Caule: vapor

Pode ser impressão, mas, por onde olho, vejo esvaziamento.

Enquanto a mídia jornalística ataca qualquer crença, os crentes, enfurecidos fecham-se em nichos cada vez mais claustrofóbicos e anti dialógicos. A pressão pelo ordinário e o cotidianocentrismo martelam a vida. Não há espaço para nada que não seja o dia a dia. A mediocridade encontrou-se com a fama e seus frutos são repetições.
Não adianta mudar de jornal, nem buscar outro canal. A dessignificação é generalizada e não aceita crítica.

Proponho sumiços diários.

Evitem constrangimentos. Esqueçam a mídia, leiam Tchecov ou Schopenhauer, afinal, evaporar também é uma forma de presença.