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Como nos torturamos todos os dias.

Não consigo parar de pensar que este é o pedágio. A taxa com que bi-tributamos a sociedade por nossos momentos de felicidade.

Mas a felicidade está ao alcançe de alguém?

Claro que está ao alcançe, só que ela não é encarnável. Ela pode ser pensada, não consegue ser vivida, sentida, experimentada.

— E por que?

Por isso! Parece que não nos torturamos o suficiente. Nos contaminamos com facilidade com as pequenas traições, com os desmandos mínimos, com a indiferença ativa dos amigos. E como não se deixar contaminar?

— Digam? Digam logo, como não se deixar contaminar?

Estamos imersos, submersos melhor, neste mundo de impressões sensíveis, de pequenas e incomodas rusgas que nos jogam aquele outro Universo. O Universo das relações.

— Mas há qualquer alternativa?

— Talvez não.

Mas como seria melhor entender que a salvação vêm de dentro. Só o mundo interior pode não nos deixar afogar nem nos deixar suspender com a atordoamento da fuga celíflua. Só ele pode deter a fuga da vida. Só ele pode nos deixar entrever uma vida realmente independente.

— Só Ele.

Mas é preciso conservar-se em órbita.