espirito que ultrapassa toda razão. Penso também que só vale a pena escrever se for um texto que tenha significado e sentido não só para mim, como para todos os leitores. Há uma generosidade imensa de estilos e temas. As pessoas, como nunca antes na história, podem escolher suas preferencias em cardápios alucinantemente amplos.  Como isso se vincula ao ato criativo? Pelo sentido.

Segue depois.

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Como voce desenvolveu os personagens?

14 terça-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Sinto muito se o que vou responder pareça um charme artificial de autor, mas a verdade é que há um mecanismo, vale dizer, uma vitalidade estranha colonizando qualquer personagem. Não me refiro a uma coluna mística (que também existe) mas a uma espécie de masmorra (ou torre) psíquica que  move o autor para esta ou aquela direção.

Zult Talb, por exemplo, o protagonista da primeira parte do livro, é o personagem mais corajoso, destarte ele não se sentir assim. O que aparece de um personagem é uma fração de sua complexidade. O que dá o contorno de cada um deles é o subtexto, o oculto, o não explicitado. Yan é um personagem muito perpicaz mesmo assim ele está instavel todo tempo. Sibelius é um militante decepcionado mas está sempre operativo tentando atuar no  mundo prático. Os personagens são contraditórios porque as configurações psíquicas do mundo prático assim o exigem.  Mas então onde entra a ficcão? A ficção entra para romper com o que se espera e assim quebrar a apatia de uma representação literal — e empobrecedora — que acomoda o leitor no luxo do conhecido. 

Não quero o repisamento realista de tudo mais ou menos como é, não repriso a realidade tal qual a conhecemos  porque o que importa numa ficção é que o leitor caia na irreal (mas não na irrealidade, há muita diferença).

Isso tudo para dizer que as características de cada um dos personagens tem um inconsciente operativo ao qual meu acesso é realmente limitado. É quase o caso — é o caso — de afirmar que cada um deles têm o fogo sagrado da autenticidade. Assim deve ser.

Só assim a literatura faz sentido e os personagens (expressão limitada para definir os players em um romance) escapam da tirania autoreferente e autocentrada do autor para adquirir até certo ponto, autonomia. Há que se deixar, levar. Se deixar levar pelo fluxo — fragmentário e avesso — com que nossa mente e espírito instala a vida em cada um.

Se um personagem foi criado ele deve adquirir a autonomia mínima que vai se desenvolver na mente do leitor. Para traçar analogias, é como uma substância química que passa a fazer parte do genoma de alguém. É um acréscimo que vira carne.

Por isso mesmo, escolha bem o que vai adicionar a voce mesmo.

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Houve alguma motivação particular para escrever o livro?

13 segunda-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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As motivações do escritor são sempre plurais. Não podemos saber extamente qual é o leit motiv até que ele esteja em curso. E a marcha é irregular, sofrega. Se tivesse me perguntado isso há 5 anos eu responderia, provavelmente, com especulações das quais eu me arrependeria hoje.

Quando listei pela primeira vez os capítulos, vizualizei uma história, mas não essa história! Escrever um romance era um grande desafio para um escritor que até então só havia redigido poesia, contos e muitos livros de medicina (história da medicina,  filosofia médica medicinas integrativas). O desafio pode ser motivador, mas não seria suficientemente potente para lançar alguém neste empreendimento.  Eu precisava contar uma história. E a história me pressionava para ser contada. Nesse sentido, a motivação poderia ser reduzida à “pressão do conteúdo”. Precisava contar muitas histórias e elas pareciam querer se expandir. Num escritor, o fragmento lixeiro é vital. O trabalho de cortar, apagar e, as vezes, reciclar é essencial, senão o prinicipal. A cada passo que dava a maré só se espalhava mais e o alcance didático fluia para fora do meu alcançe. Era aflitivo. A criação é agônica. Quem só enxerga prazer e deleite na criação não fez a lição de casa deste oficio. Havia uma enorme insatisfação por sentir, de um lado, um enorme potencial, um buffer cumulativo que não conseguia se organizar para se expressar em qualidade e quantidade suficientes. Por outro, a necessidade.

Voce vai vendo pequenos aspectos indiciários que precisar mudar: certa vez um gentil colega, Jayme Treiguer, se aproximou de mim depois de ter me ouvido ler um paper num Congresso de Medicina Homeopática e me disse que ao ouvir minha palestra sentiu-se num encontro literário (deu uma conotação elogiosa). Num outro momento ouvi da querida Madel Luz : “Paulo, voce vai ser um daqueles escritores paulistas”, imagino que não estivesse em jogo somente a pseudo rivalidade entre paulistas e cariocas mas identificação e retificação de um talento ainda não aproveitado, vale dizer desperdiçado!  Como disse Paul Ricoeur : tenho algo a dizer que ninguuém pode dizer em meu lugar. Isso é o must para a expressão. Se ninguém poderia dizer em meu lugar é imperioso que eu o faça. Se isso não é uma motivação é pelo menos um destino contra o qual nem quero, nem preciso lutar contra.

Deixei-me levar.  E vi que era bom.

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A ressurreição dos livros físicos.

12 domingo dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Os livros e sua imprevisível autonomia .

Acompanho e sinto a velocidade com que os livros se espalham e a web tem um papel único na história deste objeto de pouco mais de meio milênio, desde que foi concebido nesta tipologia.

Mas há algo errado!

Não pode ser tão simples substituir uma coisa por outra sem gerar enorme dano. Deve haver alguma sequela que provavelmente ainda não estamos enxergando, e ela aparecerá, cedo ou tarde. Pode ser uma espécie de equivalente da sensação de membro fantasma que a ausência acarreta para quem sofreu uma amputação.  Pode ser a abstinência de um fetiche que está incoporado à cultura. Ou ainda o desaparecimento pura e simples de um objeto de transição.

Minha tendência é sempre estimular o que vai contra o hegemônico, não por ranços ideológicos, mas pode estar certo que, pelo menos historicamente, a justiça está com a minoria. Neste caso, a defesa do livro “de carne e osso” pode provocar gargalhadas nos fãs de e-books (e não que não ache incrível e até adoraria ver o “Verdade Lançada ao Solo” também em edição eletrônica) mas mesmo assim pressinto que a  “morte do livro físico”  terá que ser adiada.

é só um desejo. Mas, como prova a história, as vezes, um desejo multiplicado, simultâneo ou replicado pode mudar uma tendência. Nada a ver com os moldes do motto da última campanha presidencial norte-americana.

Minha argumentação é consistente e — para usar uma palavra terrível — sustentável: há muito papel reclicado e há excesso de produção de computadores no mundo.

Se houver as duas opções na livraria ou no site, opte pelo livro físico: ele estará lá, mesmo depois que todas as luzes se apagarem.

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O arremesso.

10 sexta-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 6 Comentários

O livro foi lançado ontem e foi uma festa muito concorrida. Desenhei muito com a ajuda da Iael e acho que todos ficaram felizes. É sempre bom estar em livrarias. Os livros têm um apelo pela mera presença.  São objetos com muita energia e, as vezes, ariscos. Mas olhando para as estantes ali — enquanto assinava e desenhava nos exemplares —  cheias, sem buracos, vi uma biblioteca, uma biblioteca artificial. E então cai num delírio que reparto com voces:

Livros são como objetos a espera de quem os escolha. Se os livros tivessem vida objetiva como se comportariam? Saltariam  e escolheriam leitores. Recusariam outros? Vi um ator em uma novela jogar alguns volumes numa mesa da livraria depois de retira-los da mão da outra atriz. Não acho que a cena foi escrita assim, foi decupada assim. Por que? Porque imagino que o ator estivesse confortável e familiarizado com maus tratos aos impressos.

Voltei a minha digressão mestra: o que define a consistência de um livro? Ele como objeto gráfico? A  editora que o patrocina? O autor e sua rede de inserções? O que está escrito? Talvez uma mistura desses elementos. “Mas isso é completamente insatisfatório” disse para mim mesmo. O livro pode ser consistente e não estar, publicado, o autor pode ser amplas inserções, um tremendo network e ser insuficiente como redator, o que está escrito — supondo que esteja bem escrito  — pode não ser de interesse  de muitas pessoas. Maiorias se interessam pelas mesmas coisas.

Assim a consistencia poderia ser guiada para um outro caminho. Foi o que fiz.

Testando outra hipótese, esqueçamos consistência: o livro deve ser de fácil leitura. Esperem! Caímos em um problema pior. Nem sempre a  literatura pode, ou deve, ser fácil. Pelo contrário. Muitas vezes é a leitura que cobra mais exigência aquela que pode trazer mais impacto. Mas é impacto que os autores buscam?  De novo: um livro não pode ser bom só porque é de árdua leitura. Pode ser, frequentemente é, um disfarçe para a improbidade literária. Numa tese ficaria bem (mesmo assim por vários motivos acho que teses deveriam ser redigidas como ficções). Pode ser uma fórmula para conversar com os leitores do futuro que, esses sim, entenderão o gênio incompreendido. Esqueçam.

Um bom livro não é bom a não ser quando escapa de todas as especulações e adquire vida experimental nas mãos e olhos do leitor.

— Livros, escolham bem seus eleitos.

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Promoção do livro no Twitter

09 quinta-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Hoje, no dia do lançamento do livro, a Editora Record sorteará três exemplares do “A verdade lançada ao solo” no Twitter. Para concorrer, basta seguir @Record_Promo

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A verdade está lançada!

09 quinta-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 9 Comentários

Hoje a noite teremos — estão todos convidados — o lançamento do meu livro “A Verdade lançada ao solo”.

Como autor sinto enorme alegria em compartilhar com todos o que redigi nos últimos 5 anos. Os rascunhos (no caso não morreram, porque temeroso com o que filósofos têm alertado sobre a “morte dos rascunhos” na era digital, guardei todos) estão aqui comigo e nos próximos posts vou tentar enumerar e mostrar as várias etapas de elaboração.

Todo autor é, essencialmente, pretencioso, nem todos são narcisistas. Esta máxima está inteiramente lastreada nas evidências. A começar, pela ousadia de escrever qualquer coisa num mundo de inflação literária. Há dezenas de milhões de blogs no mundo e, talvez, se considerarmos proporcionalidades demográficas, nunca se escreveu tanto na história.

Mas qual é o valor das coisas?

Confesso que já senti o tom preconceituoso em alguns quando o escritor declara que não esteve sempre dedicado à atividade literária. Pode-se tentar compreender. Isso faz todo sentido num mundo “expertocrata” onde o que vale são as especialidades. Mas, com orgulho, me recuso ser reduzido à “expert”. 

Além disso, no meu caso, isso nem é uma afirmação que caiba; fui poeta desde os 18 anos de idade, publiquei meu primeiro livro aos 21 e, desde então, nunca parei.  Tenho escrito para as mais diversas mídias. Poesias, livros de medicina, epistemologia da saúde, teses, contos, pequenos ensaios e agora, numa espécie de idade em que se está mais disposto que nunca a seguir Bergson para “inverter o trabalho habitual do pensamento”, escrevo romances. No plural, porque isso vicia. E o contágio, forte e irreverssível, já me fez ir caminhando para um outro.

A seguir : etapas da criação.

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O livro está dividido em três partes, qual delas voce considera mais importante?

08 quarta-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 1 comentário

É uma pergunta que me ronda. O livro é um todo e todas as partes dialogam muito umas com as outras. A primeira parte — que se passa num período do século XIX e durante um final de semana — pode fazer parecer ao leitor que o livro está relacionado exclusivamente à filosofia e aos problemas judaicos de Tisla (a aldeia por onde o livro se desenrola) e Varsóvia. O rabino filósofo Zult Talb não é apenas uma pessoa com palavras controversas, ele é um símbolo de uma era de crise espiritual: as dúvidas com que a ciência, a ilustração e a tecnologia vieram ameaçar o conforto dos crentes. E é sob a força dessa representação, que ele vai,  precisa reagir. Na verdade, este é apenas o ponto de partida do livro. A segunda parte (talvez alguns devessem até começar por ela) muda completamente o registro. Os problemas que pareciam focados e girando sob um eixo central se expandem drasticamente. Início do século XXI e Yan e Sibelius, respectivamente médico e paciente, ambos em crise, um na medicina outro na vida acadêmica, resolvem subir uma montanha nos Alpes. Alguém deu a dica que o forte degelo das montanhas tornaria o caminho livre e desempedido para novatos. Rapidamente descobrem que quando se trata de neve e montanhas nada é tão simples assim. Será que só em condições extremas pode-se conhecer bem as pessoas? Até onde iriam para sobreviver? A civilidade resistirá? De qualquer forma, nestas condições, e sob a proximidade da morte, os segredos aparecem com muito mais facilidade. As personalidades estão nuas e precisam estar expostas, questão de sobrevivência. Aí aparecem os problemas da ética, da política (Sibelius narra em detalhes sua vivência militante) e Yan é forçado a encarar quem ele é. Na terceira parte, narrada em flahsbacks, o outro paciente, Antiocus Apsev, vem trazer a mensagem que enfim pode desmontar Yan. Uma vida toda polida pelo ceticismo, pela secularidade convicta desmontada em horas. E paradoxalmente a mensagem — em forma e conteúdo — é a resposta que qualquer um de nós quer ter sobre as perguntas sem respostas. Mortos falam?

Voltando à pergunta: fica difícil dizer qual dos três fragmentos é o mais importante. Não há nada como “importante” em trechos de livros porque ele tem, ou deveria ter, integralidade de bloco. Poderia até ser forçado a dizer qual mais gosto, mas não direi. O que garanto é que trabalhei muito em todos eles, colocando enorme energia para escrever o final.

Pode surpreender.

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Há uma dedicatória aos justos e injustiçados. Pode nos dizer o que significa?

07 terça-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 2 Comentários

 O termo justo é muito caro à hermenêutica judaica, é um conceito delicado e, tão central, que na literatura sapiencial da tradição (o Talmud) diz-se que “o justo é o fundamento do mundo”. Isso significa que a santidade se identifica ao justo. Ele vai além dos conceitos de “ética” e tem a ver com a analogia e a etimologia entre as palavras tzedaká (cujo conceito mais aproximado seria caridade) e tzadik (justo). O justo é generoso não porque necessariamente é um altruísta, nem por ser este um conceito central na tradição, mas porque fazer justiça é parte constitutiva da generosidade, da solidariedade, da fraternidade. Ser justo é um dos objetivos da existência. Ele revela mais, exige mais, certifica mais do que  quaisquer outros atributos virtuosos. Assim dedicar o livro aos justos pareceu uma pequena homenagem em mérito dessa aspiração. Aos injustiçados pelo contraste; porque sim há injustiçados no mundo todo, agora, aqui e em centenas de países. Injustiçados políticos, injustiçados pela sociedade. O injustiçado é um sujeito que está aos poucos sendo apagado, trata-se de um esquecido. Só a justiça o resgataria.  Apenas que simplesmente não seria justo só homenagear um dos lados. Só há injustiçados porque faltam justos no mundo. Os injustiçados são aqueles a quem são negadas condições básicas, entre as quais, a mais cara entre todas: a liberdade. Eles não devem nem podem ficar sem ter quem os lembre. Eu tentei.

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Release do lançamento

06 segunda-feira dez 2010

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 1 comentário

Romance de Paulo Rosenbaum aborda transcendência, política e religião

 Em prosa cheia de imagens originais o escritor lança seu primeiro romance, que aplica judaísmo e filosofia a fatos históricos

Quem criou o criador? Assim, instigando o leitor, começa o livro “A verdade lançada ao solo”, de Paulo Rosenbaum. O livro marca a estreia do médico na ficção, um romance de cunho ensaístico conduzido em três tempos, que parte da tradição judaica para questionar o lugar do homem na Terra.

Em 1856, na aldeia judaica de Tisla, no interior da Polônia, Zult Talb é um rabino com dons proféticos. Ele é o ponto de partida de um itinerário que divaga pelo tempo e corre o mundo: Brasil, Alpes suíços, cidades mediterrâneas e Europa oriental.

Com perspicácia e elegância, Rosenbaum oferece ao leitor uma visão construtiva em uma época em que se decretou a morte de todas as crenças. Elos inusitados e potentes metáforas desequilibram o leitor num enredo denso, que mistura drama, aventura, religião e política.

Editado pela Record, o livro será lançado no dia 9 de dezembro, na MegaStore Saraiva do Shopping Pátio Higienópolis.

Serviço

Lançamento do livro “A verdade lançada ao solo”

Data: 9 de dezembro, quinta-feira

Local: MegaStore Saraiva / Shopping Pátio Higienópolis

Horário: 19h

Endereço: Avenida Higienópolis, 674

Sobre o autor

Paulo Rosenbaum é médico, doutor em ciências pela USP, poeta e escritor. Roteirista e produtor de documentários, atuou como editor de revistas científicas no campo da saúde. Também é pesquisador na área de clínica médica, semiologia clínica, relação médico-paciente, prevenção e promoção da saúde e pesquisa de medicamentos. Com mais de dez livros publicados nas áreas de medicina e poesia, “A verdade lançada ao solo” é seu primeiro romance.

 Mais Informações à imprensa| FSB Comunicações – 11 3165.9596

  Carolina Stefanini                         Daniela Villas Bôas

 11 3165.9690                                        11 3165.9703     

carolina.stefanini@fsb.com.br            daniela.villasboas@fsb.com.br

______________________________________________________________

Editora Record – Assessoria de imprensa 

tel.: (021) 2585 2047 – fax: (021) 2585 2082

Gabriela Máximo (gabrielamaximo@record.com.br) – Adriana Fidalgo (fidalgo@record.com.br) – Carol Zappa (carol.zappa@record.com.br) – imprensa@record.com.br

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https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

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