• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Artigos

Suspeitas acima de qualquer cidadão (Blog Estadão)

22 segunda-feira jun 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 1 comentário

Suspeitas acima de qualquer cidadão

Paulo Rosenbaum

20 junho 2015 | 21:05

contagioXjpg

Enquanto à terra desce, o País reflui. Plantou-se inconsequência e ganância, colhemos enrijecimento e litigância. Quando não há saída à vista, o retorno está na imaginação. Começou como uma visita da comitiva de ideologia reversa. Imaginem uma nação de cidadãos condenados à desconfiança prévia. Imaginem exércitos alternativos convocados à cada ameaça. Imaginem dilemas e pirraças. Da morosidade do álibi ao juízo oscilante. Imaginem literatura e jornalismo, enredados e cooptados. Imaginem a democracia como arranjo transitório. Imaginem probidade como elemento rarefeito. Imaginem presos políticos com pesos simbólicos distintos. Imaginem partidos e massas uniformes. Areia do mesmo deserto. Imaginem a violência sem fronteiras, chumbo e aço. Imaginem, enfim, o colapso.
Agora, imaginem outra República:
Imaginem o mundo na mesma embarcação. Imaginem se qualquer um de nós fosse idêntico. Igualdades como oportunidades. Imaginem se as discórdias não fossem perigosas. Imaginem contágio de liberdades. Centros e periferias em bordas trançadas. Imaginem austeridade como qualidade. Imaginem um conforto viral. Imaginem se acordássemos para o verso. Imaginem uma transcendência laica, mística compartilhada, e prosas calcadas. Imaginem o Universo ao alcance da mão. Imaginem, de relance, a imortalidade crível. Sonhos, migrando ao factível. O sorriso ao incrível. O pálido ao corado. O duro ao movediço. O puro ao mestiço. O sonoro ao legível. O singular ao coletivo. A imaginação, máximo motor produtivo. Imaginem um campeonato de tolerâncias. Um novíssimo humanismo como essência. Imaginem decência.
Tags: conto de notícia, Intolerância, morosidade álibi, novíssimo humanismo, suspeitas acima de qualquer cidadão
_______________________________

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/suspeitas-acima-de-qualquer-cidadao/

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O Curador (blog Estadão)

12 sexta-feira jun 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Tags

aparelhamento da literatura, aparelho curador, concursos literários 2015, conto de notícia, feira literária 2015, o curador, perfídia

O Curador

Paulo Rosenbaum

11 junho 2015 | 12:07

retrogradoUU

–Sente-se!

–Obrigado, falamos de pé mesmo. Um aspecto chamou muito nossa atenção em seu parecer. Na justificativa para  a decisão, o que significa ter aparecido numa só linha: “retrógrado”?

–O oposto da evolução, retrocesso, regressão, marcha à ré? Ficou claro?

–Conciso ele é. Queremos saber como elaborou veredito tão embasado.

–Vocês estão conscientes que é irrevogável, não? Cá entre nós: o que ele fala me incomoda. não incomoda vocês?

– Queremos ouvir exemplos.

–Nossa opinião política, por exemplo, é oposta a dele. Este autor escreve naquele outro jornal, e ele seleciona os assuntos sobre os quais escreve.

– E a Senhora não? Com quais obras dele está familiarizada?

– Queridos. Adotamos outro critério. Ler, ler, isso é coisa do passado. Não é mais necessário. A palavra chave hoje é “quem”. Só precisamos ver onde você escreve, os temas e quem compartilha, e dali já sacamos todo perfil.

–Teu parecer foi dado sem análise?

– Haja! Acabei de explicitar a nova metodologia!

– Estamos nos referindo à análise de conteúdo. Lembra do último concurso de literatura?

–Combinamos não tocar nesse assunto.

– Estamos escolhendo ou vetando sem examinar o conteúdo?

– Chame de faro literário, intuição clínica. Bato o olho, e, de cara, já vejo se é alguém que faz sentido ou vai me atrapalhar a feira.

– Atrapalhar? Mas não era uma mesa com debate? Pluralidade de ideias? Abertura ao contraditório?

– Amor, isso aqui não é o Supremo. Quero nomes consagrados, que garanta público, precisamos de mídia e consistência.

–Consistência e unanimidade?

–É gente que está do lado certo da história, pessoas do partido, pessoal que converge

– Convergir lembrou aqueles coros que recitavam monólogos

– Além disso, ouvi falar que ele é conservador.

–Só porque gosta de pickles?

(Risos)

–Hilário. Vão querer encrenca? Também sei engrossar. É ele ou eu. Faço curadoria dinâmica, aquela que bem entendo, estamos conversados?

–Perfeitamente. Critérios claros, princípios equânimes e plena exposição dos conflitos de interesse.

– Vocês podem se retirar, e tenham todos um bom dia. O último apague a luz, por gentileza,

A Comissão sai e chega a enxaqueca violenta. De dentro do silêncio pulsátil e obscuro exclama: “vou aparelhar mesmo, bando de moralistas, udenistas de ocasião”. “Deixa estar. Aproveito o Congresso de hoje a tarde para denunciar essa perseguição”.

Tags: aparelhando, concursos literários, curadoria, feiras literárias, o aparelho curador, o curador

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Não reprisem Barbáries (Blog Estadão)

06 sábado jun 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Tags

: antissemitismo, A Verdade Lançada ao Solo, Israel, Judeofobia, Leis raciais de Nuremberg, não reprisem barbáries, Universidade Federal de Santa Catarina, xenofobia

Não reprisem barbáries

Paulo Rosenbaum

05 junho 2015 | 13:20

barbariesantamariaXX

Merece ser lida com indignação a orientação contida no Memorando/Circular de número 02/2015, datado de 15 de maio de 2015 redigida pelo Reitor substituto da Universidade Federal de Santa Maria (RS) José Fernando Schlosser.  Junto com o documento que o antecede e assinado por três mãos, ele pede para ser informado da presença de discentes e/ou docentes israelenses no programa de pós graduação. Diz estar atendendo várias entidades representadas pelo “Comitê Santamarienense de Solidariedade ao Povo Palestino”.

Schlosser se perfila lado a lado aos mais rematados antissemitas da história, singularizando pessoas por sua origem. O ancestral ódio judeofóbico se instaura oficialmente em nossas faculdades pelas mãos deste indivíduo que, assim, em nome de minorias, supostamente, prejudicadas, advoga a xenofobia e toma a nuvem por Juno. Um real representante do universo acadêmico deveria defender as liberdades individuais e proteger seus pupilos em todas as circunstâncias, jamais promover segregação.

É evidente que seria preferível evitar concentrar a polêmica sobre um só nome. Porém foi pelas mãos do magnificentíssimo substituto que o manifesto federal mais recente na história de nossas instituições de ensino, abertamente judeofóbico, veio a público.

Claro que, mais uma vez, utiliza-se do desgastado álibi universal que pensa poder contornar o antissemitismo com a troca mágica de uma palavra por outra. O uso de “israelense” no lugar de “judeu” tem se tornado a marca de uma prática falsificadora na linguagem contemporânea. Se largamente usada, ainda é pouquíssimo denunciada, e menos ainda, acatada como o que realmente é: uma manobra semântica de disfarce para o preconceito judeofóbico.

Na verdade, por outros motivos e em contingencias históricas distintas, lembra uma das primeiras leis promulgadas em abril de 1933, que restringia o número e a atividade dos judeus em escolas e universidades alemãs. Como se sabe, a isso se seguiu a cassação, destituição e perseguição dos professores e alunos nas Universidades daquele País.

Um panfleto desta natureza seria compreensível como desculpa para iletrados e incultos, porém não deveria valer para quem chegou a conquistar qualquer título acadêmico como diz possuir o autor do referido libelo.

Parece ridículo, mas é necessário explicitar que solidariedade nenhuma, seja ao povo palestino, sírio, iraquiano ou ucraniano, justifica hostilizar, constranger, boicotar ou segregar povo de qualquer País, religião ou etnia. Oxalá que o reitor substituto estivesse isolado no protagonismo para reeditar perseguições que pensávamos superadas. Assim como os nazistas precisavam queimar livros para destruir o passado, a reflexão e o pensamento crítico, intelectuais e uma considerável quantidade de pessoas imagina que frente ao injusto, o ato de silenciar pode aceitar a classificação de neutralidade. O silencio tem uma carreira conhecida: se transforma em conivência, e, em rápida metamorfose, migrar para apoio tácito, é mera formalidade.

Para nossa perplexidade, há mais gente, supostamente esclarecida, que endossa essa discriminação. O que recentemente se ouviu de professores universitários é digno de perfilar entre as causas indefensáveis. O apoio à discriminação étnica macula muito mais do que a honra individual destes docentes, desabona a honestidade intelectual, último patrimônio do pensar. Ao acusar Israel de praticar um regime de apartheid e espalhar notícias deste tipo em redes sociais e em aulas magistrais estas caluniam um País e difamam um povo. Se demonizar um povo não é mais crime, o que seria?

É preciso reconhecer que essa versatilidade com as palavras obedeceu longo processo de amadurecimento. Entre nós, floresceu sob décadas de pregação de intolerância do lulopetismo, insuflada nos fóruns sociais da esquerda retrógrada — a direita truculenta, já suficientemente conhecida, não merece menção — que oportunamente eclipsa valores humanos fundamentais para defender causas. Em geral, uma ideologia, palavra de ordem ou fé sectária, que não podem ser contrariadas, não importa a aberração política que  impliquem.

Cria-se um ambiente no qual xenófobos, racistas e antissemitas ficam autorizados a escapar do armário e pregar suas diatribes. Para quem acha que tudo isso não passa de fantasia, basta lembrar do clima na franca e empolgante campanha de demonização de Israel na última guerra contra a milícia extremista Hamas.

Num mundo com superavit de paradoxos, alguém deveria ficar chocado com mais esta demonstração de decadência de nossas Universidades? Se não fossem por todos os outros motivos, pela infâmia. Para o que exatamente o Zoilo deseja ser informado de cidadãos israelenses do corpo discente e docente nas dependências da Universidade? A finalidade é clara ainda que inconfessável: expandir a propaganda de constrangimento. As guerras migram às propagandas, não é novidade. O fato novo aqui é a produção de um documento oficial que autoincrimina o professor pelo delito de racismo.

Se proibíssemos um habitante do País Z de vir e se quiséssemos impor sanções contra este sujeito em tempos de paz, teríamos que explicitar os motivos e fulanizar a escolha:  “Aquele sujeito prega intolerância”. “Este outro, defende a litigância entre povos”. “Este é um terrorista perigoso”.  Neste caso, vários de nossos políticos teriam que ser barrados ou banidos do ambiente acadêmico. Mas não se trata disso. Em seu ofício, o reitor e seus apoiadores suspeitam de qualquer habitante de Israel. Isto significa que todos eles merecem ser boicotados por serem israelenses ou judeus, o que, no fim e ao cabo, dá no mesmo e pouco importa. E o que dizer dos árabe-israelenses, drusos israelenses, cristãos israelenses, agnósticos e outras minorias fora do catálogo?

Considerando tudo, o inaceitável mesmo é o silencio da maioria. O silencio dos culpados significa a conivência maciça com uma segregação anunciada. Significa que estamos em terreno aberto e respaldado para a prática de arbitrariedades e generalizações inaceitáveis. Por que não realçar a paz e instigar o diálogo no lugar de bani-lo? Que tal um realce na inclusão? Que tal discutir o discutível e capinar a intolerância? Para aqueles que acham exagero o barulho que se faz em torno deste memorando, recomenda-se examinar melhor a história. Especialmente ênfase no estudo de períodos nos quais aparecem os primeiros indícios de legislação intolerante e discriminatória. Antes que nos submetamos à sua repetição é preciso começar a enxergar para além de uma historiografia superficial e baseada em boataria.

É nossa chance de prevenir a barbárie. Ou reprisa-la.

Escrito em coautoria com Floriano Pesaro

Tags: antissemitismo, apartheid, boicote, Gil e realce, Israel, judeofobia, judeofobia e antiisraelense, Leis raciais de Nuremberg, palestina, povo iraquiano, povo sírio, povo ucraniano, Show em Tel Aviv, Universidade Federal de Santa Maria, xenofobia

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Removam Cadeados (blog Estadão)

03 quarta-feira jun 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Removam cadeados

03 junho 2015 | 10:43

cadeadosdoamorXXXXX

O casal andava melancólico. Combinaram o dia: 12 de junho. Únicos a aplaudir a iniciativa, entoavam: removam todos! Convencidos de que alguém precisava romper com o anzol inflexível, postaram-se na passarela e estenderam a faixa: “Cadeado é cativeiro”. Não esperaram a prefeitura, protocolaram promessas, nem formalizam nada. Precisavam libertar todos do cárcere privado que a sociedade inventou. Não era uma questão de compromisso ou fidelidade, submissão ou sedição. O que estava em jogo era a honra dos amantes. Concordavam no essencial: para que tantas exigências e pactos neuróticos? No meio da ponte, debruçaram-se e trocaram o penúltimo olhar. Ela lembrou do primeiro dia, ele, do amor à primeira vista. Foi quando subiram no parapeito e decidiram. Hesitaram, até que, na sincronia não planejada, mergulharam no rio relapso. No julgamento do mundo, um ato insignificante, quem se importa com suicídio, escândalo ou litígio? Premidos pela beleza do entorno, flutuaram para além das ilusões, Sem certezas, embebidos de intuições, se já houve algum sentido para o amor, que seja emancipador. http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/removam-cadeados/ Tags: 12 junho, amor emancipa, cadeados, conto de notícia, diálogo amoroso, emancipação, removam cadeados

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A Imensa Curiosidade (Blog Estadão)

31 domingo maio 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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conto de notícia, imensa curiosidade, Leon Bloy, morte e brevidade

A imensa curiosidade

31 maio 2015 | 14:15

curiosidadeXX

Quando perguntado em seu leito de morte o escritor Leon Bloy respondeu ao amigo

–O que sente?

–Uma imensa curiosidade

Se ninguém voltou de uma situação tão liquida e certa quanto à explosão de uma supernova, a morte e a incerteza acerca da vida depois do fim, continua sendo um enigma perturbador. Não pelos detalhes mórbidos, mas pelas idiossincrasias de cada cultura. Há paraísos naturais e artificiais. Em alguns castidade, em outros, santificada lascívia.

O escritor Leon Bloy, as vésperas, poderia ter se rendido ao ceticismo ou à languidez, mas escolheu a porta aberta. Se você não é médico ou nunca acompanhou uma última expiração, talvez esse relato soe mais abstrato do que de fato é. Nossa cultura exorcizou tanto a morte que, fora os obituários, preferimos ignorar sua onipresença. Esquece-la sob o trago, amando ou numa corrida são medidas quase corriqueiras. Mas nenhum destes álibis resistem ao que essa velha ceifadora tem a nos dizer.

Há duas saídas: fazer ouvidos moucos ou prestar mais atenção à nossa senhora, a brevidade. Isso não significa, ainda que totalmente plausível, aceitar a correspondência entre a brevidade da vida e a irrelevância.

Destarte, o que mais chama a atenção na frase de Bloy é menos a morte e muito mais sua extraordinária atitude, comprimida na palavra curiosidade. Ela é raridade, desejo de saber, e também fenômeno. O escritor nos instiga para além da palavra: e se fôssemos mais curiosos para além da quitação peremptória? E se conservássemos a naturalidade lúdica da infância? E se, com ela, espantássemos a monotonia das constâncias? Como se precisássemos dela para nos arrepiar. Das pequenas às medianas circunstâncias da vida somos viciados no imprevisível.

Podemos negar, mas ninguém aspira rotina. E o que é curiosidade senão abrir-se ao contra intuitivo? Nossa urgência é com a passagem do tempo, mas, curiosamente, nossa esperança vem do inesperado.

Desta perspectiva, abelhudo passa a ser virtuose. Ninguém espere o indulto para chegar à indiscrição. Mas e se a bisbilhotice se tornar necessária?  É provável que nosso mais inconfesso leitmotiv esteja colado à nossa última perquirição. Pois é a sede insaciável que se opõe à indiferença.  É o levantar das orelhas que enfrenta o desdém. É o tange-foles que se insurge contra a repetição. O curioso busca o excepcional. A investigação, o encontro com o surpreendente. E o ávido espera por um novíssimo. Anotem as últimos dizeres de uma pessoa, elas podem ser um assombro, ou o espetáculo que as palavras não descrevem.

Talvez seja só um instinto adormecido: já que, como denunciou Hamlet, nunca ninguém voltou, buscamos a perplexidade como uma redução de dano frente ao silêncio comedido do universo.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/a-imensa-curiosidade/

Tags: conto de notícia, imensa curiosidade, leitmotiv, Leon Bloy

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Pequenas belezas (blog Estadão)

30 sábado maio 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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A Verdade Lançada ao Solo, conto de notícia, pequenas belezas, poesia

Pequenas belezas

29 maio 2015 | 10:33

belezaxxx

Era só mais um dia fosco, no outono apagado

e tua vida não podia mais ser medida,

nem dimensionada, contida ou revelada,

mistura de cabelo e cenário,

de volume e norma

de constância e forma

tua simetria me sondava à revelia

na pequena beleza que se dissipa,

um perfil que, misterioso, despista

toda curiosidade e assume, num anjo obliquo

meu oficio:

contemplar sem a pretensão de te retratar

e no fim, te perder e me desviar, o método de amar.

hhttp://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/pequenas-belezas/

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Eduquem-se rapazes! (blog Estadão)

27 quarta-feira maio 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Tags

A Verdade Lançada ao Solo, conto de notícia, educar e doutrinar, eduquem-se rapazes, maieutica, Socrates

Eduquem-se rapazes!

educacaodemassasx

Paulo Rosenbaum

27 maio 2015 | 14:58

– Então era só isso? Era esse o diagnóstico? A nova direita precisa se educar? Mas e quanto à velha esquerda, os patronos de sempre, o sistema político que não se recicla?

– Querido, você não compreendeu. Há tradição política tanto numa quanto noutra. Falo desta molecada que está perturbando, não entendem nada de política. Saem às ruas para tumultuar. Você observou que eles não tem uma liderança?

– Espere um pouco. Molecada? Quem são esses moleques?

– Esta rapaziada de classe média que marcha e fala bobagem, que querem fazer tudo na marra, sem negociação. Eles não têm estofo.

– Na marra? Sem negociação com a sociedade? Mas quem faz isso é o atual governo. Está falando do atual governo?

– Uff. Não, filho, falo destes manifestantes, bando de conservadores reacionários. Gente sem noção, subvers…deixa para lá.

– Eu fui na manifestação. Vi gente falando bobagens, mas a maioria pedia mudanças. Todas as classes estavam lá. Não era para, antes de tudo, analisar o fenômeno? Pois dois milhões expressaram seu descontentamento e sua desilusão. O partido exagerou, ou o senhor discorda?

(o professor virou de lado, com a boca reclinada, a língua empurrando o palato)

– Já vivi muito e tenho experiência para dizer que eles não sabem o que fazem. Depois que tudo isso passar, vão ver quem tinha razão. Só há uma verdade, nos últimos 13 anos vivemos uma revolução neste País, como nunca antes. Quem não percebe isso não merece ser ouvido. Os desvios fazem parte do processo. Vou além, quem não está gostando que caia fora. Ouvi dizer que Miami está com tarifas promocionais. Podemos seguir com a aula? Onde estávamos mesmo?

(o aluno levanta)

– Vamos ser doutrinados ou educados? O senhor não disse que a democracia é um jogo? Um jogo de forças, onde a luta justa era por oportunidades iguais? Sua aula é contraditória com sua postura pessoal. Vou ser honesto: não é a primeira vez que eu me sinto oprimido por ter uma opinião diferente da sua. E tem mais estudantes que se sentem assim. Desculpe a ousadia, mas o senhor extrapolou sua função. Se valorizo seu conhecimento, isso não significa que aceito ser persuadido por suas certezas. Como todo mundo aqui, vim para aprender, não ser doutrinado por suas convicções.

– Melhor se sentar e calar essa boca, rapaz.

– Por que?

– Vou chamar os seguranças.

– Isso é ser intelectual progressista? É isso uma democracia?

– Na minha sala mando eu.

– Estamos numa discussão acadêmica? Sua primeira aula foi sobre maiêutica, lembra? Sócrates e o método de indução de perguntas para desenvolver o raciocínio crítico?

– Não eram bem essas as perguntas. Saia da minha aula, agora! O senhor está expulso da discussão acadêmica.

– Esse foi o melhor aprendizado empírico que já tive sobre liberdade de expressão e respeito à diversidade de pensamento. Grato mestre.

(vaias e aplausos)

(aluno senta-se e lentamente começa a recolher seu material)

O professor sai da sala e grita do corredor:

– Seguranças, seguranças!!

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/eduquem-se-rapazes/

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Inadmissível (blog Estadão)

22 sexta-feira maio 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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abolição da culpa, conto de notícia, inadmissível, Maioridade penal, vítima primária e secundária

Inadmissível

Paulo Rosenbaum

22 maio 2015 | 14:44

Assim que largou a lâmina, o criminoso transformou-se em vitima do sistema e em seu auxilio, vieram os defensores da inocência presumida de réu confesso. Sabe qual é a primeira acepção de vítima no dicionário? Um objeto ou ser vivo destruído ou sacrificado por uma causa ou um objetivo. Mas o conceito de vitima está sendo desmontado pela interpretação ideológica. Logo, parte significativa da mídia escolheu reproduzir frases e lamentou pela vítima secundária e entendeu as motivações da vítima primária.

Agradeço sua entrevista, ela elucidará muito o panorama.

Como assim isso é novo para mim? Não soube? Acabam de conceber, é oficial: no nosso País temos só vítimas, as primárias e as secundárias. Sobraram alguns crimes, mas o grosso não é mais isso. Todo mundo hoje é uma vitima. Aproveitando a ocasião o Sr. poderia explicar o que quis dizer com ” isso é inadmissível?”

O que ninguém pode aceitar? Perfeito. Permite adiantar para o Sr? Ontem, encontrei um dicionário subjetivo e queria muito submete-lo à sua apreciação. Pode ser? O senhor não tem tempo? Posso ler. É só mesmo um verbete, o ” inadmissível” . Já está na mão. Mais tarde não. Não deu para perceber? O tempo está esgotado. Acho que o senhor não compreendeu bem. Não é meu tempo ou o seu, não há mais tempo para ninguém. Onde o encontrei? Isso importa? Por que o senhor está correndo? Não tem problema, vou caminhando do seu lado. Não se preocupe, sempre consegui ler andando. Já que o senhor não está parando começo aqui mesmo:

– Inadmissível: podem ser facas inimputáveis. Equivalência moral entre criminoso e vítima. Estado omisso. Segurança entregue à sorte. Desprezo sistemático pela sociedade. Indignação forjada. Educação postergada Alianças de ocasião. Perdão à revelia da criatura imolada. Concorda? Mas como, se ainda nem comecei? Veja só o que acaba de dizer. Em meios aos atenuantes, vítimas continuam vítimas. A injustiça social é explicação ou desculpa? Vale para a Lagoa e Alemão, Copacabana e Galeão? O senhor não acha que o vale vida não deve conhecer latitude, longitude nem vicissitude? Tem gente que não é responsável pelos próprios atos? Então, por favor, explique qual é a idade da moral? Tudo bem, vamos então mudar para ética. Que seja. Por acaso o senhor ouviu o que estão dizendo por ai? Eu sei, eu sei, é tanta coisa para escutar que é melhor ficar surdo. Mas tive a paciência de gravar para que vossa excelência ouvisse.

“Sob injustiça não pode haver paz, logo, vale tudo”

Espantoso não? Não estou insinuando nada, a fita é muito clara. O senhor e seus aliados estão deixando a coisa andar? Eu entendi, claro que entendi. É para deixar todos em igualdade de condições. Socializar a desigualdade. E como é que as coisas se ajeitarão? Não é bem assim? Então explique, sou todo ouvidos. Será na coletiva? Ah, na palestra de doutor honoris causa. E qual o título da vossa aula magistral excelência?

“A medida certa para que o Estado não sucumba nem ao capitalismo selvagem nem ao populismo de ocasião?”

Quero estar lá. E logo depois, para onde vai a comitiva? Inauguração de fábrica chinesa de rojões? Qual será o tema do discurso? Meio batido. Ouvir o que ela tem a dizer sobre o “Pátria educadora”? Não vai dar. O senhor está me convidando? Cadeira VIP para a imprensa? Quanta honra, mas justo nessa tarde terei compromisso. Mas isso é muita indiscrição excelência. É meio delicado, mas para o senhor posso contar. Tenho agendada uma audiência no tribunal de pequenas causas. Não, nada sério. É que resolvi processar o Estado. Não, nada disso. Não sou um desses querelantes malucos. A causa é mais do que justa. Promete guardar segredo? Não, não estou brincando. O processo está tramitando há anos. O juiz foi ameaçado, testemunhas precisaram ser escoltadas, e o senhor não imagina quantas vezes tivemos que adiar o julgamento. Agora será em local secreto. A causa? Estou pleiteando o direito de permanecer vivo.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/inadmissivel-2/

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Terra papagallis (blog Estadão)

21 quinta-feira maio 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Terra Papagallis

Pappagallis

Em 1522 um explorador português fez, involuntariamente, uma bizarra nomeação para designar a região que, mais tarde, conheceríamos como Brasil. O mapa, também conhecido como “mapa do almirante” conservou um elemento premonitório. Bem no centro do registro cartográfico — que apresentava apenas um esboço da região norte  –  estava grafado:”Terra papagallis” ou “Terra dos papagaios”. Mais do que a referencia de um naturalista consciencioso ou de um biólogo medieval, apresentava-se ali um aspecto antecipatório da identidade do País.

Desculpo-me previamente com a família Psittacidae e sua extraordinária capacidade para repetir palavras escutadas. Graças ao órgão fonador análogo às cordas vocais humanas, capacidade de memorizar e desejo de comunicação, estas aves são capazes de reproduzir sons, palavras e, no caso do papagaio de Churchill, discursos e slogans. Pois estamos retornando às origens da terra dos papagaios. Todos os dias, temos que lidar com cópia de opiniões. Poderia ser só imitar as espetaculares qualidades daqueles pássaros. Mas é muito pior. Impressiona a quantidade de tagarelices, boatos, comentários, opiniões e postagens inúteis e inconsistentes que circulam através dessas janelas digitais.

O que mais chama a atenção em meio à infinidade de absurdos e toneladas de pixels é a veracidade hostil com que muitos apresentam as papagaiadas. Isso é, com certeza absoluta discorrem de “elite branca racista” ao “bolivarianismo continental”, do “complô da imprensa golpista” ao “golpe militar já”, dos “exércitos paralelos” aos “banhos de sangue”, sem esquecer da propaganda contra minorias regionais ou mesmo vetar, transformando em tabu conservador, qualquer discussão sobre a mudança da lei para a idade penal.

Em assuntos internacionais o viés é ainda mais perturbador “O Isis, criação dos EUA”, “O 11 de setembro, armação da CIA”, “Israel aplica o apartheid“, e generalizações afins complementam o antiamericanismo associada à incansável militância antissemita.

Evidentemente, extrapolações e fofocas em ritmo viral não são monopólio de direita ou da esquerda. Há até aqueles que vivem disso profissionalmente. As versões circulam soltas, sem gravidade e impunes, apensas ao espaço sem autor definido, na base do pseudônimo, do perfil falso, da malandragem que pode ser incógnita ou assinada, subsidiada ou não. Nas últimas eleições, por exemplo, o governo contou com a ajuda destes instrumentos para dar uma mãozinha na desconstrução dos outros candidatos.

Muitos, sem entender das áreas que pretendem dissertar, conduzem narrativas de ódio pueril e contagioso, elevando ainda mais a conta da intolerancia, cujo saldo devedor vai aparecendo nas ruas e deve mostrar a fatura no próximos extratos eleitorais. Campeões supremos desses abusos de opinião ainda são os representantes do governo federal. O interminável número de malversação do vernáculo entre ministros de Estado, notas desastrosas, gaguejos, desmentidos e meias verdades servem como demonstrações empíricas.

A viralização de conteúdos extravagantes, também merece ser tomada como outra evidência das reproduções impensadas. Trata-se de uma descuidada substituição das nossas vozes. Ao copiar e colar. Ao passar adiante. Ao compartilhar, sem reflexão ou inspeção do conteúdo, emprestamos nossos discursos. Alugamos nossa opinião sem fiador. E, as vezes, emitimos voto favorável para quem rechaçamos. Difamação, calúnia e desconstrução estão ao alcance de qualquer um. Um mal entendido postado não causaria nada sem a legião anônima de compartilhadores.  Sob essa escolta hostil, com a justiça tarda e falha, uma mera opinião pode custar a carreira, a família e, eventualmente, a vida.

Há uma espécie de ecolalia institucional que faz as pessoas repassarem, em ritmo automático, o que outras dizem. Não se trata somente de não ir checar as fontes, o que já seria bem problemático, mas de assumir para si e promulgar as conclusões de outrem. É o triunfo do formador de opinião, agora sem resistência autocritica. É o reino do marketing puro. A oposição aliada, que escolheu a relativização absoluta, também não fica muito atrás. Neste caso, pode ser só um efeito nonsense colateral.

Este contexto asfixia o pensamento. E não é só uma forma lenta de assassinar o diálogo. É a rota mais curta para que a democracia pareça uma ideia inviável e a sociologia da ignorância ou um aventureiro qualquer, reassuma o comando do País.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/terra-papagallis/

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Sabiam, mas não tragaram (blog Estadão)

13 quarta-feira maio 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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—O plano, perfeito, as circunstâncias, ideais, a resistência, mínima, o apetite, máximo. Então senhores há algum enigma aqui, o que pode ter dado errado?

(batidas de lápis contra mesa de vidro)

—O produto senhor, o produto. Encareceu demais.
–Mas como é que pode? Então paguem! O que estão esperando? Esvaziem os fundos, torrem as reservas, façam o que for preciso. O que? Por que essa cara?
—É que…deveríamos ter aprendido, não funciona, nunca funcionou.
— Mas como é que você ousa? Que tal pedir desconto? Abatimento? E se for no atacado?

(limpeza de garganta ineficaz) (ruídos indecifráveis, sugestivos de lamentos)

– Não dá. Precisamos aprender com a história chefe.
— Você ouviu isso? O que ele está me dizendo?

(murros secos, seguido de gemido contido)

— A realidade companheiro: só a realidade (suspiros) Simplesmente não deu, ninguém pode comprar a sociedade inteira.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/sabiam-mas-nao-tragaram/

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