• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos da Tag: hegemonia e monopólio do poder

Senhor de Baraço e democracia – Blog Estadão

15 sábado fev 2014

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autocracia, democracia, hegemonia e monopólio do poder, liberdade, manipulação, mensalão, significado de justiça, utopia, violencia

Conto de noticia
Conto de Notícia, Paulo Rosenbaum
15.fevereiro.2014 21:11:09

Senhor de baraço e democracia

 

Democracia líquida

Eles ainda acreditam em Stalin, eu duvido de mim mesmo. Eles têm convicção, nós oscilamos. Vivem dizendo que os outros não prestam, enquanto é óbvio que a maioria tem valor. Segundo eles, quem se opõe é cara de pau desalmado. E o espírito lá sobrevive sem contrapontos? Em suas governanças, desavenças asseguram o poder. Pregam que arredar pé é sinal de fraqueza. Como nada está garantido, é necessário apreciar quando o vacilo está coberto de cautela. Naturalizar os abusos não desconfigura a aberração e nem é porque estão vendidos que somos compráveis. Eles tratam, preferimos cuidar. Eles se ocupam em dividir o que estava em vias de unificação. Melhor compartilhar a ditar os consentimentos. Eles discriminam, nós assumimos as preferências. Manipulam a esquerda, usam a direita. A gente não se anima mais com alinhamentos, nem lado algum. Enquanto criam alardes, apreciamos a reserva. Diante da agitação, recolhimento. Euforia, atenção. Porrada, delicadeza. Improviso, algum planejamento. Destempero, circunspecção. Oportunismo, justiça. Balas de borracha, pneus para boiar. Dossiês secretos, arquivos abertos. Dedo em riste, aperto de mãos. Personalismo, ideias. Destempero, diálogo. Estratégia, convívio. Maniqueísmo, aceitação dos contrastes.

Autocracia, democracia.

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A República não é o Partido – Blog “Conto de Notícia”

24 domingo nov 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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A República não é o Partido, abolição do conflito de interesses, centralismo partidário, hegemonia e monopólio do poder, impunidade, justiça, manipulação

 A República não é o Partido

Uma temerária cascata toma conta da República.  A nova oligarquia política nos impinge dias em que a tríade clássica da democracia – independência de poderes, respeito à livre expressão e governo exercido para todos — está suspensa por decreto. A desenvolta ação envolve agora mais do que uma adesão acrítica aos companheiros de causa. Não há mais inibição no atropelo da legislação, unilateralmente aboliu-se o tópico “conflito de interesses”. Para obter produtos políticos, desmoralize-se o outro poder. Acusem o juiz, esqueçam a ordem das coisas, acionem isqueiros perto das instituições. Se for para intensificar o domínio da coisa pública borrem a constituição. E se for pelo poder, aí então, aplique-se o tal golpe imobilizador do vale tudo.

Sim, até para eles existem limites. A República não é o Partido.

Se a trama era refundar o Estado precisavam antes combinar com os eleitores.

Quando agentes governamentais agem aberta e corporativamente sob o pretexto que for, para desqualificar opositores e críticos. Quando o poder imagina que o diálogo com a sociedade é um detalhe desprezível. Quando as forças que poderiam coibir os abusos estão amedrontadas ou desmoralizadas pelas gavetas, chegamos nas bordas de um temível retrocesso.

Os cofres podem estar abarrotados de dossiês, e só a justiça pode discernir a verdade dentre calúnias e litigâncias oportunistas. Nem que seja por causas humanitárias, merecemos todos mais isenção e seriedade. 

Nossas cabeças não aguentam mais picotar papel.     

Para comentar use o link do Blog do Estadão

 http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/o-republica-nao-e-o-partido/

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Desate o empate

17 terça-feira set 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ação penal final, anomia, desempate, hegemonia e monopólio do poder, impunidade, mensalão, significado de justiça, STF, utopia

Desate, o empate

Reis tombados, xeque-mate

Torne crível, como todo jogo inesquecível!

Xadrez_no_SupremoVIVFhttp://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/

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Peçamos o inconcebível

22 quinta-feira ago 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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centralismo partidário, embargos, hegemonia e monopólio do poder, impunidade, justiça, manipulação, significado de justiça, STF, utopia

  • Ainda que o gigante pareça estar em crise de narcolepsia e a economia em turbulência, perdura a necessidade de acreditar que nossa jovem democracia avance.  Mais que isso, a fé se tornou um imperativo.

Justiça seja feita. Nos últimos 20 anos conseguiu-se expressivo aumento do IDH da maioria dos municípios brasileiros. Malgrado o país tenha melhorado em muitos aspectos, especialmente na desigualdade social — ainda uma das 10 piores do mundo — não se conseguiu (coletivo, todos nós) inculcar na elite, nos dirigentes e na própria população uma das qualidades essenciais da democracia. Aqui há, sim, um principismo: que assumamos as responsabilidades.

Sem esta qualidade viveremos em solavancos e de sustos. Revolucionar valores tem a ver mais com o mundo que valoriza qualidades do que com o que os grupos escrevem em suas plaquetas. Curioso é que parecem todos as favor. Se não há ninguém contrário às  mudanças, o que estamos esperando?

Mas, e se as regras que permitiriam o resgate da cidadania estiverem cercadas pelas catracas do atraso e de um anacrônico sistema cartorial? E se  a burocracia continuar a engessar a liberdade? Sair por aí contestando sem foco, sem direção e especialmente sem princípios não é saída, é escapatória autoilusória.

Crescer não significa abandonar ambições e expectativas, nem a derrocada da utopia que nunca chegou. O amadurecimento tem a ver antes com enfrentar as consequências dos próprios atos. Não que seja fácil ingressar no mundo adulto, mas é o que podemos exigir dos que postulam e ocupam cargos públicos.

Sejamos sensatos, peçamos o inconcebível, quem sabe conquistamos o plausível?

Os anarquistas que depredam as vias públicas são a antítese da revolução

A maturidade ensina que a demolição prematura de instituições que apenas começavam a funcionar depois da redemocratização do país é o resultado de grave erro de avaliação. Na era do tempo real, sem verdadeiros pactos pelo consenso a governabilidade inexiste ou tem prazo de validade vencido precocemente. Não basta ter a soma dos votos e a maioria. Quando com um clique se convoca uma marcha pelas redes sociais, ninguém pensa no alcance prático disso. O protesto, que era manifesto, que era resistência, que era indignação coletiva, vem adquirindo uma autonomia escusa. E, como se sabe, a violência costuma ser o braço armado do autoritarismo.

Não porque existem vândalos. Os anarquistas que depredam as vias públicas pensam ser revolucionários vem a calhar. Servem bem para construir repúdio por mudanças e mostrar quão pior pode ser. São, portanto, a antítese da revolução. Incorporaram-se à reação porque a sua preocupação está em mostrar força e negar qualquer tipo de poder. Ao mesmo tempo, investem-se de um poder maior, e fazem das multidões um aríete contra qualquer um. Dominados pelo narcisismo primitivo que distorce as imagens e os espelhos, não se enxergam assim. Mas não passam de reacionários perturbados. E eles não estão sós. Por trás dos mascarados que roubam e depredam está uma inimputabilidade inconsequente que o poder, com a anuência da sociedade, vem se outorgando. Pois, não se trata de uma outra via autoritária quando se criam foros privilegiados, justiça inacessível e/ou subordinada?  Quando ficam evidentes os critérios seletivos para o que se costuma chamar “igualdade de oportunidades”?

Para cada autêntico beócio predador que se infiltra nos protestos há um correspondente que se esconde na vidraça blindada das autoridades, dos palanques, no palavreado autocongratulatório e nos discursos de posse. Trata-se da dupla face, ambas igualmente injustificáveis e daninhas. Só que  enquanto uma é televisionada, a outra permanece privativa em circuito fechado.

E como a filósofa ensinou: quando se perde a autoridade, alguém há de clamar pelo autoritarismo.

Coisas da Política – Jornal do Brasil

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Diretrizes em esparadrapos

11 domingo ago 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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ABEM, atenção primária, conto de notícia, diretrizes em esparadrapos, hegemonia e monopólio do poder, hospitalocentrico, investimento em saúde, Ministro da Saúde, Programa de Saúde da Família, Unidade Básica de Saúde

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A saúde pública no Brasil é precária e os contrastes mais evidentes estão nos grandes centros urbanos. Hospitais que disponibilizam procedimentos de alta complexidade se associam a UBS (unidades básicas de saúde) com atendimentos que oscilam em performance, regularidade e infraestrutura. Em um posto de saúde, falta material de sutura, menos de dez quadras atrás um hospital privado com equipamentos de última geração. O sofisticado convive com o precário e o supérfluo muitas vezes ocupa o lugar do básico.

Para além da desigualdade social do País, convenhamos que a situação acima descrita não é de hoje nem se trata de erro de planejamento recente. Há muito tempo relegou-se o atendimento primário e ambulatorial e deu-se preferência e prioridade aos planejamentos que davam visibilidade a uma saúde publica centrada nos atendimentos secundários e de cunho hospitalocêntrico. Era mais do que imperícia de planejamento, tratava-se de uma estratégia de marketing que traria mais dividendos políticos. A lógica de que a carência no setor era de especialistas invadiu até os tradicionais critérios ambulatoriais, por excelência redutos da atenção primária, e alguém teve a ideia de ofertar clínica de especialidades nestes mesmos locais.

Apesar de precária, a rede publica de saúde apresentou avanços nos últimos 20 anos. A expansão da oferta de medicamentos subsidiados, o aumento da capacidade de atendimento e um incremento na infraestrutura se fizeram sentir. O PSF, programa de saúde da família foi, dentre todos os programas, um dos mais bem sucedidos porque associou o conceito de saúde comunitária descentralizado com os critérios de atenção primária. Em termos de investimentos em saúde medicina até 2000 o Brasil investia U$ 107/ano e hoje atingimos U$466/ano contra uma média mundial de U$ 571/ano. Ouvimos sempre que este é o possível para se oferecer para a população. Porém quem se dá ao trabalho de debruçar sobre as planilhas, nota que o contexto todo cria um contraste desfavorável. Estamos muito aquém do possível.

Ver mais:

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/

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Insignificâncias do mal

07 quarta-feira ago 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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antijudaismo, antisemitismo, Hannah Arendt, hegemonia e monopólio do poder, Israel, justiça, mercado financeiro, nazistas, política, Von Trotta

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Dezenas de artigos, análises e conversas de rua depois, o filme de Margarethe Von Trotta sobre a filósofa Hannah Arendt, ainda não foi devidamente esmiuçado. O filme é cinematograficamente bom sob a presença cênica de Barbara Sukowa impecável no papel principal. O acerto está também na inserção de trechos originais dos debates que representaram uma das batalhas jurídicas essenciais para a compreensão do século XX. Mesmo assim, as vicissitudes superam as virtudes deste longa metragem.

A impressão que fica é que não se executou uma obra da sétima arte, mas defesa de tese com recursos filmográficos. A diretora e o roteirista, Pam Katz, parecem ter privilegiado um enfoque que, além de vez por outra lançar condenações veladas ao sionismo, buscaram expurgar a ansiedade de consciência que ainda paira sobre o papel coletivo dos alemães durante o III Reich

E se da arte não se deve esperar completude, pode-se sim exigir honestidade intelectual no trato das ideias.

Um dos mais comandantes do alto escalão nazista, Adolf Eichmann, foi capturado em Buenos Aires em 1960 pelo serviço secreto israelense. Ironicamente, quem casualmente o identificou na capital argentina foi um judeu alemão idoso e cego, ele mesmo vítima sobrevivente da juventude hitlerista. A pauta central do filme é o julgamento em Jerusalém do homem que teria arquitetado a “solução final” – o projeto de eliminação sistemática dos judeus europeus.

Determinada a defender as idéias contidas em seu “As Origens do Totalitarismo” a filósofa decidiu assistir o julgamento de Eichmann como correspondente do New York Times e redigiu artigos para publicação na revista New Yorker.

Para ela, toda cúpula nazista não era, necessariamente, composta por monstros, pervertidos ou aberrações da psicopatologia e o depoimento mecânico e sonso de Eichmann aos juízes israelenses pode ter ajudado a ludibria-la quanto à natureza de alguém, que em uma entrevista em 1957 a um ex-companheiro, já se definia como “um idealista”. Contrariamente às acusações da época, em momento algum Arendt o absolve, investe na relativização da grandiosidade autoral do criminoso. O teórico nazista era apenas um caso fortuito de mediocridade existencial, venial, sediço, frívolo, anódino, ridículo. Este tipo de insignificância era chamada nos séculos precedentes de dez réis de mel coado. Dessa perspectiva, o gerenciamento do mal poderia ser exercido por qualquer um contra qualquer um. A verdade empírica é de que não foi qualquer um nem contra qualquer um. O extermínio foi ditado por sujeitos contra outros sujeitos.

Ler mais no Blog do Estadão “Conto de Notícia”

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/

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Oposição substituta

04 quinta-feira jul 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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A Verdade Lançada ao Solo, artigo, aspirações impossíveis, assessoria, centralismo partidário, confiança, democracia, Dilma, Eleições 2012, hegemonia e monopólio do poder, plebiscito, voto distrital

No pronunciamento todos botavam fé. Nunca as palavras foram tão importantes. Como dizia um muro de Paris em 1968 : chega de atos, queremos palavras. É isso. Até os muros falam quando há vida nas ruas. Isso significa que havia uma chance de reconciliação. O poder poderia se reinventar e, a depender do encaixe e do discurso, esclarecer todos, a maioria, ou uns poucos. As 21hs, fala sério, era para restabelecer o diálogo – não cooptar com concessões de linhas de crédito, propor reformas oportunistas, ou medidas de escopo e alcance paliativos. Aí mora o ilegítimo. Falou o que lhe mandaram. E quem manda? Quem assopra a brasa lá dentro? Quem sabota os esforços para aprender a pilotar durante o voo em apuros? Ou alguém duvidava do despreparo político? Há enorme lastro de dúvidas, mas é certo que as ondas embarcam de outra maré. Estão lá dentro, de molho, na agua estagnada.

O ministros já fizeram sua lista de acusados, só faltou o veredito. Apedrejaram a oposição, a burguesia, jornalistas, a fração belga da Belindia, os sem representação, uma minoria. E o que seria da democracia sem a voz das minorias? Daí ousaram pular para imputações menores, num varejo pueril e que reforça o diagnóstico do clima da capital: cinismo institucional pleno. O poder é, neste momento, a reação em seu pior momento. Aquele instante, quando se está saindo das cordas, e como barata tonta distribui ganchos no ar.

Leia mais: Estadão

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Pacto e Jogo Vital

27 quinta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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democracia, hegemonia e monopólio do poder, jogo vital, justiça, manipulação, mensalão, movimento ônibus, pacto politico, pobre nova classe media, significado de justiça, voto distrital

Pacto: do latim pactum, origem; pascisci, particípio passado de pactus, concordar

Um pacto não é uma ordem. Um pacto não nasce de um desejo voluntarioso. Um pacto não pode ser firmado com condições, pressões ou sob armistícios frouxos. Um pacto também nunca é ditado ou decretado. Um pacto não é legitimo, a menos que esteja na plataforma dos consensos. Pactos não são conchavos.  Um pacto é o oposto de um acordo entre lobistas, a antítese de uma união em detrimento do bem público. O pacto rejeita o oportunismo Um pacto não é poesia (ainda que a partir dele algum verso possa acontecer).

Pactos são destinos compartilhados. Políticas de legitimação. O pacto favorece a atitude republicana e coloca na defensiva quem rejeita o entendimento. O pacto é um tratado que tira a prerrogativa do partidarismo. Pactos promovem acordos intersubjetivos. Ressonâncias acordadas. Pacto são diálogos que fluem na tentativa de compreender a interlocução. Pactos têm poder autêntico: combatem miséria, fome e opressão. Pacto é um arranjo, não é uma negociata. Pacto é consentimento, não acomodação. Pacto exige a presença de muitos. Pacto é um conluio entre vozes, conciliação. Pacto é cachimbo de paz.

Pactos têm poder autêntico: combatem miséria, fome e opressão

Quando ouvimos que era chegada a hora do pronunciamento, havia uma expectativa e uma tensão que poucas vezes se viu no país. Havia alguém no comando? Quem estava governando? Hiatos assim jogam contra a República.  Todos aguardaram, queriam sentir e, se possível, experimentar qual era a mensagem. A maioria bufou um “ahh!!”. O gol perdido, uma chance desperdiçada, ou uma grande esperança que nunca se concretiza. Sim, o povo é crédulo. Sim, as pessoas têm as melhores intenções de envolver-se nos pactos, mas não acatá-los sem compreendê-los. Sim, todos reconhecem que, gostemos ou não, há um jogo que foi jogado, e as regras devem valer até que se criem novas regras, ou o fim do tempo regulamentar.

Pobre nova classe média, sem poder carimbá-la e com medo de perdê-la eleitoralmente, políticos e intelectuais se inquietam no afã de tachá-la com precisão. É difícil etiquetar o novo. E talvez eles estejam certos em silenciar mais uma vez. E se a nova classe busca, através da intuição, um caminho que ninguém percorreu? E se não for direita nem esquerda, para desespero dos maniqueístas da taxionomia?

Há um jogo sendo jogado, e as pessoas não querem mais participar como  expectadoras, figurantes ou como equipe dos bastidores. Acabou-se o tempo em que se contemplava o rio sem querer provar da correnteza. A batalha é clara: que sejamos aceitos como protagonistas. Os principais, se não falha a memória. A quem mais o Estado deve obedecer?

Mas é claro que se compreende por que tanto empenho.  Não se trata de simples campeonato ou Copa do Mundo; trata-se do jogo vital. O presente e o futuro de todos depende do desenrolar deste jogo vital. E ninguém mais aguenta ver árbitros oniscientes nem jogadores passivos. Só podemos ser otimistas — e acreditar no grande teste para avaliar o estado de nossa democracia — se mantivermos o clima de paz. Quem não quer viver sem violência? Sem a miséria degradante das crianças? Sem a estupidez em vigor? Quem não declararia amor a uma cidade sem guerras civis abafadas pelas distorções da estatística? Quem não deseja que o vizinho não sofra as mazelas que sofremos? Quem não se sentiria melhor com florestas, índios e habitats protegidos e seguros? Quem não se inclinaria diante de um político ou estadista que abandonasse os privilégios e, como qualquer um de nós, cumprisse os deveres do cargo?

Quem não se inclinaria diante de um político que abandonasse os privilégios e, como qualquer um de nós, cumprisse os deveres do cargo?

A chacoalhada foi geral. Não abalou só a classe política. O tremor intencional fez acordar a esperança de que não precisamos ser anônimos, sujeitos ocultos, ou zumbis que aceitam qualquer coisa.

Houve uma mudança de degrau. A mudança que se impõe não é por mais, agora é por melhor, mais digno, mais justo.

E os efeitos colaterais? Não há substância, em matéria médica ou sociológica, que não os apresente. Pois a transformação é também contra a tirania velada do tal “formador de opinião”. O autoritário, cantor, astro ou famoso que indica seu sucessor pode estar entrando em decadência.

A autoeducação amplia muito a visão. Enfim, se enxerga com muito mais clareza a inconsistência quando somos mal dirigidos ou governados, e como é possível inverter os ritmos que antes pareciam ser nosso único destino.

Veja a matéria no Jornal do Brasil

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Deteste o senso comum

13 quinta-feira jun 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Albert Camus, Camões, consensos, democracia, ditadura militar, hegemonia e monopólio do poder, Lusíadas, Max Weber, nocões silenciosas, o que você quer, os lusíadas, passe livre, política do eco, senso comum, significado de justiça, violencia, zero de civilidade

“Destarte se esclarece o entendimento, Que experiências fazem, repousando, E fica vendo, como de alto assento, O baixo trato humano embaraçado.

Este, onde tiver força o regimento, Direito, e não de afeitos ocupado,

Subirá (como deve) a ilustre mando, Contra vontade sua, e não rogando” (Camões, Os Lusíadas, Canto VI)

Os slogans de luta estão de volta. A geração pós-ditadura militar, pós-Collor e pós-Lula agora se escandaliza com a volta da inflação e os preços praticados no Brasil. De repente, consensos feitos à nossa revelia ganham as ruas como grito coletivo. Você pode até se ver no meio de uma marcha, sem saber se aquilo de fato representa o que você quer. A passagem está cara? Alguém há de pagar. Atraso na estação de metrô? Vamos botar para quebrar. A maconha está proibida? O trânsito vai parar. Meu time perdeu? Toca a incendiar carros. O que isso quer dizer? Que vivemos a sociedade de tolerância zero. Zero de frustração. Zero de civilidade. Quem grita mais alto leva. Pois não é que os militantes do precinho, regidos pelo imediatismo, também se apoiam no senso comum?

Vivemos a sociedade de tolerância zero, zero de frustração, zero de civilidade

Destarte, o notável agora, fora a promoção da violência, tem sido testemunhar a pobreza de espírito das últimas reinvindicações. Melancólico constatar que não lutam por mais liberdade, contra a censura, nem por ética na política. O problema não são gerações de administradores com descaso pelo transporte público ou com a calamidade das cidades. Agora a boa briga é berrar contra aumento das tarifas e miudezas de ocasião. Tantos exemplos municipais, estaduais e federais em que tivemos o “pragmatismo acima de tudo”, que eles, enfim, aprenderam. Querem mais é desconto.

Esta consciência instantânea — linchamentos, justiça relâmpago e turbas inflamadas fazem parte do pacote — é a outra faceta do senso comum que escraviza a maioria. Ela também é a responsável pelas catarses sociais sem causa, pelo cabresto eleitoral e pelo culto às celebridades. É preciso coragem para ir contra o senso comum e confirmar que precisamos de uma refundação. Das noções de ética, valores e princípios.

Mais um motivo para que você deteste o senso comum. As propostas oriundas dele pressupõem uma redução intelectual drástica, e ainda ameaçam virar soluções imediatas para os grandes problemas sociais como violência, corrupção e desmandos. E tanto faz a ideologia. Faz parte do acervo: “Por que eu não faria se todo mundo faz?”, “Bolsa Família resolveu os problemas de renda no Brasil”, “reduzir maioridade penal e dar mais poder de fogo à polícia”, “políticos não prestam”, “direitos humanos servem para proteger criminosos”, “ficaram ricos porque roubaram”, “a ditadura é que era boa”, “está desempregado porque é vagabundo”, “se ele indicou para votar, deve ser bom”, “os responsáveis pelos nossos problemas são os outros”.

Essas e tantas outras preciosidades que se ouvem pelas ruas são exemplos de como noções silenciosas se formam, crescem e migram, sem que se possa refletir sobre elas. Os populistas e a casta de dirigentes que nos assistem fazem amplo uso, não só subliminar, dessas vozes sociais. E ninguém negará seu êxito: reproduzem direitinho o que se quer ouvir para contabilizar votos. É a política do eco.

Noções silenciosas se formam, crescem e migram, sem que se possa refletir sobre elas

Um político reformador, original, crítico e criativo não teria a menor chance frente à massa de chavões e lugares comuns que são campanhas eleitorais. Decerto, um candidato que não ficasse na reprodução dos refrões e obviedades seria tomado como elitista,  eleitoralmente inviável ou louco.

Albert Camus queria assassinar toda esperança. Max Weber pedia desprezo pelo senso comum. Mas realismo sem esperança é autoflagelo, e não se pode simplesmente ignorar a multidão. Mesmo assim, diminuir as expectativas e educar-se para não ser pressionado pelas opiniões coletivas é uma alternativa política para que cada um aspire a ser sujeito da própria história.

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Doutores escravos e similar nacional

23 quinta-feira maio 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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anomia, apagão logístico, atençao primária à saúde, centralismo partidário, CFM, conselho federal, cubanos, cuidadores, democracia, hegemonia e monopólio do poder, médicos cubanos, pathos, significado de justiça, violencia, voto distrital

Doutores escravos e similar nacional

Em meio ao imbróglio dos médicos cubanos as coisas realmente importantes passam despercebidas. Fica muito clara a tática do governo ao convocar os médicos de lá. Querem ocluir o debate sobre a falta de oportunidades, política salarial e de um plano de carreira para os médicos e cuidadores brasileiros.

A cortina de fumaça que se esboça com a importação de médicos cubanos também funciona bem para postergar o debate dobre a grave situação de saúde pública no País. E quanto aos médicos cubanos propriamente ditos? O Conselho Federal de Medicina já se manifestou corajosa e muito apropriadamente. Restam alguns adendos. O projeto não é só inapropriado, oculta uma agenda anacrônica.  Serão aproveitados como propaganda grátis para os irmãos Castro. Soa paranóico? Viajei? Nem tanto. Busquem vídeos de estudantes brasileiros que cursam medicina em Cuba. Em seus depoimentos mostram quem na verdade subsidia seus cursos. Ou perguntado de outra forma: o que o MST tem a ver com a formação de estudantes brasileiros que estudam medicina em Cuba? Perguntem à embaixada do Brasil em Havana. Continuar lendo →

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Entrevista sobre o Livro

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