Sete mil marcham em Brasília e ocupam a cúpula do Congresso

Policiamento não conseguiu deter avanço dos manifestantes; protesto teve motivos diversos, desde o aumento de tarifa a temas da política nacional

Onde andam todos eles? Sabe aqueles carismáticos? Sumiram? É compreensível, não querem se desgastar por nada. Se o movimento vinga eles podem sacar uns votos, se não der certo eles arrumam a gravata e bola pra frente. Não foi sempre assim por aqui? Quer dizer, só para recapitular, há um povo sem liderança? Ou há lideranças sem povo? Normalmente não, mas a esta altura tanto faz. Todo mundo sabe que estava para acontecer. Ninguém tinha coragem de acender a lamparina para enxergar que no porão tinha gente. Sim, sim, gente. Mas entupir as pessoas em vagões e encher as plataformas e a cegueira, agora se vê, era para não ter que apertar o cinto. Não tem médico? Importa de Cuba. Não tem infra? Improvisa com esparadrapo. Não tem caixa pro essencial? Truque fiscal. Não tem segurança pública? Prende uns pés de chinelo. Não idiota, era de mentirinha! Não percebeu não? Era para meter medo nessa burguesia reacionária. Que nojo. E aí vieram os incríveis estádios, a vila olímpica (já tinha a que sobrou do Pan) grandes discursos, base alugada, derrama e a mídia paga. Se não funciona vamos controlar os jornalistas. Os mais indóceis despede. Os testudos, a gente põe no plano B. Pronto, o grande confeiteiro, com a ajuda do economista que era a medula espinhal da Arena, criou mais este grande bolo: estava constituída a quinta economia do mundo. De décima, mas era a quinta do mundo. Mas ainda não estava na hora de dividir. Renda de verdade não presta. O que funciona na base da gratidão é uma bela de uma bolsa cala-boca. E vamos adiar a infra para tocar mais fermento na coisa. Isso, até que estejamos maduros para dividir. Houve um problema quando o chefe ditava.

 

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