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  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
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  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

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Ainda sobre a inevitabilidade da morte

22 domingo maio 2011

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Tags

fenomenologia da morte, inevitabilidade da morte, morte, sentido e direção, vales da morte

Os sonhos tem sido turbulentos, senão violentos e se, no dizer do poeta Apollinaire, “a vida é lenta e a esperança violenta” a morte tem sua parcela de culpa nesse ritmo. Todo transe, desde a notícia de que a respiração cessou até o féretro não passa de um protocolo, sombrio e necessário, desde que os homens passaram a enterrar os mortos. Ao lançar terra sobre a madeira escura cumprimos um mandamento, mas o que foi junto com aquele punhado de barro? Quem enterramos? Quais porções de nós caminhou junto à cova rasa? Por que parece que estamos dentro de um filme?

Normalmente a fantasia é que o tempo será um sedativo sem sucedâneo para cumprir a tarefa, indócil mas decisiva, de nos fazer esquecer do que acaba de acontecer. Mas não é que algo contra-intuitivo tem vez — como sempre — e atropelando toda inércia, nos lança na melancolia.

Este arremesso tem uma vida útil: dura a vida.

Pois é na vida, e não na memória, que temos a chance de estar junto com as pessoas que vêm e vão. Estes desembarques são intoleráveis, e por mais que me esforçe não consigo reter bem o sentido destes sumiços.

E por que deveria? Será mesmo que nenhum habitante retornou? As vozes não circulam por ai, sob as ondas de rádio? Não cumprem um destino errático que ninguém rastreou até o fim?

A morte bem que poderia se disfarçar de paisagem distante. Seria uma trégua, uma precaução ante todo desvio do dia a dia — aqui sou dicotomico e só posso pensar em sentido e não sentido — mas não…ela insiste em estar por todo lado. Pula na nossa cara. Tripudia sobre os céticos e crentes, igualmente.

Se a vida, em toda sua coação, sua persistência mesmo, pode fazer sentido, sua cessação não pode ser a ausencia deste mesmo sentido. Sim, sim, luto contra o pessimismo tentando ver sentido — e direção — onde a maioria não vê significado algum. Talvez a coisa toda se resuma ao conceito filosófico do vir a ser. Somos todos “vir a ser”, isso é, somos potencias — entremeados de atos — que se transformam em outras potencias.

Escapando da digressão, da aporia, da impossibilidade de continuar especulando talvez o que nos reste seja mesmo a memória, seletiva decerto, que cabe em cada um.

Os mortos estão aparentemente sem voz, mas é no eco que podemos enxergar o que estão dizendo.

E como esses vales são loquazes.

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