Hoje a noite teremos — estão todos convidados — o lançamento do meu livro “A Verdade lançada ao solo”.

Como autor sinto enorme alegria em compartilhar com todos o que redigi nos últimos 5 anos. Os rascunhos (no caso não morreram, porque temeroso com o que filósofos têm alertado sobre a “morte dos rascunhos” na era digital, guardei todos) estão aqui comigo e nos próximos posts vou tentar enumerar e mostrar as várias etapas de elaboração.

Todo autor é, essencialmente, pretencioso, nem todos são narcisistas. Esta máxima está inteiramente lastreada nas evidências. A começar, pela ousadia de escrever qualquer coisa num mundo de inflação literária. Há dezenas de milhões de blogs no mundo e, talvez, se considerarmos proporcionalidades demográficas, nunca se escreveu tanto na história.

Mas qual é o valor das coisas?

Confesso que já senti o tom preconceituoso em alguns quando o escritor declara que não esteve sempre dedicado à atividade literária. Pode-se tentar compreender. Isso faz todo sentido num mundo “expertocrata” onde o que vale são as especialidades. Mas, com orgulho, me recuso ser reduzido à “expert”. 

Além disso, no meu caso, isso nem é uma afirmação que caiba; fui poeta desde os 18 anos de idade, publiquei meu primeiro livro aos 21 e, desde então, nunca parei.  Tenho escrito para as mais diversas mídias. Poesias, livros de medicina, epistemologia da saúde, teses, contos, pequenos ensaios e agora, numa espécie de idade em que se está mais disposto que nunca a seguir Bergson para “inverter o trabalho habitual do pensamento”, escrevo romances. No plural, porque isso vicia. E o contágio, forte e irreverssível, já me fez ir caminhando para um outro.

A seguir : etapas da criação.