• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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PRENDERAM (BLOG ESTADÃO)

30 domingo ago 2015

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Prenderam

Paulo Rosenbaum

28 agosto 2015 | 12:14

prenderamXXX

O que? Minha respiração. Minha capacidade de ficar à deriva. Os ossos dos nossos ofícios. Não te falei? Era esse o recado. Um País só fica de ponta cabeças quando ninguém sente a gravidade. Não há trocadilho senhor. Eu ouvi perfeitamente. Não creio que um humanista tenha tentado, deliberadamente, ofender leitores. Mas é estranho, o Sr. deve concordar, sua defesa aberta do status quo. O que o Sr. teme? Estas categorias que o Sr. adora evocar não figuram mais em agenda nenhuma. O que nos interessa aqui não é seu ativismo, é sua neutralidade.  Exato. Muito sutil a distancia entre conivência e imparcialidade.  Se tudo é tão frágil, ruirá com ou sem eles. Se não, teremos a chance única de reconstituir a coisa pública. Ocorre Sr. que nem sempre a regeneração produz bons tecidos. O Sr. já deve ter ouvido falar de cicatrizes escabrosas. Deveria conhece-las, são irrecuperáveis.

E antes que comeces a desenrolar a lista de slogans da gestão, preciso lhe dizer: não importa o que fizeram pelos milhões, hoje tanto inadimplentes como descontentes. Reconheça-se, mereceriam todos menção honrosa se tivessem operado pelas regras do jogo. Se os votos não fossem tomado como álibis. E é preciso lembrar: fazer por todos seria só obrigação! O Sr. agora quer saber, enfim, quem foi que prenderam? Prenderam minhas expectativas. Enjaularam destinos e oportunidades de, pelo menos, uma geração. Aprisionaram a criatividade, lesaram o processo civilizatório.  Quanto vale isso? Ah, não interessa? O Sr. pode ser filho de quem for, carregar no sangue o gene literário, e ter toda a tradição e estirpe que quiser evocar. De agora em diante, não é mais relevante. Tanto faz ser intelectual do partido ou simpatizante remido. Há poucas décadas havia apreço pela integridade intelectual. Eis que não se conciliam mais causa e debate. Nenhuma habilidade pode autorizar a defesa de consciências que já morreram.

Se acusam a maioria de um bando grosseiro que observa o séquito passar incólume ou se a indignação é uma qualidade que ainda vale ser considerada numa democracia, decidiremos adiante. Agora Sr., é enxergar como as evidências vem transtornando o povo. Chega ao limite da paranoia, mas seria possível que vocês devastaram tudo para acelerar as contradições do capitalismo? Já me recusei a analisar a hipótese com seriedade. Mas sabe o que? Voltei a considerar. Volta a ser plausível considerar que o desprezo que a ideologia tem pela realidade pode levar o Poder à insanidade. De que outra forma interpretar que transformar milhões em consumidores ordinários, se faria às custas da falência do erário? E este mensalão do cheque rateado com governos para disfarçar a gula fiscal? Pode ser a dose mínima letal.

Existem coisas tão indigestas onde o refluxo é liquido e certo. É que o Sra. não me ouve. Nem a ninguém? Não é nossa falta. Caberia ao Sr. ter imaginado que eleição é responsabilidade. Se a autocritica é a virtude dos arrependidos, os convictos são vidrados em mitos. Agora pode acorda-la. Por gentileza, fale bem pausadamente: o pesadelo está no fim. Nós todos escutaremos.

Tags: blog Rosenbaum Estadão, contradições do capitalismo, CPMF, fúria arrecadatória, gula fiscal, prenderam, prenderem, totalitarismo

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/prenderam/

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Prenderam (blog Estadão)

29 sábado ago 2015

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Prenderam

Paulo Rosenbaum

28 agosto 2015 | 12:14

prenderamXXX

O que? Minha respiração. Minha capacidade de ficar à deriva. Os ossos dos nossos ofícios. Não te falei? Era esse o recado. Um País só fica de ponta cabeças quando ninguém sente a gravidade. Não há trocadilho senhor. Eu ouvi perfeitamente. Não creio que um humanista tenha tentado, deliberadamente, ofender leitores. Mas é estranho, o Sr. deve concordar, sua defesa aberta do status quo. O que o Sr. teme? Estas categorias que o Sr. adora evocar não figuram mais em agenda nenhuma. O que nos interessa aqui não é seu ativismo, é sua neutralidade.  Exato. Muito sutil a distancia entre conivência e imparcialidade.  Se tudo é tão frágil, ruirá com ou sem eles. Se não, teremos a chance única de reconstituir a coisa pública. Ocorre Sr. que nem sempre a regeneração produz bons tecidos. O Sr. já deve ter ouvido falar de cicatrizes escabrosas. Deveria conhece-las, são irrecuperáveis.

E antes que comeces a desenrolar a lista de slogans da gestão, preciso lhe dizer: não importa o que fizeram pelos milhões, hoje tanto inadimplentes como descontentes. Reconheça-se, mereceriam todos menção honrosa se tivessem operado pelas regras do jogo. Se os votos não fossem tomado como álibis. E é preciso lembrar: fazer por todos não seria só obrigação! O Sr. agora quer saber, enfim, quem foi que prenderam? Prenderam minhas expectativas. Enjaularam destinos e oportunidades de, pelo menos, uma geração. Aprisionaram a criatividade, lesaram o processo civilizatório.  Quanto vale isso? Ah, não interessa? O Sr. pode ser filho de quem for, carregar no sangue o gene literário, e ter toda a tradição e estirpe que quiser evocar. De agora em diante, não é mais relevante. Tanto faz ser intelectual do partido ou simpatizante remido. Há poucas décadas havia apreço pela integridade intelectual. Eis que não se conciliam mais causa e debate. Nenhuma habilidade pode autorizar a defesa de consciências que já morreram.

Se acusam a maioria de um bando grosseiro que observa o séquito passar incólume ou se a indignação é uma qualidade que ainda vale ser considerada numa democracia, decidiremos adiante. Agora Sr., é enxergar como as evidências vem transtornando o povo. Chega ao limite da paranoia, mas seria possível que vocês devastaram tudo para acelerar as contradições do capitalismo? Já me recusei a analisar a hipótese com seriedade. Mas sabe o que? Voltei a considerar. Volta a ser plausível considerar que o desprezo que a ideologia tem pela realidade pode levar o Poder à insanidade. De que outra forma interpretar que transformar milhões em consumidores ordinários, se faria às custas da falência do erário? E este mensalão do cheque rateado com governos para disfarçar a gula fiscal? Pode ser a dose mínima letal.

Existem coisas tão indigestas onde o refluxo é liquido e certo. É que o Sra. não me ouve. Nem a ninguém? Não é nossa falta. Caberia ao Sr. ter imaginado que eleição é responsabilidade. Se a autocritica é a virtude dos arrependidos, os convictos são vidrados em mitos. Agora pode acorda-la. Por gentileza, fale bem pausadamente: o pesadelo está no fim. Nós todos escutaremos.

Tags: blog Rosenbaum Estadão, contradições do capitalismo, CPMF, fúria arrecadatória, gula fiscal, prenderam, prenderem, totalitarismo

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Invisíveis (Blog Estadão)

20 quinta-feira ago 2015

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blog Rosenbaum Estadão, Estado coloniza vidas, invisíveis, Marx, o poder emana do povo

Invisíveis

Paulo Rosenbaum

20 agosto 2015 | 14:58

Invisíveis,_ou_quase_

Nada parece crível, mas, mais uma vez, estamos invisíveis. Difícil saber o que ou quem nos apagou, o que nos tirou do circuito, o que nos varreu do mapa. Talvez nada, nem ninguém. Mas há uma suspeita. Ela sopra sem desvio. De frente. Dizem que depois de certa altura o naufrago, para enfrentar a onda como destino, só consegue obedecer a maré. O instinto, desqualificado pela realidade. A intuição, esmagada por sal e sede. Entregar-se é o último recurso. Se o poder emana do povo, a impressão é que o poder esta sendo exercido, apesar dele. A vida avança como se só nos precisássemos reclamar. Os outros vigoram como relações instrumentais. Para que recobrar o sentido individual, se estamos em feroz processo de divisão? É bem mais do que nós contra eles. Todos contra todos encerra o ciclo sem apresentar qualquer desfecho. Liberdade e igualdade sem fraternidade apresentam fórmulas vencidas. Nenhum filósofo, ideólogo, nem mesmo Marx poderia ser o operador lúcido de sua própria doutrina. Enquanto capitalismo e socialismo totalizam a pauta falsa no falso debate, um materialismo inquestionável tremula, alheio, soberbo, encantado com sua hegemonia. Instalou-se confortavelmente no sofá e só é perturbado por quando soam alarmes agudos. Sem contextualizações, estamos à mercê dos fatos. Uma realidade que não escolhemos nos controla. Por que precisa ser assim? A democracia depende do voto. E o voto é fruto da inconstância. De quem já controla o poder, ou qualquer fração dele. Por isso não conseguimos mudar. A maldição das comunicações instantâneas é um registro do abuso do tempo. Abreviações de processos, sínteses apressadas, e juízos bate-pronto atuam contra a paz. A paz que perdemos. Ou o Estado e seus agentes precisam colonizar nossas vidas? As demandas de bens e coisas devem prevalecer para comandar os projetos? O amor que falta pode não estar nos objetos, em deuses substitutos, ou na vida eficiente. Também não estará no espírito de uma democracia que se enganchou em frivolidades e dispersão. A preocupação entre nós, e uns com os outros, deveria ser prioritária, disruptora, impulsiva e inadiável. Não se trata de religião. Não se trata de conceitos abstratos. Não se trata de caridade ou tolerância, mas de justiça e cuidados, revigorados em leis compreensivas. Em novos códigos que nos elevem ao altruísmo possível. Que leve em conta a debilidade humana e não enalteça só a vigilância e a punição. Para a hermenêutica não existem fatos puros, apenas reinterpretações. O giro, portanto, cabe exclusivamente às nossas cabeças. E para quem acha que a generosidade é uma excentricidade, nossos monitores não serão regimes políticos, professores, líderes ou a política. A natureza mostrará seus caminhos. Se der certo, nossas marcas não serão desperdiçadas em pegadas sem significado.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/invisiveis/

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Quem radicalizou foi o poder ( blog Estadão)

16 domingo ago 2015

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Quem radicalizou foi o poder

Paulo Rosenbaum

16 agosto 2015 | 12:58

 Ladocerto

Nunca houve como saber de antemão. Foi em paz. Qual será o lado certo da história? Uma máxima precisa ser considerada: a obediência à tirania é uma modalidade de golpe. Democracia não é jogo estático. Se não existem lobos, tampouco ovelhas. A quem interessa a aversão, a repulsa e a generalização? A turma da bala sempre esteve distribuída uniformemente, mas entre nós, graças a uma estranha tolerância, não se fortaleceu como maioria.

Ontem, nenhuma mídia televisiva mostrou os preparativos para a marcha. Por que? Assinantes ou não. Telespectadores engajados ou não. O direito à informação é vital para a democracia. Foi só através deste direito que ficamos sabendo de tudo que estava, e está, sendo urdido. Por isso, uma marcha pacífica precisa ser respeitada e protegida. Hoje arriscam flashes, tímidos.

Faz parte desta mesma democracia, acordos, contas desesperadas, conchavos de última hora, mas e se os bastidores retiverem segredos dolosos à República? E se a sociedade estiver sendo alijada de um processo no qual ela é a protagonista principal? E se as leis passarem a proteger o direito de quem quer caçar os direitos? E se a mordaça aprisionar a liberdade de pensamento e de expressão?

A legitimidade através do voto é uma presunção de legalidade. Ela se auto justifica sob a vigência plena da constituição e do Estado de Direito.  As regras são estáveis enquanto houver mecanismos para corrigir a injustiça do arbítrio e instâncias às quais recorrer. Em completo isolamento, o poder mingua nas ruas, e suspira sitiado em eventos encapsulados. A governabilidade é fruto da confiabilidade. Sequestrada pela fisiologismo terminal, agora agoniza na paralisia e nos acertos suspeitos: quem radicalizou foi o poder.

Há quem queira distorcer a índole pacífica de um dia como hoje. Neste caso, a virulência está nas mãos e nas penas de gente que insiste em desqualificar os 83% que discordam da atuação do regime. Têm todo direito em desqualificar, mas ao indicar o termo “golpista”, estão avalizando o sentido oposto. A história costuma ser rigorosa com panfletários chapa branca, mas ela será ainda mais avessa aqueles que apostarem na manutenção do status quo.

Tags: 16 de agosto, blog Rosenbaum Estadão, golpistas, legalidade, legitimidade do poder, quem radicalizou foi o poder

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/quem-radicalizou-foi-o-poder/

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Sim, devemos!

16 domingo ago 2015

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Horários das manifestações do dia 16 de agosto, impeçam-nos, marcha 16 de agosto, obediência à tirania

Sim, devemos!!!!

Reeditar a Marcha do Sal de Gandhi, não acho exagero, o que está em jogo é a liberdade e o futuro.

Major nonviolent protest action in India led by Mohandas K. Gandhi in March–April 1930. The march was the first act in an even-larger campaign of civil disobedience (satyagraha) Gandhi waged against British rule in India that extended into early 1931 and garnered Gandhi widespread support among the Indian populace and considerable worldwide attention.

Reeditar a Marcha de Washington, não é exagero, nossos direitos civis estão sendo caçados ou restringidos por acordos não republicanos.

March on Washington, 1963.

Martin Luther King’s historic “I Have a Dream” speech was delivered during this August 1963 rally to promote racial equality in the United States. More than 200,000 demonstrators gathered peacefully at the Lincoln Memorial in D.C., and the event is credited with pressuring President John F. Kennedy to draw up firm civil rights legislation.

Reeditar a Marcha Laranja, quando os ucranianos se livraram da escravidão dos russos. Depois? Pode ser será tarde demais.

Locais:

ACRE
Mâncio Lima – 9h30 – Praça São Sebastião (Centro)
Rio Branco – 14h – Em frente do Palácio do Governo

ALAGOAS
Arapiraca – 15h – Praça Marques
Maceió – 9h – Corredor Vera Arruda

AMAZONAS
Benjamim Constant – 16h – Praça Frei Ludovico
Manaus – 16h – R. Djalma x R. Para

AMAPÁ
Macapá – 15h – Praça da Bandeira

BAHIA
Barreiras – 16h – Praça das Corujas
Brumado – 17h – Praça Coronel Zeca Leite
Cachoeira – 15h – Praça 25
Camaçari – 9h30 – Praça Des. Montenegro
Conceição do Coité – 15h – Praça da Matriz
Feira de Santana – 15h – Em frente da Prefeitura
Ilhéus – 15h30 – Catedral São Sebastião / Ct. Dom Eduardo
Itabuna – 15h – Jardim do Ó
Itapetinga – 15h – Lagoa
Jequié – 15h – Praça do Viveiro
Salvador – 9h – Porto da Barra
Vitória da Conquista – 9h – Praça Guadalajara

CEARÁ
Adrianópolis – 9h – Praça Central
Barbalha – 16h – Praça da Estação
Fortaleza – 15h – Praça Portugal
Sobral – 9h – Praça da Coluna da Hora

DISTRITO FEDERAL
Brasília – 9h30 – Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios)

ESPÍRITO SANTO
Cachoeiro de Itapemirim – 9h – Praça Jerônimo Monteiro
Colatina – 16h – Praça Municipal (Centro)
Guarapari – 11h – Praça do Radium Hotel
João Neiva – 9h – Praça do Gadioli (Centro)
Linhares – 14h – Praça 22 de Agosto
Marataízes – 9h – Praia da Barra (em frente da quadra de esportes)
Serra – 15h – Praça de Nova Aldeia (Centro)
Vitória – 15h – Praça do Papa

GOIÁS
Anápolis – 14h – Praça Dom Emanuel
Goiânia – 14h – Praça Tamandaré
Jataí – 9h – Praça da Bíblia
Santa Helena de Goiás – 10h – Praça da Igreja Matriz

MARANHÃO
Barra do Corda – 16h – Praça Melo Uchoa
Sao Luis – 16h – Av. Litoranea (Praia do Calhau)

MINAS GERAIS
Araguari – 10h – Praça Getúlio Vargas
Araxá – 10h – Praça da Matriz de São Domingos
Barbacena – 16h – Praça dos Andradas
Belo Horizonte – 10h – Praça da Liberdade
Betim – 9h – Praça Tiradentes
Carbonita – 15h – Praça das Padarias
Cataguases – 10h – Praça Santa Rita
Coronel Fabriciano – 9h – Em frente ao Barrilzinho
Curvelo – 10h – Praça Central do Brasil
Diamantina – 9h – Em frente ao Mercado Municipal
Divinópolis – 15h30 – Praça do Santuário
Extrema – 9h – Parque de Eventos
Governador Valadares – 10h – Praça dos Pioneiros
Ipatinga – 10h – Feira do Canaã / Prefeitura
Itajubá – 15h – Sambódromo de Itajubá
Ituiutaba – 15h30 – Praça Getúlio Vargas
Juiz de fora – 10h – Praça de São Mateus
Montes Claros – 9h30 – Praça Catedral
Muriaé – 14h – Praça João Pinheiro
Ouro Fino – 9h30 – Prefeitura Municipal
Passos – 14h – Av. Juca Stockler, 1130 UEMG (FESP)
Patos de Minas – 10h – Praça do Fórum
Pouso Alegre – 10h – Em frente a Catedral
Poços de Caldas – 10h – Praça Dr. Pedro Sanches
Santa Luzia – 11h – Av. Brasilia
São João Del Rei – 15h – Praça Estação Ferroviária
São João das Missões – 12h – Praça São João
São Lourenço – 15h – Praça João Lage
Sete Lagoas – 10h – Feirinha da Lagoa Paulino
Teófilo Otoni – 20h – Praça Tiradentes
Três Pontas – 15h – Praça da Matriz
Uberaba – 10h – Praça Rui Barbosa
Uberlândia – 10h – Praça Tubal Vilela
Varginha – 10h – Concha Acústica (Centro)
Viçosa – 10h – Quatro Pilastras (UFV)

MS – Mato Grosso do Sul
Campo Grande – 14h – Praça do Rádio
Caracol – 15h – Praça 1º de Maio
Dourados – 15h – Praça Antônio João

MATO GROSSO
Cuiabá – 16h – Praça Alencastro

PARÁ
Paragominas – 16h – Praça Célio Miranda
Belém – 8h – Escadinha Estação das Docas
Marabá – 16h – Praça Duque de Caxias

PARAÍBA
Campina Grande – 15h30 – Praça da Bandeira
João Pessoa – 13h30 – Av. Epitácio Pessoa (em frente do Grupamento de Eng.)

PERNAMBUCO
Olinda – 10h – Praça Do Quartel (Bairro Novo)
Orobó – 15h – Quadra Central
Petrolina – 15h30 – Praça da Catedral
Recife – 9h30 – Av Boa Viagem

PIAUÍ
São Luís do Piauí – 16h – Rua Francisco de Sousa Salles
Teresina – 16h – Av. Mar. Castelo Branco em frente à Alepi

PARANÁ
Apucarana – 15h – Praça Rui Barbosa
Arapongas – 15h – Praça Mauá
Cascavel – 15h – Catedral N.S. Aparecida
Castro – 15h – Praça Manoel Ribas
Curitiba – 14h – Praça Santos Andrade
Dois Vizinhos – 15h – Praça da Amizade (Praça do Pedágio)
Foz Iguaçu – 9h – Praça do Mitre
Francisco Beltrão – 15h – Calçadão da Igreja Matriz
Guarapuava – 16h – Praça Cleve
Irati – 15h30 – Praça da Bandeira
Jacarezinho – 16h – Faculdade de Filosofia
Laranjeiras do Sul – 14h – Praça José Nogueira Amaral
Londrina – 15h – Colégio Vicente Rijo
Maringá – 14h – Catedral
Palmeira – 14h – Praça da Rua Conceição
Paranaguá – 15h – Praça da Bíblia (ao lado do terminal urbano)
Paranavaí – 14h – Praça dos Pioneiros
Ponta Grossa – 15h – Praça de Novoa Aldeia (Centro)
Querência do Norte – 13h – Praça Central
Rio Negro – 15h30 – Praça Lauro Müler em Mafra
Toledo – 14h – Lago Municipal
Wenceslau Braz – 16h – Espaço Chico

RIO DE JANEIRO
Cabo Frio – 15h – Praça da Cidadania / Praça Porto Rocha
Niterói – 10h – Reitoria Universidade Federal Fluminense
Petrópolis – 14h – Praça Dom Pedro II (Centro)
Resende – 14h – Calçadão Campos Elíseos
Rio de Janeiro – 11h – Praia de Copacabana em frente à R. Sousa Lima, Posto 5
Volta Redonda – 9h30 – Praça Brasil

RIO GRANDE DO NORTE
Caico – 16h – Av. Renato Dantas (Rodoviária)
Mossoró – 16h – Rua João Marcelino (Praça do Diocesano)
Natal – 15h – Midway Mall

RONDÔNIA
Porto Velho – 14h – As 3 Caixas D’água
Presidente Medici – 15h – Av 30 de junho (Auto Posto Santa Maria)

RORAIMA
Boa Vista – 15h – Praça Caixa d’água / 16h – Praça do Centro Cívico

RIO GRANDE DO SUL
Alegrete – 15h – Praça Nova (Camelódromo)
Cachoeira do Sul – 13h30 – Paço Municipal (Cheateau d’Eau)
Campo Bom – 9h – Largo Irmãos Vetter
Canela – 13h30 – Catedral da Pedra
Canoas – 15h – Praça do Avião
Caxias do Sul – 15h30 – Praça Dante
Erechim – 14h – Praça da Bandeira
Espumoso – 15h – Praça Borges Medeiros
Ibirubá – 14h – Praça General Osório
Imbé – 14h – Prefeitura
Lajeado – 15h – Parque Theobaldoo Dick
Novo Hamburgo – 15h – Praça Punta Del Este
Pelotas – 15h – Praça Cel. Pedro Osório
Porto Alegre – 14h – Parcão
Santa Cruz do Sul – 15h – Praça do Palacinho
Santa Maria – 14h – Praça Saldanho Marinho
Santa Rosa – 16h – Parcão
Sapiranga – 15h – Parcão
São Gabriel – 14h – Trevo entrada da Cidade
Uruguaiana – 15h30 – Praça Braão do Rio Branco
Vacaria – 15h – Praça Daltro Filho

SANTA CATARINA
Araranguá – 16h – Calcadão Central
Balneário Camboriú – 15h – Praça Almirante Tamandaré
Blumenau – 14h – Em frente a Prefeitura
Brusque – 10h – Praça da Prefeitura
Campos Novos – 16h – Praça Lauro Muller
Caçador – 15h – Praça da Carroça-Beira Rio
Chapecó – 10h – Praça Coronel Bertado
Concórdia – 10h – Posto Lamonato
Criciúma – 16h – Parque das Nações
Florianópolis – 15h – Trapiche da Beira-Mar
Gaspar – 14h – Prefeitura
Itajaí – 15h – Beira Rio (Av. Min. Victor Konder)
Itapema – 15h – Praça da Paz (Centro)
Jaraguá do Sul – 15h – Praça Angelo Piazera
Joinville – 15h – Praça da Bandeira
Mafra – 15h30 – Praça do Alto de Mafra
Maravilha – 17h – Praça da Matriz
Morro da Fumaça – 14h – Ao lado da Prefeitura
Timbó – 9h – Prefeitura
Tubarão – 16h – Praça Sete em frente ao Museu Willy Zumblick

SERGIPE
Aracaju – 15h – Treze de Julho

SÃO PAULO
Adamantina – 16h – Praça Élio Micheloni
Americana – 16h – Praça do Trabalhador
Araraquara – 16h – Praça da Arena da Fonte
Araras – 15h – Praça Barão de Araras
Araçatuba – 9h30 – Av. Brasília x Pompeu
Assis – 16h – Praça Arlindo Luz
Atibaia – 10h – Praça da Matriz (Centro)
Batatais – 10h – Igreja da Matriz
Bauru – 8h30 – Av. Getulio Vargas
Bebedouro – 10h – Praça da Matriz (Concha Acústica)
Birigui – 10h – Praça Dr. Gama
Botucatu – 14h – Largo da Catedral
Campinas – 14h – Largo do Rosário
Capivari – 16h – Praça Central
Cerquilho – 15h – Praça do Convivio
Dracena – 14h – Praça Arthur Pagnozzi
Fernandópolis – 10h30 – Praça da Matriz (em frente a Pernambucanas)
Franca – 15h – Catedral
General Salgado – 10h – Calçadão
Guarujá – 17h – Praça das Bandeiras
Guarulhos – 11h – Bosque Maia
Indaiatuba – 9h30 – Parque Ecológico
Itanhaem – 14h30 – Praça da Igreja de Sant’Anna
Itapetininga – 14h30 – Praça dos Amores
Itapeva – 15h – Praça de Eventos Zico Campolim
Itu – 16h30 – Igreja Matriz
Jaboticabal – 16h – Praça 9 de Julho
Jacarei – 10h – Praça da Cidade
Jaú – 15h – Praça do Beko
Jundiai – 9h30 – Av. Nove de Julho
Lençóis Paulista – 14h – Praça do Ginásio de Esportes “Tonicão”
Limeira – 15h – Praça Toledo de Barros
Lins – 9h30 – Praça da Igreja Dom Bosco
Mogi Das Cruzes – 9h – Praça Oswaldo Cruz (Praça do Relógio)
Mogi-Guaçu – 14h – Campo da Brahma
Nova Odessa – 15h – Praça José Gazzetta (Centro)
Osasco – 14h – Estação de Trem
Ourinhos – 14h – Praça Mello Peixoto
Penápolis – 9h – Santa Leonor
Peruibe – 14h – Praça Lino Passos
Pindamonhangaba – 15h – Praça da Cascata
Piracicaba – 9h – Praça José Bonifácio
Piraju – 13h – Praça Matriz São Sebastião
Pirajuí – 15h – Praça na frente da Prefeitura
Pirassununga – 15h30 – Praça Central da Matriz
Pompeia – 9h – Via expressa em frente a rotatoria da Unipac
Praia Grande – 14h – Praça 19 de Janeiro
Presidente Epitácio – 15h – Praça do Cruzeiro
Presidente Prudente – 16h – Parque do Povo (Prox. Colégio Poliedro)
Presidente Venceslau – 9h – Praça Nicolino
Promissão – 10h – Praça Nove de Julho
Ribeirão Preto – 10h – Praça XV
Rincão – 14h – Prefeitura Municipal
Rio Claro – 9h – Praça dos Bancos
Salto – 16h – Praça XV
Santa Bárbara D’Oeste – 16h – Em frente a Prefeitura
Santa Fé do Sul – 15h – Praça Salles Filho (Centro)
Santo André – 10h – Paço Municipal
Santos – 14h – Praça da Independência
Sertãozinho – 16h – Praça 21 de Abril (Centro)
Sorocaba – 15h – Praça do Canhão
Sumaré – 10h – Praça das Bandeiras (Centro)
São Caetano do Sul – 14h – Av Goiás próximo Escola Digital
São Carlos – 10h – Av. Com. Alfredo Maffei (Praça do Mercado)
São José do Rio Preto – 10h – Em frente a Prefeitura
São José dos Campos – 14h – Praça Afonso Pena
São João da Boa Vista – 9h – Praça Cel. Joaquim José
São Paulo – 14h – Av. Paulista x R. Pamplona
Tatuí – 15h – Praça da Matriz
Taubaté – 15h – Praça do Batalhão
Tietê – 11h – Praça Dr. Elias Garcia
Ubatuba – 10h – Pista de Skate
Vinhedo – 14h – Portal
Votuporanga – 10h – Concha Acústica

TOCANTINS
Palmas – 16h – Praça dos Girassóis

EXTERIOR (HORÁRIO LOCAL)

ALEMANHA
Berlim – 16h – Embaixada Brasileira
Frankfurt – 16h – Consulado Brasileiro

ARGENTINA
Bariloche – 15h – Centro Cívico

AUSTRÁLIA
Sydney – 16h – Martin Place

BOLÍVIA
Cochabamba – 12h – Praça das Bandeiras

CANADÁ
Montreal – 15h – Consulado do Brasil
Toronto – 14h – Queen’s Park

ESTADOS UNIDOS
Miami – 15h – Bayside
Nova York – 14h – Times Square, 45/46
San Francisco – 13h – Justin Herman Plaza
Seattle – 14h – Seattle Mall
Washington – 10h – Embaixada Brasileira

FRANÇA
Paris – 16h – Embaixada Brasileira

INGLATERRA
Londres – 15h – Embaixada Brasileira

IRLANDA
Dublin – 16h – Embaixada Brasileira

ITÁLIA
Milão – 16h – Consulado Brasileiro
Roma- 16h – Embaixada Brasileira

PORTUGAL
Lisboa – 16h – Praça Luís de Camões / Consulado Brasileiro
Porto – 16h – Consulado Brasileiro

http://veja.abril.com.br/…/confira-a-hora-e-o-local-das-ma…/

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Máximas e condensações (blog Estadão)

14 sexta-feira ago 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Máximas e condensações

Paulo Rosenbaum

14 agosto 2015 | 12:47

MinimalismoXXX

O problema em blindar um poder insustentável, é ficar trancado por dentro.

Vale tudo para barrar o nada a ver!

Se eles chamavam de herança maldita a bonança que receberam, fica-se a pensar como chamar o entulho que estão nos legando?

O Estadista precisa de elegância, inclusive a de não contemporizar.

Já que não há satisfação garantida, queremos nosso dinheiro de volta.

Se esse não é mesmo um País sério, por que cargas d’agua ninguém se diverte?

O último a desativar a pauta-bomba, apague o congresso.

A oposição é a situação com alguma cerimônia.

Só aplauda um “caça às bruxas” se sua vassoura estiver turbinada,

Não se pode confundir: às vezes, civilidade exige contundência!

O tempo transforma o inaceitável em rotina.

O problema do julgamento da historia é o veredicto, anunciado entre testemunhas sepultadas.

Perfeitamente compreensível que haja relutância em adotar uma atitude republicana num País cujo governo faz exatamente o oposto.

Fora o subsolo, alguém está captando água?

Contraste é tudo: a gestão é de tal forma nociva, que parece que a anterior foi razoável.

Ódio é um regime político infantil, já a ironia nasceu para desmontar os velhacos.

Lava jato imune à crise hídrica.

Ninguém quer golpe, bastaria oposição!

Quem foi que disse que era a solução? Menos, apenas soluto.

O Estado foi tão aparelhado que fez sumir qualquer zona franca.

O mais imperdoável nas ações deles é nos obrigar apoiar pessoas para as quais, num outro contexto, jamais daríamos suporte.

Reparem que, quando se trata de momentos difíceis,algumas neutralidades são mais neutras que outras.

As coisas são reguladas, mantidas e divulgadas através dos dados oficiais. Como lidar com a oficialidade quando ela passa a ser um simulacro da verdade?

Tudo, mas especialmente o involuntário, é intencional.

Uma coisa é ódio, outra, desejo furioso por justiça.

Conseguimos: temos suspeitas acima de qualquer cidadão!

Emudecem imaginando recompensas pela mordaça, e acordam algemados.

O Itamarati, que na língua tupi-guarani significa “pedras brancas”, cogita seriamente mudar o nome para yruhu, caixa preta.

Andam dizendo que as manifestações podem falir por falta de substrato ideológico consistente. E quanto à falência de todo resto?

Mais uma destas coisas que só mesmo por aqui: temos a mais peculiar das oposições, uma oposição a favor.

A meritocracia existe, só foi para o fim da fila porque os outros eram indicados.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/maximas-e-condensacoes/

Tags: blindagem, blog Rosenbaum Estadão, crise legitimidade, escola cínica, Estado aparelhado, governo e oposição, Herança maldita, Itamarati, julgamento da história, máximas e condensações, meritocracia, ódio como regime político infantil, simulacros, suspeitas acima dos cidadãos

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Pai? ( Blog Estadão)

09 domingo ago 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Tags

anomia, Blog Estadão Rosenbaum, dia dos pais, pai

paipresença

Pai?

Está ouvindo?

Queria levar um papo. Agora é urgente.

Se estiver ai faça um ruído, cutuque a porta, dá uma raspada no gesso, sei lá.

Vou falar, quando puder de algum sinal de vida, combinado?

O que fiquei pensando é que aqui a coisa está tão pesada que a gente já está apelando para qualquer lado. Talvez você pudesse me dar uma força. Temos uma situação como nunca houve neste País — e por favor nem venha com uma daquelas suas gargalhadas. Oh velho, tudo tem sua hora.

(cutucão na porta)

De verdade, é presidente que não exerce, vice que não assume, fora que não se vê consenso em lugar algum. Os outros poderes? Você sabe, nem preciso falar. Era para ser parlamentarismo, mas o senhor sabe melhor que a maioria, eles seguem a boiada. Mas nem é isso que está me preocupando. O que está deixando todo mundo maluco é que não há ninguém que ofereça solução. Para bom entendedor. Tem gente que acha que a solução é cadeia geral. Também tem a turma do liberou geral.  Na linha do “restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”. Pobre isso, né? Eu sei bem o que você esta pensando: enquanto eu estava lá em Arembepe vendendo artesanato você estava bem aqui, lutando contra a ditadura e enfrentando os valentões que queriam matar pela causa.  Mas Pai, entenda que aquilo era barra para mim. A alienação sempre foi um alívio. Sabe a coisa de fingir que não é com você? Hoje também tem muita gente nessa. Não quero te decepcionar mas tenho que contar: tem gente pedindo a volta deles.

(raspada de gesso)

Isso mesmo. Como se fosse solução. Mas tem que haver uma saída. Que seja uma redução de dano. Eles preferem sacrificar a República que os cargos. Não dá para chamar gente assim de homens públicos.

Isso aí. Acredita? E a esquerda, lembra a sua querida esquerda? Sinto te dizer que a que está no poder não é mais esquerda muito menos democrática. Defende aliança com ditadores, caça jornalistas, quer controlar a mídia, todos cheios de grana suspeita e se alinharam com os piores tipos para faturar as eleições. Os bem pensantes? Parece que boa parte dos intelectuais está dominada. O pessoal está sem autocrítica ou se beneficia dos abusos, ou ambos. Tá difícil, eu te falei. Desculpa te falar isso tudo bem hoje.

Me perdi, o que estou para te perguntar:  aí é melhor que aqui?  Eu já sei que você vai repetir o que falou a vida toda: “mais vale um minuto aqui do que 1000 anos ai”. Mas é que o tempo aqui está passando cada vez mais rápido.

Era exatamente o que você sempre dizia, isso aqui só vai dar certo quando não tiver mais paizão, o salva pátria, o rei da cocada. O populismo é uma praga que dá certo. Tem um pessoal que quer guerra. Ainda na base do quanto pior melhor. Eles insistem em montar o circo. Tem aqueles irresolutos de sempre com o velho problema, que está mais para psicanálise que para sociologia. Eles não querem se indispor com os históricos, morrem de medo de serem chamados de golpistas. Não assumem a identidade. Já deu. Ninguém tem paciência. E desde quando obedecer a constituição é golpismo? Pai, eu sei que você achava de todos eles e como me arrependo de, na época, não ter concordado contigo. Tua frase exata era “não importa quem está lá, o País vai caminhar, ele é maior que todas as figuras públicas juntas”. Mas não tem duvidas que eles estão escondendo o horizonte das pessoas, fingindo que sabem para onde estão nos levando. Já se ouviu que não vale a pena salvar, e o pior é que talvez seja isso mesmo.

Ninguém respeita mais nada. O reino dos direitos sem deveres. Incrível que é tal qual você previu. Todo mundo acha que pode tudo, todos estamos na mesma, mas uns estão menos na mesma que outros. E tem mais uma pergunta: o que que você quer de presente de dia dos pais? Te dou algumas opções: uma viagem às vinícolas do sul (dizem que a safra é das melhores), um bote inflável (para o caso sabe?) ou uma revista de figurinhas com os melhores momentos da Copa do Mundo com um encarte “os grandes cartolas da Fifa”.

(sons indecifráveis)

Não é em alemão não. Acredita que reeditaram? Tinha tanta gente tirando da nossa cara que eles acharam que seria pop. Pode rir, eu aguento a gozação, você merece.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/pai/

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Valeu pessoal! Muito obrigado!

07 sexta-feira ago 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Tags

Cuidado, Medicina Preventiva, o outro código da medicina, relação médico paciente

1 resultado para Loja Kindle :

“o outro codigo da medicina” 
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Pode acontecer hoje (Blog Estadão)

06 quinta-feira ago 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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forçasXXX

Neutralizem-nos. Desfazer é a palavra. A concessão ao ódio, pueril. A profusão sentimental, irreflexiva. Justiça instantânea, perigosa. Destoar da hegemonia é girar, numa outra direção. Evidente, tudo pode mudar. Uma revolução pode operar no silêncio. A política é lábil, mutante, ciclotímica. Distorçam-na como arte ou torçam nas arenas. Aprender a esquecer como convém aos pactos datados. Vivemos numa não ficção. Um vento não remove um Estado. Mas também não o edifica. O radical limita-se a um vício de informação. O acirramento interessa: para poucos. A ilusão hegemônica está em pé. Não é que o projeto acabou, foi adiado. Rejeitam a ideia de que o mundo não é um menu acabado. Preferem o manual onde, numa balança infinita, só se ensina dois lados.

Não só pelo 16 de agosto, mas porque nossas ações exigem rumo. Usem a rota b. Ninguém quer golpe, bastaria oposição. Desmonta-la, sempre foi um mal negócio. No jogo democrático oposição é vital. Respeitada e respeitável, ela, quando vigora, exerce poder moderador. Se assim fosse, renuncias, afastamento e outras tribulações não seriam traumas. Uma República deveria ser o conjunto das instituições. Sem reunificação (aceitemos o desacordo), sem conluio, (assumamos as disputas) apenas alguma circunscrição da desforra. Comutem por um outro estar. Mudem as flores por vasos mais enxutos. Na vigília digital não há esperança de sono ou coesão. “Contamos com vosso sonambulismo”, eles vêm nos pedindo. Mas, em nossas realidades, não há indício de respiro. Não te falaram que as urbes tirariam todo nosso fôlego? Que a rarefação do poder estava garantida? A confusão, sortida? Era verdade, mas ninguém varou a noite para avaliar.

O jogo democrático não é exatamente negócio de lobistas. O jogo pode não ser equânime, justo ou coerente, precisa ser pacífico. Exige renuncia à brutalidade, desvio do confronto e, elegância mínima. É que as lutas se despistam nas guerras. Se te convencerem de um destino bomba, não será esquerda ou direita. Que se prolonguem as vidas dos homens sensíveis. Mas que não te assombrem. Nem nos sacrifiquem na idolatria do culto personalista. Dirijam irritações contra a milionésima parte dos abusos. Dos desmandos aos comandos. Adensem os artefatos até se transformarem em palavras. Afiem a civilização. A Pátria seria educadora se comovesse alguém. Nunca é tarde. Mas, a certa altura, perdemos a razão, junto com o sentimento. Rumo ao fundo dizem. Até que a sangria não coagule. Até que os autores meçam-se por cãibras. Até que os analistas mexam nos roteiros que filtram. Até que a Nação seja um cárcere sem fronteiras. A cadeia deveria ser para ninguém. Nem as aberrações das leis, feltro para justificar o arbítrio.

Que ninguém se engane. Os intelectuais podem estar silenciosos mas os poetas não desapareceram. Guardam a visibilidade oscilante. No parapeito de cada surto. No limite do susto. Nas paginas anuladas, borradas de insultos. Nas impressões foscas. Na fuga das rimas. No êxodo do cuidado. Na contagem regressiva dos soluços. Não foi ainda ontem que mudamos tudo? E as unhas de quem sofria encobriam o ruído de quem comia? Até o fim do dia. Abandonar a surdez para enxergar todos os outros. Enquanto isso, vaga uma meia lua constrita pelo excesso de olhares. Ela não inibe a dor, nem os sonhos. É que o milagre opera na surpresa. Desce ao simples. Pode acontecer hoje.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/pode-acontecer-hoje/

Tags: 16 de agosto, blog Rosenbaum Estadão, jogo democrático, pode acontecer hoje, silêncio dos intelectuais

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O e-book “O outro código da Medicina” entre os 100 mais vendidos na Amazon

03 segunda-feira ago 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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