• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Imprensa

Interditada (blog Estadão)

15 sábado nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa

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Censura, controle da mídia, Controle dos jornais, poesia

 

Interditada

Paulo Rosenbaum

14 novembro 2014 | 12:49

vozvozXX

    Tua voz,

não será auditada

Tua voz,

sem vez

Tua voz,

sem voto,

Tua voz,

 ouvida adiante

Tua voz,

junto ao ruído do cometa,

Tua voz,

não mais te pertence

Tua voz,

que era a nossa

Tua voz,

tão calada

Tua voz,

que pedia liberdade,

acaba de ser interditada.

Tags: censura, controle da mídia, Controle dos jornais, poesia

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Maniqueísmo instrumental (blog Estadão)

12 quarta-feira nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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bolivarismo, democracia direta, direitos humanos, ditaduras latino americanas, maniqueísmo universal, opinião pública, República partisã, Venezuela

Maniqueísmo instrumental

Paulo Rosenbaum

12 novembro 2014 | 23:13

Já que o País está dividido ao meio, podemos enfim contar melhor as peças do tabuleiro. Chefões e subordinados do regime não parecem mais temer as circunstâncias que criaram, nem os 51 milhões que não os avalizaram. A única pergunta significativa é por que? Conseguiram a cola perfeita, aquela que gruda em quem se opõe ao projeto de hegemonia. Nos adesivos, nomenclaturas desqualificadoras de ocasião. A pergunta é, como pode uma oposição que opera com tal frieza lidar com um trator cujo motor já deu sinais que está prestes a fundir?

Refrescando a memória coletiva, a oposição pouco se mexeu quando os primeiros indícios de que uma megaoperação de perpetuação no poder estava em curso. Pouco fez quando as evidências apontavam para o núcleo duro do partido. É verdade, torceu pelo magistrado-solo enquanto tentava superar as ameaças que corriam por fora. Quando ele mesmo dimensionou seu isolamento e jogou a toalha, quase nenhuma voz de desagravo.

A oposição apresenta-se hesitante e pouco convincente aos olhos da opinião pública, que espera bem mais do que “convocação de nova CPI em fevereiro”. A sociedade sente-se orfã diante dos fatos correndo na frente das barreiras. Urgência detectável para bem além das “redes sociais” — como algumas mídias preferem se referir aos rumores para circunscrever uma indignação muito mais ampla. Bem mais difusa do que mensagens rancorosas e preconceituosas entre usuários da internet. A sensação é de que os dinossauros estão esticados tomando sol sobre as pedras, em atitude expectante, diante de um regime agônico. Mas, novamente, podem estar enganados quando não consideram que o extravio leva à truculência, como aconteceu em toda República partisã. Nas circunstâncias que temos testemunhado, não há nada de paranoico evocar as circunstâncias que levaram jovens democracias à bancarrota.

O mais recente ícone do fracasso da democracia é o exemplo venezuelano. A oposição, por medo e intimidada pelo populismo chavista encistou-se numa trincheira distante, fria, com boicote, salto alto e esperança de que o desgaste natural desse conta do tirano. Pois, não ocorreu. Pelo contrário. O resultado de fato foi um avanço sem precedentes do que se convencionou chamar de bolivarismo. Palavra que traduz medidas autocráticas e invenções sob medida para justificar o totalitarismo. A “democracia direta”, por exemplo, é a evidente fissura entre a representação política e os votantes. Implementada, a sociedade se viu diante do desmanche dos três poderes. Extinta a auto regulação, os habitantes daquele país passaram a contar exclusivamente com agentes e líderes do executivo. Não é fortuito que a ONU tenha acabado de condenar Caracas por graves desrespeito aos direitos humanos, de prisões ilegais às torturas. A diplomacia brasileira perfilou-se aos países que tratam direitos humanos com mudez seletiva.

É particularmente espantoso que comentaristas e catedráticos nacionais – subsidiados ou não pelo erário — apontem para uma “nova direita” e uma “extrema direita ideológica” sem, ao mesmo tempo, apontar para o contexto real do parto destas forças. Seria por lealdade nostálgica por aquilo que já foi concebido como os valores progressistas? Faz tempo que o populismo autoritário vem ajudando a deslocar o centro para os extremos. Forças democráticas, da direita à esquerda em desacordo com o onipotência, foram empacotadas, comprimidas e reduzidas à “reação”, agora com insinuações de golpismo. O petismo, sacrificando o fiapo de coerência com seu comportamento e alianças, estas sim, à direita daqueles que são acusados de conservadores, instruiu uma aposta. E ela esta exatamente neste contingente de indignados sem filiação clara, manipulados para insuflar teses conspiratórias. Isso ajuda a propagar com mais facilidade seu maniqueísmo instrumental.

Recobram a desinibição para prosseguir no planejamento oportunista de reformas macro institucionais, à revelia da opinião pública. Não foi só ter levado o pleito na base da calúnia e difamação dos adversários. Não foram só acordos secretos com a ditadura cubana. Não são só os decretos arrivistas. Não é só a imposição de conselhos populares controlados pelo partido. Não é só a luta para extinção do Senado. Não são só financiamentos públicos de campanhas de candidatos dos países vizinhos. Não é só a complacência com governantes totalitários. E não se limita a grudar em um partido tampão como o PMDB, para ganhar aparência mais amigável perante a “nova classe média” que, em segredo chamam de “desprezível baixa burguesia”. Mas, principalmente, a autoconfiança político-jurídica que foram angariando para sustentar todas estas operações. Na clandestinidade atuam com uma única finalidade, já escancarada, de aglutinar-se como poder único.

Trata-se portanto de um regime que finge que não governa, para enfim trabalhar em sua especialidade, a oposição. Isso é muito sugestivo. Sugestivo de que estamos diante de um governo que já age num registro sub oficial. À sombra da legitimidade constitucional. Não porque quer, mas porque atingiu uma espécie de zênite transgressor, e sob o excesso de denúncias, acobertou uma verdade muito mais comprometedora que os alardes dos maus feitos que agora vazam por todos os lados. Por todos os lados, menos para o corredor central do Planalto. E enquanto se convencem de que a impunidade é o prêmio laudatório à grandiosidade de sua causa, o País encolhe, e nós junto.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/maniqueismo-instrumental/

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Os cristais do Muro (blog Estadão)

09 domingo nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa

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Os cristais do Muro

Paulo Rosenbaum

09 novembro 2014 | 16:54

murocristalXXng

Esta noite, Kristallnacht. Será contada como resumo de todas as outras. A areia compacta se misturou ao fogo. E o calor, guiou a flama ao mundo. A mesma que incinera livros e pessoas. Livros e pessoas. Repare e repita. Livros e pessoas livros e pessoas, livros pessoas. Até que sumam as distinções. Falta pouco. Uma página após outra. Uma pessoa após outra. As mesmas almas. As mesmas linhas. A mesma gramatura. Os temas é que mudam. Uma noite de cristais não é, nunca foi, só uma noite. E os cristais, não são só, estilhaços. Os destroços que deixam, inauguraram uma fase chamada fim. O concurso da exclusão. A obrigação do mal. Ela declara o ciclo: a peste emocional é viral. E tuas mãos, hoje, não trançam mais as pedras. Nos gatilhos eletrônicos, o rancor é digital. A violência ousa justificação. Os ossos não apontam, silenciam. A cor da intolerância já se adapta. A impossibilidade do outro vive das invisibilidades. Do ódio difuso. Se todas as narrativas estivessem aqui, talvez, tua boca falaria com tuas palavras. Mas, quem foi perdeu a voz. Exceto pelas memórias, eles hoje só respiram nos céus. E é nesta data dupla. Um quarto de século atrás, outro muro recebeu marteladas. Quando a destruição recobra seu caráter reconstitutivo. Os resíduos, relíquias. O tijolo, cristal. A regeneração vem dos que veneram a liberdade. As mudanças, pelas mãos que negam a hegemonia. Ao custo de vidas potenciais e heróis sem identidade. Por isso, eis a noite propensa a ser dia. Dia no qual cacos se fundiram ao concreto. Juntos, inscreveram a recusa infinda na história. Num lema, provisório, impreciso, incondicional, mas, como poucas vezes antes, presente: nunca mais.

Tags: Kristallnacht, muro de Berlim, noite de cristal, queda do muro

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Vou te dizer o que é golpe: (blog Estadão)

06 quinta-feira nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa

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vou te dizer o que é golpe:

Vou te dizer o que é golpe:

Paulo Rosenbaum

06 novembro 2014 | 17:54

 

vou_te_dizer_golpeXXjpg

O transe que tomou conta do país, longe do fim, agora decanta alguma clareza.  O da saturação. Notou que cada pedra do muro de Berlim, guardada como souvenir ou vendida em leilões on line, revela um significado que te escapa? Sinto não ter te convencido que não queremos mais controle. Que o Estado que te seduz não nos interessa. É o anti-desejo do mundo. Que recusamos menos liberdade, não importa o que você ofereça em troca? Se somos minoria? Até anteontem. Parece que teu consolo, e a de muitos outros, é diagnosticar  indignação como sintoma de direita. Calma. A insatisfação sem dono é um junho que ainda paira no ar. Nem progressista, nem conservador. Lembra que vocês criaram o ensaio “massas sem rumo”. A mesma que agora buscou respiro nas urnas. Que desafiou teus planos tiranos. E abriu clareira. Mas, para você, argumentos nunca foram suficientes. Os princípios? São úteis quando favorecem tua ideologia monopsista. Eu sei. Só seu grupo sabe como tirar o mundo da miséria.Vocês podem ter a formula, não a governabilidade. Um pouco de coragem para ouvir com atenção: recusamos ser o laboratório das tuas idiossincrasias políticas.

Agora que pensas que o jogo terminou e garante  que estão limpos – como se acreditássemos — vou te dizer o que é golpe:

Golpe é a opacidade. Golpismo é tergiversar sobre dados reais. É golpe acusar os demais de golpistas. Golpe é enaltecer o sectarismo. É golpismo mentir à opinião pública. Golpe é, enquanto atacas, simular que está sendo golpeado. Golpear é subsidiar regimes de exceção com nosso erário. Golpe é imaginar ser dono de olho único em meio à cegueira generalizada. Golpear é ameaçar os desprotegidos com cassação das bolsas.  Golpismo é apontar nossas paranoias, enquanto municias agendas paralelas. É Golpe ofertar o que já foi ofertado. Golpe é conluio com ditadores. Golpear é servir-se da República como partido. Golpe é a manipulação política do medo. Golpistas simulam condescendência e endurecem pelas costas.  Golpe é reduzir o País a dois lados. Golpe é insuflar a litigância.  É golpismo vingar-se em quem não se curva. Golpe é usar a democracia para adultera-la. Institucionalizar o aparelhamento é um senhor golpe. Golpe é monopolizar a justiça. Golpear é operar nos bastidores. É Golpista amordaçar a liberdade de expressão. É golpismo tomar sufragistas como clientes. Golpe é acusar quem não governa pelas omissões de quem o deveria fazer. Demonizar oponentes: golpe. É golpista dedurar o palanque alheio. Golpe é sumir com o reflexo para se ocultar no espelho. Golpe é não assumir.

Ps – Não é golpe dar ouvidos a 51 milhões de vozes.

para comentar:

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/vou-te-dizer-o-que-e-golpe-2/

 

 

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#naovaiterdialogo (blog Estadão)

29 quarta-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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#naovaiterdialogo, autoritarismo, eleições 2014, manobras do partido, totalitarismo

#nãovaiterdialogo

Paulo Rosenbaum

29 outubro 2014 | 14:00

 

Além dos slogans, tivemos que escutar que o Estado, os interesses da nação estão acima dos indivíduos. É preciso declarar o oposto. O interesse dos cidadãos é que deve monitorar os interesses do governo. Pois não é o que acontece na realidade. Esta pequena, porém monstruosa inversão, serve muito bem: às arbitrariedades. O poder executivo cultua a supremacia. Uma vez sufragados, passaram a imagina-lo como uma qualidade quase irrestrita, com autonomia absoluta sobre os comandados. Ou alguém ouviu  projetos serem exaustivamente discutidos? Por que então perduram? É preciso recusar a melancolia reducionista de que “o marqueteiro deles venceu o nosso”.

Quem ouviu notou: a oferta de comunicação com o “outro lado” foi feita com altivez e a convicção da hegemonia. Imaginária. No manual de fisiologia do poder está escrito que o ganhador passa a fantasiar que 50% mais um dos votos válidos, configuram álibi universal. A ofensiva, os protegeria de todas as vicissitudes. Uma imunidade que exalta quem governa acima de todos os outros cidadãos. Uma aberração pré-iluminista repetida pelos refrões do populismo de crediário.

E qual seria então o diálogo que a mandatária geral diz desejar? Não se ouviu menção ao nome do candidato derrotado. Pode ser por superstição, conselho do João, ou negação. Mesmo assim, era o mínimo que a etiqueta  exigiria. Será que ela não teria se enganado? Que o diálogo a qual ela se referia tinha outro nome? Será que não seria falar consigo mesma, deliberar entre si, com seus botões, dizer à parte, pensar alto?  Já a conversação, que tanto o senso comum como 50 milhões de pessoas esperariam, talvez estivesse mais próxima de outro conjunto de analogias: cavaquear, dar trela, quatro dedos de prosa, conciliábulo, ecloga, colação, arrazoado e trato.

Difícil decifrar a qual das duas modalidades ela se refere. A primeira, parece ser a forma mais familiar à legenda que a acolhe. A segunda, pressupõe aceitar que existe um interlocutor com vontade própria. Um desigual. O heterogêneo. Um ser crítico. De qualquer forma alguém que, necessariamente, não partilha das mesmas premissas.

Dialogar não é fácil.  É  campo onde não se pode dar falsas esperanças, já que esta arte não pode ser adquirida nos cursos do pronatec.

Mas, se houvesse a mínima esperança, a aula inaugural deveria apresentar uma ementa mais ou menos assim:

”Não se dialoga quando se jogam classes sociais umas contra as outras, não se dialoga quando, para difamar os oponentes, abusa-se das parafernálias do Estado.  Não se dialoga sob o bombardeamento de propostas autoritárias. Não se dialoga quando não se sente sinceridade. Não se dialoga sob manobras regimentais.  Não se dialoga com quem estufa o peito e diz que “faz o diabo”. Não se dialoga com quem solapa a constituição. Não se dialoga com quem organiza a supressão da imprensa. Não se dialoga com a faca tributária no pescoço. Não se dialoga com contratos já editados. Não se dialoga com pautas goela abaixo. Não se dialoga sob censura. Não se dialoga com quem não te enxerga. Não se dialoga pisoteando a justiça. Não se dialoga sob a tutela de gurus. Não se dialoga quando o objetivo é ganhar tempo. Enfim, não se dialoga sem o mínimo de elegância.”

Tags: #naovaiterdialogo, diálogo, eleições 2014, farsa e diálogo, terceiro turno e prorrogação

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Discursos de posse (blog Estadão)

24 sexta-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa

≈ 1 comentário

Tags

discursos de posse, eleições 2014, hipóteses para discursos de posse, Mark Twain

Discursos de posse

Paulo Rosenbaum

24 outubro 2014 | 12:14

Primeira Hipótese

Queria aqui, humildemente, agradecer o apoio e dizer que precisamos sanar todas as fendas criadas entre nós. Temos que caminhar como uma civilização, distribuindo renda, diminuindo a desigualdade mas sem criminalizar o empreendimento, o trabalho, o esforço pessoal, este seria o verdadeiro triunfo da meritocracia. Quero ainda dizer que, se desejamos alcançar uma meta, qualquer que seja a distancia que nos separa dela, ela terá que ser feita com solidariedade e gentileza. Diremos não a qualquer autoritarismo, não ao culto à personalidade e um grande basta para a incompetência e a falta de gestão. Não vamos cultuar a ruptura e a violência, vamos, ao contrário, buscar transformar o País para que ele seja, de fato, a Nação para todos. Saberei respeitar os 38,6% da minha adversária e convido a parcela propositiva de base que a apoiou, em meu nome e de meus amigos, a se juntar a nós nesta tarefa, que será árdua, e cheia de obstáculos diante dos quais não fugiremos, de reconstruir o País, e apagar as marcas das cisões que nos castigou durante as paixões eleitorais. Temos a oportunidade, única e irrepetível, de unificar o Pais e de trazer todas as forças construtivas para nos reerguer. (aplausos) Fico imensamente grato por toda generosidade. [começa a chorar, mas suprime as lágrimas]. Só eu sei o quanto fui atacado, mas vamos deixar isso de lado. Agradeço a todos que nos ajudaram nesta trajetória e, mais uma vez, quero que saibam, estou bem consciente que esta foi uma escolha que transcendeu meu nome e dos partidos que nos apoiam. Assumo a responsabilidade, mas sei que esta foi uma vitória da ação coletiva, de um povo que amadureceu, que daqui em diante, se Deus quiser, recusará salvadores da Pátria e aventuras temerárias. Quero ajudar para que a consciência inovadora use o Poder de um item do qual pouco se fala: a promoção do bem estar e da felicidade das pessoas. Faremos um governo libertados de ideologias retrogradas, uma administração transcultural e aberta, com justiça social e abertura. Uma gestão que use o poder, não para impor ou controlar, mas para respeitar os cidadãos, oferecer segurança, preservar a natureza com uma política ambiental séria [olha para o lado cumprimentando alguém] e reorganizar as cidades e municípios que estão abandonados. (discretos aplausos). E, é em homenagem a isso que faço nossas as palavras de um escritor notável, o norte americano Mark Twain “O governo é meramente um servo, meramente um servo temporário: não pode ser sua prerrogativa determinar o que está certo e o que está errado, e decidir quem é um patriota e quem não é. Sua função é obedecer a ordens, não originá-las”. (saudações com a mão aberta). Muito obrigado.

Hipótese restante

Companheiras e companheiros, muito agradecida pelo voto de confiança e quero dizer aqui que nós não estamos aqui a toa. Nos colocaram aqui, porque somos o povo. E o povo sabe quem que os governe. E nós estamos aqui para dizer que nós agora vamos mudar e mudar para valer. E que aqueles que não queriam a gente aqui agora vão ter que nos engolir, com ou sem barba. (aplausos e urros indecifráveis). E, além disso, quero dizer para vocês que eu devo de ter o apoio da maioria e quem quiser se juntar a nós será bem vindo e os que não querem…bem, isso já é problema deles. (gritos e assobios) Além do mais, vamos criar muito mais empregos, com mais especialidades, mais casas, mais reformas, ideias novas, mas novas mesmo [branco ou tilt]. Desta vez, será inovação. Serão ideias tão novas, mas tão novas que vamos deixar os outros estarrecidos e humilhados. A culpa pelo que ainda não foi feito é deles, da imprensa, e das forças que não querem o bem do povo. Sabem por que eles não gostam de nós? Porque sabemos fazer, e eles não sabem. Ganhamos porque fizemos o melhor. O plano real que acabou com a inflação? Pode ser um tiquinho [gesto depreciativo] Mas nós é quem fizemos a melhor gestão, as mudanças, e mesmo com a grande crise mundial [olha para os lados em busca de apoio] crescemos uns 0,21. Para eles é pouco. Mas quem se importa com eles? Perceberam a diferença entre nós e eles? Já ordenei, fiz os decretos. Temos que parar com esse negócio e mostrar quem é que manda por aqui. Eu, eu, eu…quero dizer para vocês que eu devo de ter uns 1000 e-mails pedindo para fazer as reformas. Nós dois que demos as bolsas, nós dois que tiramos as pessoas da miséria. E os reajustes podemos agora falar com clareza vão só sobrecarregar quem pode. Por exemplo, essa classe media atrasada, não é professora? E também, [longa pausa, seguida de pigarros do assessores] e…quero dizer para vocês mais uma coisa que nós estamos contentes e chegou a hora destes pessimistas calarem a boca. E vida longa ao partido! (punhos cerrados)

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/discursos-de-posse/Tags:

Discursos de posse, eleições 2014, hipóteses de discursos

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Jejum Nacional pelo término dos maus decretos

21 terça-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Livros publicados, Na Mídia

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dia 23/10 jejum nacional pelo fim dos maus decretos, meditem 45, resistencia não violenta

Há uma tradição, compartilhada por muitas tradições, de que o jejum sincero pode evitar um mau decreto. Proponho jejum coletivo, nacional, ao modo de Gandhi, nesta quinta feira, 23/10, do nascer do sol até o poente. Todos os que gozam de razoável saúde e, que acreditam numa ação de resistência pacífica, podem se privar de alimentos sólidos (e doar o equivalente ao que não foi consumido). Sugiro meditar 45. No final, rogar por uma vitória do Aécio contra todos os maus decretos.

Jejum_NacionalX

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Querido Neto (blog Estadão)

18 sábado out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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Aécio, agressividade na campanha, campanha eleitoral, democracia, eleições 2014, luta contra a ditadura, Tancredo Neves

Querido Neto

Paulo Rosenbaum

17 outubro 2014 | 13:45

Respondo sua missiva de ontem a noite. Não sei usar este negócio direito, mas aqui diz: on line. Vamos ser rápidos. A chefia está preocupada e convocou Estadistas que já fizeram alguma coisa pelo País. Vou ter que dar uma subida até lá. Eu sei, vi, ouvi, testemunhei, você está fazendo o máximo. O povo vai percebendo. Claro, escutei sim, filho. Para constar, cá entre nós, você sempre foi o favorito. Exatamente, isso você herdou de mim. Bate pronto. Mas, mantenha distancia, recordou a sequencia? Depois do soco inglês, vêm os jabs de direita. Cruzado de esquerda? Esqueça, desperdício, ela não aguentaria o tranco. Nenhum conterrâneo decente quer o outro beijando lona. Lembra do ditado? Aquele lá de São João? Quem luta na sujeira, colhe lama. Não era bem isso, parecido. Cansei de falar isso ao Getúlio, mas ele foi ficando teimoso. Aquele chimarrão fervendo! Sabe o que me levantou? Aquela malícia que ela insinuou, e você, assumiu e devolveu com bônus. Não. Eles não sabem o que significa elegância. Senti orgulho. Eu vi, eu vi. Agressão e mentira são fáceis no começo, e a prova veio a cavalo: sustenta-las por muito tempo faz mal à saúde. Exato, é chegada a hora. Está certíssimo, autocritica. É isso que temos. Claro que lá tinha muita gente boa: mas foram sendo expulsos, ameaçados, cooptados. Querias minha previsão? Não posso, aqui têm gente muito mais qualificada que eu. Agora posso confessar? Sabe o que achei mais alentador na madrugada do outro debate? Não, não foi o próprio. Foi o videoteipe da opinião de um senhor negro de meia idade. Foi apresentado alguns minutinhos antes do início. Entrevistado sobre o que esperava do confronto entre vocês dois, ele olhou de lado para o repórter (olho no olho, não na câmera) e disse com notável determinação algo como “não tem mais ninguém bobo não senhor”. Palpito que este governo deve sucumbir exatamente porque está apostando no contrário. As contradições chegaram naquele ponto de sinuca. Já lutam entre eles. Não, não é bem isso. Não tem partido santo. Mas eles cruzaram a fronteira. Dali, ninguém nunca passou e levou. Discordo. No mundo deles isso não é baixaria, é agonia por revanche. Lembro do JK, ele dizia que incompetente é raivoso. Fique e mostre generosidade. Agora, a conversa vai ser diferente. Como já disse o escritor – aliás, vi ele outro dia com um livro do Machado numa mão ,e, na outra, uma pena toda enfeitada – quando a verdade escapa, sobram interpretações desesperadas.

Boa sorte dia 26, a família está toda aqui, torcendo pelo Brasil.

Ps – Hoje teve muita neve aqui em cima, bom sinal, bom sinal, bom sinal.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/querido-neto/

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Glossário eleitoral analógico (Blog Estadão)

14 terça-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Imprensa, Na Mídia

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Base aliada, bolsa e mercado, cantareira, desmanches psicológicos, glossário criativo para o 2o turno, Herança bendita, Herança maldita, IBOPE, lei seca, nova classe media, Pré-sal, registro na OAB, urna eletrônica, whatsapp

Glossário eleitoral analógico

Paulo Rosenbaum

14 outubro 2014 | 09:19

Contabilidade criativa – a ordem dos fatores não afeta o déficit

Protocolo para obtenção de registro na OAB-  Carteirinha de filiação partidária

Urna eletrônica – Fria, impessoal, e não dá para mandar whatsapp

Golpe- Inadvertida pancada desferida de dentro das estatais

Muro total – Votem nele, em branco, nulo ou na outra.

Correios imparciais – Nada a ver com correio elegante

O bicho vai pegar – Se correr, o tucano sobe

Caldo vai engrossar – Ninguém imaginou que ia ser canja

Crise hídrica – Foi por um pingo

Chuvas na Cantareira – Nunca se sabe

Lei seca – Nunca se sabe menos ainda

Fantasma do passado – pai de Hamlet

Fantasmas do presente – Quem mandou faltar à sessão espírita?

Marketing de desconstrução – Desmanches psicológicos que operam na Alvorada

Investimento social–Infraestrutura de países amigos do regime

Bolivarismo – Sai para lá, Che!

Pré sal- Dieta sem sódio

Reajuste no dia 1 de janeiro – Fiado, só com o novo presidente

Herança maldita – O que divulgam que receberam

Herança bendita – O que não divulgam que vão deixar

Base aliada  – Cosmetologia pesada para disfarçar envelhecimento precoce

Greve no período eleitoral – Ao meu torpedo, descruzem as armas

Institutos de pesquisa – Aplicação de questionários com fins recreativos.

Postes – Estruturas em concreto que perderam os plugs

Bolsas e Mercado – Subsidio populista perpétuo e desenvolvimentismo democrático emancipador.

Tags: Base aliada, bolsa e mercado, cantareira, desmanches psicológicos, glossário criativo para o 2o turno, Herança bendita, Herança maldita, IBOPE, lei seca, nova classe media, Pré-sal, registro na OAB, urna eletrônica, whatsapp

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Direito de Resposta

01 quarta-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Livros publicados, Na Mídia

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Tags

Bolivar, direito do consumidor, eleições 2014, fraude eleitoral, golpe de Estado, manifesto comunista, Marx, Modelo bolivariano, queda do muro de Berlim, risco de ditadura, totalitarismo

Direito de Resposta

Paulo Rosenbaum

01 outubro 2014

Solicitei faz tempo, mas só chegou hoje. Como consegui? Usei a lei de proteção ao consumidor. Já que o candidato é hoje apresentado como produto, não deveria vir com garantia de devolução? Um juiz aceitou meu argumento. Como nunca tive direito de resposta nem sei por onde começar. A senhora é dona do País? Determina liberdade ou cárcere? Perdão, é que no debate deu essa impressão. E se lhe disséssemos: dispensamos aquele passeio pelo Jardim Venezuela? E se explicássemos que a essência de um estadista é estimular a inclusão? Ou a Sra. acha que o eleitor com candidato derrotado merece ser subjugado? Desaconselhável instigar a luta entre classes. Como meu pai lembra, o próprio Marx teria revisado este e aquele outro tópico do manifesto. Aquele “cada um terá de acordo com suas necessidades”, sempre foi, de longe, o mais problemático. Claro, claro, a senhora diz ser flexível, só não admite remendos na cartilha. Mas não é meio abusivo insinuar uma constituição redigida pelo seu partido? Ainda temos o direito de saber o que a Sra fará assim que assumir, se assumir? Até hoje não tivemos direito de contestar a promessa desviada, a creche na maquete, tijolos sem olarias, escândalos em refinarias. A excelentíssima afirma que a volta da inflação é culpa da crise externa, a queda dos mercados especulação e o fracasso econômico complô internacional e não há malversação. Só para saber, sobrou algo para ser debitado da incompetência? É que ficamos com a impressão de uma grande conspiração. A Sra corre o risco de estar tratando a verdade com a mesma deferência com a qual seus funcionários tratam os números. Deixe-me também explicar Dra. que, caso a senhora prefira o modelo Bolivar essa é a hora de explicita-lo! Estamos a nos indagar o que será que ele tem a ver conosco. Já ia esquecendo: dia 9 de novembro é o aniversário de 25 anos da queda do muro de Berlim. Eu sei, eu sei, não precisa chorar, aquilo doeu na senhora, mas são os nossos tempos. Já que tocamos no assunto, liberdade nunca foi valor pequeno burguês, a democracia não se dobra ao gosto do freguês e não queremos modelo chinês. Quem é pessimista não é direita. É que já existiu uma esquerda arrojada e anti stalinista. Por falar nisso, que papelão! Aquele da ONU foi impagável mas me refiro aquele da imprensa. Se ela não investigar a quem caberá a prerrogativa? Estou sabendo que boa parte da Universidade te apoia, mas quem abandona seu papel crítico, renuncia à análise e vegeta na militância. Não faz diferença? Discordo. Caso queira reformar a República, virar de ponta cabeça as instituições e refazer a nação, anuncie hoje, antes da eleição. Fale dos seus ídolos políticos, do poder dos Conselhos Populares, do futuro da propriedade privada e quais os planos para a instabilidade social. Pode omitir aquela palavra que dá medo no pessoal. No lugar de comuni… use regime que se apropria dos meios de produção e decide para sempre todo o resto. Compreendo, é tentador mudar as regras do jogo no meio da partida, só que tem muita gente com a mesmíssima vontade.

PS- Não esqueça de mandar felicitações para Angela.

Respeitosamente,

Eleitor e consumidor

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