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Ser informado instiga? Ter acesso ao conhecimento subverte? Há limites éticos para produzir acesso universal à informação? Quais as fronteiras éticas entre esclarecimento, convencimento e persuasão? Guerra de informação sempre foi um front. Algumas campanhas que viriam a calhar se os países que gozam liberdades democráticas pudessem informar habitantes de outros territórios dessa preciosa qualidade. É sempre bom saber que podemos ter opções no lugar de sermos reduzidos a meros sucursais do Estado.

Durante a segunda guerra folhetos antinazistas, alguns redigidos por escritores como Thomas Mann, foram lançados sobre as populações da Alemanha nazista. O longo e icônico poema “Liberdade, eu escrevo teu nome” de Paul Eluard, contrabandeado para o Reino Unido, teve as estrofes impressas alguns anos depois de terem sido escritas, para serem lançadas pelos aliados sobre a França ocupada.

Sugestão de campanhas imediatas para países com censura: aspergir folhetos com cortes de cabelo revolucionários sobre a Coreia do Norte. Pulverizar países fundamentalistas, onde mulheres estão proibidas de dirigir, com imagens fortes de ocidentais ao volante. O mais prático serão drones descarregando panfletos.

Em outros lugares, infestar o ciberespace com mensagens eletrônicas. Sobre ditaduras e autocracias emitir sinais intermitentes sobre a existência de regiões curiosas, onde existe revezamento de poder, mais de um partido, liberdade de expressão.

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