• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Artigos

Insatisfação ampla geral e difusa: hipóteses

19 quarta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

 

Manifestantes vão filmar e denunciar ação de vândalos

Movimento Passe Livre adotará medida no protesto desta segunda-feira, dia 17, no Largo da Batata, para evitar violência e confronto com a Polícia Militar

 

Muitas vezes, a análise jornalística deriva para o campo opinativo. Melhor então ficar com as hipóteses que as certezas.  

Recente artigo traduzido para o inglês e publicado no site da CNN diz sobre “as verdadeiras causas das manifestações em São Paulo”. Depois alguém postou um outro com legenda e tudo. Em nenhum momento a pessoa se identifica nem fala a qual partido ou organização pertence.

Afinal, quem são eles? O que querem? Quem os subsidia?

Contudo, antes é preciso lembrar da sequencia cronológica de eventos. Começou com a mobilização pelo passe livre, bandeira de partidos de extrema esquerda que entre outras perspectivas pedem em seu programa de governo o “fim do capitalismo” e a adoção, como princípio político, “a ditadura do proletariado”. Não merece comentários a incapacidade da esquerda latino americana de reciclar o marxismo, tampouco sua visão estanque e quadrada da realidade social. Há uma paralisia mental que não consegue perceber que é vital ressignificar o socialismo e o que se entende por justiça social. Isso, se quisermos ter qualquer viabilidade democrática em nossos tempos.

Entre os integrantes do MPS há gente autenticamente indignada mas entre eles estão grupos anarquistas, trotskistas, juventude do PT, agrupamento freelances, e, mais recentemente, parece que ajuntaram-se a eles torcidas organizadas e MMA autônomos. A polícia reagiu, ao que parece com intensidade um pouco maior do que a situação pedia, e ai começou, de fato, a se desenrolar o que realmente interessa para construir hipóteses.

A instrumentalização se tornou patente e enquanto o governador se degastava opinando, o prefeito titubeante se calava. Só depois, tardiamente, acenou de Paris que a culpa pelo acirramento dos conflitos era da polícia militar do estado. Muito conveniente. Após uma semana tergiversando resolveu sentar-se com os manifestantes. O que isso indica? Que o que está em jogo de imediato é, na verdade e de fato, a sucessão ao governo de São Paulo. Não é a toa que as fichas lançadas e jogadas de vários cantos do país estão vindo parar neste Estado.

Para ler na íntegra

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Anomia

19 quarta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

 

Sete mil marcham em Brasília e ocupam a cúpula do Congresso

Policiamento não conseguiu deter avanço dos manifestantes; protesto teve motivos diversos, desde o aumento de tarifa a temas da política nacional

Onde andam todos eles? Sabe aqueles carismáticos? Sumiram? É compreensível, não querem se desgastar por nada. Se o movimento vinga eles podem sacar uns votos, se não der certo eles arrumam a gravata e bola pra frente. Não foi sempre assim por aqui? Quer dizer, só para recapitular, há um povo sem liderança? Ou há lideranças sem povo? Normalmente não, mas a esta altura tanto faz. Todo mundo sabe que estava para acontecer. Ninguém tinha coragem de acender a lamparina para enxergar que no porão tinha gente. Sim, sim, gente. Mas entupir as pessoas em vagões e encher as plataformas e a cegueira, agora se vê, era para não ter que apertar o cinto. Não tem médico? Importa de Cuba. Não tem infra? Improvisa com esparadrapo. Não tem caixa pro essencial? Truque fiscal. Não tem segurança pública? Prende uns pés de chinelo. Não idiota, era de mentirinha! Não percebeu não? Era para meter medo nessa burguesia reacionária. Que nojo. E aí vieram os incríveis estádios, a vila olímpica (já tinha a que sobrou do Pan) grandes discursos, base alugada, derrama e a mídia paga. Se não funciona vamos controlar os jornalistas. Os mais indóceis despede. Os testudos, a gente põe no plano B. Pronto, o grande confeiteiro, com a ajuda do economista que era a medula espinhal da Arena, criou mais este grande bolo: estava constituída a quinta economia do mundo. De décima, mas era a quinta do mundo. Mas ainda não estava na hora de dividir. Renda de verdade não presta. O que funciona na base da gratidão é uma bela de uma bolsa cala-boca. E vamos adiar a infra para tocar mais fermento na coisa. Isso, até que estejamos maduros para dividir. Houve um problema quando o chefe ditava.

 

Ver mais em

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/anomia

 

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Deteste o senso comum

13 quinta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

Albert Camus, Camões, consensos, democracia, ditadura militar, hegemonia e monopólio do poder, Lusíadas, Max Weber, nocões silenciosas, o que você quer, os lusíadas, passe livre, política do eco, senso comum, significado de justiça, violencia, zero de civilidade

“Destarte se esclarece o entendimento, Que experiências fazem, repousando, E fica vendo, como de alto assento, O baixo trato humano embaraçado.

Este, onde tiver força o regimento, Direito, e não de afeitos ocupado,

Subirá (como deve) a ilustre mando, Contra vontade sua, e não rogando” (Camões, Os Lusíadas, Canto VI)

Os slogans de luta estão de volta. A geração pós-ditadura militar, pós-Collor e pós-Lula agora se escandaliza com a volta da inflação e os preços praticados no Brasil. De repente, consensos feitos à nossa revelia ganham as ruas como grito coletivo. Você pode até se ver no meio de uma marcha, sem saber se aquilo de fato representa o que você quer. A passagem está cara? Alguém há de pagar. Atraso na estação de metrô? Vamos botar para quebrar. A maconha está proibida? O trânsito vai parar. Meu time perdeu? Toca a incendiar carros. O que isso quer dizer? Que vivemos a sociedade de tolerância zero. Zero de frustração. Zero de civilidade. Quem grita mais alto leva. Pois não é que os militantes do precinho, regidos pelo imediatismo, também se apoiam no senso comum?

Vivemos a sociedade de tolerância zero, zero de frustração, zero de civilidade

Destarte, o notável agora, fora a promoção da violência, tem sido testemunhar a pobreza de espírito das últimas reinvindicações. Melancólico constatar que não lutam por mais liberdade, contra a censura, nem por ética na política. O problema não são gerações de administradores com descaso pelo transporte público ou com a calamidade das cidades. Agora a boa briga é berrar contra aumento das tarifas e miudezas de ocasião. Tantos exemplos municipais, estaduais e federais em que tivemos o “pragmatismo acima de tudo”, que eles, enfim, aprenderam. Querem mais é desconto.

Esta consciência instantânea — linchamentos, justiça relâmpago e turbas inflamadas fazem parte do pacote — é a outra faceta do senso comum que escraviza a maioria. Ela também é a responsável pelas catarses sociais sem causa, pelo cabresto eleitoral e pelo culto às celebridades. É preciso coragem para ir contra o senso comum e confirmar que precisamos de uma refundação. Das noções de ética, valores e princípios.

Mais um motivo para que você deteste o senso comum. As propostas oriundas dele pressupõem uma redução intelectual drástica, e ainda ameaçam virar soluções imediatas para os grandes problemas sociais como violência, corrupção e desmandos. E tanto faz a ideologia. Faz parte do acervo: “Por que eu não faria se todo mundo faz?”, “Bolsa Família resolveu os problemas de renda no Brasil”, “reduzir maioridade penal e dar mais poder de fogo à polícia”, “políticos não prestam”, “direitos humanos servem para proteger criminosos”, “ficaram ricos porque roubaram”, “a ditadura é que era boa”, “está desempregado porque é vagabundo”, “se ele indicou para votar, deve ser bom”, “os responsáveis pelos nossos problemas são os outros”.

Essas e tantas outras preciosidades que se ouvem pelas ruas são exemplos de como noções silenciosas se formam, crescem e migram, sem que se possa refletir sobre elas. Os populistas e a casta de dirigentes que nos assistem fazem amplo uso, não só subliminar, dessas vozes sociais. E ninguém negará seu êxito: reproduzem direitinho o que se quer ouvir para contabilizar votos. É a política do eco.

Noções silenciosas se formam, crescem e migram, sem que se possa refletir sobre elas

Um político reformador, original, crítico e criativo não teria a menor chance frente à massa de chavões e lugares comuns que são campanhas eleitorais. Decerto, um candidato que não ficasse na reprodução dos refrões e obviedades seria tomado como elitista,  eleitoralmente inviável ou louco.

Albert Camus queria assassinar toda esperança. Max Weber pedia desprezo pelo senso comum. Mas realismo sem esperança é autoflagelo, e não se pode simplesmente ignorar a multidão. Mesmo assim, diminuir as expectativas e educar-se para não ser pressionado pelas opiniões coletivas é uma alternativa política para que cada um aspire a ser sujeito da própria história.

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Mais um post no blog Conto de Notícia do Estadão: Pisando em ovos

12 quarta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

senso_comumO conjunto de opiniões de uma determinada época,  esmaga qualquer  originalidade. Querem uma prova? Nunca foi tão fácil tomar o mediocridade por genial. A média se sustenta deste senso comum. O senso comum é aquela fantasia tomada como verdade e que depois achamos que devemos fazer o favor de compartilhar com os demais. É uma noção antecipada, frequentemente imatura e preconceituosa das coisas que incorporamos coletivamente.

Vejam o caso dos índios, que segundo o senso comum, representando apenas 1% da população, não mereceriam os 13% das terras que para eles estaria destinada na política indigenista. Como nos elucidou o antropólogo João Pacheco de Oliveira, não são nem terras indígenas, mas terras da união, reservas ambientais e área de preservação onde o Estado pode, ali, proteger minorias de uma predação étnica inevitável. Pois o Estado brasileiro está, e não é de agora, aos poucos, abrindo mão desta proteção. Isso prova que nem sempre a maioria tem razão e que a razão pode ser obra de opiniões mal calibradas.

Para ler, comentar ou opinar acesse: http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

O fim da democracia – este artigo só será lido aqui, não está na minha coluna do JB!

07 sexta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 2 Comentários

Tags

Argentina, assistencialismo, bolsa família, democracia, direitos humanos, ditadura, golpe, governo, Nobel, política, professores, salários, sistema, sociopatas, Venezuela, voto

A história ensina que a democracia é o melhor sistema de governo já inventado, e encontrou o apogeu entre os gregos no século de Péricles. Só que seu aperfeiçoamento leva tanto tempo e tomamos tanto na cabeça que ninguém pode garantir que sobreviveremos para ver seu triunfo. Os direitos civis estão ameaçados pelos governos que se autoperpetuam no poder e pelos que gritam por aí que temos “excesso de direitos humanos”. Eles podem dar as mãos e valsar, porque ambos sonham com ditaduras. Poder autocrático e gente que tem nostalgia da ditadura militar fazem parte do mesmo saco.  O primeiro porque acredita tanto na própria capacidade que sonha com um país sem imprensa livre e sem oposição (desejos quase realizados na Argentina e na Venezuela) e os segundos, aqueles que espalham vídeos e bobagens com “saudades do golpe”, são movidos pela fantasia das coisas arrumadas, da ordem à base do cassetete. Entretanto, em relação aos direitos individuais, há algo, sim, que chama a atenção no Brasil. É a desproteção a que as vítimas estão expostas contra um sistema legalista que, de alguma forma, é excessivamente indulgente com os criminosos. “Vítimas do sistema” é a tendência para classificá-los. Há interesse político em tomá-los como sociopatas. Seriam fracos que agridem por falta de opção. Se algum dia isso pode ter passado como verdade, fica claro que hoje isso não passa de uma tremenda manipulação dos fatos.Em um destes programas televisivos sofríveis um laureado com o Nobel de qualquer coisa (não compreendo, mas deve haver algum motivo para acreditarmos mais em quem ganha prêmios) declarou: “Temos que ensinar as pessoas que elas precisam fazer o que faz sentido”.  Só omitiu o principal: o sistema político em que estamos metidos berra enfaticamente o oposto. Nada parece fazer sentido. O absurdo é que ganha pontos todos os dias. A vida não parece seguir uma lógica. Os exemplos são tantos e não são só crimes e a violência aleatória das ruas. De megainvestimentos em pessoas que driblam bem (152 milhões), aquelas prioridades que o Estado elege como essenciais, tudo parece invertido. Admito, a desrazão que enxergo pode muito bem fazer parte da recente SGDR (síndrome geral de distorção da realidade).

Um professor titular de universidade em tempo integral e com dedicação exclusiva ganha no Brasil um dos menores salários do mundo para esta função, enquanto um professor de escola pública mal consegue sobreviver. Democracia sem valorização do ensino é um exemplo da sociologia da ignorância. Mas o que fazer?  Abrimos um jornal tridimensional, e se lê que tudo que vimos durante meses no julgamento do mensalão pode não ter valido nada, ou quase isso?  Que os ladrões agem por cópia diante da superexposição de fatos e agora incineram suas vítimas? Que a comemoração da pacificação das favelas teve que esperar até que um tiroteio terminasse?  E por que o ministro da Justiça toma sempre um partido na hora de qualquer explicação?

Quando alguém diz que os fatos serão apurados “doa a quem doer”, preparem as azeitonas. Não é só que os governos são trapalhões, é que se respira um clima de descontrole, de má administração pública e de distorções seletivas dos eventos. Quem vai explicar o escândalo do vazamento do boato sobre o Bolsa Família se ele foi gerado e instrumentalizado lá, bem dentro do poder, e ainda entre gestores públicos? O poder governamental tornou-se a principal fonte do mal feito no país.  A Bolsa Família pode ter sido um arremedo importante contra a miséria. Mas não seria muito melhor se tivesse migrado como política pública para formatos mais sofisticados de seguridade social? Onde a meta seria emancipação das pessoas, e não a intensificação de um assistencialismo mutualista.

Caprichar mais em ensino, capacitação e treinamento? Proporcionar mais leitura, sofisticar as mídias públicas, democratizar o acesso ao conhecimento?  Nem pensar. A não ser que seja para aparelhar as instituições com gente do partido.  É que essa é a grande sacada dessas últimas administrações. Não há democracia possível com violência em ritmo de guerra civil como a que estamos enfrentando. Mas quem precisa de democracia para governar? O que te diria o senso comum? Que, se os assaltantes motociclistas estão usando os capacetes para se esconder dos crimes? Ora bolas, então que os capacetes tenham que ser identificados. A Colômbia já fez isso. A lei por aqui? No estado de SP são multados motociclistas que entram com a proteção de cabeça nos postos de gasolina. Nos bancos vigias armados garantem o patrimônio dos banqueiros. Milícias privadas vêm sendo a solução para a apatia do Estado em prover segurança pública. Postos, bancos e bunkers podem ser protegidos, mas e nós, a população? Merecemos o quê?

Para que a democracia não fracasse, precisamos intensificá-la, não fragilizá-la ainda mais. Enquanto não houver pressão social para que a democracia se radicalize, outras radicalizações ameaçarão a democracia. E o fim da democracia é fim de papo. )

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Imagem

Sofri Censura

07 sexta-feira jun 2013

Tags

não estamos numa democracia

Sofri Censura

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Publicado por Paulo Rosenbaum | Filed under Artigos

≈ Deixe um comentário

Monte Santo: Vórtice do mundo.

05 quarta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Monte Santo: vórtice do mundo

Monte_SantoViIIpng

A história de uma pequena cidade pode exceder a imaginação.  Que outro lugar do planeta poderia unir um dos maiores meteoritos que já baixaram à Terra, a guerra de Canudos e o filme antológico de Glauber Rocha?

D. Pedro II ficou deslumbrado com a pedra de Bendegó, a enorme rocha mista que desceu do espaço no século XVIII. O monarca consultou especialistas para construir um palacete que também abrigaria sua coleção de minerais.

Orson Welles concebeu a célebre transmissão radiofônica da Guerra dos Mundos, quando ouviu a histórias da região e Steven Spielberg por pouco não realocou as filmagens de “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”. O roteirista chegou a visitar o local, mas a região foi descartada pelas dificuldades operacionais. Surgiram rumores, depois desmentidos pelo INPE, de que a região era o “triângulo do sertão bahiano”, com eixos eletromagnéticos turbulentos semelhantes aos que pairam sobre as ilhas Bermudas.

Leia mais no Blog Estadão

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Terror e protestos desconsertantes

30 quinta-feira maio 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Terror e protestos desconsertantes   

Como podemos avançar na compreensão do crescente fenômeno mundial do terrorismo? Não será possível sem a recuperação do significado que move os combatentes nessa saga por sangue infiel. Esses grupos e mesmo aquele que aparentemente agem individualmente como as recentes bombas de panela, esfaqueamentos e degolas — suposição equivocada, sempre há alguém que ofereceu respaldo, microestrutura e abrigo — são motivados por ódio indiscriminado. Possivelmente, não tem nada a ver com o que a religião original preconizaria aos adeptos. Sem mergulhar  na cultura do oriente médio não será possível escapar de uma análise precária. A mais pueril delas, quando se aponta para o terror como  “fruto exclusivo da miséria extrema na qual vivem as massas árabes”. Isso pode ter sido verdade. Hoje abundam exemplos de terroristas super adaptados às sociedades de países ocidentais, bem sucedidos financeiramente, com amplos círculos sociais inclusive com laços geracionais já estabelecidos sob o green card. O que os seduz? Serão só tentados pelo proselitismo de gente perturbada?  Pouco provável.

Terror é um termo amplo e controvertido, mas torna-se fato corriqueiro com tendência à cronificação. Basta acusar alguém de terrorista e está justificada a violação de direitos civis, liberdade de expressão, sigilo bancário e fiscal. Para os Estados totalitários é um senhor álibi para fazer crescer os sonhos de autoritarismo, incluindo permanência no poder e controle opressivo sobre a sociedade.

Já para os Estados e instituições com tradição de respeito democrático aos direitos humanos a ameaça parece atender bem à decadência.  Pois essa batalha o terror já levou. Como resposta, testemunha-se ondas de violência e xenofobia atravessando a Europa em declínio. A velha direita encontra folego para tentar ostentar uma promessa que jamais pode ou poderá cumprir. Por sua vez, a esquerda não fez muito melhor, e, quando leva, afunda-se na inépcia administrativa. Na política externa ressalva para Hollande, o único com coragem de enfrentar a ameaça de que Mali virasse um campo recreativo  para a  Al Qaeda. De outro lado, pode-se sentir o recrudescimento reativo de comunidades que, por se sentirem discriminadas, intensificam e ecoam o que os milicianos sem causa berram.

A instrumentalização das religiões por grupos, estados e pessoas reduziu a sabedoria espiritual a uma agenda fanática, sem currículo político, onde o que vale é elencar inimigos como agentes externos. Grosso modo caçar o mal externo impede reconhecermos o nosso. Se sempre foi assim, a situação se agravou com o arregimentação maciça de combatentes que estão dispostos a dar suas vidas  – e imolar tantas outras – por uma causa que não chegam a compreender. O mal estar difuso da nossa cultura é inominável e o inominável costuma ser fantasmagórico.

E é aqui que o terror como protesto têm se expandido horizontalmente. Enxergar outro povo ou etnia como alvo é ter perdido toda sutileza psicológica. Mas é nessa interpretação desastrosa que temos desaguado. Tribos, de torcidas organizadas aos partidos políticos lutam à morte. Também acontece, com menor intensidade, dentro dos fundamentalismos laicos contemporâneos. Alguns identificados: machismo, posse, ambição, poder, corrupção e consumo. Desses deuses substitutos emana o micro-terror – menos visado mas com efeitos muito similares: se a vida for dessignificada, o outro já pode ser eliminado como objeto.

Isso não é tudo, pois no meio do caminho ainda temos o capitalismo acionário em fase tentacular tirando suas casquinhas e usando o medo das populações para se beneficiar com abusos econômicos.

Se repararmos bem, não há a menor consistência na política do terror. Falta-lhe exatamente o aspecto constitutivo dos valores civilizatórios contemporâneos: capacidade de ceder aos argumentos, suportar o contraditório, tolerância, premência da paz.  Talvez devêssemos recuperar a ingenuidade junto com as ideias hippies e as do Mahatma Gandhi. Resistência pacífica e protestos desconcertantes talvez funcionem melhor que incendiar pessoas e cidades.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo”(Ed. Record)

Link do JB

 http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2013/05/30/terror-e-protestos-desconsertantes/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Novo Post Blog Estadão – Pax dos Morros

30 quinta-feira maio 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

pacificação morros

Pax dos MorrosImagem

Um incidente ameaçou o aniversário de pacificação das favelas cariocas.

Leia mais no Blog Estadão

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/categoria/conto-de-noticia-2/sem-categoria/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Novo Post no Blog Estadão: Afetivo

28 terça-feira maio 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Movo, cesso,
me comovo…

Para vermais

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/categoria/conto-de-noticia-2/sem-categoria/

 

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...
← Posts mais Antigos
Posts mais Recentes →

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra

Carregando comentários...

    %d