• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

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Paulo Rosenbaum

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Intuição para uma jovem democracia (blog Estadão)

05 segunda-feira jan 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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Estadão, FHC, intuição, intuição para uma jovem democracia, jovem democracia, sociedade multilateral

Intuição para uma jovem democracia

Paulo Rosenbaum

05 janeiro 2015 | 21:55

Nos dias turvos que atravessamos, o mais recente artigo de FHC no Estadão, atestou um raro exemplo de lucidez. Ao mesmo tempo, resta uma lacuna que mereceria ser melhor examinada. As sociedades contemporâneas emanam incontáveis matizes de ideários e crenças políticas. Em muitas análises de nossa esdrúxula situação, desaparecem as sutilezas dialéticas, e as nuances da diversidade se reduzem ao preto e branco. É como se os lados se limitassem à duas forças antagônicas, que, num contraponto tanto permanente como conveniente, lutam pelo poder.

Há sinais claros, na linguagem e nas narrativas, que comprovam a insuficiência da taxionomia esquerda – direita. A palavra centro, pervertida e esgarçada pelo fisiologismo de praxe, também deixou de ser relevante. Como se fosse razoável resumir à duas forças o que existe de vivo como protagonismo político no País. É necessário aceitar que nem todas as causas progressistas são justas e boa parte das conservadoras pode não fazer mais sentido. Não é preciso erudição sociológica para entender que é preciso assumir: falta à oposição a coragem de se declarar independente. Essa seria a grande novidade, o verdadeiramente contemporâneo sugerido pelo artigo do ex presidente.

Por outro lado, quem ousa não se alinhar a nenhum dos dois lados, está, automaticamente, sentenciado ao exílio. O exílio de filiação doutrinária, a orfandade intelectual. Esse grupo imenso — desconfio de significava parcela da população — vem sendo arrastado a um lugar sem nome: o limbo político. É como se por falta de pedigree, organização ou confissão doutrinária, não merecessem espaço, partido ou atenção por parte da classe política. São também ignorados por parte dos intelectuais que preferem sustentar seu status quo diante do poder.

Este lapso de nomenclatura não têm nada de fortuito. A desatenção significa condenar amplas parcelas da população à invisibilidade. Notem que, até hoje, as massas que acorreram às ruas em junho de 2013 não foram devidamente classificadas. Penetras nas teses sociopolíticas, os intrusos não estavam em nenhum script.

Trata-se, lá e agora, de uma multidão cada vez mais expressiva que pretende julgar o mérito das propostas e não de onde elas vêm ou qual viés doutrinário carregam. Portanto existe algo muito mais importante do que esquerda retrógrada e direita golpista. É neste entre, um interregno pouquíssimo explorado, que se encontra a maior parte de gente desencantada. Pessoas que demandam mudanças imediatas. Pessoas impacientes, sedentas por orientação e ações que interrompam o ciclo de desmandos e violações sistemáticas das regras do jogo. Podem ser exigentes e pragmáticas, mas isso não as transforma automaticamente em radicais não democratas. É compreensível que generalizem sua aversão aos políticos, pois são grupos não articulados, que operam na base da indignação sem foco. Aguardam Estadistas que tenham a maleabilidade para compreender que um mundo ideologicamente coeso tornou-se inviável, que a liberdade não pode ser negociada e que é preciso ocupar os espaços para evitar governos com perfil totalitário.

A sociedade multilateral intuiu o perigo. Ela mesma precisa usar as brechas do sistema político para preservar os direitos e obriga-los a descer à ação. Só uma força diagonal, que julgue ideias com autonomia e que não se comporte como bloco ideológico, partido hegemônico ou seita pode prover a união para tirar, enquanto é tempo, nossa jovem democracia do sufoco.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/intuicao-para-uma-jovem-democracia/

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Coincidências, imprevisibilidade e intuição

11 sexta-feira mar 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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acaso e probabilidade, intuição, premonição, prever, previsibilidade imprevisibilidade, sentidos internos, sonhos e premonição

Um dos sentidos mais obscurecidos em nossos tempos — se é que não extinto — é a intuição.

A intuição é um sentido, um instrumento — oculto como o sentido do equilíbrio — que, pelo desuso, se atrofia.

Minha hipótese é que essa verdadeira benção — com potencial de nos guiar pela vida — não desapareceu, apenas foi obcurecida pelas demandas violentas, tirânicas, que a vida material e a rotina mecanizada nos arrastou através destas metrópolis saturadas.

De qualquer forma, se ela ainda é um recurso ainda disponível, apenas escamoteado pelas aparências, por que não vêm mais à tona? Por que a impedimos? Melhor dizendo, se ela está mesmo viva, se é um sentido presente, apenas inativado, porque não a colocamos de novo em disponibilidade?

Ninguém pode duvidar dessa necessidade.

Cada vez mais escolhemos, e acusamos este pertencimento, ser uma sociedade de robôs aculturados. E os robôs estão cada vez mais ativos porque ofertas e demandas foram reduzidas às necessidades materiais, satisfações imediatas, confortos sem significado.

Mesmo diante de tanta superficialidade e repressão, relatos aparecem. As pessoas já notaram que esses snapshots (instantâneos) mesmo amordaçados sempre ameaçam vir à tona e dar seu recado.

No “O Caderno Vermelho” de Paul Auster, por exemplo, vemos as coincidências em operação. Mesmo sendo tratadas de forma blasé elas são poderosas. Interferem ativa, ainda que a maioria das vezes imperceptivelmente na vida das pessoas.

A constatação de que existem acontecimentos e fenômenos sincrônicos, que, de alguma forma, poderiam ser indícios de que há uma providência em exercício, não são admitadas dessa forma.

Talvez porque seja mesmo mais fácil e aceitável atribuir aos eventos extraordinários conotação de acaso, ou encaixá-los dentro dos fenômenos comportados dentro de teorias como, por exemplo, a das probabilidades, vale dizer ao aleatório. Claro que isso parece melhor, ou mais cômodo, que evocar uma teoria mística ou inexplicável.

A intuição pode nos ajudar. Por isso, presságios, pequenas imagens internas, fragmentos de sonhos e até mesmo o pensamento mágico não podem ser descartados com tanta pressa. As desrazões podem nos ser mais úteis do que se imagina. Mas compreende-se bem porque, numa sociedade mediada por relações completamente racionalizadas, roteirizadas, reféns do cientificismo (a ciência que tudo explica) a intuição chega a ser um disparate.

Não se pode prever quase nada. Mas, as vezes, mesmo assim ela vem. Um mini alerta se codifica. E com esta minúscula informação podemos nos guiar. São espaços internos que funcionam como antecipações de sensações, imagens, sonhos, flashs, lampejos, ou arrepios indefiníveis:

“Sinto que não devo ir lá”

“Não tive uma sensação boa naquele apartamento”

“É nesta viagem e neste roteiro que vamos ficar bem”

“Vamos deixar passar esse negócio, não sei porque mas acho que não daria certo”

“Pintarei com um outro material, sinto que  é o caminho”

“Vamos escolher outro vôo, este número…não gostei”

“Resolvi ir porque sei que vou conhecer uma pessoa especial”

“Tive um sonho, melhor adiar a proposta”

“Justo hoje, o telefone dela caiu na minha mesa, e eu não a via há 10 anos”

Sim, elas aparecem.

Assim, mesmo que voce não acredite em nada, deixe ou crie espaço para sua intuição. Ela é mais que um faro. E mesmo nada prenunciando, fará muita diferença só por saber que se pode contar com ela.

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