• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Atitude política e recusa ao jogo político 

30 quinta-feira ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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atitude politica, compra de votos, heroi, Joaquim Barbosa, mensalão, metáfora obsedante, paternalismo, psicogenia do mensalão

Jornal do Brasil

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Sociedade Aberta

Coisas da Política Hoje às 06h16

Atitude política e recusa ao jogo político
Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Há muito a nação não se debruçava sobre uma causa! Virou legítima metáfora obsedante, comparável aos grandes pleitos eleitorais, jogos de futebol e festas populares. A esquerda que há pouco denunciava alianças espúrias abusa da sopa que condenou. A direita adotou o discurso da ex-esquerda, versão piorada, como se isso fosse possível. Se o leitor pensou em teatro, está este mais para a dramaturgia do absurdo. Por isso mesmo, a difícil missão é explicar para as pessoas qual é a verdadeira natureza do político. Ela não existe, talvez nem eles mesmos saibam, ou de tão multifacetada precisamos abdicar e nos render à duvidosa generalização do senso comum de que ”político não presta”. Essa é, aliás, a raiz psicogênica do mensalão. Quando lá atrás Lula fez o diagnóstico dos “picaretas” que habitavam a Câmara Federal, ele já anteviu a terapêutica: compre-os!

Não saberia dizer muito sobre os veredictos proferidos, mas a hermenêutica afirma que podemos aprender muito com os processos e a sua linguagem. As pessoas têm preferido a alienação ao engajamento, e dá para entender perfeitamente por quê. O homo politicus tem sido uma espécie de anti-herói. Estamos todos fartos deles, e o fenômeno sociológico é mundial.

É nessa atmosfera que idealizamos quem será aquele que pode resistir ao poder, fama, prestígio e dinheiro que deles fluem? Será mesmo que existe um sujeito com esta envergadura, com desapego, capacidade de ser republicano, e, se preciso for, ir ao sacrifício enquanto todos parecem sucumbir? Martha já cedeu às promessas ardilosas! Terá trocado toda indignação por um lugar de vice na chapa pura do PT para 2014?

O fato é que com um panorama destes, sem renovação, somos obrigados a examinar a natureza íntima do político. Nada de vasculhar sua vida pessoal, mas suas motivações. Não que a democracia não acabe nos facultando esse direito, principalmente quando os candidatos,querendo trazer a intimidade “favorável”, se apresentam-se como “exemplares pais de família” ou sob o infalível “de origem humilde”, sem contar a barbárie de enaltecer a ignorância como uma espécie de honraria digna de louvor.

Apesar da atenção do TSE, ainda se compram votos no Brasil. Pode ser com oferta de transporte de ônibus no interior do agreste, mas pode ser pela TV, emulando bilhetes grátis e benesses infindáveis insinuadas aos sufragistas apoiadores. A mídia nos deve uma contracampanha para explicar aos desinformados que isso aí sai do bolso dos próprios cidadãos contribuintes. Esse paternalismo primitivo ainda é a forma de sedução que funciona e o grande Guia compreendeu isso com maestria, mas não se condena para sempre um povo à puerilidade. Uma hora as fraldas caem, a merenda não satisfaz, os dentes vão querer mais do que leite. A fissura de verdade é por serviços públicos de qualidade, educação e trabalho, não de bolsas engana-trouxas e esmola para incautos.

Pois é nessa atmosfera que a opinião publica, insignificante, omissa e sofrida enxergou no juiz negro, arredio e com semblante de promotor, uma espécie de resistência heroica. Joaquim Barbosa, aquele de quem se dizia, aos sussurros, que “jogava para a plateia”, emerge do tribunal como uma das raras e expressivas figuras da República que encarna não exatamente a figura de herói — afinal, a vaidade é um componente importante para a vida pública — mas a de um sujeito que esbraveja ante a cooptação, às maledicências da boca pequena, o conluio civilizado das mesas gigantes de escritórios poderosos. Sempre preferi advogados aos juízes e promotores, mas, desta vez, é preciso render-se à homenagem.

O juiz que se dobra na capa não tem muito a esconder, e ainda consegue ser claro, especialmente autêntico, característica que, desvalorizada, caiu no descrédito: ele não dissimula. Vai na contramão do coaching pregado por headhunters quando orientam seus pupilos: sejam estudadamente espontâneos!

Joaquim Barbosa simplesmente não consegue deixar sua transparência de lado. E sua oposição à acomodação, à civilidade sem brilho, cria na corte aquilo de que mais precisamos neste momento: o conflito justo, a reação à norma, um ponto de desvio que cede ao impulso e à legítima estupefação. Uma oposição à máquina de moer acoplada à Brasília.

Barbosa gera admiração exatamente por sua atitude política de recusar o jogo político. Ele deverá perder, poderá perder, certamente perderá! E com ele, todos nós um pouco. O que ganha alguém que não se deixa dominar e se insurge às cooptações políticas? Nada!

Terá apenas preservado a vela orgulhosa, aquela que confia no próprio brilho. Considerando a exiguidade das nossas vidas, a história passa a ser o juiz mais formidável já inventado.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (ed. Record)

Link do JB

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/08/30/atitude-politica-e-recusa-ao-jogo-politico/

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Ideologia, quero uma para esquecer

26 domingo ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ética da esperança, ideologia, impunidade, mensalão, valor do processo, voto de cabresto

Coisas da Política

25/08 às 06h05

Ideologia, quero uma para esquecer

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

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Em seu tempo o filósofo grego Sócrates falava de uma juventude sem valores, perdida e apática, que parecia somente se importar com o imediato e buscar o caminho das facilidades. Como se vê, abundam exemplos na história de que estamos nos repetindo.Quando Cazuza formulou sua famosa letra no álbum Ideologia, vocalizou e capturou perfeitamente o arquétipo de uma geração. A ruína do socialismo, a crise das religiões e a truculência capitalista nos lançaram no mesmo vazio com que filósofos, como Pascal e Nietzsche, já se deparavam em suas respectivas épocas.

A reação ao monstruoso vazio foi tardia. Duas décadas depois ela chegou explosiva com o ressurgimento da história, que apenas e astuciosamente hibernava para desespero dos teóricos de Harvard. O terror, o retorno selvagem das tradições religiosas como armas e o acirramento no entorno das ideologias, infelizmente não nos trouxe uma nova Renascença, como se esperava.

A bancarrota sucessiva de guias fáceis, diretrizes mentais e líderes duvidosos nos obrigou à busca de atalhos para conseguir sobreviver ao deserto. Esta aridez chegou à política. Que os leitores me desmintam, mas isso só vale para quem puder ouvir o programa eleitoral gratuito até o fim. Lá há de tudo, mas predominam vozes estudadas, promessas vagas idênticas, e a solidária ausência de sinceridade para com o eleitor.

As sessões diante da TV justiça também não parecem ser solução, muito menos com a mensagem subliminar de que a partir dali “passaremos o país a limpo”. Deveríamos, isso sim, começar a ficar preocupados com o discurso moralista dos que nada devem. A sede por punição e a sanha pela impunidade acabam se anulando e, pior, retiram o mérito do processo — que importa mais do que o resultado — já que a questão em jogo transcende eventuais condenações e absolvições. Mas, e se a moda pega? Lembram-se dos fiscais do Sarney? E se houver a tal onda moralizadora que apanhe e queime todos nós na ratoeira das transgressões? Quem sobraria do lado de fora do caldeirão dogmático? Será um pouco entediante, sobretudo estranho, observar da jaula os poucos felizardos a gozar de liberdade. Um julgamento só deveria ser espetacularizado assim se a discussão, pedagógica, ficasse centralizada nos conceitos de verdade e justiça.

Será que existe uma ética da esperança? Fosse eu filósofo com algum poder, começaria com o pedido de condenação sumária da convicção. Para ela, não caberia habeas corpus, suspensão da pena ou direito a outras instâncias. Homens de convicção são aqueles que, de antemão, já bateram os martelos por toda a vida em todos os assuntos. Opinião formada, cabeça feita, não é assim que eles se apresentam? Homens de convicção podem cometer crimes para, em seguida, indultarem-se. Para eles, é tudo preto no branco, certo ou errado, isso ou aquilo. Para estas almas resolutas nascidas sob o signo da certeza absoluta e da causa, não existem zonas cinzentas.

A ética da esperança teria como inciso primeiro do parágrafo único a regra que nenhum outro código teve coragem ou vergonha para estabelecer: somos tão falíveis e tão pouco autoconscientes que é provável que aqueles a quem julgamos com tanta sabedoria todos os dias, às dezenas, sejam melhores que nós.

Se não dermos invertidas corajosas à lógica da razão, quais chances teremos para mudar qualquer coisa? Muitas mudanças na humanidade começaram com pequenas inversões de sinal. Em geral, oposta aos gritos da maioria. Se pensarmos bem, em matéria de ousadia, precisamos mais do raro do que do comum. Atravessamos o século 19 e o 20 com as duas guerras mais sangrentas da história e chegamos ao século 21 sem nenhuma garantia de que esses erros não se repetirão. Será que não há nenhuma tomada de rédea à vista? Só assim o destino não teria meta pré-fixada, como acontece no planejamento de vendas e mercados futuros.

A quase única resposta para esta prisão chamada ideologia é assumi-la como um parasita que tenta nos convencer de que precisamos de pernas e cabeças alheias para viver. Por isso mesmo, simplesmente sensacional a figura de linguagem “voto de cabresto”, mereceria figurar no Oxford Dictionary como expressão idiomática local com caráter universal.

Deve haver algum motivo para que, ao nascer, sejamos os animais com menor autonomia dentre todos os mamíferos. O verdadeiro poder não está nos mandatos, e sim em assumir passos próprios. Só assim o Estado seria um servidor da comunidade e não seu demiurgo. A democracia, como uma criança, também precisa aprender a se movimentar e dizer do que precisa e do que pode prescindir para crescer.

Ninguém disse que seria fácil, e talvez nem mesmo haja escolha, mas quem não aprender a andar sozinho vai rapidamente virar passado.

Para comentar acessar o link do JB:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/08/25/ideologia-quero-uma-para-esquecer/

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Os consensos morreram, deliberemos conjuntamente.

20 segunda-feira ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Foro especial para Assange

17 sexta-feira ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Foro especial para Assange

Porque ele merece foro especial por uma acusação de abuso sexual? Só há uma resposta, O curso “Livre-se deles” oferecido cá. Trata-se de pós lato sensu, é não presencial e entre os palestrantes estão políticos de Brasília. Formou-se com louvor. Crime comum, Maracutaia, Violação de privacidade? Esconda-se atrás de imunidade parlamentar, sindical ou qualquer uma destas que tornam uns mais iguais que os outros.  Mas o mais singelo é ver o perseguidor de jornalistas Correa acolhê-lo. Vai entender!

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Internacional Teocrática

16 quinta-feira ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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aitolás, Amia, atentatdo em Buenos Aires, Guerra civil Síria, Irã, jihadismo, mensalão, Mercosul, programa nuclear iraniano, Teerã e Caracas

Internacional teocrática.

Acabaram-se as Olimpíadas mas a vibração continua fora dos campos e das raias olímpicas. O brasileiro – até as padarias tem deixado a tela acesa na TV Justiça – ainda espera pelo justo, e sem compreender a linguagem jurídica a conversa que se ouve nas ruas é “vamos ver no que isso vai dar”.

Mas hoje o mundo opera numa simultaneidade caótica. Sempre foi assim, a diferença é que a informação online nos obrigou à onisciência. Enquanto o mensalão é debatido, num canal de tevê paga pode-se assistir o documentário sobre quem são os atuais líderes do Irã. Imaginem, mas a realidade é pior do que parece. A estratégia persa para controlar a região é estarrecedora. Explicitamente o regime dos aiatolás e sua guarda revolucionária traçaram planos onde mundo é o limite. Graças aos bons negócios que empresários europeus e de muitos outros países fazem no mercado negro o boicote internacional simplesmente não tem funcionado, faliu, conforme as câmeras da TV britânica provaram. O mercado central de Teerã repleto de mercadorias de última geração, dos americanos aos chineses. Plataformas e tecnologia para extração do petróleo foram compradas da China depois que os Estados Unidos e União Europeia se recusaram a vendê-las ao iranianos. Componentes para usinas atômicas estão chegando em dia, da Coreia do Norte e Rússia, sem prejuízos ao cronograma para obter a bomba nuclear.

A verdade é que o regime de Teerã se internacionalizou e é com essa ideologia que eles tem aumentado a presença em vários pontos do globo. Depois que G. W. Bush nos fez o favor de trocar o regime em Bagdá a “internacional teocrática” aportou com força total no Iraque e já desestabiliza países na África. A presença de assessores militares iranianos e agentes políticos dentro das fronteiras iraquianas é crescente. Nas palavras de um jornalista iraniano que preferiu o anonimato: “eles sempre consideraram o Iraque como parte do Irã, ainda sonham com o grande império persa”.

A recente prisão de agentes da guarda revolucionária iraniana em Aleppo e a troca de agrados verbais entre Damasco e Teerã, também são pistas importantes para rastrear as intenções dos sucessores de Khomeini. Os assessores militares iranianos se uniram às equipes de extermínio de Assad fornecendo armamentos e logística para a indústria do massacre na Síria. Teerã assegura casa e comida para o clã sírio se tudo der errado. A ONU e a comunidade internacional seguem expectadoras. De onde vêm todo este descaso com os consensos internacionais?

No front, a dobradinha AA, Assad-Ahmanejahd já tem pronto planos derivacionistas como provocar alguma reação norte-americana ou reativar os conflitos com Israel na fronteira ao norte para criar um foco mais sustentável enquanto finalizam o serviço genocida sobre o povo sírio. A planilha incluiria ataques contra alvos via Hezbolhah repassando o máximo de armamentos para a organização terrorista que há décadas constrói sistemas de bunkers e já conta com um expressivo arsenal subterrâneo de mísseis.

Ninguém é santo no tabuleiro explosivo dos jogos de poder, a diferença brutal é que quando Israel, EUA ou qualquer país democrático faz das suas, a imprensa livre – cada vez mais comprometida — tem um colossal alcance e assim exerce poder sobre a opinião publica interna e externa. Completamente diferente dos outros países no oriente médio, inexiste liberdade de expressão. Como tudo é filtrado – destarte passado como realidade — espalham-se ainda mais as fronteiras do rancor antissionista e antiamericano.

Como se não bastasse o apetite pelo jihadismo internacional, os aiatolás de longo alcance estão muito provavelmente por trás de recentes atentados terroristas com tendência a abrir filiais na América do Sul, notadamente na tríplice fronteira. Além do escandaloso e ainda impune atentando contra a AMIA em Buenos Aires, os países da tríplice aliança seguem fazendo vistas grossas a estas perigosas aproximações. Problema grave, especialmente para o Brasil, com a proximidade de dois eventos de relevância mundial.

Para completar suas metas o ditador iraniano vem usando as facilidades oferecida pelo companheiro da Venezuela e paga a conta com pesados investimentos em infra estrutura e campanhas eleitorais. Ninguém se espante se sob os auspícios de Hugo Chaves, e a conivência de Brasília, contarmos com o Irã como próximo convidado do Mercosul.

O que os roteiristas e assistentes esqueceram de prever no script é que a maioria não é corrompível, há exaurimento crescente pela sensação de já termos sido suficientemente manipulados e ninguém mais quer ser escravo da causa nem viver sob o cutelo de quem diz encarnar a divindade.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “Verdade Lançada ao Solo”(Ed. Record)

Paulorosenbaum.wordpress.com

Para comentar usar o link do JB:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/08/16/internacional-teocratica/

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Achou, morreu!

12 domingo ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Quem achou morreu,
Quem não procurou, não viveu
Quem viveu nada dirá em nome da surpresa!

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Artista

12 domingo ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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 Só é artista quem se estranha.

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Pobre literatura!

12 domingo ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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O espirito da nossa época empobrece o romance porque obriga os autores a remover dos seus rascunhos o sentimento de estranheza. Revistas literárias endossaram recentemente a “superaçao do realismo fantástico” dos autores latino-americanos. Jean Cocteau também trouxe esta preocupação já atrás, nos anos 30. Se naquela época era o patrulhamento ideológico hoje a pressão vem de outras direções. A nova demanda da critica literária e portanto dos que formam opinião (seja lá o que isso significa) é expurgar toda preocupação com a transcendencia ou com as inquietações do espírito. Parcialidade temporal, pois é o que isso é. Como se não pudesse haver autentica literatura fora da prosa fácil da sub-literatura ou da tradiçao erudita das academicas. Pobre literatura!

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Nao há como ser a favor!

12 domingo ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Nao há como ser  a favor! A favor de que? A vida é suficientemente caótica para ele mesma pedir ou conceder favores. A benevolencia que vem fácil, flue fácil. O bondade é dura, deve ser exigente, e nao pode aceitar qualquer coisa. Amadurecer significa resistir, opor-se à sedução. Nesse caso sinto que qualquer concessão será o começo daqueles fins que todos nós conhecemos ou ouvimos falar. A flexibilidade, se houver, deve ser o arpão que derruba o diapasão. Ainda não peguei nada, mas continuo os disparos. 

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Um busca do tempo perdido com James Joyce

09 quinta-feira ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Balzac e Beethoven, invisibiilidade, James Joyce, Joyce superado, os visiveis

Há, digo, deveria haver, algo intermediário entre a erudição academica — poesia e romance, isso é, aqueles produzidos por professores de literatura e críticos — e a “coisa média” que agrada tanto a cultura popista: a própria literatura, especialmente, mas não exclusivamente quem nem foi lido por justificacionismos compreensíveis como “nunca ouvi falar”. A invisibilidade, custo a me convencer, pode chegar a ser uma virtude!

Para a recente pseudo polemica entre Rabbit e Joyce ofereço o texto de abertura de Michel Butor no esclarecedor “Joyce e o Romance Moderno”

“Numa passagem frequentemente citada de Gambara, Balzac nos oferece o seguinte diálogo:

“–Beethoven está superado pela nova escola diz desdenhosamente o compositor de romanças.
–Ele ainda nem foi compreendido, diz o conde, como poderia estar superado? ”

Talvez, voce ouça dizer que a arte de Joyce está “superada” pela arte de uma nova escola do romance e que, por conseguinte, não há mais necessidade de lê-la. Que alívio! Era bem grande!.”

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