• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Na Mídia

Árvores (blog Estadão)

29 segunda-feira dez 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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Adão, Amazônia, árvores, bioma, Boissier de Sauvages, conluio de raízes, conspiração vegetal, Lineu, Science magazine

emaranhado4

Nada nem ninguém me convence de que não está em curso um movimento oculto, silencioso, ardiloso, e, em franca expansão. Encontra apoio e expressão nos subsolos das grandes cidades. Aos olhos do senso comum, qualquer epidemia suicida é inapreensível. Um conluio de raízes então, inconcebível. E nenhuma delas era a árvore do conhecimento original.

Dados publicados na revista Science em 2013 estimam que só a Amazônia ainda contenha 390 bilhões delas (http://www.sciencemag.org/content/342/6156/1243092.abstract?sid=f7b609f7-5f22-4e50-9aac-0d332efae19b). Porém estes organismos representam não só a origem do saber no desafio do Adão voluntarioso, como seus frutos já renderam poesia, literatura e arte. Para além do caule da madeira, árvores foram usadas como modelos por cientistas. A partir delas, Lineu e Boissier de Sauvages, classificaram plantas e doenças, respectivamente. Genealogia, organogramas e complexos esquemas de decisão também se inspiraram nelas.

Eis que um dos símbolos da vida, vai agora sendo escoado à uma razão sem sentido, do descuido ao desmatamento. Está no ar. Desde então o clima entre nós e elas vem mudando. Podem confessar, já não é mais mesma coisa. Perto de uma delas, andando ou dirigindo, suspeitas, medo, algum pânico. Não foi só porque ainda ontem uma delas tirou a vida do ocupante de um táxi. Nem pela floresta de 300 troncos arrancados das ruas e parques por tempestades instantâneas. Também não se trata de atribuir características mágicas, exaltar poderes anímicos dos vegetais, nem de repetir a irritante mania dos documentaristas de antropomorfizar a natureza. É normal que qualquer onda de paixão – amorosa ou destrutiva – nos empurre à perplexidade. Mas, quando se trata da última causa remanescente decente, a preservação do bioma, a auto imolação coletiva destes seres com 2 ou mais séculos, comovem muito mais.

As árvores conspiram de noite, e ninguém pode confirmar se a auto imolação é crise de melancolia ou um movimento contra a racionalização da estupidez.

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Impresso (blog Estadão)

26 sexta-feira dez 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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11 dimensões, arte contemporânea, ataque ao limite bidimensional, blog conto de noticia, coacervado, impresso, impressora 4D, nanocordas

Impresso Impresso Paulo Rosenbaum 24 dezembro 2014 | 19:52

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Coincidencia ou não acordei pensando que nunca me acostumei com algumas idissincrasias da arte contemporânea. O ataque às telas concebido por artistas dos anos 60 queria desconstruir a bidimensionalidade nas artes. Hoje, sentado em frente à novíssima impressora, segui as instruções do manual. Tentei decodificar sensações, escrevi uma série de notas curtas. Inspirado na teoria de que vivemos não em três dimensões, mas em meio às nanocordas, segundo os físicos dispersas em onze dimensões. Decidi incluir aspectos da personalidade, fragmentos da memória, e milhares de imagens armazenadas. E, em meio a falta de um ruído cósmico de fundo, usei o monumental som da chuva. Registrei num único arquivo e mandei. Não era jato de tinta, laserjet, plotter nem 3D. Uma impressora 4D de última geração acabara de chegar. Presente inusitado, para que exatamente serviria aparato tão avançado para quem não é artista nem tem um comércio de variedades? Telefonei para agradecer ao doador e ouvi que estava “distribuindo para pessoas curiosas”. Escolhi a neutralidade para ouvir sua síntese: – Desenhe e introduza tudo que puder, misture bem e vamos ver o que sai. Prepare-se. Sem a menor paciência para mistérios já contabilizava como fracassada a experiencia do liquidificador digital metabolizando aquele coacervado subjetivo. Era só mais uma falsa promessa política da tecnologia redentora. Mesmo assim fiz. Coletei dados, misturei e joguei para o buffer. Imediatamente a impressora encrencou. Despluguei-a da corrente elétrica, mas a máquina parecia seguir seu curso de trabalho. Adormeci na mesa, e, as vezes, acordava com a emissão de um soluço. Atestar um fenômeno não é justifica-lo ou compreende-lo: acordei e o que vi pôs à prova meu ceticismo. Havia uma peça acabada. O objeto vibrava brilhante e vivo do lado de fora, na bandeja onde a máquina despejou sua confecção. Levantei abalado. O narcisismo não ofereceu resistencia à réplica e ajoelhei para examinar a peça. Eu estava impresso.

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O Viés (blog Estadão)

19 sexta-feira dez 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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ideologia e armadilha, O Viés, sistemas de notação

O viés

Paulo Rosenbaum

19 dezembro 2014 | 11:10

perspectiveXX

Em algum momento pode ter sido um recurso instrumental ímpar. Fui seu defensor intransigente. Militei a seu lado. Pesquisei para refazer os caminhos da compreensão que ela inspirava. Uma das conquistas da racionalidade contra as tentações obscurantistas. Mas, a hora chega para todos. É preciso admitir a derrota. Pode ser o único final possível quando o tudo truncado vai prevalecendo sobre a liberdade. Chega de ideologias! As análises, tomadas pelo fervor da convicção, política, religiosa, antirreligiosa, ética, estética e histórica são contagiosas. Texto e o contexto sofrem, esmagados pela pena prévia que descarregará na tinta da impressora. Ficamos sujeitos a acreditar em premissas da convicção alheia, sem que ao menos, tenham sido devidamente explicitadas.

Consideram a análise de alguém que – não importando o cenário real — avaliza todas as ações governamentais. Aquela que considera apenas contingencial, e, talvez, até mesmo justificável, que a partir da colonização partidária do Estado algum progresso tenha sido gerado. Vale também, ainda que menos, para quem não admite um pingo de valor nesta administração federal. Algum pingo há.

A análise ideológica, confundida com sistema de notação, submetida e gerada a partir destas convicções mereceria, em nome das boas normas acadêmicas, algum tipo de reserva editorial. Sugere-se “parte envolvida”, “conflito de interesse” ou apenas “cometi o voto crítico”. O problema ultrapassou a política, escapou para todas as praças. Na bolsa de ideias, a objetividade foi sequestrada pelo voluntarismo partisão. A crítica virou instrumento político. A análise morre quando não se pode sustentar a crítica sem sofrer a classificação padrão, aquela que cabe no refrão da desqualificação.

É verdade, partimos de um ponto, mas a análise profissional do ideólogo não parece ter conseguido, como pediu André Gide, esquecer de todos os livros (de preferência, depois de lidos). Foi substituída pela carta de intenção: só se finca o pé onde outros já pisaram. Pode ser mais fácil, mas exatamente por isso, ceifa a originalidade, essencial na leitura do mundo. As ideologias têm levado à escravidão de filiação política, bibliográfica, de nicho e de público alvo. O viés, no lugar de evitar a cumplicidade com quem mata pela causa ou com quem mata para bloquear a causa, impulsiona o crime intelectual: endosso da opressão.

Já que a análise contemporânea desceu a isso, voltar-se aos textos e recuperar a síntese pode ser — na mordacidade de Schopenhauer — uma forma de protestar contra tantas perucas autorais.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/o-vies/

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Cordas tensas (blog Estadão)

13 sábado dez 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Na Mídia

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cordas tensas

Cordas tensas

Paulo Rosenbaum

13 dezembro 2014 | 22:15

desliguem

Alguém há de apagar a luz do Universo? A matéria escura pode já fazer isso. Mas o fim de tudo, o afastamento elástico das galáxias, a escatologia universal, o bumerangue que entortará o cosmos, talvez esteja a uma distância ainda indisponível. Enxergamos estrelas inexistentes e não alcançamos as que acabam de nascer. Já aqui, no nosso estreito varejo, a velocidade das informações mudou o curso de quase tudo. Nem capitalismo, nem democracia ou qualquer outro regime poderão ser os mesmos com os Wi-Fis acionados. O tempo real com o qual as informações circulavam pelo mundo nos abandonaram a uma dinâmica totalmente desconhecida. Estamos no rastro de mudanças, pressentidas, mas pouco analisáveis. As informações, unidades que constroem nossas opiniões, estão na flutuação de um espaço sem dono. Isso significa multidões de donos, avalanches de terras de ninguém.

Com a fuga veloz das notícias e versões, a verdade opera sob o registro da mais alta relatividade. Do leitor ao analista, do pesquisador ao consumidor, do funcionário ao proprietário fica-se sempre a espera da comprovação cabal, aquela que nunca vem. O que é bom? O que é real? Quem corrompe e quem está omitindo o que todos querem saber? Quem divulga meias verdades?

Neste interregno complexo, o boato pode soprar em velocidade de tufão e qualquer apuração será varrida pelos fatos. Construídos ou reais. A realidade passa a não poder ser mais verificável. Cortina de ferro ou de fumaça, o que o Estado está fazendo do Estado?  Sistemática, dogmática, resoluta e doutrinaria, a violação da República transformou-se em programa de governo. Diante disso, o que significa a ação penal, aquela mensalidade aos parlamentares, quando a lógica do esquema passa a ser uma inimaginável estratégia com inserções multinacionais?

Qual País admitiria inerme, prostrado e cabisbaixo tamanha malversação de recursos? Quando a cegueira sufragista passa e a convicção da causa perdura, não há mais cúmplices, há coautoria. Há quem reclame de quem denuncie, mas a organização criminosa e as aulas de crime, deixam de ser instantaneamente metáforas quando batem às portas.  E para bem além do óleo, que arrastou a economia ao mal humor, uma crise na cultura. Que agora força sua baixíssima criatividade em clima de ideologia aplicada. Renasce a arte subsidiada a serviço da política, do cinema, do engajamento partidário. O poder, que obteve a soldo, a neutralidade tácita das academias, do legislativo e dos demais poderes, agora encampa os artistas e suas produções.

Como se tudo que importasse para nossas vidas estivesse retido num templo que não deveria mais nos interessar. A escatologia universal terá que esperar sua vez até que dissipemos essa nuvem sem graça, que não sai de cima nem chove. Por enquanto, só cordas tensas e trovões esparsos!

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/cordas-tensas/

Tags: cordas esticadas, escatologia universal, Estado usando o Estado, estratégia do Poder, matéria escura, tempo real e democracia, triunfo da malversação

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Maniqueísmo instrumental (blog Estadão)

12 quarta-feira nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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bolivarismo, democracia direta, direitos humanos, ditaduras latino americanas, maniqueísmo universal, opinião pública, República partisã, Venezuela

Maniqueísmo instrumental

Paulo Rosenbaum

12 novembro 2014 | 23:13

Já que o País está dividido ao meio, podemos enfim contar melhor as peças do tabuleiro. Chefões e subordinados do regime não parecem mais temer as circunstâncias que criaram, nem os 51 milhões que não os avalizaram. A única pergunta significativa é por que? Conseguiram a cola perfeita, aquela que gruda em quem se opõe ao projeto de hegemonia. Nos adesivos, nomenclaturas desqualificadoras de ocasião. A pergunta é, como pode uma oposição que opera com tal frieza lidar com um trator cujo motor já deu sinais que está prestes a fundir?

Refrescando a memória coletiva, a oposição pouco se mexeu quando os primeiros indícios de que uma megaoperação de perpetuação no poder estava em curso. Pouco fez quando as evidências apontavam para o núcleo duro do partido. É verdade, torceu pelo magistrado-solo enquanto tentava superar as ameaças que corriam por fora. Quando ele mesmo dimensionou seu isolamento e jogou a toalha, quase nenhuma voz de desagravo.

A oposição apresenta-se hesitante e pouco convincente aos olhos da opinião pública, que espera bem mais do que “convocação de nova CPI em fevereiro”. A sociedade sente-se orfã diante dos fatos correndo na frente das barreiras. Urgência detectável para bem além das “redes sociais” — como algumas mídias preferem se referir aos rumores para circunscrever uma indignação muito mais ampla. Bem mais difusa do que mensagens rancorosas e preconceituosas entre usuários da internet. A sensação é de que os dinossauros estão esticados tomando sol sobre as pedras, em atitude expectante, diante de um regime agônico. Mas, novamente, podem estar enganados quando não consideram que o extravio leva à truculência, como aconteceu em toda República partisã. Nas circunstâncias que temos testemunhado, não há nada de paranoico evocar as circunstâncias que levaram jovens democracias à bancarrota.

O mais recente ícone do fracasso da democracia é o exemplo venezuelano. A oposição, por medo e intimidada pelo populismo chavista encistou-se numa trincheira distante, fria, com boicote, salto alto e esperança de que o desgaste natural desse conta do tirano. Pois, não ocorreu. Pelo contrário. O resultado de fato foi um avanço sem precedentes do que se convencionou chamar de bolivarismo. Palavra que traduz medidas autocráticas e invenções sob medida para justificar o totalitarismo. A “democracia direta”, por exemplo, é a evidente fissura entre a representação política e os votantes. Implementada, a sociedade se viu diante do desmanche dos três poderes. Extinta a auto regulação, os habitantes daquele país passaram a contar exclusivamente com agentes e líderes do executivo. Não é fortuito que a ONU tenha acabado de condenar Caracas por graves desrespeito aos direitos humanos, de prisões ilegais às torturas. A diplomacia brasileira perfilou-se aos países que tratam direitos humanos com mudez seletiva.

É particularmente espantoso que comentaristas e catedráticos nacionais – subsidiados ou não pelo erário — apontem para uma “nova direita” e uma “extrema direita ideológica” sem, ao mesmo tempo, apontar para o contexto real do parto destas forças. Seria por lealdade nostálgica por aquilo que já foi concebido como os valores progressistas? Faz tempo que o populismo autoritário vem ajudando a deslocar o centro para os extremos. Forças democráticas, da direita à esquerda em desacordo com o onipotência, foram empacotadas, comprimidas e reduzidas à “reação”, agora com insinuações de golpismo. O petismo, sacrificando o fiapo de coerência com seu comportamento e alianças, estas sim, à direita daqueles que são acusados de conservadores, instruiu uma aposta. E ela esta exatamente neste contingente de indignados sem filiação clara, manipulados para insuflar teses conspiratórias. Isso ajuda a propagar com mais facilidade seu maniqueísmo instrumental.

Recobram a desinibição para prosseguir no planejamento oportunista de reformas macro institucionais, à revelia da opinião pública. Não foi só ter levado o pleito na base da calúnia e difamação dos adversários. Não foram só acordos secretos com a ditadura cubana. Não são só os decretos arrivistas. Não é só a imposição de conselhos populares controlados pelo partido. Não é só a luta para extinção do Senado. Não são só financiamentos públicos de campanhas de candidatos dos países vizinhos. Não é só a complacência com governantes totalitários. E não se limita a grudar em um partido tampão como o PMDB, para ganhar aparência mais amigável perante a “nova classe média” que, em segredo chamam de “desprezível baixa burguesia”. Mas, principalmente, a autoconfiança político-jurídica que foram angariando para sustentar todas estas operações. Na clandestinidade atuam com uma única finalidade, já escancarada, de aglutinar-se como poder único.

Trata-se portanto de um regime que finge que não governa, para enfim trabalhar em sua especialidade, a oposição. Isso é muito sugestivo. Sugestivo de que estamos diante de um governo que já age num registro sub oficial. À sombra da legitimidade constitucional. Não porque quer, mas porque atingiu uma espécie de zênite transgressor, e sob o excesso de denúncias, acobertou uma verdade muito mais comprometedora que os alardes dos maus feitos que agora vazam por todos os lados. Por todos os lados, menos para o corredor central do Planalto. E enquanto se convencem de que a impunidade é o prêmio laudatório à grandiosidade de sua causa, o País encolhe, e nós junto.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/maniqueismo-instrumental/

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#naovaiterdialogo (blog Estadão)

29 quarta-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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#naovaiterdialogo, autoritarismo, eleições 2014, manobras do partido, totalitarismo

#nãovaiterdialogo

Paulo Rosenbaum

29 outubro 2014 | 14:00

 

Além dos slogans, tivemos que escutar que o Estado, os interesses da nação estão acima dos indivíduos. É preciso declarar o oposto. O interesse dos cidadãos é que deve monitorar os interesses do governo. Pois não é o que acontece na realidade. Esta pequena, porém monstruosa inversão, serve muito bem: às arbitrariedades. O poder executivo cultua a supremacia. Uma vez sufragados, passaram a imagina-lo como uma qualidade quase irrestrita, com autonomia absoluta sobre os comandados. Ou alguém ouviu  projetos serem exaustivamente discutidos? Por que então perduram? É preciso recusar a melancolia reducionista de que “o marqueteiro deles venceu o nosso”.

Quem ouviu notou: a oferta de comunicação com o “outro lado” foi feita com altivez e a convicção da hegemonia. Imaginária. No manual de fisiologia do poder está escrito que o ganhador passa a fantasiar que 50% mais um dos votos válidos, configuram álibi universal. A ofensiva, os protegeria de todas as vicissitudes. Uma imunidade que exalta quem governa acima de todos os outros cidadãos. Uma aberração pré-iluminista repetida pelos refrões do populismo de crediário.

E qual seria então o diálogo que a mandatária geral diz desejar? Não se ouviu menção ao nome do candidato derrotado. Pode ser por superstição, conselho do João, ou negação. Mesmo assim, era o mínimo que a etiqueta  exigiria. Será que ela não teria se enganado? Que o diálogo a qual ela se referia tinha outro nome? Será que não seria falar consigo mesma, deliberar entre si, com seus botões, dizer à parte, pensar alto?  Já a conversação, que tanto o senso comum como 50 milhões de pessoas esperariam, talvez estivesse mais próxima de outro conjunto de analogias: cavaquear, dar trela, quatro dedos de prosa, conciliábulo, ecloga, colação, arrazoado e trato.

Difícil decifrar a qual das duas modalidades ela se refere. A primeira, parece ser a forma mais familiar à legenda que a acolhe. A segunda, pressupõe aceitar que existe um interlocutor com vontade própria. Um desigual. O heterogêneo. Um ser crítico. De qualquer forma alguém que, necessariamente, não partilha das mesmas premissas.

Dialogar não é fácil.  É  campo onde não se pode dar falsas esperanças, já que esta arte não pode ser adquirida nos cursos do pronatec.

Mas, se houvesse a mínima esperança, a aula inaugural deveria apresentar uma ementa mais ou menos assim:

”Não se dialoga quando se jogam classes sociais umas contra as outras, não se dialoga quando, para difamar os oponentes, abusa-se das parafernálias do Estado.  Não se dialoga sob o bombardeamento de propostas autoritárias. Não se dialoga quando não se sente sinceridade. Não se dialoga sob manobras regimentais.  Não se dialoga com quem estufa o peito e diz que “faz o diabo”. Não se dialoga com quem solapa a constituição. Não se dialoga com quem organiza a supressão da imprensa. Não se dialoga com a faca tributária no pescoço. Não se dialoga com contratos já editados. Não se dialoga com pautas goela abaixo. Não se dialoga sob censura. Não se dialoga com quem não te enxerga. Não se dialoga pisoteando a justiça. Não se dialoga sob a tutela de gurus. Não se dialoga quando o objetivo é ganhar tempo. Enfim, não se dialoga sem o mínimo de elegância.”

Tags: #naovaiterdialogo, diálogo, eleições 2014, farsa e diálogo, terceiro turno e prorrogação

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Odisseia da democracia (blog Estadão)

27 segunda-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Na Mídia

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Censura, Censura à revista Veja, censura velada, eleições 2014, Estado e Partido, Nixon, odisseia da democracia, Pinochet, SAC da democracia, Stalin, teorias conspiratórias, Washington Post, Watergate

Odisseia da democracia

Paulo Rosenbaum

26 outubro 2014 | 13:25

Odisseia da democracia

Não se trata mais de candidatos, partidos, ou grupos antagônicos brandindo slogans de guerra. O que está acontecendo supera tudo que já se viu. Perdemos a leveza, e com razão. Quem aguenta rir com Stalin ou Pinochet e outras tentações autoritárias à porta? As teorias conspiratórias transpiraram para a realidade. Mas não é só isso, o que realmente choca é a falta de alguém, maduro, unificador, pacificador, que responda pelo estranho estado das coisas. Que venha de qualquer lado. Notem que não há mais ninguém respeitado. Alguém já ouviu falar em conflito de interesses? Na ciência, assim como na vida política, não é detalhe, trata-se de item fundamental. Um apetrecho básico para que não reste dúvida de que o processo transcorrerá limpo, equânime, e de forma juridicamente incontestável. Me pergunto se isso ocorre? A carência é por uma espécie de Estadista transpartidário e supra governamental. Um moderador nato. Alguma força democrática que colocasse os pingos nos is. Dizem que os momentos pré revolucionários são assim mesmo. Um período de anarquia vigiada, o qual precede o caos absoluto. Qual o vigor de nossas instituições? Como assim? Uma revista é duvidosamente sequestrada das bancas porque trouxe determinados elementos fundamentais para que o eleitor teça suas próprias considerações sobre o caráter ético-moral de quem o governa, e não se fala mais nisso? Que o lado ofendido produza suas contra evidencias. Mas sequestrar a revista ou comprar a tiragem toda é uma inquietante medida autoritária.  Desde o escândalo Watergate, que culminou com o impeachment de Richard Nixon, foi o heroísmo de alguns — que souberam superar pressão, intimidação e ameaças – que triunfou para mostrar crimes políticos (e comuns) à opinião pública. E O Poder do Estado não esteve a serviço da campanha? Quem regula de fato está sendo imparcial? Oscilo se sou só eu que tenho tantas dúvidas ou se todos as tem, mas, como na famosa síndrome, sinto que muitos desenvolveram uma espécie de amor subliminar pelo algoz,  medo de ofender o opressor, culminando com uma reverencia patológica pelos hegemônico.

Confesso, minha estranheza decorre da observação de que parece que não há mais ninguém achando tudo isso bizarro para o que acreditávamos ser uma democracia. Digo estranho para contornar a incomoda palavra “suspeito”. É inquietante ver que quem administra o País mergulhe junto na convicção das paixões. Enquanto isso, numa festa ou estádio de futebol, no ônibus ou nos bares, nas casas e no campo, e até nas filas de votação as pessoas aparentam levar uma vida normal, como se nenhuma exceção estivesse ocorrendo. Como se não houvesse uma tensão iminente, como se não estivéssemos num preâmbulo ameaçador para além dos resultados finais. Para além das agudizações trazidas pelo Petróleo, subsiste um problema crônico, que foi convenientemente esquecido ou abandonado. A óbvia nuvem totalitária de quem se proclama esquerda mas apresenta uma carta em branco com um populismo arrivista e sem um projeto emancipador para quem gostaria de trocar bolsa por renda. Uma esquerda que bem poderia ser chamada de direita, dada as afinidades fisiológicas, os desmandos e a completa falta de respeito com o contraditório.

E quem manda o eleitor querer ser sempre impertinente: querer saber antes o programa que vai eleger, insistir com a casta política que quer conhecer qual a palavra clara do governo. Imaginem só que o sufragista ousa ter a petulância, a curiosidade de querer conhecer as agendas ocultas e dossiês de interesse público. Por que permanecem arquivados como se não se tratasse de nada ligado ao serviço secreto. Ou se trata? Tudo que acontece nestes dias que antecedem o que deveria ser uma festa democrática impede que se comemore a calma fictícia que reina no planalto de estoicismos.  E nem me refiro aqui aos e-mails ameaçadores que eu e outros jornalistas periodicamente recebemos. Me refiro às garantias constitucionais. Onde estarão, neste exato momento? Já as procurei em jornais e partidos, nas seções eleitorais e em amigos advogados, em juristas de plantão e em redes sociais. Ninguém sabe, ninguém viu. Até que atinja algum novo apogeu, a Odisseia da democracia pode demorar a se firmar como cultura. Mas, ás vezes, demora tanto e seus trâmites são tão burocráticos que ela, já cansada de tanto assédio e testemunhando a perversão de alguns de seus princípios fundantes, resolve dizer aos seus usuários: façam bom proveito, mas o serviço de assistência ao cliente acabou de  encerrar suas atividades.

Para comentar usar o link

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/odisseia-da-democracia/

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Jejum Nacional pelo término dos maus decretos

21 terça-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Livros publicados, Na Mídia

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dia 23/10 jejum nacional pelo fim dos maus decretos, meditem 45, resistencia não violenta

Há uma tradição, compartilhada por muitas tradições, de que o jejum sincero pode evitar um mau decreto. Proponho jejum coletivo, nacional, ao modo de Gandhi, nesta quinta feira, 23/10, do nascer do sol até o poente. Todos os que gozam de razoável saúde e, que acreditam numa ação de resistência pacífica, podem se privar de alimentos sólidos (e doar o equivalente ao que não foi consumido). Sugiro meditar 45. No final, rogar por uma vitória do Aécio contra todos os maus decretos.

Jejum_NacionalX

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Querido Neto (blog Estadão)

18 sábado out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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Aécio, agressividade na campanha, campanha eleitoral, democracia, eleições 2014, luta contra a ditadura, Tancredo Neves

Querido Neto

Paulo Rosenbaum

17 outubro 2014 | 13:45

Respondo sua missiva de ontem a noite. Não sei usar este negócio direito, mas aqui diz: on line. Vamos ser rápidos. A chefia está preocupada e convocou Estadistas que já fizeram alguma coisa pelo País. Vou ter que dar uma subida até lá. Eu sei, vi, ouvi, testemunhei, você está fazendo o máximo. O povo vai percebendo. Claro, escutei sim, filho. Para constar, cá entre nós, você sempre foi o favorito. Exatamente, isso você herdou de mim. Bate pronto. Mas, mantenha distancia, recordou a sequencia? Depois do soco inglês, vêm os jabs de direita. Cruzado de esquerda? Esqueça, desperdício, ela não aguentaria o tranco. Nenhum conterrâneo decente quer o outro beijando lona. Lembra do ditado? Aquele lá de São João? Quem luta na sujeira, colhe lama. Não era bem isso, parecido. Cansei de falar isso ao Getúlio, mas ele foi ficando teimoso. Aquele chimarrão fervendo! Sabe o que me levantou? Aquela malícia que ela insinuou, e você, assumiu e devolveu com bônus. Não. Eles não sabem o que significa elegância. Senti orgulho. Eu vi, eu vi. Agressão e mentira são fáceis no começo, e a prova veio a cavalo: sustenta-las por muito tempo faz mal à saúde. Exato, é chegada a hora. Está certíssimo, autocritica. É isso que temos. Claro que lá tinha muita gente boa: mas foram sendo expulsos, ameaçados, cooptados. Querias minha previsão? Não posso, aqui têm gente muito mais qualificada que eu. Agora posso confessar? Sabe o que achei mais alentador na madrugada do outro debate? Não, não foi o próprio. Foi o videoteipe da opinião de um senhor negro de meia idade. Foi apresentado alguns minutinhos antes do início. Entrevistado sobre o que esperava do confronto entre vocês dois, ele olhou de lado para o repórter (olho no olho, não na câmera) e disse com notável determinação algo como “não tem mais ninguém bobo não senhor”. Palpito que este governo deve sucumbir exatamente porque está apostando no contrário. As contradições chegaram naquele ponto de sinuca. Já lutam entre eles. Não, não é bem isso. Não tem partido santo. Mas eles cruzaram a fronteira. Dali, ninguém nunca passou e levou. Discordo. No mundo deles isso não é baixaria, é agonia por revanche. Lembro do JK, ele dizia que incompetente é raivoso. Fique e mostre generosidade. Agora, a conversa vai ser diferente. Como já disse o escritor – aliás, vi ele outro dia com um livro do Machado numa mão ,e, na outra, uma pena toda enfeitada – quando a verdade escapa, sobram interpretações desesperadas.

Boa sorte dia 26, a família está toda aqui, torcendo pelo Brasil.

Ps – Hoje teve muita neve aqui em cima, bom sinal, bom sinal, bom sinal.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/querido-neto/

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Glossário eleitoral analógico (Blog Estadão)

14 terça-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Imprensa, Na Mídia

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Base aliada, bolsa e mercado, cantareira, desmanches psicológicos, glossário criativo para o 2o turno, Herança bendita, Herança maldita, IBOPE, lei seca, nova classe media, Pré-sal, registro na OAB, urna eletrônica, whatsapp

Glossário eleitoral analógico

Paulo Rosenbaum

14 outubro 2014 | 09:19

Contabilidade criativa – a ordem dos fatores não afeta o déficit

Protocolo para obtenção de registro na OAB-  Carteirinha de filiação partidária

Urna eletrônica – Fria, impessoal, e não dá para mandar whatsapp

Golpe- Inadvertida pancada desferida de dentro das estatais

Muro total – Votem nele, em branco, nulo ou na outra.

Correios imparciais – Nada a ver com correio elegante

O bicho vai pegar – Se correr, o tucano sobe

Caldo vai engrossar – Ninguém imaginou que ia ser canja

Crise hídrica – Foi por um pingo

Chuvas na Cantareira – Nunca se sabe

Lei seca – Nunca se sabe menos ainda

Fantasma do passado – pai de Hamlet

Fantasmas do presente – Quem mandou faltar à sessão espírita?

Marketing de desconstrução – Desmanches psicológicos que operam na Alvorada

Investimento social–Infraestrutura de países amigos do regime

Bolivarismo – Sai para lá, Che!

Pré sal- Dieta sem sódio

Reajuste no dia 1 de janeiro – Fiado, só com o novo presidente

Herança maldita – O que divulgam que receberam

Herança bendita – O que não divulgam que vão deixar

Base aliada  – Cosmetologia pesada para disfarçar envelhecimento precoce

Greve no período eleitoral – Ao meu torpedo, descruzem as armas

Institutos de pesquisa – Aplicação de questionários com fins recreativos.

Postes – Estruturas em concreto que perderam os plugs

Bolsas e Mercado – Subsidio populista perpétuo e desenvolvimentismo democrático emancipador.

Tags: Base aliada, bolsa e mercado, cantareira, desmanches psicológicos, glossário criativo para o 2o turno, Herança bendita, Herança maldita, IBOPE, lei seca, nova classe media, Pré-sal, registro na OAB, urna eletrônica, whatsapp

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