• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos da Tag: yom kippur

Reparo e Perdão (Yom Kippur) (Blog Estadão)

22 terça-feira set 2015

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

Blog Estadão Rosenbaum, dia do perdão, Reparo e Perdão, yom kippur

Reparo e perdão (Yom Kippur)

Paulo Rosenbaum

22 setembro 2015 | 16:27

Perdão como Bordão

Esqueçam simetria. Desfaçam equilíbrios. As balanças hoje podem perder qualquer relevância. Perdão é desrazão. Afinal, qual sentido teria conceder anistia sem reciprocidade? A concessão é irracional. A unilateralidade é enganosa. O bordão chamado perdão é perturbador. É quando nossa insônia precede a gentileza. Quando o humor enfrenta seus decretos. O desafio é lento e violento. Perdão poderia ser um método, uma instância operacionalizada na fraternidade. Antes de desligar, pense no desproporcional esforço para contratar o sentimento oposto. Habitualmente, escolhemos a disputa. Enquanto o ódio é uma meta, a tolerância não recompensa. O perdão nada repara. Há, portanto, um indulto que nos agrega e existem ofícios sem justiça. Por outro lado, precisamos reconhecer o imperdoável. Há uma ofensa contra todos os homens, imitigável. Nesse caso, perdão algum pode revogar o ônus. E o que entendemos de rancor? Para o talmudista devemos aprender com as crianças: “as crianças escolhem ser felizes do que estarem certas”. No repente pouco psicanalítico poderia nos ocorrer esquecer para avançar. Renunciar à pressa dos vereditos. A justiça exige espaço. Nós, pacificação. O perdão não trás quitação, cicatrização, anulação ou redenção. O perdão nos obriga a renunciar às certezas. Trata-se de fenômeno antinatural que confronta as leis da adaptação. Abrir mão dos argumentos é aceitar não julgar. Se a beleza do dia do Perdão nasce desse paradoxo, sua ética perdura pela simplicidade: viva e deixar viver.

Tags: Blog Estadão Rosenbaum, dia do Perdão, Reparo e perdão, talmudista, viver e deixar viver, Yom Kipúr

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Desrazão do perdão

12 quinta-feira set 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Na Mídia

≈ Deixe um comentário

Tags

armas químicas, ética de guerra, convenção de Genebra, dia do perdão, guerra, guerra civil, paz, perdão, Síria, sentido da guerra, utopia, violencia, yom kippur

  • RSS
  • Twitter
  • Facebook

Jornal do Brasil

Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013

Coisas da Política

11/09 às 18h05 – Atualizada em 11/09 às 18h27

Desrazão do perdão

Paulo Rosenbaum – médico e escritor

Teremos valores inatos? Será a ética um deles? Um exemplo de como os critérios na atual construção social podem ser voláteis é que, por exemplo, a competição entre as pessoas é desejável. Isto é, é aceitável mencionar que “vença o melhor”, aquele que tem talento, ou “o mais dotado de habilidades” . Quem faz mais ganha mais. Mas, surpreendentemente, a verificação empírica deste axioma não passa da esquina. Não é mais pelo trabalho, nem pelo número de horas extras, nem mesmo a relação fiel que alguém tem com a  empresa ou local no qual trabalha. O que define hoje tudo é a network. O poder da rede de influências é que permite que a pessoa tenha mais ou menos oportunidades, e as vantagens da relação com o poder são óbvias. Trata-se, portanto, de uma meritocracia viciada.

Um filósofo que aborde o sentido da ética pode ser interpretado como moralista e, portanto, corre o risco de perder sua credibilidade. Entretanto, sob a vigência do atual contrato social, a ética passa a ser um valor flexível e mutável como outro qualquer. Foi assim que os consensos entre as nações acordaram que armas químicas estariam extirpadas do arsenal militar.

Historicamente, as temíveis “armas de destruição em massa” deveriam ser banidas, já que infligiam as leis éticas da guerra, escritas na célebre convenção de Genebra. Mas, se há uma ética para a guerra, deveria haver uma que regulamentasse a paz. E ela deveria prevalecer sobre as demais. Por outro lado, se dependesse dos pacifistas que não avaliam os contextos, ninguém teria enfrentado Adolf e suas máquinas de triturar partículas, povos inteiros teriam sido exterminados na África e muitas ditaduras estariam ainda em vigor pelo mundo.

As razões éticas para uma guerra? Defesa pessoal, ameaça a um povo ou grupo de pessoas, tirania de uns poucos exercida sobre muitos. Enfim, a razão será sempre pródiga em desdobrar o material para fundamentar justificativas para os tambores.

E quanto ao perdão? Há justificativas para que se perdoe alguém? Qualquer um? Todos? O perdão talvez seja o mais enigmático e deslocado dos atributos humanos. Nenhuma razão o alcança. Ele não se encaixa nas leis da evolução. Não se adequa aos exercícios de lógica. Não se adequa à teoria dos jogos, ele é, sim, frequentemente, confundido com ingenuidade religiosa.

Portanto, é o sentido e o fenômeno que merecem, vale dizer, nos permitem um esboço de análise. Às vezes, decisões são difíceis, e há mais de uma resposta certa para a mesma pergunta. Uma guerra pode ser aética, suja, sangrenta e injusta, e muitas outras coisas, menos ilógica. Ela tem sido historicamente justificada, moralmente regulamentada, frequentemente exercida. Dizem que ela acontece quando se esgotaram os recursos. A incapacidade de dialogar, ou o risco de não promovê-la, representa um risco maior do que o contrário.

A guerra não faz sentido: a não ser em condições onde todas as escolhas pela paz falharam, e, neste caso, como a paz é uma qualidade mediada, a omissão recairá sobre os agentes humanos e suas instituições. As nações e suas agencias têm demonstrado prezar a burocracia, as relações comerciais e a política. Ao mesmo tempo subestima a construção de conceitos compartilháveis de pacificação. A paz não vem imposta, prensada ou imposta, ainda que possa fluir unilateralmente.

Os mesmos valores que permitem localizar o perdão como uma desrazão que ultrapassa o escopo lógico da natureza humana são aqueles que, paradoxalmente, podem nos salvar da destruição. Dar chance à paz é impor o desejo de fazer prevalecer o diálogo contra o silêncio do mundo.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2013/09/11/desrazao-do-perdao/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Perdão: uma reflexão sobre Yom Kipúr

07 sexta-feira out 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 15 Comentários

Tags

a brincadeira de perdoar, desculpem-se, desrazão do perdão, dia do perdão, o perdão infantil, perdão, por que perdoar?, sentido do non sense, yom kippur

Perdão não faz sentido.

Por que perdoaríamos os desafetos, os inimigos, os injustos e os caluniadores? Os políticos e os agressores? Os egoístas e os censores? Os críticos e os traidores?

Mesmo assim este é o dia. Esse é o dia para fazer isso.

Não se trata de uma superestimulação intelectual, nem de uma adesão acritica ao dogma religioso. Perdão faz parte de uma longa viagem que termina nesta janela aberta.

Atravessemo-la ou recusemo-la. Não importa sua decisão, ela continua real e se recusa a desaparecer.

A janela do perdão fica sobre um espelho muito maior. O tal quadro que nos viabiliza como sujeitos.

Perdoar não é um aceno à ingenuidade mas um passo forçado para a integração. A maturidade real e não aquela que se exige de adultos, que disfarçam as neuroses com a seriedade. Despistamos as angustias com trabalho e carreiras.

Perdoar é dar passo em falso. É cair no terreno das coisas não respondidas e das correspondencias extraviadas.

Perdoar é como brincar sem (nenhuma) razão.

Perdoe e pronto. O sentido, pode, talvez, ser redescoberto depois ou nunca.

Faça-o ou não, mas tente esquecer que a vida adulta nos traz responsabilidades e crescimento como torturas necessárias.

Desculpem-se

Dobrem-se ao postulado infantil, desçam ao transbordante poço das incoerencias que está para bem além de perdoar: a vontade e a necessidade de ser perdoado.

— Mas e se não fiz nada para ter que ser perdoado?

— Desculpe, melhor ainda, non sense é o que vale.

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
 

Carregando comentários...
 

    %d