• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Artigos

O dever de desobedecer (Blog Estadão)

25 quinta-feira fev 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

blog conto de noticia, blog Rosenbaum Estadão, centralismo partidário, democracia, hegemonia e monopólio do poder, justiça, o dever de desobedecer, significado de justiça

O dever de desobedecer

Paulo Rosenbaum

25 fevereiro 2016 | 01:01

Podemos dizer que estamos sujeitos. No sentido da sujeição, imposição, vale dizer, vivemos à revelia da cidadania. Não acho que se deva comemorar prisões, mas quando se trata deste mercador de ilusões, que através dos truques de marketing, astúcia predadora e conselhos perversos nos enfiou nessa enrascada, a justiça propicia alguma atmosfera de paz efêmera. No entanto, o maior delito não é bem aquele pelo qual ele e seus amigos estão sendo citados. O elemento mais sinistro deste magnífico crime foi usar sua capacidade para promover um estelionato transnacional, provavelmente sem precedentes na história política moderna. A criatividade pode sim ser maligna. Isso se encaixa perfeitamente no espírito de ausência que se espalhou pela sociedade de forma generalizada. A gravidade da situação onde o subsolo do País cede sem que ninguém pareça se alarmar, merece ser mensurada. Testemunhamos a indiferença. As catarses ainda consentidas pelo poder como a indignação virtual — entre apitos, panelas e hostilização pública selvagem — simplesmente não mexem com a estrutura modelada pelo erro, que continua relativamente intacta. Trata-se de um estoicismo induzido pela reiteração, pelo convicta prática de excedente de transgressões. Ou quem ainda não sabe que o Mensalão coexistiu com a Petrolão, que atua simultaneamente com os desvios dos Fundos de Pensão, que coincide com os empréstimos suspeitos do BNDES, que opera junto com os repasses fantasmagóricos para as ditaduras amigas.

Admita-se que o que os move é incompreensível para nós. Nós que achamos que usurpar o poder é bem mais grave do que ilícitos comuns. Nós que poderíamos até aceitar justificativas, jamais o cinismo. Nós que esperávamos zelo com o bem estar e com a coisa pública. Nenhuma política é feita por santos e rejeitar o moralismo puritano é tão importante quanto resistir ao Estado gangster. Mesmo porque a corrupção justifica o Estado policial, que justifica o poder que corrompe. Porém, enquanto estamos aqui discutindo a engrenagem que garantiu ao Partido o controle do Estado e de suas instituições, as verbas oriundas dos desvios continuaram a fluir e a subsidiar o projeto.

Regaram eleições, caprichos pessoais e pagaram apoios. Simplesmente ainda não estamos totalmente conscientes da temporalidade desse processo. Não é passado. Isso os coloca hoje, agora, neste instante, em pleno controle de praticamente todas as instâncias cívicas públicas, da cultura às mídias. No planalto viciado não há espaço para outros, o sol é um oligopólio para alinhados, uma matinê entre amigos, com ingresso grátis para todos afinados com o desejo de hegemonia. Como pode uma democracia se defender se os mecanismos que a salvaguardam estão nitidamente obstaculizados? A divisão não está mais entre democracia instável e autoritarismo, mas, com a independência dos poderes comprometida, a escolha se restringirá entre instabilidade passageira e anomia prolongada. Trair a sociedade não é mais um escândalo. Na incrível ausência patológica de auto critica, na positividade dogmática, na nostalgia de uma revolução que nunca procedeu, os defensores deste governo escolhem morte à capitulação. Sobreviver a ruína requer deixar-se levar pela queda: ainda que se sabia que preveniria fraturas graves, cair sem resistir é uma arte pouco frequentada. Muitos tentam compreender este fenômeno, mas suas raízes já excederam a racionalidade. O esforço poderia nos remeter ao campo da psicopatologia, mas nem esta consegue amparar uma tese sólida quando se trata da devoção com que os enganos são cultuados por aqui. Para eles admitir erros parece significar a derrocada da existência. Sacrificar a República no lugar de assumir a inépcia para governar pode ter se transformado num desporto, praticado ao ar livre, na delinquência solitária de um palácio, ou até mesmo dentro de uma cela. Podemos até arcar com as custas, mas o preço da liberdade deles não consegue mais garantir submissão. É quando desobedecer passa a ser dever.

Tags: blog conto de noticia, corrupção e Estado policial, criatividade e perversidade, Estado gangster, estoicismo, moralismo, o dever de desobedecer, o partido como Estado, república estóica, sociedade indiferente, usurpar o poder

As informações e opiniões expressas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Publicidade:

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Por uma cultura não perversa (blog estadão)

18 quinta-feira fev 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

blog conto de noticia, Blog Estadão Rosenbaum, conto de notícia, hegemonia e monopólio do poder, impunidade, Por uma cultura não perversa, utopia, violencia

Por uma cultura não perversa

Paulo Rosenbaum

17 fevereiro 2016 | 21:09

Não é o caso de ser contra ou anti. É preciso assumir: uma cultura não perversa é um ponto fora da curva. Ou não estamos todos em um estado a beira da saturação? A  intolerância é uma arma escura. O perverso não é aquele que se defende ou ataca, tanto faz se governo ou oposição, mas é aquele que força a prerrogativa de uma razão desligada do mundo, alienada dos compromissos com o além do si mesmo. O perverso é aquele que, não contente em ser hegemônico, desqualifica o mundo, dobra a realidade, invade a imaginação e reifica o mito para infiltra-lo na cultura. E assim coagi-la a todo preço e custo.

Como afirmou Carl  Gustav Jung, não são os homens que estão doentes, os deuses e suas mitologias que ficaram dementes. A política é apenas a face aparente dessa deterioração. Não estamos ouvindo as formulações do senso comum despejadas nas redes e escoadas pelas ruas? Com paus, máscaras e pedras? Aquelas que acionam as mais inespecíficas condições genéricas, quando a única esperança recairia na reafirmação do sujeito, o único com potencia para resgatar a sociedade?

Sim, ouvimos tua indignação, toleramos a indelicadeza, ouvimos teu enojamento seletivo e, agora, é preciso confessar, só conseguiremos respirar sob outro diapasão. Só se vê modelos esgotados em repetições circulares. Múltiplos exauridos e descerrados. Numa sincronia apática é como se todos os originais tivessem ensurdecido ao mesmo tempo. Como se as novidades não pudessem mais circular. Mas a norma do relógio é disparar, à revelia de nossa desatenção. Por que permitir que nos arrastem através dos vingadores anônimos? Prefiro que refaçam suas próprias penas e, ao custo das consciências, ressarçam o que nos subtraíram. Numa democracia principiante, quando uma mentira lava a outra e não há mais forças emancipadas, poder-se-ia especular sobre a subsistência e até mesmo duvidar se testemunharemos ou não um futuro saudável.

Em nossa insuportável ingenuidade a separação dos poderes seria a garantia das liberdades individuais. Quem iria supor que um lacre gigante estabeleceria tremenda co-dependencia no lugar de autonomia?  Co-autoria no lugar da reafirmação de identidades e funções. As exceções não conseguem mais suprir a norma. E é essa mutação que vem submetendo a Republica a ponto de torna-la irreconhecível. É como se mudássemos para uma chave que já nada abre. E, uma vez escolhida, ninguém mais pudesse se arrepender por ter sufragado um projeto tão nocivo e abrangente. Curiosa essa exceção. Os criminosos podem merecer perdão, os acontecimentos do destino podem exigir reparo, e até um pequeno deslize na calçada pode resultar em ressarcimento pelo administrador do território. Mas o sistema parece já ter escolhido seu lado: prefere proteger o opressor à vítima. O Estado tornou-se perigosamente autosuficiente e descolado do suporte. A ponto de descartar seus súditos? Exagero? Um espírito subjacente pode até vir a ser e no final mudar tudo. Os indícios não são estes, pelo contrário, o que torna nossa desconfiança cada vez mais procedente. E se assim fizeram para desconstruir o mínimo já conquistado? E se orquestraram para desmanchar o apelo civilizatório? Não será agora, nem imediatamente, mas uma hora teremos que responder: se não queremos ser Kiev nem Caracas, será preciso algum espírito de antecipação, ou capitulação.

Tags: a perigosa autosuficiencia do Estado, Carl G. Jung, cultura e política, direito ao arrependimento, Kiev e Caracas, mitos dementes e homens doentes, Por uma cultura não perversa, separação de poderes

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Teatro do Opressor (blog Estadão)

07 domingo fev 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

Blog Estadão Rosenbaum, jogo de cena, responsabilidade pessoal, teatro do opressor

OpressãoXXX

Indique-me um, apenas um. Alguém que enxerga com clareza. Que distingue o rigor do emaranhado. Que não foi cego pelo excesso de interpretações. Quem se exaspera em uma democracia? Aqueles que governam? Quem fala tua língua? Quem ilude a montante? O jogo de cena chegou ao fim do tablado. Agora teremos que aceitar, de qualquer forma assumir: estamos rigorosamente sós. Sós, não porque não haja mais gente com a mesma sensação. Não porque estamos no mesmo espaço e sob o mesmo desamparo.  Sós, porque nossos dias estão sendo gastos num horizonte avesso à fusão. No planalto sem relevo. Na rota costurada por quem não se importa. Se as instituições subsistem é à nossa revelia. Se nunca nos arrependêssemos seria nosso dever e obrigação, perguntar: como deixamos chegar a este ponto? O silencio indica uma sociedade sem audição. Rendida ao berro crônico. Pois o recesso não é mais do parlamento, o clima é de cancelamento geral. Fomos apresentados para um outro carnaval. Não queremos mais ouvir, decerto nem ver. O que será que nos paralisou? Estreitamento, mesmo os mais entusiastas podem precisar conceder. A pátria, postergacionista, induziu alienação, revolta e submissão. Por isso não se enxerga mais meio do caminho. Qualquer trilha é precária, derrapante e insegura. As clareiras, rondam brasas. Os atalhos, tomados pelo reducionismo típico. Na performance do governo, a instalação provisória. Nós, civis amadores, gente que até esteve confiante, quer vencesse um ou outro, pouco importa, perdedor ou ganhador, iriam ambos, em nossa imperdoável ingenuidade, nos assegurar a vida. Mas a República, recém dilacerada, foi entregue à legião de anti ourives. Regressamos ao beco, de onde nunca pudermos sair. Uma quadra atacada pelos vícios da violência. Cercada pelo império do descuido. Sitiada pelos maestros do descompasso com seu orgulho sem sentido. Podemos ter falhado, decerto capitulamos impotentes frente à estupidez. Sem dúvida, alimentamos a anomia com nossa mania por desmentidos. “Não, eles não fariam isso”. “De forma alguma ousariam”. “São alarmismos, invenções e disparates, ninguém subjugaria todo o Estado”. Pois é por isso mesmo que persiste a esperança. O paradoxo não poderia ser mais brutal. Na aceleração de um blackout moral e no empuxo de um abandono sem precedentes, uma forma toma corpo. Sem nome e sem passado a responsabilidade pessoal, irrigada pelo colapso, pleiteia espaço inédito. Em meio aos disparates e às buzinas acabaremos reencontrando a voz que sufocáramos. Uma resposta aos enganos. Aprendizado doloroso, ética parece discurso desqualificador. Será portanto um carnaval único, reconstituído a partir da incompletude das cinzas. O trajeto não será longo, na verdade, seguirá breve. Da paralisia à alegria, o bloco partirá rumo ao desconhecido. Se alguém ainda se preocupa com os solavancos basta levantar do trem para enxergar o que já deixamos para trás. É pouco provável que alguém se arrependa. E, mesmo que sim, o destino, que não costuma ser revisionista, decretará o recomeço. Trilhos não faltam.

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Reblog – A Dor merece nosso constrangimento

27 quarta-feira jan 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

A Dor merece nosso constrangimento

Paulo Rosenbaum
Devo estar cultivando a insensibilidade, já que não me comoveu o choro presidencial nem a circunspeção dos políticos nos funerais. Além disso, temos que suportar o horroroso espetáculo dos apresentadores explorando a biografia das vítimas ou especialistas explicando como os alvéolos são destroçados pela inalação de fumaça. Nesse campo de batalha, só cabem urros, uivos, ritos de contrição. A dor merece nosso constrangimento.
 
São poucas ou muitas as palavras que podem descrever acuradamente o absurdo. Absurdo é pouco, estultilóquio, limitado, dislate, distante. Precisava de um vocábulo sem precedentes. Pois “galimatias” revela um glossário analógico apropriado para o desastre gaúcho: um acervo de heresias e incoerências disparatadas, coxia de desconchavos, parvoíce chapada, um amontoado de cacaborradas, aranzel, inépcia, chocarrice. Para contornar registros menos recomendáveis ao grande público, cada um deles pode indicar o repertório que se passa pelas nossas cabeças quando tragédias completamente evitáveis parecem inevitáveis.
 
A falta de decência não é só fazer as coisas sem pensar que outros podem se ferir ou sair lesados. Paira no ar um senso de desproporção, tocado pelo culto ao único mito invicto de nossa era: grana.
“Paira no ar um senso de desproporção, tocado pelo culto ao único mito invicto de nossa era: grana”
 
Há uma máxima que deveria vir instantaneamente à cabeça de qualquer um: “Tratarei todo filho como se fosse meu”. Passa longe do sentimento predominante. Que dizer dos donos do lugar e dos homens da segurança? Inicialmente, sem perceber a eminente tragédia, impediram pessoas de sair do inferno. Quais as regras a serem seguidas e quais merecem desobediência civil já?
 
Não sei quantos mais poderiam ter sido salvos da asfixia, da carbonização. Uma vida poupada teria feito toda diferença. Mas havia a barreira do execrável pedágio, a pirotecnia fora de lugar, o entupimento das salas, as formigas espremidas na armadilha.
 
Não vem ao caso apontar para a banda ou para os proprietários como alvos óbvios de punição e responsabilização criminal. Já que pais e mães tiveram seus futuros cassados, e as vítimas ardem na sombra, seria preferível acompanhar o que o poder público tem a dizer.
 
Em geral, fiscais são bons burocratas e, raramente, têm consciência de seu papel vital na prevenção dos desastres. Prevenção, lugar-comum, baixa visibilidade, antipopular, mas a única palavra-chave para não termos que ouvir a esfarrapada desculpa “fatalidade”. Isso não é um se, está acontecendo agora. Nas enchentes, na calamidade absoluta que é a segurança pública do país, na incapacidade organizacional para gerir o dia a dia das cidades. A verdade é que, se ainda vivemos ilesos, é por sorte e apesar do Estado. E não se trata de apontar para um único partido. Todos comungam deste mínimo múltiplo comum, a incapacidade de enxergar que toda matéria política caberia numa sentença: governo é para o povo. Submergidos no populismo ignorante, cosmético e estelionatário, quanto dinheiro ainda será arrecadado nas miríades de impostos pagos para fiscalizar e manter as bocas de lobo, as escolas, o passeio publico, a segurança, a defesa civil? E como isso será gasto? Não sabemos e ninguém sabe. Mark Twain escreveu: “O governo é meramente um servo, meramente um servo temporário: não pode ser sua prerrogativa determinar o que está certo e o que está errado, e decidir quem é um patriota e quem não é. Sua função é obedecer a ordens, não originá-las”.
 
Só quando os administradores forem imputáveis e sentirem nos bolsos e na privação de liberdade que, se falharem em prevenir o prevenivel sofrerão consequências pesadas, talvez tenham mudanças efetivas no dislate que é o planejamento público no Brasil. Só quando a opinião pública exigir que as apurações não se limitem a dois ou três bodes expiatórios, mas, a quem, de fato, permitiu a vigência do absurdo. Talvez ai, calçados na educação solidária, o respeito aos cidadãos terá status de lei.
“Podemos enxergar tragédias como inerentes à condição humana. Mas crematórios, não”
 
Na hora dos massacres a solidariedade autêntica vem das pessoas desvinculadas do poder. Emerge pura da nossa emoção, premida pelo nada, esvaziada de sentido, e lapidada pela voz rouca do abandono. Um sobrevivente do incêndio descreveu “Vi o monte de corpos empilhados uns em cima dos outros, como os judeus no Holocausto”. Ainda que o cenário justifique a analogia, a outra semelhança é a gratuidade com que essas vidas foram incineradas.
 
Todos nós, civilizados desde o berço, podemos enxergar tragédias como inerentes à condição humana. Rachaduras na placa continental, asteroides, furacões e terremotos são eventos inevitáveis, às vezes inexoráveis. Crematórios, não. A dor merece nosso constrangimento, assim ao menos sofreremos todos juntos. Não entendo bem por que, mas parece que precisamos nos derreter para nos unirem.
 
Publicado no Jornal do Brasil em 2013

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Cronologia de erratas (Blog Estadão)

25 segunda-feira jan 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

cronologia de erratas, democracia e blindagem, esperança, fim de ciclo, opacidade e transparência, paulo rosenbaum

Cronologia de erratas

Paulo Rosenbaum

25 janeiro 2016 | 10:31

Onde se lê “Ela fica”, leia-se “Ele vive”. Onde se “Ele vive” leia-se “o golpe foi vosso”. Onde se lê “vosso” leia-se “o que é isso companheiro?” Onde “se lê  “companheiro?” leia-se “não morderemos tua isca”” onde se lê “isca” leia-se “ninguém vai melar” Onde se lê “melar” leia-se “o que está em curso não tem mais volta” Onde se lê “não tem volta” leia-se “e não é ressentimento”. Onde se lê ressentimento leia-se “a justiça persiste”. Onde se lê “justiça” leia-se “nas democracias, o fim de ciclo não é vingança”, onde se lê “fim de ciclo” leia-se “ninguém é intocável”.

Mas imporemos particularidades: onde se lê “ninguém é intocável’, leia-se também “toda tragédia tem um sentido, a regeneração é dolorosa”. Mas se a esperança surpreende é porque brota do desespero. A oposição seremos nós. Como a história não comporta nem “nunca antes” nem “para sempre”, podemos estar testemunhando a maturidade: a renuncia ao vício em heróis e vilões.

Então talvez agora seja possível, ainda que improvável, que da mais dissimulada opacidade nasça uma transparência difusa.

 

Tags: blog conto de noticia, cronologia de erratas, fim de ciclo, governo, ninguém é intocável, opacidade e transparência, oposição

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Política não se discute (blog Estadão)

20 quarta-feira jan 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Política não se discute.

Paulo Rosenbaum

20 janeiro 2016 | 13:13

Não_se_discuteX_

Bom dia, para onde vamos?

Bom dia, toca lá para o centro por favor.

Tem um caminho da sua preferência?

Marginal, a faixa do centro está sempre livre!

Isso ai não posso discutir.

Perdão?

O senhor falou de marginal, faixa do centro livre.

Exato!

Prefeito proibiu assuntos polêmicos.

Que?

Não podemos dar trela para os assuntos políticos.

O Sr. esta bem? Estou falando de transito!

Começa assim, depois ninguém sabe onde vai parar

Céus!

Religião também não pode.

Isso é piada.

Humor pode!

Filho, dirija, prometo que fico em silêncio.

O Sr. é fiscal?

Fiscal?

Dizem que colocaram espiões.

(Sussurra e faz mímica indicando ausculta no veiculo)

Chegamos a isso!

O Sr. me desculpe! Olha aqui.

O que é isso?

O cardápio de assuntos permitidos.

Cardápio?

Desses podemos falar, escolha um.

(murmúrios inespecíficos)

Então este aqui. (suspiros) Já ouviu falar do “Os Lusíadas”?

Literatura? Infelizmente não entendo nada.

Então este aqui!

Bom. Esse é a melhor coisa para fugir desses políticos.

Receita de bolo?

Receita de bolo!

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/politica-nao-se-discute/

 

 

 

 

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Sobre a resistência da Laje (blog Estadão)

14 quinta-feira jan 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

 

Sobre a resistência da laje

Paulo Rosenbaum

13 janeiro 2016 | 13:27

Leio colunistas que torcem a pena para encaixar suas teses sobre o problema da militância deste governo contra a política de outras nações. Por mais objeções que alguém tenha à política interna de Israel fica patente a particular má vontade com que este País é tratado por este governo. Claro que nada disso indulta a reatividade imatura da chancelaria israelense, a qual, sempre que pode, morde a isca. Mesmo porque, quando se trata de jogo de cena é impossível competir com o partido.

E aqui o simbolismo digno de apreciação: o que os países livres representam para a perspectiva lulopetista de mundo?

É equivocado nomear a atual gestão de antissemita: hábeis e múltiplos dissimuladores se escondem hoje sob o manto do antissionismo de ocasião. Para um governo que prefere ditaduras de corte pseudo marxista e autocracia de aiatolás a uma democracia estável, ninguém pode se espantar quando indisposições artificiais com outros países são criadas por supostas diferenças ideológicas.

O problema central do lulopetismo e de seus apoiadores portanto, é com a liberdade de expressão. E não se pode mais considerar só oportunista o endosso tácito dos intelectuais orgânicos do partido a esta e outras celeumas menores, quase todas destituídas de relevância.

O fato é que as manobras diversionistas protagonizadas pela atual gestão federal para sair das cordas atingiram proporções esotéricas. Precisamos ser intransigentes quando se trata de tentativas de adulterar as regras em pleno andamento da partida. Pois é exatamente isso que o Partido, simulando legalidade, vem fazendo não só com os dispositivos constitucionais, mas principalmente com o abuso com que lida com os recursos públicos. Penaliza o contribuinte para cooptar o apoio cada vez mais caro e escasso. Há quem finja não entender que as coisas caminham assim. O abuso e a manipulação com que o executivo vem operando para inabilitar, limitar, de qualquer forma engessar os outros poderes, ferem muito mais do que as normas operativas com o qual a República conta para não arrastada a um novo ciclo autocrático.

É preciso eliminar os meios termos quando se deseja esclarecer aos cidadãos o que se passa numa República temerária. Neste sentido, é que parece ser vital explicitar a fusão entre o sistema e todas as forças que o apoiam, contra os interesses da sociedade civil. Só assim estaremos preparados para que os sinais não sejam tomados como carapaças e as tergiversações de praxe, como carapuças.

Cabe recapitular. A democracia não é apenas um conjunto de normas fixas, baseadas nas escolhas que sufragam nomes em eleições periódicas e sucessivas. O jogo democrático envolve regulações suplementares, sutis, baseadas no bem comum, direitos e deveres das minorias, mediados por acordos intersubjetivos. A transgressão desses dispositivos, coincide com a linha demarcatória entre Estado democrático de direito e outros regimes autoritários de governo.

É sob essa sobrevida selvagem diária, que este governo, desaprovado pela maior parte da sociedade, finge ignorar o próprio estrangulamento.

As pessoas apenas se enganam quanto a provável origem do desmantelamento. Como toda jovem democracia que não se mobilizou preventivamente contra os agentes da perpetuação, a eficaz blindagem que construíram já atingiu algum grau de irreversibilidade.

Portanto, é razoável especular: de qual horizonte surgiria o defenestramento do mal feito organizado, que, por enquanto, nos administra?

Não virá de Curitiba. Nem das instituições. Muito menos da molecada remunerada que depreda sob demanda. Mesmo que a somatória dos fatores acima possa pressionar o resultado final, quem costuma dar desfecho para uma insustentabilidade política dessa envergadura é um outro fenômeno: autofagia.

O poder, fragmentado por contradições, disputas narcisistas, contravenções pecuniárias, e, sobretudo, preservação de pescoços, se dividirá progressivamente.

Isso, até que os últimos em condições viáveis despachem os demais. É então, que estes mesmos, num penúltimo ato e sem conflitos existenciais, costumam se arremessar sobre o telhado.

Nosso problema é saber se a laje resiste.

PS- Churrasco só amanhã.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/sobre-a-resistencia-da-laje/

 

 

(Visited 60 time, 60 visit today)

Tags: blindagem, blog conto de noticia, coluna jornal, jogo democrático, regras sutis, Sobre a resistência da Laje

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Poesia de Transição (blog Estadão)

09 sábado jan 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Poesia de transição

Paulo Rosenbaum

09 janeiro 2016 | 1829

Poesia de Transição

“Ao enxergar tua dispersão, uni-me.”, foi o que escrevi para Fernando Pessoa. O título do livro de Mario Sá Carneiro “Dispersão” antecipou a evidência. O estado das coisas nos varre afora. As versões vivem dos simulacros. O momento nos aflige, e, a distração, é quem colide com a objetividade. A perspectiva, substituída por um horizonte nodoso. É preciso dizer que não é auspicioso viver num lugar como esse. O sub-pensamento lidera as pesquisas de opinião. O lugar onde a tirania emula condescendência. E onde o alinhamento automático substituiu a critica. No reino imune dos sindicatos a República perde seus dentes. Estamos num jogo que já terminou. Facínoras construíram a inimputabilidade eterna. Nossa única esperança é a criatividade, a recusa sistemática, a ironia aguda. O sujeito que sobrevive ao que o preside. É o que restou de uma democracia em andrajos? Querem metáforas? Vazar, lambuzar, melar. É o que mais se ouve. Cada uma delas também tem seus desdobramentos simpáticos. Vazar: evasão, invasão, evasivo. Além disso, o escape. O escape através do qual saímos do Estado infantil para um destino incerto. Lambuzar pode ser o fim da língua a deriva. O término do sugador. O dever não é com todos. Que seja ucraniano, paraguaio, ou português. O importante é subir até a cerca. Sair da fronteira hostil. E enxerga-la é, já, ultrapassa-la. Ali reencontraremos a leveza da vida privada. A emancipação do peso que nunca foi nosso. Que os eleitores se enganem. Que os atores se desengajem. Que os subsídios sequem. Que os milhões sejam unidade. Que os deslumbrados se observem. Que os cantores, ouçam. Que os diretores sejam regidos. Que a inversão se consolide por um dia. Por dentro e por fora. Que a vida esteja em desenlace. Que a liberdade transforme os ossos. Que o tronco migre à folha. Que os heróis sumam. Que os acordes ressurjam. Que a poesia de transição substitua-os.

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

O último baile da pedalada fiscal (blog Estadão)

04 segunda-feira jan 2016

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

De longe o Brasil ainda incrementa sua potencia como País de futuro. Futuro do pretérito. Enquanto a maior parte das nações se preocupa em oferecer bem estar aos seus cidadãos — sem idealizações, abundam corruptelas — nosso staff ocupa-se com o que? Doutrinas inúteis, dogmas obsoletos e teorias comprovadamente insustentáveis ecoadas pelo anacronismo militante de boa parte do establishment intelectual. Endosso, que vai se tornando cada vez mais ilegítimo, pois alienado da realidade do País. Mas, de longe, do bem distante, do incomodo ostracismo que voluntaria ou involuntariamente alguém escolhe esconder-se, ficamos cada vez mais sem graça. Perdemo-la especialmente quando, ao nos ver, os habitantes de outras fronteiras abrem os braços para nos perguntar:

—O que aconteceu com vocês?

Resta oferecer os braços de volta, com a expressão precária de que também nós fomos rebaixados à ignorância. Isso remete a uma  trajetória pessoal, quando, durante a ditadura, a família foi “aconselhada” a abandonar o País. Hoje, é outra a natureza do exílio. Quem lutou pela democracia não pode se conformar com o saldo das três últimas gestões desse governo. As anteriores tiveram lá suas mazelas, mas não existe espaço para que alguém ouse compara-las. Tentativas não faltaram, o que faltou foi estabelecer alguma equivalência moral entre as gestões. E qual a diferença essencial? O embate foi habilmente deslocado para conservadores e progressistas. Mero disfarce. O matiz populista é o que fez toda diferença. Essa, a parte óbvia. O que não é evidente, e portanto raramente explicitada, é a inclinação hegemônica do projeto de poder. Negada pelo grupo e subestimada pela oposição e outros analistas políticos, ela avança a despeito de todas as evidências comprometedoras que a envolvem. Não é exaltada porque é exercida numa opacidade à prova de balas. Inspirada num modelo muito próprio, decerto nem chavista nem peronista, trata-se de uma espécie de mutação da malandragem política, um mix de maracutaia baseada em slogans, voluntarismo personalista e narrativas grandiloquentes.

Identifica-se aqueles que escolheram a omissão ou a conivência para “conservar imaculada a coerência”. E quanto aos demais? Continuarão a aceitar o papel de vitimas? A filosofia dominante tornou-se insuficiente, ou comprometida demais, tanto faz, para analisar a gravidade da situação. Que vai muito além da econômica e social. É da natureza da culpa achar que, para fazer alguma frente à injustiça social e aos males do mundo, somos obrigados a aceitar o preço da tragédia. Socializar o atraso não é mesmo tarefa simples. É preciso ir até o fim, forçar o fundo do poço, esquecer qualquer forma de renúncia, desarrumar o que entrava nos eixos e, acima de tudo, ter convicção para forçar teses mitômanas. E ai passar a operar por um lado, como se o milagre fosse auto evidente, e, do outro, culpar a outra metade para imortalizar o conflito encomendado. Vale dizer, a conflagração subsidiada.

Tudo não passaria de especulação se as pessoas não estivessem sendo afetadas pela patologia estoica que acomete a chefe do executivo. Ela e seu grupo,  convictos da predestinação, passam ao largo da opinião pública e, guiados pela improviso, impõem a agenda inepta. E, já que o exílio prolongado perturba a lucidez do exilado, nestes penúltimos dias, o balanço merece a amplitude do otimismo: se dependedessemos das noticias para sobreviver já estaríamos liquidados. Para nossa sorte, a realidade costuma surpreender. O último baile da pedalada fiscal é indício de fim de ciclo. E como o ano, tudo que muda merece comemoração.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/o-ultimo-baile-da-pedalada-fiscal/

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Inversão da República (blog Estadão)

27 domingo dez 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Inversão da República

Paulo Rosenbaum

25 dezembro 2015 | 05:22

Progresso: involuir 20 anos em 13. Retrocesso: modernizar o país. Progresso: desviar dinheiro público para o partido. Retrocesso: penalizar improbidade. Progresso: aparelhar todos os escalões do funcionalismo publico. Retrocesso: aumentar controle de gastos. Progresso: uso de informações privilegiadas para aliados. Retrocesso: meritocracia. Progresso: Riscos públicos na república privada. Retrocesso: Eficiência administrativa. Progresso: distorcer as leis. Retrocesso: poderes independentes. Progresso: aumento do controle sobre as massas. Retrocesso: emancipação das pessoas. Progresso: culto à personalidade e mitificação populista. Retrocesso: democracia participativa. Progresso: demonizar oponentes. Retrocesso: processo dialógico. Progresso: autocracia baseada em consumo. Retrocesso: desenvolvimento baseado em infra estrutura. Progresso Pátria educadora, Retrocesso: País de estudantes.

Progresso: catedráticos militantes Retrocesso: professores críticos. Progresso: não vai ter golpe Retrocesso: leis obedecidas Progresso: poder hegemônico Retrocesso: alternância de poder. Progresso: demonizar a burguesia Retrocesso: pacificar a sociedade. Progresso: transformar velhos talentos em propagandistas do Regime Retrocesso: estimular a leitura. Progresso: status quo Retrocesso: atualização. Progresso: aliança com ditaduras Retrocesso: proximidade com democracias. Progresso: silencio seletivo  Retrocesso: liberdade para a justiça Progresso: chantagem e dossiês. Retrocesso: articulação pelas ideias.

Progresso: cargos políticos Retrocesso: critérios técnicos Progresso: neooligarquias Retrocesso: horizontalização do desenvolvimento Progresso: maniqueísmo instrumental  Retrocesso: ética, solidariedade e equidade Progresso: flexibilidade moral Retrocesso: responsabilidade fiscal.  Progresso: lideranças grandiloquentes  Retrocesso: Estadistas equilibrados. Progresso: infantilização sistemática. Retrocesso: maturidade analítica. Progresso: neutralizar toda oposição. Retrocesso: embates políticos. Progresso: rigidez ideológica. Retrocesso: captação dos novíssimos tempos. Progresso: centralização de impostos Retrocesso: autonomia federativa Progresso: revisionismo da queda do Muro. Retrocesso: atenção ao presente, contemplação do futuro. Progresso: consagração dos mitômanos. Retrocesso: desmistificação dos consagrados. Progresso: anomia. Retrocesso: estabilidade. Progresso: jogo viciado Retrocesso: regras transparentes Progresso: apesar de você. Retrocesso: amanhã há de ser. Progresso: eleição vitalícia irreversível Retrocesso: impeachment!

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/inversao-da-republica/

Tags: blog conto de noticia, Blogo Paulo Rosenbaum Estadão, desqualificação da oposição, flerte com ditaduras, horizontalização do desenvolvimento, infraestrtura, Inversão da República, progresso e retrocesso, República invers

Compartilhe:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Tumblr
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...
← Posts mais Antigos
Posts mais Recentes →

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
 

Carregando comentários...
 

    %d