Máximas e condensações

Paulo Rosenbaum

14 agosto 2015 | 12:47

MinimalismoXXX

O problema em blindar um poder insustentável, é ficar trancado por dentro.

Vale tudo para barrar o nada a ver!

Se eles chamavam de herança maldita a bonança que receberam, fica-se a pensar como chamar o entulho que estão nos legando?

O Estadista precisa de elegância, inclusive a de não contemporizar.

Já que não há satisfação garantida, queremos nosso dinheiro de volta.

Se esse não é mesmo um País sério, por que cargas d’agua ninguém se diverte?

O último a desativar a pauta-bomba, apague o congresso.

A oposição é a situação com alguma cerimônia.

Só aplauda um “caça às bruxas” se sua vassoura estiver turbinada,

Não se pode confundir: às vezes, civilidade exige contundência!

O tempo transforma o inaceitável em rotina.

O problema do julgamento da historia é o veredicto, anunciado entre testemunhas sepultadas.

Perfeitamente compreensível que haja relutância em adotar uma atitude republicana num País cujo governo faz exatamente o oposto.

Fora o subsolo, alguém está captando água?

Contraste é tudo: a gestão é de tal forma nociva, que parece que a anterior foi razoável.

Ódio é um regime político infantil, já a ironia nasceu para desmontar os velhacos.

Lava jato imune à crise hídrica.

Ninguém quer golpe, bastaria oposição!

Quem foi que disse que era a solução? Menos, apenas soluto.

O Estado foi tão aparelhado que fez sumir qualquer zona franca.

O mais imperdoável nas ações deles é nos obrigar apoiar pessoas para as quais, num outro contexto, jamais daríamos suporte.

Reparem que, quando se trata de momentos difíceis,algumas neutralidades são mais neutras que outras.

As coisas são reguladas, mantidas e divulgadas através dos dados oficiais. Como lidar com a oficialidade quando ela passa a ser um simulacro da verdade?

Tudo, mas especialmente o involuntário, é intencional.

Uma coisa é ódio, outra, desejo furioso por justiça.

Conseguimos: temos suspeitas acima de qualquer cidadão!

Emudecem imaginando recompensas pela mordaça, e acordam algemados.

O Itamarati, que na língua tupi-guarani significa “pedras brancas”, cogita seriamente mudar o nome para yruhu, caixa preta.

Andam dizendo que as manifestações podem falir por falta de substrato ideológico consistente. E quanto à falência de todo resto?

Mais uma destas coisas que só mesmo por aqui: temos a mais peculiar das oposições, uma oposição a favor.

A meritocracia existe, só foi para o fim da fila porque os outros eram indicados.

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/maximas-e-condensacoes/