• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos de Categoria: Artigos

A dor merece nosso constrangimento. (Para quem perdeu)

19 domingo jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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A dor merece nosso constrangimento.

Para os que perderam e contra a inércia da justiça!

 

Um ano da tragédia de Santa Maria: 42 pessoas lutam para respirar

Um ano da tragédia de Santa Maria: 42 pessoas lutam para respirar
Evelson de Freitas/Estadão

– Diego Zanchetta –Tratamento dos intoxicados pela fumaça vai até o fim de 2017; incêndio em boate do RS matou 242 pessoas

  • Sobreviventes ainda lutam para se recuperar
  • Especial: conexões entre as vítimas da tragédia
  • Especial: veja a cronologia do caso
  • ‘Levei guris com rostos pretos’
  • ‘Nunca sei se eu realmente estou bem’
  • Ninguém está preso e não houve indenizações

Devo estar cultivando a insensibilidade já que não me comoveu o choro presidencial nem a circunspeção dos políticos nos funerais. Além disso, temos que suportar o horroroso espetáculo dos apresentadores explorando a biografia das vítimas ou especialistas explicando como os alvéolos são destroçados pela inalação de fumaça. Nesse campo de batalha, só cabem urros, uivos, ritos de contrição. A dor merece nosso constrangimento.

São poucas ou muitas as palavras que podem descrever acuradamente o absurdo. Absurdo é pouco, estultilóquio, limitado, dislate, distante. Precisava de um vocábulo sem precedentes. Pois “galimatias” revela um glossário analógico apropriado para o desastre gaúcho: um acervo de heresias e incoerências disparatadas, coxia de desconchavos, parvoíce chapada, um amontoado de cacaborradas, aranzel, inépcia, chocarrice. Para contornar registros menos recomendáveis ao grande público, cada um deles pode indicar o repertório que se passa pelas nossas cabeças quando tragédias completamente evitáveis parecem inevitáveis.

A falta de decência não é só fazer as coisas sem pensar que outros podem se ferir ou sair lesados. Paira no ar um senso de desproporção, tocado pelo culto ao único mito invicto de nossa era: grana.

Há uma máxima que deveria vir instantaneamente à cabeça de qualquer um “tratarei todo filho como se fosse meu”. Passa longe do sentimento predominante. Que dizer dos donos do lugar e dos homens da segurança? Inicialmente, sem perceber a eminente tragédia, impediram pessoas de sair do inferno. Quais as regras a serem seguidas e quais merecem desobediência civil já?

Não sei quantos mais poderiam ter sido salvos da asfixia, da carbonização. Uma vida poupada teria feito toda diferença. Mas havia a barreira do execrável pedágio, a pirotecnia fora de lugar, o entupimento das salas, as formigas espremidas na armadilha.

Não vem ao caso apontar para a banda ou para os proprietários como alvos óbvios de punição e responsabilização criminal. Já que pais e mães tiveram seus futuros cassados e as vítimas ardem na sombra, seria preferível acompanhar o que o poder público tem a dizer.
Em geral fiscais são bons burocratas e, raramente, tem consciência de seu papel vital na prevenção dos desastres. Prevenção, lugar comum, baixa visibilidade, anti-popular, mas a única palavra chave para não termos que ouvir a esfarrapada desculpa “fatalidade”. Isso não é um se, está acontecendo agora. Nas enchentes, na calamidade absoluta que é a segurança pública do País, na incapacidade organizacional para gerir o dia a dia das cidades. A verdade é que se ainda vivemos ilesos, é por sorte e apesar do Estado. E não se trata de apontar para um único partido. Todos comungam deste mínimo múltiplo comum, a incapacidade de enxergar que toda matéria política caberia numa sentença: governo é para o povo. Submergidos no populismo ignorante, cosmético e estelionatário quanto dinheiro ainda será arrecadado nas miríades de impostos pagos para fiscalizar e manter as bocas de lobo, as escolas, o passeio publico, a segurança, a defesa civil? E como isso será gasto? Não sabemos e ninguém sabe. Mark Twain escreveu: “o governo é meramente um servo, meramente um servo temporário: não pode ser sua prerrogativa determinar o que certo e o que está errado, e decidir, quem é um patriota e quem não é. Sua função é obedecer ordens, não originá-las.”
Só quando os administradores forem imputáveis e sentirem nos bolsos e na privação de liberdade que, se falharem em prevenir o prevenivel sofrerão consequências pesadas, talvez tenham mudanças efetivas no dislate que é o planejamento público no Brasil. Só quando a opinião pública exigir que as apurações não se limitem a dois ou três bodes expiatórios, mas, a quem, de fato, permitiu a vigência do absurdo. Talvez ai, calçados na educação solidária, o respeito aos cidadãos terá status de lei.

Na hora dos massacres a solidariedade autentica vem das pessoas desvinculadas do poder. Emerge pura da nossa emoção, premida pelo nada, esvaziada de sentido, e lapidada pela voz rouca do abandono. Um sobrevivente do incêndio descreveu “vi o monte de corpo empilhados uns em cima dos outros, como os judeus no holocausto”. Ainda que o cenário justifique a analogia, a outra semelhança é a gratuidade com que essas vidas foram incineradas.

Todos nós, civilizados desde o berço, podemos enxergar tragédias como inerentes à condição humana. Rachaduras na placa continental, asteróides, furações e terremotos são eventos inevitáveis, às vezes inexoráveis. Crematórios não. A dor merece nosso constrangimento, assim ao menos sofreremos todos juntos. Não entendo bem por que, mas parece que precisamos derreter para nos unir.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo”(Ed. Record)

Paulorosenbaum.wordpress.com

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A libertação do óbvio

18 sábado jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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A libertação do óbvio  

Nobody was ever meant
To remember or invent
What he did with every cent.

Robert Frost

O comissário do escritório de registro de patentes nos EUA, Charles Duell, fechou o lugar no início do século XX, alegando que “tudo que pode ser inventado já foi inventado.”  

A humanidade sempre depara com essa divisão. A metade Duell de nós vive com a expectativa de que somos e permanecemos óbvios. De que não há muito como escapar da monotonia e de que não há  modo de conceber o novo. Tudo seria uma espécie de replay-reprint. Seríamos o carbono universal daquilo que sempre existiu.

Exilados na maldição do status quo, estaríamos condenados ao imobilismo. E o que esperar de uma civilização não criativa? Pouco, assim como quase nada de uma geração que cresceu sob a educação baseada em televisão e mídias sociais.

 A principal lacuna do aprendizado contemporâneo é não poder reconhecer que os recursos essenciais nunca foram os externos.  Se há uma premissa no processo educativo ela seria promover e desenvolver nossos instrumentos internos.  Uma pedagogia libertária só acontece com reconhecimento dos talentos e aptidões de cada sujeito. Vamos no sentido oposto ao enaltecer a técnica sem arte e por isso estruturalmente confinados por uma cultura que está na raiz dos equívocos sociais.

No pseudo-dilema metrópole X periferia, temos que nos perguntar por que o centro se tornou o epicentro dos desejos, a principal categoria de sucesso? Por que assimilamos valores com suspeita neutralidade? No final, é a grana que governa nossas vidas. Isso não significa que o capitalismo seja uma maldição como pregam os  ideologos que só conseguem pensar por cartilhas. Nem o paraíso. Mas as sucessivas experiências nas sociedades onde vigorou a ditadura do proletariado comprovaram: elas conseguem ser mais censoras, atrasadas e discriminadoras que outras.  Casta por casta, prefiro aquela na qual ainda caiba ser dissidente e sobreviver.

Sem corrigir as distorções na cultura, a redução das injustiças sociais não produzirá os efeitos favoráveis que se esperam. Paz social, solidariedade, alguma fraternidade e se não for abuso, liberdade são frutos de processos educativos construídos, não de isonomia monetária.

Uma sociedade mais justa deveria ser uma sociedade que discute suas prioridades, conduzida por Estadistas efemeros que aceitam e compreendem seus papéis transitórios.

O problema é que os valores não estão na mesa. Ninguém dá um fuleco para eles. Seguimos num processo educacional, em uma sociedade que discrimina sem formar. O que privilegiamos são aquisições de instrumentos que garantam nosso triunfo na competição. O objetivo ainda é subir no pódio ao final da corrida: perfomance,  eficiência, rendimento e resultados.

Não é mais possível aceitar isso como evolução. Tampouco a volta das aulas de educação moral e cívica como recentemente uma senhora pediu, em recente programa político partidário. Que tal ensinar a filosofar sem ideologia e professores motivados para estimular a imaginação dos alunos?

Estamos o tempo todo sendo subliminarmente informados que o mais importante é a vitória. Encarar a vida como uma disputa é uma decorrência dessa percepção. Assim aprendemos que temos que nos defender dos demais. Afrontados, passamos a enxergar os outros como competidores. Exige-se e exigimo-nos superação. Nada contra o progresso e a ambição, mas não dá mais para disfarçar que estamos numa maratona cabra-cega. Aceitar este modelo de cultura com tanta naturalidade é endossar as deformações.

Deveriamos é nos sentir mais responsáveis uns pelos outros, e, assim, automaticamente, diminuir nosso vício na onipresença dos governos. Estes, como pais maquiavélicos que são, torcem ativa ou passivamente, que permaneçamos divididos, isolados em nichos controláveis. O amadurecimento da democracia é um pesadelo duplo para os autoritários: como ninguém patenteou a criatividade aprender a depender menos do Estado é uma forma de se libertar do óbvio.  

 http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/01/18/a-libertacao-do-obvio/

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Giros em falso (Blog Estadão)

17 sexta-feira jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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giros em falso

MP intermediará diálogo entre shoppings e líderes de ‘rolezinhos’

Governo já usa rolezinho para se contrapor ao PSDB

A polêmica dos rolezinhos, rolezões e giros em falso está rendendo. Em primeiro lugar bonificou os agentes do Planalto, sempre à espreita para manipular fatos e embolar informações. Aproveitaram a oportunidade para insuflar o ódio entre classes sociais. É exatamente deste tipo de oportunismo político do qual estamos todos fartos. Não podemos nos contentar mais com ser a favor ou contra. Estamos carecas de saber que esse era o plano original: implantar uma democracia plebiscitária e onde quem tem mais verba portanto mais bala, faz mais propaganda e fatura as eleições.

Agora estamos às voltas com desagravos aos mensaleiros, caixinhas para arrecadar fundos e marchas solidárias partidárias  pipocando pelo Pais. Reparem que não estão lutando contra preconceitos, nem pela justiça, muito menos ao lado desses jovens que originalmente começaram um movimento para romper o cordão de isolamento cultural que os centros acaba lhes impondo. O que fazem os governantes? Tomam partido no lugar de uma atuação apaziguadora. Chamam os conflitos desde que tenha a chance de lidera-los. Isso não é republicano, decente, nem democrático, isso é uma piada.

Os órfãos do Partido estão buscando nichos para se legitimar e reencontrar a interlocução perdida com a sociedade desde o susto que tomaram com as manifestações juninas.

Mas qual será o custo do jogo perigoso? Jogar classes para o confronto pode gerar escapes inesperados. Claro que a conta cairá de novo no débito automático da maioria, que, mais desta vez pagará por uma conta que não foi ela que gerou. Só um aviso: quem sopra o fogo deveria prever que nem sempre as fagulhas escolhem a direção do vento.

Para comentar use o link

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/giros-em-falso/#respond

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Role da sociedade desintegrada – (Blog Estadão)

16 quinta-feira jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Conto de noticia
Conto de Notícia, Paulo Rosenbaum
16.janeiro.2014 01:10:40

Role da sociedade desintegrada

Para evitar tumultos, shoppings bloqueiam páginas sobre ‘rolezinhos’

“Rolezinho” já mereceria entrar nos dicionários como “recente forma de recreação da nova classe média”. Mas invadir shoppings para zoar? E isso é lá lazer? Pois é curioso que ninguém tenha reparado que, com menos organização e em grupos menores, é o que fazem milhões, há décadas.

A imprensa internacional se adiantou e já os etiquetou como “novos vândalos”. Muito cedo para diagnosticar. Esperemos para ver mais perto do início da Copa, quando começarem as infiltrações e a quebradeira. É provável que a emoção cresça, mas, ainda assim, não será o caso de considerar este um programa bizarro?

Se rolar violência estragará a festa. Exatamente como acabou desvirtuando o sentido das manifestações juninas.  Pena, era uma forma legítima de dizer que a sociedade não é só de quem vive nos centros. Deveria ser ponto pacífico que quem vive nas margens deveria poder usufruir das riquezas que ajuda a produzir. Mas, ao mesmo tempo, chama a atenção o que escolheram para se divertir? Passear em lugares protegidos e desfilar nas calçadas do consumo! Agem por falta de opção ou puro mimetismo da sociedade consumista que criticam, invejam, e aspiram?

O hábito de frequentar shoppings e encastelar-se em lojas surgiu como uma alternativa para a falta de lazer. Algum que não estivesse exposto à violência. Violência que o Estado não mais controla.

Agora pensem na completa ironia desta situação. Há menos de duas décadas os jovens elegeram os shoppings centers para entretenimento. Era para escapar da violência que estaria assim confinada em lugares distantes, na periferia. Mas, com o desejo da periferia de fazer visitas coletivas, exatamente nos bunkers escolhidos pela velha classe media para se esconder, precipitaram-se alguns fenômenos:

Quem frequentava o lugar, outrora aparentemente seguro, agora está amedrontado porque perdeu um dos poucos referenciais de proteção que tinha.  Por sua vez a outra classe media, a nova, que passou a organizar “rolezinhos”,  assume que sempre foi esse foi o sonho. Identifica enfim o que se chama a “boa vida”.

Ora, não deveria ser nem uma coisa nem outra. Se o problema é tão velho quanto o mundo, isso não significa que haja qualquer sentido neste apartamento de convívio. A falta de integração não atenua, aumenta a espiral de preconceito e violência.  

O estranho não é só o suposto preconceito de classe já que as duas classes medias se aproximam cada vez mais em todos os quesitos, de roupa à aparência. Tampouco é razoável justificar a divisão que criamos em função das assimetrias sociais. O esquisito mesmo é porque estamos tão conformados e aceitando com naturalidade que cidadãos devam permanecer condenados a viver em suas respectivas trincheiras.

 Para comentar use o link do Blog Estadão

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/role-e-a-sociedade-desintegrada/

 

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Sharon: conquistador sem paz (Blog Estadão)

13 segunda-feira jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Conto de noticia
Conto de Notícia, Paulo Rosenbaum
13.janeiro.2014 14:05:55

Sharon: conquistador sem paz

Antes de enterro, Israel homenageia Ariel Sharon em funeral de Estado

 Salvo raras exceções, a vida e a morte de Ariel Sharon foi estampada na mídia mundial sob a velha discussão simplória e maniqueísta. O julgamento póstumo de uma liderança polêmica sempre tenta matematizar a índole do sujeito para apresentar a fatura estanque junto ao veredito. Seria ele gênio militar ou vilão? Estadista patriota ou traidor de colonos, quando devolveu a faixa de Gaza aos palestinos? Muito provavelmente Sharon era uma mistura destes vários elementos contraditórios que caracterizariam sua vida e história pessoal. Exímio estrategista e de lendária bravura, era sobretudo um pragmático. Provocador, enfrentou fúrias de fanáticos, atravessou o inferno astral por seu envolvimento passivo nos massacres de Sabra e Chatila, além dos desafios externos (como as  ameaças de processos em Cortes Internacionais que pairavam sobre ele) com a mesma determinação com que se defendeu no plano interno quando formalmente acusado de omissão pela Suprema Corte de Israel.

Mas então cabe perguntar por que a tendência para apresenta-lo exclusivamente sob a legenda de carrasco? A vilania nunca é elementar, neste caso e em nenhum outro. Na verdade, condenar alguém à execração pública é uma forma de despistar o foco analítico e perder de vista o que está por trás do vício de informação.

O que explica o respeito que Ariel adquiriu dentro e fora de seu País, é que, diferentemente de maioria esmagadora das nações contemporâneas Israel ainda precisa  continuar a luta por seu direito de existir, e e é imperioso que isso seja incluído na balança dos julgamentos políticos.

Com ou sem ele, o barril de pólvora continua perigosamente ativo. Com Hamas, Hezbollah, salafistas, jihadistas, além dos braços varejistas do Irã na região, ninguém são pode prever uma bonança prolongada. O princípio terrorista destas organizações – tratados com condescendência especialmente pela mídia européia  — não é especulativo: em suas constituições vigora a cláusula pétrea que vota pelo fim do estado judaico.

Não é difícil prever que as ondas de antissemitismo — que mais uma vez se espalham pelo velho continente –  guardem uma relação direta com a demonização sistemática do Estado de Israel.  Uma vez que se tornou impossível continuar sendo racionalizada como preconceito de raça ou etnia a hostilidade contra judeus – como afirmou Jonathan Sacks em recente entrevista à revista Veja  – agora apresenta-se em sua novíssima face:  judeofóbicos tentam se legitimar ao identificar seu ódio à terra de Israel.

São contextos específicos que dificultam qualquer análise externa da situação real do país hebreu.  Sempre prefiro a paz e os humanistas às estratégias militares. Uma negociação radical com os realistas do Fatah pouparia vidas e sofrimento para todas as partes. Mas isso não autoriza ninguém a botar fé na autodestruição. Enaltecer o pacifismo ingênuo, numa região minada, pré radioativa e instável, funcionaria ao modo de imolação voluntária.

Na linha do que Amós Oz recentemente enunciou quando recebeu o prêmio Kafka de literatura, vamos, de uma vez por todas, abandonar a ingenuidade e assumir que o casamento acabou. E já que não deu certo que seja um Estado binacional “não mais um casamento, mas um divórcio justo”.

Impossível precisar se o misterioso coma prolongado do militar teve a ver com os rumos atuais de Israel, mas é certo que Sharon tenha ficado inquieto com um porvir, especialmente a aquisição máxima de um Estadista para um povo e que nunca esteve ao seu alcance: a conquista da paz!

Ele e outros ícones militares pregressos e atuais da terra santa permanecerão cultuados. Não porque foram santos ou líderes imaculados, mas porque as pessoas podem sentir o cenário:  não parece estar disponível uma saída pacifica à vista e a sobrevivência precede outras necessidades. Pelo menos não há vislumbre de trégua com adversários com demandas exóticas como aquelas que exigem que você morra antes de assinar acordos.

Para comentar use o link abaixo

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/sharon-e-a-paz/

 

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Dos túneis de Higienópolis aos nazistas de Cannes, a banalização do ódio.

13 segunda-feira jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Preconceitos, como já nos ensinou a hermenêutica filosófica, não podem ser desprezados. Eles não só existem como vez e outra sua força reprimida vem à tona, eclodindo de forma nua, inaudita, e, às vezes, execrável. A verdade simplesmente escapa das bocas. Por outro lado, a promoção da cultura da paz é um elemento essencial para qualquer civilização e ela – se é que ainda há o que possa — asseguraria os direitos civis.

Avatar de Paulo RosenbaumPaulo Rosenbaum

Não compreendo a mídia. Aliás, há muito desisti.

Claro, sempre se soube. Havia interesses ocultos em jogo, faz parte do jogo de joão-bobo disfarçado de democracia representativa, mas não é que os jornais de São Paulo quiseram fazer uma campanha “pelo Metro na Rua Sergipe”.

Eu particularmente não sei se apoio ou não a ideia. Depende, depende se o governo do estado e a prefeitura da cidade vão se empenhar na melhora do policiamento no bairro (praticamente abandonado neste quesito), ser mais célere na limpeza das ruas, e, finalmente, fazer os estudos técnicos que realmente beneficiem as pessoas. As pessoas esperam sobriedade do poder público quando for tomar uma decisão importantíssima como o traçado das estações. Não se pode mudar ou retocar trajetos de trens com base na gritaria nem durante uma intuição em entrevistas para colunistas sociais.

Por fim, a cobertura jornalística parece esquecer-se de que muitos dos benefícios…

Ver o post original 661 mais palavras

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Soft Nazis

12 domingo jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Acabei de ter uma discussão com soft-nazis. Aquela velha baboseira revisionista de que a história foi escrita pelos vencedores, de que eles foram tão vítimas quanto os assassinados, que chegou a hora de apreciar tudo com neutralidade etc etc etc. Deve ser este tipo de gente que vêm engrossando os downloads dos opúsculos estúpidos de adolf. Se não é o fim do mundo é uma ribanceira bem próxima. É por isso que não se pode esquecer e dizer bem alto e claro por que os agressores não costumam terminar bem: Nunca mais!

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Ufanismo da morte e a submissão dos demais (JB)

12 domingo jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Al Quaeda, fascistas verdes, fascistas vermelhos, Revolução etimologia, terrorismo, Ufanismo da morte e a submissão dos demais

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/01/11/ufanismo-da-morte-e-a-submissao-dos-demais/

Coisas da Política

Hoje às 06h00

Ufanismo da morte e a submissão dos demais

Paulo Rosenbaum – médico e escritor

Revolução — do latim revolutio, o ato de revolver ou mudar um eixo ou um centro. Uma mudança total ou radical nas circunstâncias ou no modo de viver (Webster).

Ao contrário das previsões dos experts em terrorismo internacional, os voluntários da Al Qaeda e milicianos congêneres avulsos crescem pelo mundo. Hoje, o cadastramento de homens-bomba é online e o kit suicida enviado por correio expresso. Pergunta-se se é possível que o manancial de psicopatas dispostos ao sacrifício da vida alheia seja mesmo assim tão inesgotável.

Com armas em punho, escondem-se com máscaras para desalojar e massacrar a população infiel. Infiéis, diga-se de passagem, são todos os desobedientes. Hoje em Falluja, Iraque, amanhã ninguém sabe. Explodem quem não aceita os critérios de retidão e virtude moral. Mas sua moral, o ufanismo da morte, é um verdadeiro ultraje aos princípios do próprio islamismo. Eles acreditam mesmo no que fazem, piamente. Isso talvez seja um pouco mais aterrador que os morteiros que  ostentam. Colocando de outro modo, quantos massacres com armas químicas ainda serão necessários na Síria? Dizem que os milicianos salafistas são um pouco piores que os capangas de Assad. Numa guerra civil, o tribalismo sectário é a fronteira do inferno.

Examinando de perto, é provável que se descubra os sujeitos mais dogmáticos que pisaram na Terra são os protagonistas das guerras santas. Mas ora, não são revolucionários? O perfil comum destes tipos é que, tal qual Lênin, não concebem revolução alguma sem um pelotão de fuzilamento. O que é uma revolução, então? Além da acepção clássica e de ter dado origem a um tipo de arma, conhecida como revólver, uma revolução é, antes de tudo, uma mudança promovida pelos homens. Não necessariamente para melhor.

Fascistas verdes, fascistas vermelhos e terroristas se assemelham na tática de submissão dos demais. Apesar da variedade dos cardápios justificacionistas, conversão é  conversão. Pode ser uma causa política, a adoração de um líder ou princípio religioso. Todo principista adepto da violência — é santa a própria guerra — terá na ponta da língua o álibi para tornar sua agressividade mais justa, sua opressão mais nobre, sua truculência inevitável.

Não basta contemplar. É vital estabelecer um diagnóstico para uma geração dessas. Máxima informação, mínima elaboração. Toda pedagogia deveria ter sido focada em dúvidas. Talvez tenhamos errado a mão na aplicação da psicologia da autoconfiança. O ensino da fé deveria ser sempre acompanhado de um manual de interrogações. Deveríamos decretar que toda teoria geral sobre qualquer coisa está, a priori, errada. Não é teoria, está no plano da observação empírica. Uma sociedade que insufla a convicção e a certeza parece ser bem pior do que aquela que estimula a dúvida e o questionamento.

É melancólico verificar o que as causas, motivações políticas e bandeiras estão sendo capazes de fazer com nosso resíduo de sanidade mental. E se os criminosos revolucionários das falanges que se encontram nas prisões nacionais derem mais um passo em direção à unificação? E se os insurgentes do mundo organizados começarem a se armar para fazer valer suas causas e demandas? O que fará a maioria que prefere não comungar, nem marchar ombro a ombro por causa nenhuma? As pessoas avessas à causa violenta permanecerão acuadas pelos gritões?

O que será que nos amedronta tanto que já não esteja em absoluta evidência para nos desgrudarmos das poltronas e alterar o estado das coisas? Ou os outros precisarão continuar se expressando para que continuemos calados? Percebemos então, de cabeça baixa e rendidos ao ceticismo, que, ao menos no plano  político, não há mais por quem torcer.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/01/11/ufanismo-da-morte-e-a-submissao-dos-demais/

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Abundam políticos (Blog Estadão)

12 domingo jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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abundam políticos, anomia, Maranhão

Conto de noticia
Conto de Notícia, Paulo Rosenbaum
10.janeiro.2014 23:14:08

Abundam políticos

                                             Maranhão barra entrada da Comissão de Direitos Humanos em presídio

Estadista- Pessoa de atuação notável nos negócios públicos e na administração de um País.  Político – Aquele que trata ou se ocupa da política

Reparem que viramos o ano entre festas e barbáries. Nem me refiro aos chutes que estilhaçam ossos. A atenção se volta à anomia instalada no Maranhão. Quem acompanha noticiários não pode deixar de se espantar que um Estado contemporâneo permita que seus cidadãos sejam submetidos à barbárie, à tortura mental, ao pânico coletivo e, enfim, aos assassinatos. Onde foram parar governantes, intelectuais, alguém para se insurgir contra o desmantelamento da ordem institucional? A velha fórmula manjada dos marquetólogos construtores de imagem. Escondidos com seus assessores até que o escândalo saia da primeira página!

Afinal hoje se faz de tudo para não desagradar aliados. É ano de eleição, pois não?

Sim há uma relação entre as degolas nos presídios, desconstrução sistemática das polícias, massacres empreendidos por seitas fundamentalistas, anomia estabelecida e a política de avestruz dos líderes. Há escassez de estadistas, abundam políticos. No novo mal estar da civilização nacional impera uma nova modalidade de violência. Há necessidade de que a população se dobrem às necessidades dos dirigentes. E de alguma forma melancólica nos transformamos em cúmplices da inação, quando seríamos os únicos com potencial para agir. Pois então alguém explique o que significa engolir a seco as explicações irracionais da governadora? É que os cabotinos do poder, que não acreditam em planejamento nem em prevenção,  preferem deixar rolar cabeças à autocrítica.

Se toda revolução implica em opressão, violência e tirania, o único ato revolucionário respeitável em nossos tempos deveria ser resistência pacifica, exigência de renúncia, paralisação do Pais enquanto a selvageria não for interrompida.

As ruas de São Luís estiveram desertas, já os saques na Argentina geraram uma corrida às lojas de armas. Por mecanismos e causas distintas estamos todos nos armando. E que moral tem um Estado para dizer “desarme-se” se não dá um fuleco para garantir segurança aos seus cidadãos? O sentimento de Republica se desfaz toda vez que o Estado se omite, e deforma-se quando se mete onde não deve. Então é claro que o lema “cada um por si” e “salve-se quem puder” vai ficando adquirindo consistência. Uma espécie  civilização regredida, em coação lenta, mas persistente.

Há uma geração de marmanjos, dentro e fora dos presídios, da velha e da nova oligarquia, que está de tal forma contaminada pelo desdém pelas necessidades das pessoas, que só nos resta torcer por uma geração que rompa com a tradição do atraso.

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Constatações contra-intuitivas (blog Estadão)

09 quinta-feira jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Constatações contra-intuitivas

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PT de Dilma e PSB de Campos abrem guerra virtual na disputa pelo Planalto

Quer dizer que estamos no meio de uma guerra psicológica? Não pegaria melhor guerrilha cultural? Vê-se de tudo na internet, a principal mídia e a mais extensa rede de notícias do mundo. Dentre as miríades de versões, boatos, ataques anônimos, tudo passa a ser cada vez menos verificável. Já faz tempos que a verdade se descolou da realidade. Depende de onde se lê, da fonte que subsidia a publicação. O que se sugere, com alguma plausibilidade, é que tudo é uma  questão de interpretação.

Na novíssima guerra fria nacional, urbana e rural, o que de fato importa é quem conta as vantagens que o eleitor quer ouvir e quem omite o que as agências classificadoras de riscos prefeririam ignorar. A simplificação soa viável no mundo virtual. Parece que etiquetar os outros com alinhamentos políticos — para a vanguarda fundamentalista, esse atraso que não passa, só existe direita e esquerda — nos alivia da tarefa de pensar. Tarefa, eu disse? Mudemos para encargo. Não somos nem Venezuela nem Argentina, talvez nem mesmo América Latina. No parlamento a céu aberto do espaço cibernético, líderes e populares alucinam livremente na linguagem.

Mas eis que, se ainda somos uma democracia representativa, teoricamente estaríamos submetidos às regras do jogo. Não deveria haver responsabilidade fiscal, alternância de governo, poderes equânimes e justiça isonômica? Exerçamos pois, por alguns minutos, a auto restrição que os cientistas se obrigam para fazer pesquisas: atitude neutra. É que para que uma pesquisa seja autentica temos que respeitar os achados contra intuitivos, vale dizer, lutar contra as expectativas que temos sobre seus resultados.

Conseguiram?

Abram de novo os olhos e vejam. Como tudo ficou? Parece claro, não?

Ao final, nada sobra nada que seja contra-intuitivo. É que na maior parte das vezes a intuição têm recados úteis. Pode demorar, mas a realidade costuma triunfar sobre a ideologia. Não há golpistas da grande mídia, tergiversadores profissionais, nem inimigos dos governos populares. Aliás pode haver, mas sua força está superestimada pela necessidade de insuflar monstros. A inflação de fato voltou. Gastos superam entradas. Endividados estamos. Há quem diga que a solução seja parlamentarismo. O problema tampouco está na demonização de um único partido, destarte alguns sejam efetivamente mais perigosos que outros. Em especial aqueles que se comportam como seitas e que ameaçam o sistema do qual se beneficiam para, ao final, dar cabo dele.

Em artigo publicado neste mesmo “O Estado de São Paulo”, o Prof. Roberto Romano já afirmava: é urgente a descentralização dos impostos. Só assim, e talvez nem mesmo assim, desarmaremos a bomba retrógrada programada para depois do esbanjamento desportivo e eleitoral. É que o volume de concentração tarifária endossa a bagunça dolosa. Faz adensar o poder num Estado inchado, inábil, esbanjador, que prefere sacrificar todos à largar o osso. Duplo estrago: enquanto estrangulam os capilares de nossos paupérrimos municípios, desconstroem a ideia de República federativa. Daí é só um pulo para a tentação totalitária e a banalização dos desvios. A arma não é secreta. É a facilidade com que o arrecadador concentra tudo e, principalmente, da potencia que experimenta ao perceber sua capacidade de gerar dependência e perpetuar o beija mão por esmolas orçamentárias.

Não sei se a solução é resistência pacifica. Quem sabe jejum de impostos? A abstinência e a descentralização, num severo regime alimentar forçado, faria muito bem à arrogância fiscal e à gula por hegemonia.  Não há garantia de cura, mas testemunhar o regime emagrecer às nossas custas poderia nos dar algum alento, e, principalmente, renovar a esperança na vida democrática. 

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/pequena-lista-de-constatacoes-contra-intuitivas/

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