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A primeira parte da frase que entitula este post pertence à Emmanuel Swedenborg. Botânico, místico, diplomata, pesquisador, escritor e astrônomo.

O que significa?

Que não é razoável, muito menos plausível, que as pessoas tenham apenas um único talento.

Ah…mas a carreira exige dedicação exclusiva!

Fomos talhados para uma vida que segue numa direção?

Mas quem quer uma carreira? Os sólidos homens de negócio? Os professores? Os bancários?  O apego está relacionado à ascensão social? E quem não quer isso? Entendo perfeitamente Senhor, mas melhor esclarecer: carreira não tem nada a ver com os atributos plurais das pessoas.

O Senhor discorda? Cada um nasceu para uma coisa específica?

É possível mas posso…aceita uma provocação? Não há problema? O Senhor está disposto a qualquer desafio; entendo.  Ótimo, hoje em dia poucos estão dispostos a se colocar à prova. 

Nunca invejou ninguém — não pelo que possui — mas pelo que é ou pelo que faz? Nunca se pegou cansado da repitação brutal em seu escritório?

Eu sei, eu sei, o Senhor é executivo…viaja muito, trabalha cá e lá, aqui e ali.

Mas o Senhor ouviu o que eu disse? Quantas vezes a rotina não colocou suas perspectivas abaixo? E quantas vezes o Senhor fez o que realmente queria fazer?  

Quer dizer que não tem este problema, está tudo muito “bem resolvido”? Se não tem este problema fico feliz pela ideia da sua bem aventurada completude. Fica o sabor triste da mentira.

Ah! Não? Nenhuma mentira? O Senhor está ofendido? Por favor!!

Sinto pela ofensa mas não retiro uma palavra do que disse. Eu digo já no que o Senhor mente, apesar de não poder dizer por que faz isso. Mas mente e mente com a pior das desculpas: autoengano.

Viu que seu dia a dia não é tão liquido e certo quanto planejava? Que num lance pode ter ideias novas e mudar o curso de história? Da sua história?

O Senhor dispensa conselhos e só vai discutir isso em análise? Pois faz muito bem.  

Mesmo assim e mesmo que não queira ouvir, preciso dizer: o Senhor pode ser muitas coisas ao mesmo tempo.