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Um tema de grande complexidade que “A Verdade Lançada ao solo” tentou esmiuçar.

O que isso significa?

Aculturar-se ou assimilar-se tem sido discutido como um problemas das minorias frente à pressão — massacrante e  exaustiva — das maiorias.

Por que uma pessoa deveria resistir e lutar para manter seus hábitos, suas tradições, as caracteristicas que fundaram sua trajetória?

Por ela mesma. Não pela causa. Não por poder parecer ideologicamente adequado. E sem dúvida não porque isso traga qualquer vantagem.

Pelo contrário. Todos sabem que marchar, resistir, ou simplesmente viver à revelia das pressões por comportamentos padrão, pela regularização homogênea ou a pasteurização social  demanda energia extra e muitos…muitos….mas muitos aborrecimentos.

Não quero convencer nenhum índio, nem ninguém, de que deve voltar para sua aldeia natal e abraçar o tribalismo primitivo (acabo de me imaginar às margens de um rio na babilonia, colhendo um pouco de água para beber, e eu era um dos exilados que escapou dos massacres do império romano, tentando enxergar algum sentido naquelas terras estranhas).

Na verdade, aqui, agora, quero só compartilhar a angústia incurável.

O sentimento gregário e a busca por pertencimento é uma característica de animais racionais e irracionais, entretanto temos sido convencidos que a emancipação é que é libertária. Que os valores são lábeis como os políticos. Que a adaptação exige o desapego, e o desapego demanda um certo esquecimento. Esqueça a herança e viva melhor, talvez fosse um bom motto para essa pregação contemporânea. 

Mas será possível? Que a demanda por inclusão nos caçe a originalidade. É esse o custo? Se for esse o tributo a pagar penso em duas saídas:  inadimplência  ou sonegação.

Assimilar-se e aculturar-se são, em alguma medida, o passo final para que fiquemos, todos nós, na melancólica semelhança.