Paulo Rosenbaum

Natureza do tempo

Muitos historiadores já declararam que sempre deparam com a falta de evidencia direta das coisas. No romance o “O sentido de um fim” de Julian Barnes, um pequeno diálogo, aqui ligeiramente modificado, torna-se pertinente:

“–Nada pode substituir a ausencia do testemunho!

–De certa forma não. Mas os historiadores precisam tratar a explicação de um evento dada por um participante, com certo ceticismo. Normalmente, a declaração feita com um olho no futuro é a mais suspeita.

–Se o Sr. acha!

–E estados de espírito podem, muitas vezes, ser inferidos a partir de ações. O tirano raramente envia bilhete manuscrito solicitando a eliminação de um inimigo.”

Como o excerto tenta mostrar, será que a história é, de fato, apenas uma versão escrita pelos vitoriosos com pitacos de lamúria dos derrotados? Isso significa que não há, nem nunca houve um sentido objetivo para conhecer nossas trajetórias? Será que o método…

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