• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos da Tag: mercado financeiro

Insignificâncias do mal

07 quarta-feira ago 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

antijudaismo, antisemitismo, Hannah Arendt, hegemonia e monopólio do poder, Israel, justiça, mercado financeiro, nazistas, política, Von Trotta

arendtVjpg

Dezenas de artigos, análises e conversas de rua depois, o filme de Margarethe Von Trotta sobre a filósofa Hannah Arendt, ainda não foi devidamente esmiuçado. O filme é cinematograficamente bom sob a presença cênica de Barbara Sukowa impecável no papel principal. O acerto está também na inserção de trechos originais dos debates que representaram uma das batalhas jurídicas essenciais para a compreensão do século XX. Mesmo assim, as vicissitudes superam as virtudes deste longa metragem.

A impressão que fica é que não se executou uma obra da sétima arte, mas defesa de tese com recursos filmográficos. A diretora e o roteirista, Pam Katz, parecem ter privilegiado um enfoque que, além de vez por outra lançar condenações veladas ao sionismo, buscaram expurgar a ansiedade de consciência que ainda paira sobre o papel coletivo dos alemães durante o III Reich

E se da arte não se deve esperar completude, pode-se sim exigir honestidade intelectual no trato das ideias.

Um dos mais comandantes do alto escalão nazista, Adolf Eichmann, foi capturado em Buenos Aires em 1960 pelo serviço secreto israelense. Ironicamente, quem casualmente o identificou na capital argentina foi um judeu alemão idoso e cego, ele mesmo vítima sobrevivente da juventude hitlerista. A pauta central do filme é o julgamento em Jerusalém do homem que teria arquitetado a “solução final” – o projeto de eliminação sistemática dos judeus europeus.

Determinada a defender as idéias contidas em seu “As Origens do Totalitarismo” a filósofa decidiu assistir o julgamento de Eichmann como correspondente do New York Times e redigiu artigos para publicação na revista New Yorker.

Para ela, toda cúpula nazista não era, necessariamente, composta por monstros, pervertidos ou aberrações da psicopatologia e o depoimento mecânico e sonso de Eichmann aos juízes israelenses pode ter ajudado a ludibria-la quanto à natureza de alguém, que em uma entrevista em 1957 a um ex-companheiro, já se definia como “um idealista”. Contrariamente às acusações da época, em momento algum Arendt o absolve, investe na relativização da grandiosidade autoral do criminoso. O teórico nazista era apenas um caso fortuito de mediocridade existencial, venial, sediço, frívolo, anódino, ridículo. Este tipo de insignificância era chamada nos séculos precedentes de dez réis de mel coado. Dessa perspectiva, o gerenciamento do mal poderia ser exercido por qualquer um contra qualquer um. A verdade empírica é de que não foi qualquer um nem contra qualquer um. O extermínio foi ditado por sujeitos contra outros sujeitos.

Ler mais no Blog do Estadão “Conto de Notícia”

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Como explicar aos nossos filhos que eles não terão emprego?

24 quinta-feira nov 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Tags

ética com metafísica, Bolhas na economia, crise na Europa, empregos, mercado financeiro, unidade espiriritual da Europa

Como explicar aos nossos filhos que eles não terão emprego ?

A Europa mergulha na crise e o euro derrete-se assim como a unidade artificial que o Mercado Comum sonhava construir. Um lindo projeto sem unidade espiritual. Portugal, Grécia, Itália, Espanha e quem será o próximo? Cresce o temor que eleitores frustrados agora escolham os arrivistas que substituem sonhos por promessas inconsequentes. Afinal salvadores, da direita à esquerda, são especialistas em emergir nas crises. E quanto ao Brasil? Flutuará incólume no arquipélago das bancarrotas? Alguém, mesmo suficientemente sábio não responderá por que os sonhos vão embora antes mesmo que estejamos acordados?

Tanto partidos como a organização política na sociedade tem estado mais ou mesmo com a mesma cara e usando os mesmos métodos, desde que a democracia consolidou-se no mundo ocidental, especialmente na segunda metade do século XX. Mas os sistemas de representação envelheceram e as transformações vitais, se é que houve, foram discretas. Quanto mais sufrágios colecionamos, mais a política foi ficando reduzida aos bastidores, aos colégios eleitorais, aos jogos de interesse, aos cargos, às verbas e as cartadas. E mais recentemente, de modo epidêmico, vem se transformando nisso que todos temos testemunhado.

A descrença generalizada nos legisladores que aparece nas pesquisas – no mundo apenas 14% das pessoas confia em seus representantes e no Brasil este número desde para 11% (dados de 2010) — não pode surpreender ninguém. Não há a menor esperança em política da forma e por quem ela vem sendo praticada. Há quem não queira enxergar, mas as crises de governabilidade vieram para ficar e tornam os prognósticos cada vez mais complicados.

Recentemente um jornalista de famoso periódico internacional provocou leitores com um assunto espinhoso: qual o futuro dos assalariados? Imaginei a seguinte manchete “Como explicar aos nossos filhos que eles não terão empregos?” Dramático, mas é perfeitamente razoável prever que tenhamos que nos preparar para fazer cartilhas e livros didáticos infantis com o tema. Se a especulação financeira e suas afilhadas, as bolhas sucessivas, continuarem estourando e o mundo produtivo permanecer sob os juros e a especulação, onde é que sobrarão vagas?

Para ler na íntegra acesse http://www.jb.com.br em “Coisas da Política”

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2011/11/24/como-explicar-aos-nossos-filhos-que-eles-nao-terao-emprego/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
 

Carregando comentários...
 

    %d