• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

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Paulo Rosenbaum

Arquivos da Tag: manobras do partido

Sobras de uma era (blog Estadão)

30 domingo nov 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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filosofia marxista, hegemonia e monopólio do poder, manobras da mídia, manobras do partido, Marx, Paul Ricoeur, sobras de uma era

Sobras de uma era

Paulo Rosenbaum

29 novembro 2014 | 21:03

racionalizacaomaracutaiaXX

O pleonasmo “sabiam ou não?” está no ar. E é assim que as manchetes ocultam os escândalos no lugar de coloca-los com a devida relevância. A perplexidade é artificial. Como assim “sabiam de tudo” se foram mentores de toda a coisa. Mas, e aqueles que, sem serem propriamente políticos, deram o aval teórico-intelectual para, usando o status quo, destrui-lo. Portanto, o que está jorrando das plataformas, não é, nunca foi um acaso, trata-se de um plano “working in progress“.  Como nenhuma tese se sustenta isoladamente, é necessário espremer o senso comum para extrair uma gota de contexto real.

Pois um grupo de cabeças pertencentes à mesma matriz acadêmica daquela que defendeu e justificou, da tribuna da Câmara Federal, o massacre da praça da paz celestial em Pequim. Da mesma estirpe que afirmara que os ataques as torres gêmeas eram a justa resposta do talibã ao imperialismo ianque. Da mesmíssima doutrina repetitiva e monotônica que recentemente publicou em jornais e blogs subsidiados que as acusações das corruptelas comandadas pelo partido eram manobras da mídia. A estratégia, bem sucedida até aqui, tem feito colar a tarja na boca dos discordantes. Tanto faz o impresso que vai na mordaça:  direita, burguesia, classe média reacionária, forças conservadoras, críticos fraudulentos, ideologias derrotadas e até mesmo a esquerda cooptada pelo capital.

Mas, o que é mais espantoso e perturbador é que ninguém conseguiu abordar com objetividade o papel silencioso-ativo destes núcleos intelectuais.  Que o silencio não nos engane. Estas forças dominam o pensamento nas universidades. Deram e continuam dando sustentação a esta vasta rede de relações de poder, também conhecida como lulopetismo. Na academia de tribos auto referentes jamais compreenderam a sutileza do filósofo Paul Ricoeur que, em nome da liberação da análise de qualquer hegemonia, solicitava “cruzar Marx, sem segui-lo, nem combate-lo”

 Agora, rompendo um silêncio que passou pelo negacionismo do mensalão, silencio seletivo frente aos escândalos, fracasso da economia do primeiro mandato de Dilma, a risível política externa alinhada com ditaduras, o recrudescimento da pobreza e sob o império da corrupção, um grupo, mais constrangido que verdadeiramente incomodado, lançou um manifesto pedindo coerência entre as propostas de campanha e as ações do executivo.

Durante a guerra fria CIA e KGB subsidiaram escritores e intelectuais para produzir as melhores e mais inspiradas versões de qual seria o regime político ideal e demonizar o adversário. No Brasil de nossos dias o subsidio é mais eclético e patrocina tanto os amigos como compadres ideológicos. Desloca uma tinta preta para quem faz propaganda do governo. A bolsa intelectual chega de várias formas, mas a mais engenhosa foi ter formado um time de pensamento hegemônico, clube onde só entra quem pensa igualzinho. É sob esta diversidade padrão que se respaldam, atribuem-se o que há de mais revolucionário em matéria de pensamento e ainda encontram tempo para difamar os desafetos.

Pois foi isso que sobrou de uma era, uma era em que essa gente era conhecida como “intelligentsia“.

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#naovaiterdialogo (blog Estadão)

29 quarta-feira out 2014

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos, Imprensa, Na Mídia

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#naovaiterdialogo, autoritarismo, eleições 2014, manobras do partido, totalitarismo

#nãovaiterdialogo

Paulo Rosenbaum

29 outubro 2014 | 14:00

 

Além dos slogans, tivemos que escutar que o Estado, os interesses da nação estão acima dos indivíduos. É preciso declarar o oposto. O interesse dos cidadãos é que deve monitorar os interesses do governo. Pois não é o que acontece na realidade. Esta pequena, porém monstruosa inversão, serve muito bem: às arbitrariedades. O poder executivo cultua a supremacia. Uma vez sufragados, passaram a imagina-lo como uma qualidade quase irrestrita, com autonomia absoluta sobre os comandados. Ou alguém ouviu  projetos serem exaustivamente discutidos? Por que então perduram? É preciso recusar a melancolia reducionista de que “o marqueteiro deles venceu o nosso”.

Quem ouviu notou: a oferta de comunicação com o “outro lado” foi feita com altivez e a convicção da hegemonia. Imaginária. No manual de fisiologia do poder está escrito que o ganhador passa a fantasiar que 50% mais um dos votos válidos, configuram álibi universal. A ofensiva, os protegeria de todas as vicissitudes. Uma imunidade que exalta quem governa acima de todos os outros cidadãos. Uma aberração pré-iluminista repetida pelos refrões do populismo de crediário.

E qual seria então o diálogo que a mandatária geral diz desejar? Não se ouviu menção ao nome do candidato derrotado. Pode ser por superstição, conselho do João, ou negação. Mesmo assim, era o mínimo que a etiqueta  exigiria. Será que ela não teria se enganado? Que o diálogo a qual ela se referia tinha outro nome? Será que não seria falar consigo mesma, deliberar entre si, com seus botões, dizer à parte, pensar alto?  Já a conversação, que tanto o senso comum como 50 milhões de pessoas esperariam, talvez estivesse mais próxima de outro conjunto de analogias: cavaquear, dar trela, quatro dedos de prosa, conciliábulo, ecloga, colação, arrazoado e trato.

Difícil decifrar a qual das duas modalidades ela se refere. A primeira, parece ser a forma mais familiar à legenda que a acolhe. A segunda, pressupõe aceitar que existe um interlocutor com vontade própria. Um desigual. O heterogêneo. Um ser crítico. De qualquer forma alguém que, necessariamente, não partilha das mesmas premissas.

Dialogar não é fácil.  É  campo onde não se pode dar falsas esperanças, já que esta arte não pode ser adquirida nos cursos do pronatec.

Mas, se houvesse a mínima esperança, a aula inaugural deveria apresentar uma ementa mais ou menos assim:

”Não se dialoga quando se jogam classes sociais umas contra as outras, não se dialoga quando, para difamar os oponentes, abusa-se das parafernálias do Estado.  Não se dialoga sob o bombardeamento de propostas autoritárias. Não se dialoga quando não se sente sinceridade. Não se dialoga sob manobras regimentais.  Não se dialoga com quem estufa o peito e diz que “faz o diabo”. Não se dialoga com quem solapa a constituição. Não se dialoga com quem organiza a supressão da imprensa. Não se dialoga com a faca tributária no pescoço. Não se dialoga com contratos já editados. Não se dialoga com pautas goela abaixo. Não se dialoga sob censura. Não se dialoga com quem não te enxerga. Não se dialoga pisoteando a justiça. Não se dialoga sob a tutela de gurus. Não se dialoga quando o objetivo é ganhar tempo. Enfim, não se dialoga sem o mínimo de elegância.”

Tags: #naovaiterdialogo, diálogo, eleições 2014, farsa e diálogo, terceiro turno e prorrogação

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