Havana critica ações ilegais dos EUA após criação de ‘Twitter cubano’

Ser informado instiga? Ter acesso ao conhecimento subverte? Há limites éticos para produzir acesso universal à informação? Quais as fronteiras éticas entre esclarecimento, convencimento e persuasão?

Durante a segunda guerra folhetos antinazistas, alguns redigidos por escritores como Thomas Mann, foram lançados sobre as populações da Alemanha nazista. O longo e icônico poema “Liberdade, eu escrevo teu nome” de Paul Eluard, contrabandeado para o Reino Unido, teve as estrofes impressas alguns anos depois de terem sido escritas, para serem lançadas pelos aliados sobre a França ocupada.

Guardadas as devidas proporções, guerra de informação sempre foi um front. Hoje, algumas campanhas que viriam a calhar se os países que gozam liberdades democráticas pudessem informar habitantes de outros territórios dessa preciosa qualidade. Que boa notícia saber que não seremos reduzidos a sucursais do Estado.

Sugestão de campanhas imediatas para países com censura: aspergir folhetos com cortes de cabelo revolucionários sobre a Coreia do Norte. Pulverizar países fundamentalistas, onde mulheres estão proibidas de dirigir, com imagens fortes de ocidentais ao volante. O mais prático serão drones descarregando panfletos.

Em outros lugares, é mais prático infestar o ciberespace com mensagens eletrônicas. Sobre o Caribe, informar aos hermanos sobre a existência de regiões curiosas, onde existe revezamento de poder, mais de um partido e liberdade de expressão.

Aos venezuelanos, diante dos apagões, será necessário recorrer as faixas nas ruas, nelas, pediremos perdão por nossa vergonhosa omissão. Para brasileiros usuários de internet, mais próximo das eleições, um recado conciso, mas de grande valor: alertar sobre cheques e postes em branco.

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/postes-em-branco-e-twitters-de-estado/