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O slogan cunhado na época da ditadura militar “não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser voce” precisa ser atualizado.

Não basta que o sujeito fica consciente de que pode ser a vítíma. Sim, ele pode. Mas é necessário inibi-lo com educação. Mostrando que outros é que serão vítimas se ele não puder controlar seus excessos. É preciso ter um sistema que distribua equidade.

De fato existem fatalidades mas se pode confundir essas com
intenções potencialmente fatais, como é o caso de motoristas ébrios que pensam controlar bem suas máquinas e suas namoradas (para muitos quase o mesmo).

Então é sobre excessos que podemos falar. O excesso está ligado à impunidade (e a inimputabilidade), que está ligado a uma justiça morosa (laws delays) que está, por sua vez, acorrentada aos exemplos pouco recomendáveis dos que, neste momento, exercem o poder no País.

É portanto, a anomia, o caldo desta fissura social. Sem leis ou regras de organização voltamos à crueza de um materialismo sem sentido.

Os trópicos voltam à letárgica melancolia de onde lentamente pareciam estar sendo deslocados.

Parar de custear o país com Tvs de plasma e carros pode ser o primeiro passo para voltar a investir em educação.

E, como propõe Gadamer, educação é educar-se.