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  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
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  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

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Paulo Rosenbaum

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Códigos da paz (blog Estadão)

22 domingo nov 2015

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antonio Houaiss, blog estdão Rosenbaum, códigos da paz, Chomsky, conto de notícia, corrupção dos alfabetos, Hamas e Hezbollah, Isis, linguagem e terror, multisectarismo, Pulsão de morte, Stephan Zweig, terrorismo, Umberto Eco

Códigos de paz

Paulo Rosenbaum

20 novembro 2015 | 21:08

O que fazer quando se enfrenta um inimigo que rejeita a paz, porque sabe o que ela significa? Segundo Antonio Houaiss em seu “Sugestões para uma política da língua” de 1960, das 3.000 línguas que se falavam no planeta (sem contabilizar os dialetos), 2.800 estavam em crise de existência. No buffer literário estão representadas apenas quarenta destas línguas, e, somente pouco mais de vinte faladas por mais de dez milhões de indivíduos. Entre os complexos conscientes e inconscientes dos homens que regulam a busca pela deposição das armas ou a disposição bellatrix, estão os significados das palavras com suas cargas inatas. Então, como nos entenderemos?

A paz é um ardil, álibi para moderar impulsos, um alimento que ninguém aceitou. O grande significado da paz, ainda ignoto, não pode ser compartilhado. Não é silencio, concórdia, tranquilidade, ou “ai dos vencidos”. O que a paz não traz, as bombas suprem. Para formar tréguas é preciso coexistir senão na língua, na linguagem. O multiculturalismo, que deveria significar distensão e convívio, transformou-se em multisectarismo. Depois de quase oito décadas distantes do fim da segunda guerra mundial, de Paris a Nairobi, de Beirute a Jerusalém, testemunhamos a corrupção dos alfabetos. Vale dizer, uma degeneração dos códigos. Numa corrosão que alcança a cultura, as redes eletrônicas multiplicaram dialetos e tribos. Os países estão inertes e imersos em seus próprios interesses. Os Estados já estão perguntando para seus habitantes: liberdade ou segurança? Muitas democracias, reféns do populismo (mesmo aquele involuntário pois, ao fim e ao cabo, o que vale é voto na urna) estão ficando paralisadas por contradições cada mais complexas.

O gesso que agora imobiliza o continente europeu tem características especiais. O sonho da união vai se configurando pesadelo, pois é preciso bem mais do que liberdade alfandegária e de circulação para fundir princípios, como sugeriu Stephan Zweig em seu texto “Da unidade espiritual da Europa”. Há uma análise mais ousada do que a superficialidade das teorias conspiratórias de Chomsky: o terror pode estar sendo legitimado sob a manipulação política do medo. Os especialistas afirmam ainda que as comunas terroristas ocuparam o lugar de administrações ausentes — sob um modo operacional similar aos morros cariocas e outros bolsões de violência. Numa aparente contradição, enquanto jihadistas queimam infiéis e massacram civis, crianças ou adultos, ao mesmo tempo  subsidiam  tratamentos médicos caros para pessoas doentes e funcionam sob os auspícios das lideranças tribais, que, em troca, lhes dão sustentação moral e  esconderijo em suas casas e lugares públicos em caso de chuva de mísseis. Os grupos terroristas do Daesch ao Hezbollah, do Hamas ao Boko Haram, suprem lacunas do poder. Além disso, analogamente aos vendedores eletrônicos de fé, oferecem uma saída remunerada à transcendência. O ocidente prefere não constatar um outro gap psicológico óbvio: a crise de sentido das sociedades materialistas. A esquerda, por sua vez , desconsidera a “fome de significado” para atribuir toda responsabilidade à marginalização socioeconômica. O apelo pop dos terroristas é evidente. O falecido playboy belga jihadista, em sua Toyota top de linha, já avisava, sorrindo, que enquanto os outros fazem frete com mercadorias, eles arrastam infiéis. Não, não há nada de islâmico em trucidar para purificar. Mas chega ao limite da psicose a negação com que os líderes mundiais tentam ocultar o caráter jihadista que vem inspirando massacres. Incluindo modalidades “produção independente”, como o esfaqueamento de judeus em Israel e a epidemia de franco atiradores pelo mundo. Quando Umberto Eco teve a coragem de nomear o Isis como o “novo nazismo” uma parcela de progressistas pulou das cadeiras para acusar o escritor de parcialismo e reacionário.

As democracias vem quebrando suas regras e princípios para obter, em troca, alguma governabilidade. Foi assim que o crime organizado se avizinhou do terrorismo para, enfim, aglutinarem-se num tandem bélico.  É óbvio que o Ocidente, mesmo ameaçado, não corre o risco que os escatologistas apregoam. Ainda que tempos obscuros estejam de volta, melhor aceita-los do que nega-los. Velhos inimigos precisam superar diferenças e voltar a aceitar que, com um inimigo comum à espreita, a união será inevitável. Assim como assumir que existem inimigos públicos da humanidade e impor-lhes algum código de paz, de preferência, que contenha tolerância e liberdade. Ninguém saira sozinho dessa enrascada e nem mesmo há garantia de que um consenso provisório terá êxito. É sempre importante lembrar que a pulsão de morte que alimenta fanáticos costuma ter curso errático.

 

 

 

 

 

http://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/linguagem-e-codigos-de-paz/#

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Ufanismo da morte e a submissão dos demais (JB)

12 domingo jan 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Al Quaeda, fascistas verdes, fascistas vermelhos, Revolução etimologia, terrorismo, Ufanismo da morte e a submissão dos demais

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/01/11/ufanismo-da-morte-e-a-submissao-dos-demais/

Coisas da Política

Hoje às 06h00

Ufanismo da morte e a submissão dos demais

Paulo Rosenbaum – médico e escritor

Revolução — do latim revolutio, o ato de revolver ou mudar um eixo ou um centro. Uma mudança total ou radical nas circunstâncias ou no modo de viver (Webster).

Ao contrário das previsões dos experts em terrorismo internacional, os voluntários da Al Qaeda e milicianos congêneres avulsos crescem pelo mundo. Hoje, o cadastramento de homens-bomba é online e o kit suicida enviado por correio expresso. Pergunta-se se é possível que o manancial de psicopatas dispostos ao sacrifício da vida alheia seja mesmo assim tão inesgotável.

Com armas em punho, escondem-se com máscaras para desalojar e massacrar a população infiel. Infiéis, diga-se de passagem, são todos os desobedientes. Hoje em Falluja, Iraque, amanhã ninguém sabe. Explodem quem não aceita os critérios de retidão e virtude moral. Mas sua moral, o ufanismo da morte, é um verdadeiro ultraje aos princípios do próprio islamismo. Eles acreditam mesmo no que fazem, piamente. Isso talvez seja um pouco mais aterrador que os morteiros que  ostentam. Colocando de outro modo, quantos massacres com armas químicas ainda serão necessários na Síria? Dizem que os milicianos salafistas são um pouco piores que os capangas de Assad. Numa guerra civil, o tribalismo sectário é a fronteira do inferno.

Examinando de perto, é provável que se descubra os sujeitos mais dogmáticos que pisaram na Terra são os protagonistas das guerras santas. Mas ora, não são revolucionários? O perfil comum destes tipos é que, tal qual Lênin, não concebem revolução alguma sem um pelotão de fuzilamento. O que é uma revolução, então? Além da acepção clássica e de ter dado origem a um tipo de arma, conhecida como revólver, uma revolução é, antes de tudo, uma mudança promovida pelos homens. Não necessariamente para melhor.

Fascistas verdes, fascistas vermelhos e terroristas se assemelham na tática de submissão dos demais. Apesar da variedade dos cardápios justificacionistas, conversão é  conversão. Pode ser uma causa política, a adoração de um líder ou princípio religioso. Todo principista adepto da violência — é santa a própria guerra — terá na ponta da língua o álibi para tornar sua agressividade mais justa, sua opressão mais nobre, sua truculência inevitável.

Não basta contemplar. É vital estabelecer um diagnóstico para uma geração dessas. Máxima informação, mínima elaboração. Toda pedagogia deveria ter sido focada em dúvidas. Talvez tenhamos errado a mão na aplicação da psicologia da autoconfiança. O ensino da fé deveria ser sempre acompanhado de um manual de interrogações. Deveríamos decretar que toda teoria geral sobre qualquer coisa está, a priori, errada. Não é teoria, está no plano da observação empírica. Uma sociedade que insufla a convicção e a certeza parece ser bem pior do que aquela que estimula a dúvida e o questionamento.

É melancólico verificar o que as causas, motivações políticas e bandeiras estão sendo capazes de fazer com nosso resíduo de sanidade mental. E se os criminosos revolucionários das falanges que se encontram nas prisões nacionais derem mais um passo em direção à unificação? E se os insurgentes do mundo organizados começarem a se armar para fazer valer suas causas e demandas? O que fará a maioria que prefere não comungar, nem marchar ombro a ombro por causa nenhuma? As pessoas avessas à causa violenta permanecerão acuadas pelos gritões?

O que será que nos amedronta tanto que já não esteja em absoluta evidência para nos desgrudarmos das poltronas e alterar o estado das coisas? Ou os outros precisarão continuar se expressando para que continuemos calados? Percebemos então, de cabeça baixa e rendidos ao ceticismo, que, ao menos no plano  político, não há mais por quem torcer.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/01/11/ufanismo-da-morte-e-a-submissao-dos-demais/

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Naturalizando o insuportável

10 quinta-feira out 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Claudia Trevisan, liberdade de expressão, Obamacare, terrorismo

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Jornal do Brasil

Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

 

    Coisas da Política

    Hoje às 06h13

    Naturalizando o insuportável

    Paulo Rosenbaum – médico e escritor

    Quem pode acompanhar esta página sabe o desprezo que me causa o antinorte-americanismo sectário, dominante no circuito do jet set diplomático e politico mundial. Cometem seus erros, mas só quem não tem computador não sabe que a espionagem é a alma dos negócios. Pode-se espernear, mas o que os Estados Unidos avançaram em termos sociais, tecnológicos e na implantação de uma democracia e instituições sólidas nenhum outro país do mundo ocidental conquistou. Certo, são egoístas para favorecer o próprio povo. Mas não é isso que um Estado decente deve ser? Poderiam ser menos egocêntricos, de acordo. Mas o crescimento do protecionismo mundial escancara: ninguém é vilão sozinho. E até aqui sedimentavam seus índices sociais mantendo a liberdade e a democracia, o que não é fácil. Muitos socialistas órfãos sabem disso, mas não podem admitir em público. Aliás, talvez um dos primeiros países a cumprir as demandas do Manifesto Comunista no que diz respeito aos direitos trabalhistas. Claro que eles não têm nosso tino paternalista, nem nossa capacidade de rir dos próprios infortúnios. Enquanto isso, o irresoluto Obama oscila entre notáveis propostas de avanço social — a inclusão de 50  milhões de pessoas nos serviços de saúde é o que está em jogo — e humilhantes concessões na política externa que estão corroendo símbolos. Pois, o que significa tomar lições de moral  e cívica de Putin? É autoevidente. 

    O fato é que a melhora dos índices de pobreza eram provas de que havia recuperação e eficiência. A retomada depois do tombo de 2008 — nas previsões otimistas para 20 anos — estava se fazendo em menos de cinco — tudo fruto de gerações de fibra dos norte-americanos.  Eles não só superaram a ideia do lucro e da livre iniciativa como pecados burgueses, como formataram um sistema de previdência social que mesmo ruim ou deficitária é muito melhor que o da concorrência. Isso, mesmo naqueles países onde o bem estar-social é chamado de outros nomes.

    A melhora dos índices de pobreza eram provas de que havia recuperação e eficiência nos EUA

    Mesmo na recuperação econômica nota-se um clima de regressão. De abandono de algum eixo sobre o qual os pioneiros ergueram a Constituição mais duradoura e enxuta da história. A liberdade parece estar afundando na armadilha da guerra fragmentária e sem perspectivas. Não porque haja qualquer dúvida da superioridade estratégica e militar, mas porque é impossível abrir intermináveis e extensas frentes de batalha e não sucumbir. Roma soube disso tarde demais, e só quando se esgotou o estoque de escravos.  

    A prisão de um jornalista do estado de São Paulo, Claudia Trevisan, no campus de uma universidade é um sintoma. Mas há outros. Mais graves ainda. Apenas seis meses separam o atentando terrorista dos dois irmãos chechenos em Boston, do fuzilamento de uma senhora que, após uma depressão puerperal, teve a infelicidade de ter seus delírios e fantasias com o presidente. Procuremos não os elos óbvios entre a paranoia antiterror generalizada e a politica que tem levado a erros de julgamento cada vez mais graves. Os irmãos que explodiram e mutilaram pessoas em Boston tiveram inúmeros defensores. Até a velha e ridícula legião, que conseguiu plantar todos os eventos nas costas da CIA. Chegou a haver comoção pelos dois jovens terroristas que resistiram, um morto e o outro gravemente ferido num barco da pequena cidade em Massachusetts.

    Por mais insanas que sejam as justificativas, isso significa que há sempre gente disposta a  defender direitos das minorias, desde que estas tenham causas ideológicas em comum. No caso da senhora que, desarmada, estava no dia e hora erradas e seu carro recebeu pelo menos 29 balaços da policia local até ter a trajetória interrompida para sempre. Não houve comoção. O caso não parece ter recebido a atenção devida.  O silêncio relativo é aquele que faz soar o “mereceu o que recebeu”. Seu destino ficou por isso mesmo. Depois de morta, ninguém hasteou bandeira a meio pau. Não houve passeatas, nem mesmo contestações veementes da mídia mais progressista. Isso é mais do que um sintoma. É um sinal, e não vem dos céus. Estamos naturalizando o insuportável, e o retrocesso é mental.

    Mas é claro que há uma guerra, a terceira, mundial, ainda fria, fracionada demais para que se note. O mundo inteiro está em polvorosa. Mas, será que a resposta é dobrar a reação? O mundo pede menos censura e mais cuidado. O mundo exige atenção ao outro. Torço para que os irmãos de cima resistam à tentação totalitária para se igualarem a tantos outros. Pode ser que não passe de um pesadelo dos direitos civis e um coma transitório dos valores democráticos. 

    http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2013/10/10/naturalizando-o-insuportavel/

     

     

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