As vezes escrever sem nenhum compromisso é bom. Melhor ainda se for só amor que se tem ao ir formando os textos. Nesse caso, estou mais do que convencido de que muitos podem se beneficiar ao escrever.  Mas melhor,  para o bem geral,  distinguir alívio catártico de literatura.

Que se torça o nariz para a função catártica mas ela é um forte instrumento terapêutico e, também, curativo. Ela tem até um nome na relação médico-paciente e já foi mais explorada na era anterior à psicanálise.

Uma das minhas ideias é reunir pessoas para poder comentar textos em conjunto. Enquanto isso não se concretiza fiz uma lista de algumas caracteristicas para que cada um faça sua própria investigação:

Quando escreve é facilmente distraído por qualquer demanda externa?

Quanto tempo dedica-se a formatar (= a lamber, modelar, trocar, testar, simular, acariciar e as vezes, muitas vezes, deletar) um texto?

Como seu estado mental (psico-afetivo-espiritual) afeta a  qualidade daquilo que está elaborando?

Quando está escrevendo voce pensa no público-alvo em primeiro lugar?

Quando lê o texto de outros voce imediatamente pensa nos seus?  Ou consegue compenetração para embarcar no que está lendo?

As ideias e o processo criativo surgem em algum momento específico? 

Voce obedece a intuição?  

A leitura crítica de algum colega/conhecido/amigo(a)/namorada(o)/esposa/marido pode te desestimular a ponto de voce desistir do texto?