• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos da Tag: anomia

O Sequestro do Estado

25 quinta-feira out 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ 1 comentário

Tags

açao penal 470, anomia, autocracia, cala boca, centralismo partidário, Democracia grega, Eleições 2012, elites, hegemonia e monopólio do poder, impunidade, instituições financeiras, Julgamento Mensalão, justiça, manipulação política, mensalão, o pobre, pobres, poder absoluto, política, regimes, sequestro do Estado, significado de justiça

O Sequestro do Estado

Autocracia, do grego, autokráteia – força própria, poder absoluto.

Estudos econômicos recentes apresentaram realidades paradoxais. Se por um lado no século XX as condições sócio-sanitárias avançaram, o fosso que separa a extrema pobreza da extrema riqueza aumentou muito e a crise mundial propagada veio para dar o golpe de misericórdia no abismo. Esta incapacidade crônica de resolver o apartamento entre os que podem comer e os que não gozam do direito de perguntar por que continuam famintos, representa bem o malogro da política globalizada como instituição. Mas há um perigo muito maior nessa vergonhosa calamidade. As cinzas tem potencial assustador para gerar lideres totipotentes, os quais, geralmente, ficam à frente de governos cínicos. Facciosos, auto referentes e boquirrotos, eles formam a nova elite politico-econômica. Não vieram de onde vieram, pequena burguesia ou da pobreza para mudar nada, apenas ocuparam um lugar que antes não lhes pertencia. O problema é que mimetizaram os valores que antes atacavam ferozmente e se tornaram versões aperfeiçoadas dos antigos algozes. Hoje manipulam os mais pobres exatamente como machistas usam as mulheres. O pobre vai de mão em mão, transformado em objeto, sem acesso a ser player do jogo capitalista, oprimido por impostos e feliz por subsistir na miséria. Seu único préstimo é sustentar a autoilusão de que o regime é feito para eles, e por um deles.
A verdade é que regimes totalitários costumam governar com as instituições financeiras, o grande capital acionário e as elites econômicas. Essa dupla miragem impõe à sociedade inteira um efeito colateral. A verdadeira calamidade é que o favorecimento de governos populistas (distingua-se populismo de governo popular) entorpece a capacidade crítica e permite o cala boca da maioria na surdina, sem alarde. Pudera, quem pode falar quando são 70 e tantos por cento de aprovação?
Para conseguir tudo isso foi preciso saciar a fome sem prover renda, substituir educação e melhores condições de vida pela subserviência ao paternalismo de Estado, desqualificação da educação superior, e abandono do critério de mérito e esforço para lograr a ascensão sócio cultural. São rebaixamentos que seduzem. Acabam atingindo a oposição que se viu obrigada a renunciar seu papel fiscalizador e/ou associar-se comportadamente para compor com o governo: assim nasceu a base alugada.
Pois então que respondam os prezados leitores: Em qual República do mundo uma cúpula partidária inteira é condenada por corrupção ativa e os mandatários passam incólumes e continuam se elegendo e aos cúmplices, como se a suprema corte estivesse batendo martelos no açougue? Em qual Pais do mundo o uso da máquina pública é abertamente colocada a serviço de candidatos do regime e não se ouve uma palavra de protesto, uma contestação, um pio? Em qual Nação contemporânea, diante de sucessivos escândalos envolvendo sinistros interesses públicos e privados, a situação cresce e a oposição míngua?

Cautela é vital. A razão mostra que nem todos os políticos podem ser equiparados e o fenômeno motivador da ação penal 470 é essencialmente pluripartidário.

Mas há uma diferença, a fundamental: quem ataca a justiça ou a protege.
Os primeiros acham que a lei é uma espécie de guarita, um apêndice governamental, que os cargos de confiança facultam impunidade e, caso derrotados, ainda podem aguardar o indulto. E existem aqueles poucos que sabem que a justiça é a garantia, a única, que nos assegura os direitos individuais, liberdade e equidade. Confundir estes dois tipos e dizer que “são todos iguaizinhos” é embarcar na cortina de fumaça e fazer troça da constituição, como aliás farão os réus e seus padrinhos a partir de domingo a noite, assim que as urnas forem lacradas. Tudo devidamente acobertado por parcela da comunidade intelectual que agora arma a difamação do único poder atualmente independente da República, o Judiciário.

Como exercício de antecipação isso nos deveria fazer pensar que, se nada for feito, em qual tipo de ditadura nos transformaremos adiante.

Ao sequestrar o Estado, esse governo avança lentamente para aplicar os devidos torniquetes contra a liberdade de expressão, como já anunciaram os falcões do partido. O pedido de resgate já não interessa, preferem se apoderar da vítima para sempre. De servidor do povo, o Estado passou a se servir dele para consolidar seu projeto político monológico. O povo somos todos nós, ELES a nova elite, fazendo caixa pelos mais variados motivos. Recomenda-se o recentemente divulgado vídeo com a impressionante entrevista de Hélio Bicudo para entender melhor de quanto se trata. O mensalão foi apenas um detalhe dessa sofisticada maquinação, que não fica nada a dever às táticas dos regimes mais truculentos e autoritários. A julgar pela inércia, o Pais ainda não está pronto para ser passado a limpo, teremos que aguardar outro julgamento, o histórico, para saber a distancia que estivemos da autocracia.

O consolo? Passa por um velho princípio da física, a lei a gravidade. Neste mundo todos os corpos são irresistivelmente atraídos ao solo e tendem à queda, se é que não serão derrubados antes!

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo”(Ed. Record)

Paulorosenbaum.wordpress.com

Para acessar link do JB use:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/10/25/o-sequestro-do-estado/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

O Crack da segurança pública

02 sábado jun 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

anomia, segurança pública, violencia

O Crack da segurança pública
Jornal do BrasilPaulo Rosenbaum*+A-AImprimirPublicidade

O título é uma provocação? Infelizmente, caro leitor, não é nada disso! Escrevo para dizer que estou, como milhões de paranóicos, entrincheirado onde moro. Seguindo orientações, fiz investimentos pesados em barricadas de travesseiros e estou atento aos movimentos suspeitos nas ruas do entorno. É que a pizzaria bem ao lado de onde moro sofreu um arrastão antes de ontem e três prédios da minha rua foram “esvaziados” por quadrilhas fortemente armadas nos últimos dois meses. Morar numa região central de qualquer cidade do país é, hoje, tremendo risco. Mas parece que no campo e na periferia não tem sido muito diferente.

Os direitos constitucionais dos cidadãos estão todos lá, redigidos na carta, no entanto eles se parecem um pouco com o código de direito do consumidor: vai lá tentar receber teu dinheiro de volta!

A verdade é que o estado tem cada vez mais leis, mas cada vez menos poder para aplicá-las. Quando aplicada, tem sido de modo seletivo. Há razões diretas e indiretas para que não se promova segurança para a maioria da população. Vamos a algumas delas:

-O estado representado pela atual administração federal ainda conserva na memória primitiva e automática a correlação que havia no regime militar entre polícia e repressão política. Ou seja, a repressão tem sempre uma conotação de “direita” enquanto a marginalidade ainda pode ter uma coloração revolucionária. Junte-se a isso, a ingenua consideração de que a correção do problema criminal depende exclusivamente de justiça social.

-É grave saber que o estado não acredita que a ameaça aos seus cidadãos e os insustentáveis índices de violência sejam motivos de preocupação real. Já se ouviu em Brasília gente graúda afirmando com ironia que isso era “medo de burguesia”. O povo mesmo não está ameaçado.

-O estado imagina que a manutenção da ameaça pode, de alguma forma, aumentar o poder de barganha ao se outorgar a primazia da oferta de proteção. Tudo na base do paternalismo tosco que tem caracterizado o populismo latino americano e sua rasteira psicologia para as massas que coloniza.

-A educação formal das novas gerações têm sido pouco criativa, baseada em competição e instiga a agressividade. Tudo sob a fluída evocação do direito de escolha. Ninguém quer a volta das aulas de “moral e cívica”, mas – já que através dos exemplos daqueles que governam não chegaremos a lugar nenhum — um pouco de filosofia e aulas de ética pública e privada não seria má idéia.

-Leniência e assimetrias da lei. Na reforma do código penal legisladores vem descriminalizando pequenos delitos e chamando-os de bagatelas. Mas o que poderia ser um avanço, transforma-se em autorização tácita ao crime se não houver a promoção de medidas sócio-educativas simultâneas ao ressarcimento que o ladrão terá que oferecer à vítima. Agora como é que pode ser que violadores de e-mail de atriz famosa possam ser apenados em até 12 anos de reclusão e os assassinos confessos, violentadores e ladrões do erário, se apenados, se safem com menos de um terço do tempo? Não sou da área, mas isso é desnecessário para enxergar distorções.

-As prisões brasileiras estão entre as mais despreparadas e superlotadas do mundo. As taxas de reincidência e de reinserção social dos egressos demonstram isso amplamente.

–A política de segurança prisional se sofistica muito lentamente. Por exemplo, ainda não se conseguiu um acordo – pasmem, são quase 10 anos de discussão — para que as operadoras de telefonia móvel bloqueiem chips dos celulares que entram aos milhares no sistema prisional. Depois de investimento milionários as salas de telejulgamentos estão ociosas porque não há acordo sobre a constitucionalidade de audiências virtuais. Pode ser até que estejamos na frente em Internet para todos, mas a mentalidade geral persiste retrógrada.

–A política de remuneração de policiais no País (acrescente-se bombeiros) é ridícula e degradante Não porque estas pessoas mereçam privilégios especiais, mas, o exercício de uma profissão que mistura insalubridade com riscos muito reais, merece ter a política de salários completamente revista e reestruturada. Provavelmente a corrupção policial desceria ao patamar administrável.

-Faltam investimentos mais efetivos em inteligência policial, controle de armas nas fronteiras e aprimorar a integração entre as comunidades e a segurança pública.

– Toda policia deveria prevenir e pacificar.

O primeiro golpe nos direitos civis é a ausência de segurança. Mas estamos sem tempo para discutir medidas objetivas. A fofoca política e o bate boca vem em primeiro lugar na audiência. Desde a redemocratização não testemunhávamos impasses institucionais tão graves entre os poderes republicanos: à mercê de gangues, a população pede socorro!

Para quem?

Ps – Estaríamos todos agradecidos com apenas 1% da consideração que os chefes de estado terão durante a RIO+20.

* Paulo Rosenbaum é médico e escritor.

Para comentários e retransmissão acessar: http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/06/02/o-crack-da-seguranca-publica/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

“Bullyings” de Estado

03 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

anomia, bullyings, bullyings de Estado, discriminação, preconceitos

Jornal do Brasil‘Bullyings’ de Estado

Jornal do Brasil – Paulo Rosenbaum

Está em curso uma expansão exagerada da aplicação do conceito de bullying, e não pretendo historicizar a terminologia, vou me aproveitar dela. Bullyings estão famosos, mas não são novidade, apenas reflexos da ausência de uma educação que ninguém mais sabe qual deve ser. O detalhe é que boa parte dos desmontes de personalidades começa nos lares. E é nessa hora que acionamos mecanismos defensivos não conscientes para bufar de alívio: “ainda bem que foi lá longe”, “não são meus filhos”, “aqueles selvagens”. Só que as perseguições ultrapassaram as quatro paredes. Qualquer abuso contra pessoas é opressão. Quando digo “pessoas” não me refiro ao sujeito anônimo, que não conhecemos e provavelmente nunca saberemos quem é. No entanto, cada criança ou adulto vilipendiado, tem nome e identidade.

Palavras são armas brancas, as mais afiadas já inventadas, e o mundo todo afunda toda vez que alguém é constrangido. A fisiologia da agressão começa nas comparações que as tribos fazem entre si: estranhar o diferente, apontar quem não pertence à maioria nem está na média. Pode ser a gorda, o quatro-olhos, a calada, o filhinho de papai, a pobre, o delicado, a negra, o judeu, o oriental, o galego, o delicado, o esquisito, o burro, a oferecida, o puxa-sacos, o que fala errado, os queridinhos da professora, a hippie ou o engravatado. Catálogos de estereótipos são inesgotáveis, e nenhum deles faz jus à nossa capacidade de segregar. Ocorre na escola, no emprego, e em casa. Vale dizer, há uma educação ideológica subliminar oculta pelo manto da competitividade, que ensina a discriminar.

Não é difícil entender por que as portas de contenção estão se arrebentando. A novidade é o bullying de Estado. Os cidadãos não reconhecem mais a autoridade, e o Estado reage, geralmente de forma covarde, contra seus habitantes. Contra o novo inimigo, o Estado aperfeiçoa os recursos: cassetetes, censura, impostos irracionais, legislação autocrática, promessas insustentáveis, ausência de regras claras e abuso de poder. A sentença de George Orwell “uns são mais iguais que outros” nunca pareceu fazer tanto sentido. Não poderia dar outra. Os conflitos ganharam as ruas.

Para ler na íntegra

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/03/bullyings-de-estado/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

O Fim dos partidos Políticos ou uma Política dos Sonhos

21 sexta-feira out 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

anomia, Corrupção não é a principal doença, desfecho da pós modernidade, fim dos partidos, governabilidade e representatividade, novíssima política, Ocupe Wall Strret, utopia

Coisas da Política – Coluna do Jornal do Brasil

20/10 às 07h21 – Atualizada em 20/10 às 07h25

O fim dos partidos políticos

Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum +A- A Imprimir Publicidade

“Por favor, não vos doam as verdades que digo; ninguém se pode salvar quando se opõe bravamente a vós ou a outra multidão qualquer para evitar que aconteçam na cidade tantas injustiças e ilegalidades; quem se bate deveras pela justiça deve necessariamente, para estar a salvo, embora por pouco tempo, atuar em particular e não em público” (Platão falando por Sócrates in ‘Abstenção da política’).

Não é preciso um giro muito profuso para perceber que o papel das pessoas, estruturas e instituições precisa ser repensado. Não que a democracia esteja se esgotando neste melancólico desfecho de pós-modernidade, mas há pelo menos uma coisa clara: suas formas e conteúdos pedem um novo corte filosófico. Sem uma novíssima política não sobrevivem nem o povo nem o Estado. Aquele a causa — senão a única razão — desse.

Está em curso uma crise mundial, talvez sem precedentes desde o fim da II Guerra, que vai muito além da econômica. Por outro lado, não é insensato afirmar que o capitalismo está muito longe de ser derrotado pelas suas contradições como previu o economista alemão. Ainda é, e por muito tempo será, o sistema dominante. Além disso, há uma crise de representatividade e, sem ela, a governabilidade está ameaçada. Com a violência testemunhada nos protestos globais — que vêm misturando na pólvora fanatismo, exclusão e pulsão destrutiva — vemos a anomia e a barbárie tomar corpo, inclusive em sociedades até há pouco consideradas inquebrantáveis. É claro que este é um daqueles riscos ainda subestimados nos gabinetes políticos e nas planilhas lucrativas de quem faz marketing eleitoral.

para ler na íntegra acesse:

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/10/20/o-fim-dos-partidos-politicos/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Acidentes e anomia

05 sexta-feira ago 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

acidentes de trânsito, anomia, ébrios ao volante, educação é educar-se, motoristas bebados, o que é educar-se?

O slogan cunhado na época da ditadura militar “não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser voce” precisa ser atualizado.

Não basta que o sujeito fica consciente de que pode ser a vítíma. Sim, ele pode. Mas é necessário inibi-lo com educação. Mostrando que outros é que serão vítimas se ele não puder controlar seus excessos. É preciso ter um sistema que distribua equidade.

De fato existem fatalidades mas se pode confundir essas com
intenções potencialmente fatais, como é o caso de motoristas ébrios que pensam controlar bem suas máquinas e suas namoradas (para muitos quase o mesmo).

Então é sobre excessos que podemos falar. O excesso está ligado à impunidade (e a inimputabilidade), que está ligado a uma justiça morosa (laws delays) que está, por sua vez, acorrentada aos exemplos pouco recomendáveis dos que, neste momento, exercem o poder no País.

É portanto, a anomia, o caldo desta fissura social. Sem leis ou regras de organização voltamos à crueza de um materialismo sem sentido.

Os trópicos voltam à letárgica melancolia de onde lentamente pareciam estar sendo deslocados.

Parar de custear o país com Tvs de plasma e carros pode ser o primeiro passo para voltar a investir em educação.

E, como propõe Gadamer, educação é educar-se.

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...
Posts mais Recentes →

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
%d