• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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A Verdade Lançada ao Solo – O título do livro.

27 domingo fev 2011

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aculturamento, aldeia global, alegria como estado espiritual, exultação, filmes de Hollywood, lançou por terra a verdade, mundo da verdade, Profeta Daniel, tribalismo

O título do livro refere-se a uma passagem que se encontra nas escrituras do profeta Daniel 8:12 “e lançou por terra a verdade””.

Como pode acontecer com a maior parte das metáforas ela é polissêmica, vale dizer, têm muitas possibilidades interpretativas, diz muitas coisas ao mesmo tempo, vive de muitos modos diferentes. 

A verdade foi lançada ao solo para que, dele, surgisse o homem. Ele, com suas características e potencialidades.

Mas esta verdade poderia ter sido desperdiçada com uma terra árida, semi desértica que não aceita brotar, muito menos deslocar-se. Ainda a verdade poderia ser lida como a formação, emanada, de uma espécie de clone de quem a lançou.  

Contudo o mais provável é que a verdade lançada ao solo era uma aposta do Criador. Um desafio a ver que tipo de massa embrionária surgiria. E só por isso, talvez exatamente isso, lhe desse a consistência — e a liberdade — necessária para ir, adiante.

Impossível confirmar. Não podemos saber se o que temos hoje é isso.

Os homens desconcertaram o mundo. Depois do massacre da natureza, do fim da história, da hegemonia do fanatismo e da belicosidade da ciência não se pode imaginar mais um devir. 

Com nossas teorias, crenças, ciências e atos fizemos da terra uma migalha disforme. A aldeia global está mais tribalista que nunca, retalhada entre rincões, abismos culturais, que são, ao mesmo tempo, tribos sem identidade ou culturas intolerantes com as demais, exigindo dos outros semelhanças artificiais ou distinções sem conteúdo. É fato: estamos cada vez mais aculturados. No calor do caos não se fez surgir nada estritamente melhor — ou pior –apenas uma inércia cômoda.

A vida espiritual entra (entraria) em cena aqui. Nada a ver com as representações conhecidas: superficialidade calculada dos filmes de Hollywood ou as máscaras de realismo social dos atuais filmes brasileiros.

A alegria é essencial e ela não está fora. Exultação (bliss) é o termo para alegrias do espírito. O mundo da verdade é o mundo com subjetividade e é pela linguagem que podemos escolher como afinal decidiremos: o que quer que seja.

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O deslocamento de Israel: que tal mover a Bélgica para o Sergipe?

25 sexta-feira fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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antisemitismo, crise no mundo árabe, deslocamento de Israel, Israel, mover os judeus para outro lugar, que tal mover a Belgica para Sergipe?, revisionistas do holocausto

Espera-se que o débito dessa crise instalada no mundo árabe (oxalá a democracia sobreviva) não caia na conta de Israel. Colunistas notaram que pode haver algo diferente: não estão queimando bandeiras do estado judaico. O inimigo se deslocou para dentro das fronteiras de cada estado. Destarte, a mídia persista em não alcançar as sutilezas realmente importantes. Uma delas é até quando esta suspensão da animosidade durará? Pouco, decerto. Cruzadores iranianos aproveitaram a “deixa”e pela primeira vez em 30 anos passaram através do canal de Suez, navegando a poucas centenas de milhas náuticas da costa israelense. Só uma provocação? Mais um abastecimento militar nas costas sírias? Veremos.  

Mas o mais incrível é uma outra coisa. Ficou mais do que frequente ouvir opiniões das mesas dos bares (tivemos que ouvir coisas do tipo da boca do ex-vice presidente) e nos meios pseudo-acadêmicos de que a solucão para o Oriente Médio é o deslocamento de Israel.

A facilidade com que se aventam lugares impressiona:

— Amazônia

— Regiões desabitadas do deserto australiano

—  Os polos (isso resolveria um problema extra: asquenazis ao sul, sefaradis ao norte)

— Qualquer sarjeta! 

Afora o caráter ignobil e fanfarrão da tese, a aposta funciona como débil sedativo para quem sabe que isso não ocorrerá. Muitas concessões podem e devem ser feitas. Mas Israel jamais se moverá de onde está, por um motivo que subverte todas as prerrogativas opostas: aquela região pertence aos judeus. Não se trata de um registro cartorial ancestral e justificacionista. A humanidade deve isso a eles.

A asneira histórica-demográfica têm tomado consistência graças à leniência, quando não aberta simpatia, com sujeitos como os  revisionistas do holocausto,  ditaduras do Irã, Venezuela, e simpatizantes, só para citar os mais pródigos e famosos. Os antisemitas estão mais vivos e ativos em todo o globo. Não são forças desprezíveis e, paradoxalmente, crescem na trégua que a tolerância da pluralidade democrática lhes oferece. Mas isso é razoável? Parece que sim. Basta notar o silêncio conivente da Mídia e a crescente antipatia pelo Estado hebreu.  Fica pior quando se quer fazer a distinção entre antisionismo e antisemitismo. Uma vez incapazes de admitir (ou lidar com enraizadas pulsões) a sua aversão aos judeus é muito frequente o jornalismo usar o enorme manto antisionista.    

O deslocamento? Pode-se fazer sim.  E por que não?

Desde que a aplicação da lei que rege a diplomacia, como por exemplo, a da reciprocidade, fosse aplicada nesse caso. Seria mais ou menos o seguinte: abolir a propriedade privada das terras.

Em seguida moveremos todos os resquícios de apego étnico e tribalista à terra, esta bobagem inventada pela burguesia. Simples assim, por decreto. Pode ser da ONU.

E, enfim, fica-se mais livre para barganhas e promover êxodos mundo afora. Habitantes da Caxemira vão para o Caribe, Palestinos para Madagascar, Coreanos do sul ficam com uma das ilhas vulcânicas do Japão, habitantes do curdistão ficam com Gibraltar, bascos vão para Malta, armenios ficam com as ilhas Falklands ou Malvinas, tanto faz.  

Os belgas, por exemplo, uma vez desapegados de seus retrógrados vinculos com o lugar em que sempre estiveram, seriam deslocados para o interior do Sergipe. Nenhum critério especial na escolha do menor estado brasileiro, apenas uma questão de compatibilidade em hectares.

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Fome por sentido

25 sexta-feira fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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poesia fome por sentido

Fome por sentido                         Manhãs ———– travessões colossais

que migram pelos textos,

letras podem confundir

e acordar não é enxergar.

por isso (e para isso) o espírito

têm sede única: 

fome por sentido.

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21 segunda-feira fev 2011

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Versão solar do declínio

21 segunda-feira fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Gradual como tinta

expões a marcha

de um tronco dourado

espalhando espelhos incendiados

até que a aura desça de calor.

Nas manhas te amamos pela beleza

Mas, acima que tudo,

amamos o declínio

Sol em vôo New York - São Paulo

 que te infesta d’ouro.

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Devekut, verdade da verdade, ou o aprendizado com Deus

20 domingo fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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a linguagem com que a alma alcança o Criador, adesão espiritual, beatitude, Bliss, devekut, exercícios espirituais, falar com Deus sem intermediários, proximidade a Deus, transcendência

Um dos maiores mistérios de “A Verdade Lançada ao Solo” é o manuscrito deixado por Zult Talb. Nele, o rabino filósofo escreve sobre suas experiências com a devekut (adesão, apego, proximidade a Deus). Ele fala, não somente do ponto de vista teórico ou filosófico, fala do que experimentou.

Como ele aprendeu a técnica? Através de alguém que já vivenciou a experiência. Portanto a devekut é infecciosa, transmissível. 

Para Zult a “adesão”não é fruto de catarse, não é o resultado de meditação, ou bônus espiritual que se alcança com mantras ou com a erudição biblica. A devekut é um professor com alta proficiência pois ensina a partir de uma fonte quase inaccessível. Aparentemente. O mais incrível é que ela jamais promete para quem a experimenta.

Zult quer deixar esse testamento aos homens de nossa época porque intuiu o que virá. Sabe o que nascerá. Parece que o mundo migrará para um esvaziamento da vida subjetiva, das aspirações do espírito, do caminho do cultivo de um retorno a uma perspectiva em que alma possa ocupar um lugar central.

O fanatismo religioso e a religiosidade canônica não podem cumprir este papel porque a forma e a ideologia parece ter superado, com folga, qualquer conteúdo.  Neste sentido, Deus não parece ser uma força presente. E a distância foi criada e alimentada pelos próprios homens.

Por isso a devekut é o sonho regenerador, ainda que dessa utopia só se possa sentir na carne.

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O dia em granizos: chuvas paulistas.

18 sexta-feira fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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aspirações impossíveis, granizo, inundação, paulistas, poesia chuvas, prosa poética

Cada cubo descia com a sede das pedras.

Cada pequeno gelo circular, sim são semi ovais, foge ao solo sabendo do derretimento. Mesmo assim desce.

Somos confidentes desse granizo. Deste formato rigido que se esfacela no granito.

Granizo sobre granito.

Não deixa de ser choque entre durezas. Faz tempo que nós só amolecemos a tirania no meio-fio. Espremidos no barulho das latas que amassam os carros, esperando pelas enchentes.

Não há poesia em inundações, há n’água. Nas poças. No chuvisco estrito. Nas tevês desligadas. No fenomeno natural que subverte a tecnologia. Nas rimas de passagens. No estalo dos raios.

Há no granizo a potência de um futuro, de uma chuva granulada que quer, precisa, se espalhar. Da sarjeta, o guarda-chuva usado na frente dos corpos se espelha na espada. Mas o vento, olha para nós com a segurança de quem nos têm na mão.

Olho a água, a rua brilha. Não há mais cacos, os fractais correram até o chão, e no fundo (ai dá para ver), toda tragédia é falta de criatividade. A poesia forma até represas, o que ela pode, ou não quer (o que no fim dá no mesmo) é ficar à deriva enquanto qualquer nau faz cruzeiro.

A chuva daqui é texto ao sabor das águas.

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Contra os consensos, pela ditadura da experiência.

17 quinta-feira fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ceticismo, consensos, crença, ditadura da experiência, esperança, fé, utopia

Um tema atravessa obcessivamente “A Verdade Lançada ao solo”. 

Atravessa, tanto na boca dos personagens como nos fatos históricos ali alocados. E o tema recorrente é a luta, sempre inconclusa, instável, obsedante, entre ceticismo e crença.

Não, isso não é um tratado teológico, muito menos libelo agnóstico. O que se discute no livro é o conflito entre imanência e transcendência. Pouco importa se o assunto está em desuso, se os críticos literários não sabem o que é uma coisa ou outra,  e menos ainda se não há interessados, pois eis assunto do qual não se escapa. Ninguém.

Cá ou lá estamos todos metidos nesse dilema. Mais que a dúvida existencial estamos todos imerssos num mundo anômico, com regras díspares, paralógicas, e apesar de intuirmos que deve estar quase tudo errado, fingimos que tudo vai indo.

Não, não vai.

Ah? Não esperava por isso? Está chateado? Não sabia que esse era um blog pessimista? Queria algo para ficar de bem com a vida?

Desculpe, mas não escrevo para ovelhas e os lobos estão mais interessados no site ao lado.  

Então vamos parar com o estoicismo e ir direto ao ponto?     

Yan era um crente que migrou ao ceticismo até ser trazido de volta em busca de um sentido transcendente. Buscar não significa sequer pisar na estrada, mas abertura para experimentar. E o faz não porque desejou, não escolheu isso (assim como nenhum de nós escolhe) mas foi tragado a isso, e, só para usar uma palavra destestável, foi engulido pelas evidências.

No mundo contemporâneo a experiência é a única ferramenta da alma. E a alma que quer, precisa abolir o senso comum, ir além das evidencias.

Yan, à guisa de um cientista honesto, sabe que mesmo que duvide não pode explicar quase nada. Deve se render às experiências que seu espirito pode ter.

Sibelius um cético que gostaria de acreditar em alguma coisa  depois da falência — avassaladora — de todas as ideologias e de qualquer fé no mundo institucional.  

Acreditar que a redenção virá de fora têm sido um grande problema para os homens. Não há salvador que dê conta da complexidade e da simultaneidade de problemas individuais. Não há igualmente teoria que dê respostas coletivas.  

Claro que, no livro, assim como na realidade, há não uma, mas várias tentativas de mútuo convencimento. Mas não estamos a fazer isso o tempo todo? Com idéias,  programas partidários, teorias e nos embates da vida quotidiana?

O que a dupla Yan e Sibelius percebe  é o ceticismo como premissa para a construção de alguma esperança. De qualquer esperança. Ela pode ser a crença, a fé, a religião. Mas ela pode ser também simplesmente o respeito aos que chegaram em algum lugar através das experiencias.

Pois, nesse mesmo dia, os consensos cairão por terra, porque só o sentido de cada sujeito terá valor e máximo valor.  

Esse será o dia da liberdade.

Mais uma vez utopia?

Pode ser. E por que não?

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14 segunda-feira fev 2011

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Bastar Viver: fracasso e sucesso (com e sem sentido)

14 segunda-feira fev 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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o sentido das coisas, o sentido do fracasso, o sentido do sucesso, sucesso e fracasso, vida com sentido

Neste, como em muitos outros dias, lamentamos a vida improdutiva.

E se fomos programados para considerar que o homo fabris deve prevalecer sobre todos os outros?

Que é crime não trabalhar.

Um horror completo não gerar dinheiro.  

Qualquer inercia, considerada fracasso.

Pensem nisso: há uma fonte de vida subjetiva que diz mais que qualquer faturamento.

Esta percepção não é uma maquiada versão terapêutica para tirar alguém da depressão, apenas devolver as coisas aos lugares.

Só há (se é que há) sentido no sucesso se ele faz sentido.

O fracasso pode não fazer sentido, mas precisamos de cuidados especiais ao assumi-lo.

 Não é fracasso se voce passar o dia escrevendo mesmo que ninguém leia.

É fracasso escrever, ser lido, mas descobrir prematura ou tardiamente, que não havia o que ser dito.

Assim, por favor, cuidado com a democracia tanto quanto o auto-julgamento sumário.

Em ambos, há fuzilamento.  

Em ambos, a armadilha esta toda explicada, racionalizada.

Então, mergulhar no céu cinzento da melancolia, pode fazer sentido.

Pode gerar a sensação de que basta viver.

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https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

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