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  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
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  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

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Somos os outros (blog Estadão)

12 segunda-feira jan 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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Tags

autocracias, emancipação, fusão de horizontes, hermeneutica, os outros, segunda guerra mundial, somos os outros, Stefan Zweig, Umberto Eco, unidade da Europa, valores ocidentais, Victor Hugo

Somos os outros

Paulo Rosenbaum

11 janeiro 2015 | 13:27

MarchaParis 

Para o escritor Victor Hugo, o valor mais importante da democracia é a solidariedade, e acabamos de testemunhar a maior manifestação desde o fim da segunda guerra mundial.  A avaliação histórica é retrospectiva, mas é muito provável que o futuro da Europa, e do mundo, pode estar sendo delineado nestes passos. E não é só pela “Marcha da Unidade”, é pela súbita e inesperada aglutinação de perspectivas. Políticos e povo na praça da República realinharam expectativas. Não é pouco. O símbolo é emocionante, independentemente do resultado concreto, esse já é um fenômeno enigmático. A diversidade, quando resolve se expressar é uma dessas raras forças com potencial para inibir o sectarismo fanático. A loucura será a utopia de uma Europa de fato reunida. Talvez nos termos do artigo de Stefan Zweig  “Da unidade Espiritual da Europa” publicado em 1942. Uma moeda comum, a abolição das fronteiras e a liberdade comercial pode não ter sido o suficiente para alinhar o sonho, um espírito de unidade para o continente.

É preciso ir além da festa da caminhada, da paz fugaz, do momento único. A solução é a aceitação incondicional da emancipação em meio a uma sociedade que se imagina homogênea. A unidade preciso reconhecer a heterogeneidade, inclusive a sectária. Todos os slogans “eu sou” desaguam num leito único, aquele que superaria as aporias, mudaria a vida, intensificaria a civilização para bem além dos valores ocidentais.

Aqueles que querem viver em liberdade e prezam a paz são maioria. Mas como lidar com minorias que usam as concessões das sociedades abertas para bloqueá-las? Que, através da manipulação e da espada, conseguem inclusive interferir nos resultados eleitorais? Como se resolve a preservação dos direitos civis e a questão da vigilância durante a vigência de uma guerra? Pois há uma em curso, como reconheceu o premier francês. Umberto Eco acaba de escrever que “O estado islâmico é uma nova forma de nazismo”. Subestimar a ameaça por considerações vagas, medo ou correção política também merece revisão. A mesma voz que condena a islamofobia, o antissemitismo e todas as formas de racismo precisa reafirmar, ao mesmo tempo, sua objeção ao renascimento do fascismo, religioso ou laico.

Como um estranho rio que brota do deserto, o dia nasceu com força inusitada. A energia é afetiva. “Eu posso ser o outro”, uma espécie de ápice da manifestação solidária. Mesmo que nem todos estejam conscientes da profundidade, sua penetração é infiltrativa, abrangente, difusa. A assunção de que também somos os outros, significa recusar qualquer forma de tirania, de Estado autocrático, de minorias violentas. É provável que não dure, mas, num mundo até ontem inflexível, é possível que a tragédia tenha criado uma oportunidade única:  juntar cidadãos numa inédita fusão de horizontes.

Tags: fusão de horizontes, Marcha da Unidade, Paris, somos os outros, Stephan Zweig, Umberto Eco

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