• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

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Paulo Rosenbaum

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Invisíveis (Blog Estadão)

20 quinta-feira ago 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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blog Rosenbaum Estadão, Estado coloniza vidas, invisíveis, Marx, o poder emana do povo

Invisíveis

Paulo Rosenbaum

20 agosto 2015 | 14:58

Invisíveis,_ou_quase_

Nada parece crível, mas, mais uma vez, estamos invisíveis. Difícil saber o que ou quem nos apagou, o que nos tirou do circuito, o que nos varreu do mapa. Talvez nada, nem ninguém. Mas há uma suspeita. Ela sopra sem desvio. De frente. Dizem que depois de certa altura o naufrago, para enfrentar a onda como destino, só consegue obedecer a maré. O instinto, desqualificado pela realidade. A intuição, esmagada por sal e sede. Entregar-se é o último recurso. Se o poder emana do povo, a impressão é que o poder esta sendo exercido, apesar dele. A vida avança como se só nos precisássemos reclamar. Os outros vigoram como relações instrumentais. Para que recobrar o sentido individual, se estamos em feroz processo de divisão? É bem mais do que nós contra eles. Todos contra todos encerra o ciclo sem apresentar qualquer desfecho. Liberdade e igualdade sem fraternidade apresentam fórmulas vencidas. Nenhum filósofo, ideólogo, nem mesmo Marx poderia ser o operador lúcido de sua própria doutrina. Enquanto capitalismo e socialismo totalizam a pauta falsa no falso debate, um materialismo inquestionável tremula, alheio, soberbo, encantado com sua hegemonia. Instalou-se confortavelmente no sofá e só é perturbado por quando soam alarmes agudos. Sem contextualizações, estamos à mercê dos fatos. Uma realidade que não escolhemos nos controla. Por que precisa ser assim? A democracia depende do voto. E o voto é fruto da inconstância. De quem já controla o poder, ou qualquer fração dele. Por isso não conseguimos mudar. A maldição das comunicações instantâneas é um registro do abuso do tempo. Abreviações de processos, sínteses apressadas, e juízos bate-pronto atuam contra a paz. A paz que perdemos. Ou o Estado e seus agentes precisam colonizar nossas vidas? As demandas de bens e coisas devem prevalecer para comandar os projetos? O amor que falta pode não estar nos objetos, em deuses substitutos, ou na vida eficiente. Também não estará no espírito de uma democracia que se enganchou em frivolidades e dispersão. A preocupação entre nós, e uns com os outros, deveria ser prioritária, disruptora, impulsiva e inadiável. Não se trata de religião. Não se trata de conceitos abstratos. Não se trata de caridade ou tolerância, mas de justiça e cuidados, revigorados em leis compreensivas. Em novos códigos que nos elevem ao altruísmo possível. Que leve em conta a debilidade humana e não enalteça só a vigilância e a punição. Para a hermenêutica não existem fatos puros, apenas reinterpretações. O giro, portanto, cabe exclusivamente às nossas cabeças. E para quem acha que a generosidade é uma excentricidade, nossos monitores não serão regimes políticos, professores, líderes ou a política. A natureza mostrará seus caminhos. Se der certo, nossas marcas não serão desperdiçadas em pegadas sem significado.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/invisiveis/

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Sobras de uma era (blog Estadão)

30 domingo nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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filosofia marxista, hegemonia e monopólio do poder, manobras da mídia, manobras do partido, Marx, Paul Ricoeur, sobras de uma era

Sobras de uma era

Paulo Rosenbaum

29 novembro 2014 | 21:03

racionalizacaomaracutaiaXX

O pleonasmo “sabiam ou não?” está no ar. E é assim que as manchetes ocultam os escândalos no lugar de coloca-los com a devida relevância. A perplexidade é artificial. Como assim “sabiam de tudo” se foram mentores de toda a coisa. Mas, e aqueles que, sem serem propriamente políticos, deram o aval teórico-intelectual para, usando o status quo, destrui-lo. Portanto, o que está jorrando das plataformas, não é, nunca foi um acaso, trata-se de um plano “working in progress“.  Como nenhuma tese se sustenta isoladamente, é necessário espremer o senso comum para extrair uma gota de contexto real.

Pois um grupo de cabeças pertencentes à mesma matriz acadêmica daquela que defendeu e justificou, da tribuna da Câmara Federal, o massacre da praça da paz celestial em Pequim. Da mesma estirpe que afirmara que os ataques as torres gêmeas eram a justa resposta do talibã ao imperialismo ianque. Da mesmíssima doutrina repetitiva e monotônica que recentemente publicou em jornais e blogs subsidiados que as acusações das corruptelas comandadas pelo partido eram manobras da mídia. A estratégia, bem sucedida até aqui, tem feito colar a tarja na boca dos discordantes. Tanto faz o impresso que vai na mordaça:  direita, burguesia, classe média reacionária, forças conservadoras, críticos fraudulentos, ideologias derrotadas e até mesmo a esquerda cooptada pelo capital.

Mas, o que é mais espantoso e perturbador é que ninguém conseguiu abordar com objetividade o papel silencioso-ativo destes núcleos intelectuais.  Que o silencio não nos engane. Estas forças dominam o pensamento nas universidades. Deram e continuam dando sustentação a esta vasta rede de relações de poder, também conhecida como lulopetismo. Na academia de tribos auto referentes jamais compreenderam a sutileza do filósofo Paul Ricoeur que, em nome da liberação da análise de qualquer hegemonia, solicitava “cruzar Marx, sem segui-lo, nem combate-lo”

 Agora, rompendo um silêncio que passou pelo negacionismo do mensalão, silencio seletivo frente aos escândalos, fracasso da economia do primeiro mandato de Dilma, a risível política externa alinhada com ditaduras, o recrudescimento da pobreza e sob o império da corrupção, um grupo, mais constrangido que verdadeiramente incomodado, lançou um manifesto pedindo coerência entre as propostas de campanha e as ações do executivo.

Durante a guerra fria CIA e KGB subsidiaram escritores e intelectuais para produzir as melhores e mais inspiradas versões de qual seria o regime político ideal e demonizar o adversário. No Brasil de nossos dias o subsidio é mais eclético e patrocina tanto os amigos como compadres ideológicos. Desloca uma tinta preta para quem faz propaganda do governo. A bolsa intelectual chega de várias formas, mas a mais engenhosa foi ter formado um time de pensamento hegemônico, clube onde só entra quem pensa igualzinho. É sob esta diversidade padrão que se respaldam, atribuem-se o que há de mais revolucionário em matéria de pensamento e ainda encontram tempo para difamar os desafetos.

Pois foi isso que sobrou de uma era, uma era em que essa gente era conhecida como “intelligentsia“.

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Direito de Resposta

01 quarta-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Livros publicados, Na Mídia

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Bolivar, direito do consumidor, eleições 2014, fraude eleitoral, golpe de Estado, manifesto comunista, Marx, Modelo bolivariano, queda do muro de Berlim, risco de ditadura, totalitarismo

Direito de Resposta

Paulo Rosenbaum

01 outubro 2014

Solicitei faz tempo, mas só chegou hoje. Como consegui? Usei a lei de proteção ao consumidor. Já que o candidato é hoje apresentado como produto, não deveria vir com garantia de devolução? Um juiz aceitou meu argumento. Como nunca tive direito de resposta nem sei por onde começar. A senhora é dona do País? Determina liberdade ou cárcere? Perdão, é que no debate deu essa impressão. E se lhe disséssemos: dispensamos aquele passeio pelo Jardim Venezuela? E se explicássemos que a essência de um estadista é estimular a inclusão? Ou a Sra. acha que o eleitor com candidato derrotado merece ser subjugado? Desaconselhável instigar a luta entre classes. Como meu pai lembra, o próprio Marx teria revisado este e aquele outro tópico do manifesto. Aquele “cada um terá de acordo com suas necessidades”, sempre foi, de longe, o mais problemático. Claro, claro, a senhora diz ser flexível, só não admite remendos na cartilha. Mas não é meio abusivo insinuar uma constituição redigida pelo seu partido? Ainda temos o direito de saber o que a Sra fará assim que assumir, se assumir? Até hoje não tivemos direito de contestar a promessa desviada, a creche na maquete, tijolos sem olarias, escândalos em refinarias. A excelentíssima afirma que a volta da inflação é culpa da crise externa, a queda dos mercados especulação e o fracasso econômico complô internacional e não há malversação. Só para saber, sobrou algo para ser debitado da incompetência? É que ficamos com a impressão de uma grande conspiração. A Sra corre o risco de estar tratando a verdade com a mesma deferência com a qual seus funcionários tratam os números. Deixe-me também explicar Dra. que, caso a senhora prefira o modelo Bolivar essa é a hora de explicita-lo! Estamos a nos indagar o que será que ele tem a ver conosco. Já ia esquecendo: dia 9 de novembro é o aniversário de 25 anos da queda do muro de Berlim. Eu sei, eu sei, não precisa chorar, aquilo doeu na senhora, mas são os nossos tempos. Já que tocamos no assunto, liberdade nunca foi valor pequeno burguês, a democracia não se dobra ao gosto do freguês e não queremos modelo chinês. Quem é pessimista não é direita. É que já existiu uma esquerda arrojada e anti stalinista. Por falar nisso, que papelão! Aquele da ONU foi impagável mas me refiro aquele da imprensa. Se ela não investigar a quem caberá a prerrogativa? Estou sabendo que boa parte da Universidade te apoia, mas quem abandona seu papel crítico, renuncia à análise e vegeta na militância. Não faz diferença? Discordo. Caso queira reformar a República, virar de ponta cabeça as instituições e refazer a nação, anuncie hoje, antes da eleição. Fale dos seus ídolos políticos, do poder dos Conselhos Populares, do futuro da propriedade privada e quais os planos para a instabilidade social. Pode omitir aquela palavra que dá medo no pessoal. No lugar de comuni… use regime que se apropria dos meios de produção e decide para sempre todo o resto. Compreendo, é tentador mudar as regras do jogo no meio da partida, só que tem muita gente com a mesmíssima vontade.

PS- Não esqueça de mandar felicitações para Angela.

Respeitosamente,

Eleitor e consumidor

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