• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Pequenos exemplos de como as coisas podem funcionar

30 sexta-feira dez 2011

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Israel, medicina complementar, medicina integrativa

Pequenos exemplos de como as coisas podem funcionar

Jornal do Brasil

29/12/2012

Não creio em nada sistêmico ou definitivo em área nenhuma. Não acho que possamos uniformizar e padronizar todas as normas já que as normas deveriam existir para nos servir e não nos colonizar. Falando da medicina, não importa o que se faça em termos de interferência farmacológica, de prevenção, fisioterápica, cirurgia, nem mesmo se serão vários tratamentos paralelos aos quais o paciente precisa se submeter. O importante, o vital, é que o sujeito esteja no centro da ação clínica.

É deste modo que haverá esperança para que a medicina seja repatriada a uma ação mais ampla, criativa, renovadora.

Qualquer que seja o ato terapêutico, caso adotemos uma filosofia em que o individuo, o sujeito particular seja o enfoque principal os resultados serão, de saída, muito melhores. Oxalá fosse tão simples convencer o mainframe que produtividade jamais substituirá qualidade, E esta revolução está totalmente ao nosso alcance. Qualquer classe social, em qualquer local. Isso pode ser feito desde que uma nova educação em saúde esteja em pauta.

Acabo de visitar o Centro de Medicinas Complementares em Jerusalém, Israel, que atende israelenses e palestinos. Literalmente: é procuradíssimo e respeitável oásis no deserto. Ainda que os serviços públicos por aqui funcionam muito bem, próximos dos parâmetros de primeiro mundo, dentro do centro médico Shaare Zedek, ele parece ser mais eficiente ainda. Um dos grandes complexos hospitalares nessa área que surge como uma grande novidade médica.

Não estamos falando de uma nova droga,descobertas sobre patologias ou novo aparelho para diagnósticos. Trata-se do Centro de Medicinas Complementares e Alternativas, cujo diretor é o médico generalista Menachem Oberbaum. O centro não está separado das outras áreas clinicas e há harmoniosa integração entre elas. Segundo o médico, hoje, os hospitais israelenses são obrigados pelo Ministério da Saúde a não só permitir,como estimular que tratamentos complementares funcionem sozinhos ou em paralelo com a medicina standard.

Quando adoecem as pessoas buscam cura,não conflitos étnicos ou decisões médicas ideológicas. E mesmo em meio as piores rusgas e tensões históricas longínquas, na doença parecem todas acordar de seus tribalismos e, um dia, quem sabe, percebam que essa convívio – que seja na raiva e na contrariedade — deveria seria o estado natural das coisas entre as pessoas.

Em meio a cultura de massas e com o sujeito pedindo socorro, o massacre que pretende eliminar qualquer aspiração à singularidade está em curso. Não há nada de conspiratório no que afirmo, mas é assim que a sociedade vem funcionando. Mesmo assim, ainda não podemos ousar ensaiar uma nova medicina. Ela esbarraria sempre em pensatas endurecidas, e em gente que não suporta a dúvida.

Uma nova medicina teria um caráter tão pluralista e tão radicalmente democrático que transcenderia dicotomias anacrônicas do tipo medicina complementar X alopatia, cuidado X procedimento, atenção primária X atenção secundária/terciária, hospitalocentrismo X Unidades Básicas de Saúde, medicina X psicologia e assim em diante.

Uma novíssima medicina teria o mérito de parar para ouvir quem realmente precisa de assistência. E eles precisam de tudo, sobretudo Cuidado. Uma novíssima medicina tenderia a abolir e fundir todas as formas de atuação em saúde com o objetivo de ter sempre em conta o sofrimento de cada pessoa. Mas a nova medicina que vemos não é essa. Ela está muito mais encaminhada para a segmentação aos cuidados, para a edificação de super especialidades e experts, que entendem, só e completamente, a parte do corpo que desejam modificar.

A psiquiatria, por exemplo, que se rendeu aos padrões neurológicos strictu senso poderia liderar, e ser uma vanguarda das especialidades médicas contemporâneas. Mas ela talvez tenha se tornado a mais mecanicista porque, grosso modo, interpreta uma fantasia cara e perigosa como, por exemplo, a ação dos psicofármacos, como uma solução real para problemas mentais, das pequenas infelicidades ao cansaço. Jamais chegaremos aos 100% da eficácia na abrangência saneadora que deveríamos proporcionar as pessoas, mas a mera incorporação do psiquismo, das inquietudes espirituais, e das demandas pessoais, todas elas, já fariam uma enorme diferença.

Muitas vezes não se consegue compreender que a novidade do momento jamais esteve na comprovação biocientifica ou em uma ortodoxia teórica incompreensível mesmo que baseada em ëvidencias”. Esteve, isso sim, no lugar de sempre. Aqui, bem aqui, escancarada à nossa frente: qualquer boa ação clínica tem que levar em conta o sujeito. Nem sempre, mas muitas vezes isso basta.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor, autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)

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O Arrebatador

22 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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abolição do método, arrebatador, arrebatamento

Depois da última consulta de hoje usando o chá já morno veio assim: qual a distancia até o arrebatamento? Uma palavra que eu e meu amigo Leo Lama sempre trazemos.

“Arrebatar” cuja acepção etimológica vem do latim arrapitare que se forma a partir da junção do advérbio arraptare e raptare, roubar.
O significado caminha até chegarmos, via analogias à apropriação, tomada à força, fisgar, agafanhar. E no outro caminho, o etimologico, na chave “furto”, chegamos a subtrair, desencaminhar, deitar a mão e tirar o alheio.

O arrebatamento na arte e na literatura talvez seja assaltar o leitor/expectador no sentido de tomada, de invasão, do sequestro benévolo, aquele que leva e faz embarcar. Neste sentido talvez seja ate mesmo traze-lo à distração – no sentido de Ulisses que precisa resistir ao canto da sereia para se manter fiel ao método

Entendi tudo…ainda que não saiba como. A função do escritor é fazer com que o leitor se afaste do método, só assim, com a razão suspensa a história funciona como uma vida entre os dois. Autor e leitor criam, fazem nascer alguém com personalidade própria. Talvez por isso algumas páginas se escrevam sozinhas.

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Imunes e Impunes: por que os reelegemos?

22 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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impunidade, imunidade parlamentar, política

Imunes e impunes: por que os reelegemos?

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Se o Brasil é ainda um Estado laico e o principio de separação entre Estado e religião é operativo, qualquer análise deve passar, necessariamente, pela pergunta: no que consiste a moralidade política atual?

Diante do problema levantado por Dostoiévski, “se não há um Criador, tudo seria permitido”, uma das mais comuns argumentações é que a ética pode prescindir da metafísica. Vale dizer, pode-se ser honesto, correto e politicamente elegante, sem apostar nos valores transcendentes.

Então, qual seria o norte ético? Ouve-se que devemos ser éticos porque essa é a natureza humana. Nada mais falso. A maioria não apresenta traços de fervor altruísta inato. Diante do pleno sucesso do darwinismo social veremos que os homens não nascem com desejo de ceder a vez na fila, dividir suas fortunas, ou sacrificar-se pelos irmãos. Engana-se, rouba-se, humilha-se, tripudia-se, insulta-se e locupleta-se todos os dias. Seremos ladrões potenciais à espera de oportunidades? Talvez. Queremos ganhar a qualquer preço? Certamente. Mas há uma espécie de sistema autorregulador interno que nos auxilia, e faz com que tenhamos algum poder sobre nosso desejo de supremacia.

Renunciamos a alguns traços muito humanos para sair da barbárie e aderir ao processo civilizatório. Foi necessário domesticar o instinto predador — claro que as tradições espirituais e culturais influenciaram nesta supressão — para fazer nascer um embrião solidário, as liberdades civis, o aperfeiçoamento da democracia etc. O problema é que, abandonando o feto à própria sorte, estamos retrocedendo.

Veja-se a prerrogativa jurídica chamada de “imunidade parlamentar” e “foro privilegiado”, coisa muito nossa. Além de aberração, esse sistema foi inventado para proteger quem vai cometer falta. Legitima e institucionaliza a desigualdade entre cidadãos. Há maior demonstração de “impunidade preventiva” que essa?

Somos invadidos pela perplexidade na infindável confusão entre público e privado. É corrupção generalizada, ou aumento da transparência? Quem controla quem? Quem controlará os controladores? Como sair deste enredo vicioso, e ao mesmo tempo não cair na armadilha moralista que costuma só enxergar a falta alheia? Sim, mas é claro que a culpa nos cabe.

Não há saída a não ser reexaminar a combalida, moribunda e insepulta palavra “ética”. Segundo o dicionário, o termo deriva etimologicamente do grego ethikós, que significa “ramo do conhecimento que estuda a conduta humana, estabelecendo os conceitos do bem e do mal, numa determinada sociedade em determinada época”.

“Agora, temos o ex-novo ministro Mercadante que anunciou que “muitos morrerão pelas enchentes”Assim colocado, sabemos que Heróphilos (4 a.C) tinha respaldo para praticar vivissecções em prisioneiros, a posse de escravos foi defendida publicamente por Aristóteles. Para os legisladores da Santa Inquisição, os índios eram seres “desprovidos de alma” e as Leis de Nuremberg da Alemanha nazista — berço dos parâmetros arianos — foram obsequiosamente seguidas como norte moral pelo povo alemão. Assim a ética de cada época é de aterradora flexibilidade. Como o futuro nos julgará pelos critérios éticos adotados hoje?

para ler na na íntegra acesse http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/22/imunes-e-impunes-por-que-os-reelegemos/

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Procuram-se leitores desesperadamente

15 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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leitores, leitura no Brasil, livros e leitores, mensalão

Procuram-se leitores desesperadamente

Todos ouviram a declaração do filho do homem com sobrenatural faro para negócios. Foi preciso coragem para assumir ter lido apenas um livro na vida. Os jornais repercutiram a notícia no tom brincalhão com o qual se aborda as excentricidades do mundo VIP.
O depoimento não teve o impacto que merecia. Fácil explicar, boa parte das pessoas não lê, a começar pelos políticos que nem lêem e sequer contestam e-mails dos seus eleitores. Por um capricho dos Céus nem todos reagem da mesma maneira e me incluo entre os poucos para os quais a notícia daquele solipsismo literário foi uma deprimente mensagem da realidade.
Além da relativa baixa oferta e do ainda caro acesso aos livros precisamos considerar o problema dos exemplos. Sabe-se que filhos de pais não leitores tem reduzidas chances de mostrar apreço pela bibliofilia. Se realizássemos enquete no Congresso Nacional para saber os últimos cinco livros consultados pelos parlamentares, ninguém ousaria duvidar dos resultados chocantes dessa pesquisa.
Aliás, deve mesmo haver um problema estrutural de leitura entre nós, já que o juiz relator do Supremo Tribunal Federal acaba de confessar que não conseguirá ler até o fim os autos do processo do mensalão e que, portanto, o mesmo prescreverá em 2013. Quando nada é suficientemente absurdo já se pode atestar: trata-se de uma época amorfa. Paciência, é só o que temos tido não é mesmo?

para ler o artigo na integra

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/15/procuram-se-leitores-desesperadamente/

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Hiatos de guerra

08 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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antiamericanismo, antisemitismo, Armas nucleares iranianas, Irã

Jornal do Brasil – 08/12/2011

Hiatos de guerra

Escritores e compositores pop acham que devem opinar sobre tudo. Tariq Ali não fugiu à regra. Acaba de explicar a um jornalista na última Fliporto, em Olinda, que o atual clima contra o Irã envolve Israel porque este não quer ver ameaçado seu monopólio nuclear. Além das exaltações ao ditador do Irã, endossou a montagem do arsenal nuclear do regime persa “cercado de potencias nucleares como Paquistão, Índia, Coreia do Norte, e um pouco mais distante China (sic).” Quem sabe Ali poderia esclarecer se afinal estamos diante de monopólio ou se, nos arredores, já existem armas nucleares em abundância? De quem fala? Quem prometeu varrer Israel do mapa? Uma hora dessas o paquistanês precisará abandonar a ficção e trazer argumentos verdadeiros para prosseguir sua campanha contra “conspiradores sionistas” e “inimigos imperialistas”.

Não faz preocupação quando alguém dispara tantas atrocidades isoladamente. O problema é o coro. Legiões inteiras fazem brotar jargões anacrônicos em suas vitrolas acríticas. Entre nós, há gente que perdeu a timidez e hasteou bandeira a favor do acúmulo de armas de destruição em massa. Bizarro ativismo: pacifistas atômicos sonhando com democracia nuclear.
Segundo especialistas em segurança internacional o fundamentalismo adicionou à análise fatores imponderáveis. Há muita gente interessada em guerra, a começar pela atual administração do Irã, que, para sobreviver como regime sabe que precisa expandir a influencia xiita pelos arredores. A exportação da revolução islâmica de Teerã (bem sucedida no Líbano, Iraque e Síria) hoje está sendo acelerada e, dissipada toda euforia, seus braços visíveis despontam em vários segmentos da “primavera árabe”. No front interno precisam contornar a guerra civil iminente.

para ler na íntegra acesse

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/08/hiatos-de-guerra/

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Epidemia de Intolerância

01 quinta-feira dez 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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educação social, epidemia intolerância, epidemiologia violencia, linchamentos, violencia

Epidemia de intolerância

Colocar voto na urna pode assumir várias conotações. Gosto da democracia, mas não posso dizer o mesmo em relação ao comportamento da maioria dos candidatos já que o que realmente interessa geralmente corre por fora das telas e jornais. Sempre me perguntei por que a desonra – corrupção, fraude ou até simples suspeição de conduta imprópria — era frequentemente motivo de suicídio entre políticos japoneses? Pois por aqui, tivemos raríssimos casos acometendo parlamentares brasileiros — mesmo contabilizando versões mais brandas como os acessos de culpa.
Chega a ser notável como as mesmas caras reemergem em cada pleito, com o passado deletado, pedindo votos e verbas como se nada tivesse acontecido. Eles devem ter razão, nada aconteceu. Mirem-se no exemplo do bom Delúbio que acaba de declarar que “não há nenhuma prova que o mensalão tenha existido”. Ficamos muito gratos pela lembrança. Então cabe perguntar, serão nossos políticos geneticamente refratários à culpa? E, nesse caso, que grande oportunidade para a ciência. Vamos investigar Brasília e sua peculiar atmosfera sem vestígios de superego. Sempre se pode escolher um corte mais sociológico e pesquisar o que leva nossos representantes a imaginar os eleitores como paspalhos desinformados.
Gostaria muito de compreender: por quais motivos somos complacentes, quase relapsos, com o “mal feito”, destarte altamente intolerantes no trânsito, na escola, no convívio diário com os nossos. Parece que simplesmente esgotamos a capacidade de nos indignar com o que realmente alteraria os rumos da democracia: um povo unido, solidário, gritando do mesmo lado. Como recuperar a capacidade de reagir sem pender à brutalidade, ao tribalismo, ao partidarismo?
Recuso o diagnóstico de que a experiência humana fracassou. Como tantos que recebem más notícias, luto contra o veredicto. É que às vezes, a realidade toma uma dimensão tão grotesca que torna a esperança artigo sem efeito. Evoco o caso do motorista de ônibus em São Paulo que, apresentando mal estar súbito, talvez apenas um episódio de hipotensão arterial, provocou trágico acidente e depois acabou trucidado por covardes bêbados que saiam de um baile funk.

Leia o artigo na íntegra acessando:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/12/01/epidemia-de-intolerancia/

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Museu das vítimas do nazismo – Berlin

27 domingo nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Battle-field – bluddel-filth

toda guerra e toda morte

serão a espera

e fecharão o último museu com o selo roubado ao instinto,

a vingança será a paz de abaixo-acima no campo de batalha vazio.

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As duas grandes religiões do mundo.

27 domingo nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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antiamericanismo, antijudaismo, antisionismo, as duas grandes religiões, pacifismo, paz anti natural, tribalismo

Relutei o quanto pude, mas Bernard Henri-Levy estava certíssimo em pelo menos uma percepção: as duas grandes religiões do mundo contemporâneo são laicas, o antiamericanismo e o antisionismo (eufemismo para judeofobia).

Não tenho a menor pretensão de totalizar uma análise das causas históricas que levaram a esse estado de cosias mas não me furto a evidenciar os efeitos da história. As evidencias são longas e impressionantes e um de seus efeitos é claro, a mídia eletrônica está sendo usada contra a paz.

Os ataques que venho recebendo só certificam que o caminho é esse mesmo.

Não moverei um micron da linha analítica que vendo adotando e não por apego ideológico, nem pela condição de judeu contemporâneo não alinhado com nenhum grupo ou escola, mas por uma teimosia fundamentada nas tradições monoteístas: a paz é o objetivo, mas a paz não é natural nos homens.

O tribalismo e o ódio entre grupos rivais, o preconceito racial, etnico ou social (não resistiriam a nenhuma análise) são atavismos que só serão superados se e quando a relação entre as pessoas mudar completamente de configuração ou de espirito, se se quer ser mais radical, enquanto isso não acontecer eles serão necessários para a maior parte das pessoas que se sentem assim pertecentes a uma ou outra tropa.

Este battle-field ou campo de batalha (que James Joyce reformulou como bluddel-filth, sangue sujo) só mostra certo fracasso da experiencia humana em conviver com o diverso e o contraditório.

Rezo para que isso mude.

Rápido.

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Como explicar aos nossos filhos que eles não terão emprego?

24 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ética com metafísica, Bolhas na economia, crise na Europa, empregos, mercado financeiro, unidade espiriritual da Europa

Como explicar aos nossos filhos que eles não terão emprego ?

A Europa mergulha na crise e o euro derrete-se assim como a unidade artificial que o Mercado Comum sonhava construir. Um lindo projeto sem unidade espiritual. Portugal, Grécia, Itália, Espanha e quem será o próximo? Cresce o temor que eleitores frustrados agora escolham os arrivistas que substituem sonhos por promessas inconsequentes. Afinal salvadores, da direita à esquerda, são especialistas em emergir nas crises. E quanto ao Brasil? Flutuará incólume no arquipélago das bancarrotas? Alguém, mesmo suficientemente sábio não responderá por que os sonhos vão embora antes mesmo que estejamos acordados?

Tanto partidos como a organização política na sociedade tem estado mais ou mesmo com a mesma cara e usando os mesmos métodos, desde que a democracia consolidou-se no mundo ocidental, especialmente na segunda metade do século XX. Mas os sistemas de representação envelheceram e as transformações vitais, se é que houve, foram discretas. Quanto mais sufrágios colecionamos, mais a política foi ficando reduzida aos bastidores, aos colégios eleitorais, aos jogos de interesse, aos cargos, às verbas e as cartadas. E mais recentemente, de modo epidêmico, vem se transformando nisso que todos temos testemunhado.

A descrença generalizada nos legisladores que aparece nas pesquisas – no mundo apenas 14% das pessoas confia em seus representantes e no Brasil este número desde para 11% (dados de 2010) — não pode surpreender ninguém. Não há a menor esperança em política da forma e por quem ela vem sendo praticada. Há quem não queira enxergar, mas as crises de governabilidade vieram para ficar e tornam os prognósticos cada vez mais complicados.

Recentemente um jornalista de famoso periódico internacional provocou leitores com um assunto espinhoso: qual o futuro dos assalariados? Imaginei a seguinte manchete “Como explicar aos nossos filhos que eles não terão empregos?” Dramático, mas é perfeitamente razoável prever que tenhamos que nos preparar para fazer cartilhas e livros didáticos infantis com o tema. Se a especulação financeira e suas afilhadas, as bolhas sucessivas, continuarem estourando e o mundo produtivo permanecer sob os juros e a especulação, onde é que sobrarão vagas?

Para ler na íntegra acesse http://www.jb.com.br em “Coisas da Política”

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/24/como-explicar-aos-nossos-filhos-que-eles-nao-terao-emprego/

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O problema com o Irã é do mundo

17 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Conselho de Segurança ONU, Irã Atomico, Israel e a mídia, o que é paz?, Obama, política externa

O problema com o Irã é do mundo.

Passando uns dias em Boston (Massachussets-EUA) foi possível avaliar in loco a reação dos norte-americanos em relação ao desempenho recente de Obama. O intuitivo seria estimar que seu descompasso com a opinião pública poderia ter aumentado conforme a atual administração americana explicitasse as prováveis medidas em relação à corrida iraniana para obter o artefato bélico nuclear. A opinião pública americana mesmo farta de guerras, e ainda muito dividida quanto a um possível novo front pareceu ter assimilado bem o didatismo do presidente. Na entrevista coletiva no Havaí colocou as cartas na mesa ele foi além do jogo para a platéia e explicou –– o novo problema que um acesso à bomba iraniana traria, desestruturando de vez o já decrépito tablado, e para bem além do Oriente Médio.
Foi Herbert Marcuse quem escreveu que o equilíbrio estratégico entre as potencias se dava exatamente na tênue gangorra: posse e ao mesmo tempo inexequibilidade de uso do arsenal nuclear pelas superpotências. O emprego de armas de destruição em massa — como um bom jogo da velha – determinaria sempre empate ininterrupto e derrota bilateral. Nesse frágil balanço é que se evitaria que o mundo terminasse como no pesadelo de Einstein: não se pode prognosticar o curso da terceira guerra mundial, a quarta, entretanto, seria travada a paus e pedras.
É preciso compreender que o problema com o Irã não é de só Israel, concerne ao mundo. Enquanto Israel parecer ser o único e maior interessado em que o Irã não coloque as mãos na bomba — significa que a política externa dos persas e sua bem remunerada mídia estão funcionando muito bem. Foi brilhante construir como único arqui-inimigo um adversário relativamente demonizado e em geral mal quisto na imprensa internacional!

Para ler na íntegra acesse

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/17/o-problema-com-o-ira-e-do-mundo/

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