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O Jornal da USP é um órgão da Universidade de São Paulo, publicado pela Divisão de Mídias Impressas da Coordenadoria de Comunicação Social da USP. |
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Os benefícios das práticas integrativas (Jornal da Usp)
01 domingo set 2019
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01 domingo set 2019
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O Jornal da USP é um órgão da Universidade de São Paulo, publicado pela Divisão de Mídias Impressas da Coordenadoria de Comunicação Social da USP. |
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01 domingo set 2019
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O médico e romancista participa da coluna ‘Com a palavra, o livro’ e divulga seu novo projeto, que ainda busca uma editora para publicação
Literatura
16/06/14 16:21 – Atualizado em 23/06/14 11:59
O médico, poeta e romancista Paulo Rosenbaum teve seu primeiro romance, intitulado A verdade lançada ao solo, lançado em 2010. O livro publicado pela Editora Record marcou sua estreia na ficção. A temática é a tradição judaica e o questionamento do lugar do homem na Terra, aplicando judaísmo e filosofia a fatos históricos.
Com a boa repercussão de sua primeira obra de ficção, ele ganhou uma bolsa literária para escrever em Israel, que resultou em uma experiência única com autores locais. Lá, buscou capturar o estado das coisas no país. Após escrever o texto, está em busca de uma editora que apoie seu novo projeto e o publique.
“É uma discussão sobre a ressignificação da tradição. Sou judeu e tive essa vivência de retornar as raízes, e eu queria entender melhor a minha própria experiência”, diz o médico e escritor em entrevista no De volta ‘pra’ casa.
“Acabei fazendo um livro que remete à tradição do primeiro homem. Os corpos de Adão e Eva estão enterrados em uma cidade conflituosa de Israel. E acabei indo para lá e tendo vivências curiosas”, conta. Como sugestão para a coluna Com a palavra, o livro, ele deixou duas referências que o marcaram: Jó, de Joseph Roth, e A queda, de Albert Camus.
01 domingo set 2019
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Dia da Homeopatia
Dr. Paulo Rosenbaum, médico e escritor.
http://aph.org.br/images/stories/informativo/aph_101nov-09.pdf
01 domingo set 2019
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Faz tempo. Numa manhã de pouco sol alguém lia Ponha-se no lugar do médico dizia a enorme placa de acrílico numa moldura dourada ligeiramente mal esquadrinhada. Havia algum orgulho já que diariamente centenas de pessoas afluíam aos consultórios e aos ambulatórios públicos que coordenava. As queixas eram diversas para não dizer surpreendentes. A notícia importante não era a descoberta de uma cura espetacular, nem de um achado científico sobre uma nova droga. E sua inovação mudou a medicina. Pensou em dar um nome para o método, mas mesmo depois de anos lidando com sua descoberta todos os nomes que achava não resistiam. Nenhum fazia juz ao invento. Para entender o sucesso do Dr. Dalton Now Caravelas será preciso retroceder até à época em que ele era só mais um estudante de medicina.
Aos 18, Dalton ingressou na faculdade de medicina sem a menor idéia do que esperar. Afinal a medicina não é uma área das ciências humanas, mas usa humanidades, não é biologia, mas estuda organismos vivos. Quando lhe perguntavam sobre sua opção respondia o que muitos pensam que sabem sobre o motivo da escolha da profissão: salvar vidas seguida da clássica gosto de ajudar pessoas . Às vezes ouvia a contrapartida, também comum, ora, então vá ser bombeiro ou voluntário em entidades filantrópicas . Mas não era nada disso. Dalton estava convencido que queria ser médico ainda que não tivesse noção do que isso significava. Mais que médico, já tinha escolhido uma área cirúrgica. Mas a experiência com sangue, enorme esforço físico e o repouso anestésico dos pacientes o desesperavam e foi demais para ele. Abandonou rapidamente a idéia de ser operador. No meio do segundo ano percebeu que a medicina não era o que tinha imaginado. O atendimento no serviço de dermatologia num serviço ambulatorial do público do interior do estado nem em sonho era o que tinha imaginado.
Quando viu que teria que suprimir tudo que aparecia na superfície da pele, enfrentar a burocracia diária, se submeter aos chefes poucos simpáticos e aturar gente sem a menor paciência de esperar horas na fila, mudou para obstetrícia. Partos, essa era a solução. Foi nova decepção. Ninguém mais tem paciência especialmente os administradores hospitalares para esperar por um parto natural. A encantada rotina dos parteiros se transformou numa monótona linha de produção de embriões e bebes.
Dalton viu-se em apuros. Já estava no quinto ano do internato dava alguns plantões. Perguntava-se todos os dias sobre seus talentos. Poderia ter sido cartunista. Tinha bom humor e desenhava bem. Notou que poderia ter sido um ótimo advogado, um defensor público. Também não faltavam capacidades manuais para o artesanato. Imaginou-se hábil com as palavras e então seria escritor de biografias. Mas também gostava de ouvir pessoas nas consultas. Isso bastava para continuar na medicina? Concluiu ser um pouco tarde demais para desistir ou migrar de área. Pensou na decepção dos pais, e dos amigos. A renúncia seria a derrota, a ambigüidade a depressão. Deprimido, entrou para o grupo de teatro da faculdade. Percebeu que, a exemplo da taxa de baixa mobilização de nossa capacidade cerebral, a medicina usava muito mal as informações que eram colhidas nas consultas.
Mas tudo isso para que mesmo? Chegar ao final de cada consulta e carimbar seu número de CRM? Reproduzir um monte de frases feitas? Ameaçar com cifras de mortalidade, discursar sobre taxas estatísticas ou ser taxativo sobre os riscos que pesam sobre cada um? Impor, num piscar de olhos, as últimas modas farmacêuticas? Ser médico tinha que ser coisa bem diferente.
Terminou a graduação determinado em buscar novas experiências. Foi se convencendo que a raiz do fracasso de muitos tratamentos era, por exemplo, o fato do médico nem imaginar como o doente realmente se sentia durante as consultas. Dalton começou sua carreira de inventor experimentando inverter os papéis durante as consultas em um ambulatório público de clínica médica: sentava-se na cadeira destinada aos pacientes, oferecendo seu assento. Da nova posição pedia para eles orientações e conselhos. Em vão médicos veteranos tentavam desmotivá-lo. Contemporâneos de Aristóteles já tinham usado este recurso. Freud percebeu a vitalidade desta relação e o psicodrama inventado pelo médico Jacob Levy Moreno mobilizava forças parecidas. Outro colega insinuou que ele deveria estar com algum desbalanço nos neutrotransmissores e ofereceu o antidepressivo que usava. Dalton declinou. Psicoterapeutas e antigos colegas passaram a insultá-lo. Os primeiros o acusavam de prática primitiva. Os últimos achavam aquela idéia patética. Inevitáveis piadas surgiram.
Menos de duas décadas depois se falava que seu método era genial.
Em uma de suas últimas entrevistas Dr. Dalton contou o segredo de sua reforma médica que 30 anos depois revolucionara completamente o ensino médico. Começou como num laboratório de teatro para ver como eles se sentiam na minha pele e eu na deles. Tudo aconteceu depois que vários pacientes repetiram uma frase que todos os médicos deparam: se estivesse no meu lugar o que faria? Percebi que por mais que me esforçasse não conseguia me transportar para o lugar deles. E eu deveria ser capaz. Mas não conseguia, simplesmente era incapaz de me deslocar. Mesmo assim minha visão das consultas foi mudando completamente. Foi aí que decidi me entregar mesmo à experiência de estar na pele do paciente. Vi que a própria consulta poderia ser ótima ferramenta terapêutica. Para que esperar? No início era para treinar médicos, mas a experiência apresentou resultados que foram muito além da minha intuição. Percebi que a transferência de responsabilidade também mudava a cabeça destes pacientes. Produzia insights quase instantâneos e muitas pessoas subitamente compreendiam o que fazer em relação as suas próprias doenças e limitações. Diminui drasticamente a necessidade de usar remédios. Mas tudo isso só se descobria ali, graças aquela brincadeira da inversão dos papéis. Hoje não é mais necessário que os pacientes sentem na minha cadeira, apenas pergunto, em um certo momento da consulta, se eles desejam fazer um jogo que pode beneficiar o tratamento. Em geral inicio sugerindo que se imagine como médico e eu como paciente. Daí em diante as surpresas são tão interessantes que qualquer resumo seria descartável, empobreceria a realidade, entende? Mobilizar a imaginação das pessoas, mais que seus argumentos racionais, é um poderoso recurso que amplia horizontes. E tudo ali, na hora .
Não deixo de me impressionar como não percebemos a importância disso antes. Dalton fica meio aéreo, olha em volta com quem decide enxergar detalhes em um jardim árido. Claro que não isso não resolveu a crise humanista pela qual passa a medicina. E para o esclarecimento geral, ao contrário do que espalham, deixo claro que é apenas uma intervenção temporária e que, se for o caso, quem formulará todas as receitas será o médico. Se fosse apenas ficção poderia parecer um pouco absurda, mas que posso fazer se na realidade deu certo. Catarses podem ser usadas para que as pessoas se expressem sem ter pela frente anos, as vezes passando de uma clínica de especialidades para outra. O sistema que tive a sorte de sugerir pode ser usado por qualquer médico. Não tem segredo pelo seguinte: a raiz do seu sucesso é só um melhor aproveitamento do espaço da própria consulta. Não é depois, é ali, na hora .
Dalton explicou como foi ampliando a aplicação até chegar a conclusão de que médicos que se imaginam pacientes mudam suas cabeças, aprendem a fundir melhor suas expectativas com os que precisam de sua ajuda. Hoje o sistema do Dr. Dalton é amplamente usado. Nos consultórios, ambulatórios e em quase todos os lugares do país como instrumento de ensino nas faculdades. Recentemente recebeu adeptos pelo mundo. Por uma decisão do parlamento europeu a União Européia adotou oficialmente o método como parte do treinamento médico.
O fato de ter instaurado uma pequena revolução na medicina fez com que considerasse parte da missão cumprida. Hoje, Dr. Dalton, 92 anos, é paciente e desenha charges para um jornal de bairro em Cosme Velho, onde mora desde que se aposentou para a medicina.
Dr. Paulo Rosenbaum é especialista em homeopatia, Mestre em Medicina Preventiva e doutor em Ciências, ambos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
01 domingo set 2019
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“Uma descida à Makhpelá
por Gustavo Nogy[14/03/2018] [09:50]
Uma descida à Makhpelá
por Cassionei Niches Petry
Há um tempinho considerável não lia um romance da literatura brasileira contemporânea tão desafiador. Quando falo desafiador, me refiro àquela obra que nos faz juntar as peças para montar um quebra-cabeça intelectual, mas é bom que também não seja hermética, em que só os iniciados consigam entrar. Céu subterrâneo (que nos desafia desde o título), de Paulo Rosenbaum (Editora Perspectiva, 2016, 249 páginas), é uma mistura bem dosada de romance policial (ou de investigação), histórico, metalinguístico e psicológico. O mais importante, porém, é que conta uma boa história.
O narrador-protagonista é Adam Mondale, que se afastou da universidade onde exercia as funções de professor, pesquisador de comportamento animal e diretor do Instituto de Psicologia. Os motivos são as modernizações do curso e os consequentes conflitos com os colegas. Decide dedicar-se à carreira de escritor e obtém uma bolsa que lhe permite viajar para Israel, onde estão suas raízes, já que é descendente de judeus. Isso, porém, só ficamos sabendo depois do primeiro capítulo, em que vemos o personagem sendo aconselhado a não deixar o país por dois policiais que o procuram no seu apartamento. Ele não sabe o motivo e nós, leitores, tampouco o sabemos. Adam passa, então, a narrar os acontecimentos que antecederam a visita indesejada e o enredo começa a se delinear.
“Se pudesse ser honesto, teria que admitir, o verdadeiro agente de toda trama tem que ser o acaso”, afirma o narrador. E é o acaso que o faz encontrar nessa viagem um negativo de máquina fotográfica Polaroide em péssimas condições. Através de um laboratório especializado, consegue revelar a imagem: pés enormes e em torno deles uma porção de letras espalhadas de forma randômica. A busca por entender o que vê o leva ao laboratório do cientista Dr. Hass. Através de um holograma (ou holotrama), a revelação se torna ainda mais surpreendente.
Não gostaria de revelar (percebam a reincidência do verbo) ainda mais do enredo ao leitor. Resta dizer que essa jornada transporta Adam para Hebron, mais precisamente à gruta de Makhpelá, onde estariam sepultados os patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e suas mulheres, bem como o primeiro casal bíblico, Adão e Eva. O lugar foi explorado em 1967 por um expedição que levou uma menina de 12 anos, filha de um militar, a entrar na estreita gruta. Paulo Rosenbaum se baseou nesse caso verídico para desenvolver seu romance.
Além do novelo religioso, metafísico e histórico que é desenrolado, a obra traz interessantes reflexões sobre o fazer literário. Conversando com uma espécie de mestre imaginário chamado Assis Beiras (que aparece citado nos agradecimentos do autor no início do livro), Adam Mondale busca conselhos, pois precisa cumprir o compromisso adquirido com a bolsa. Não sabe se vai escrever poesia ou prosa, mas sabe que precisa se livrar do jargão acadêmico. Seu “deimon” alerta: “seja lá o que for escrever, lembre-se, tem que ser arrebatador!”
Paulo Rosenbaum segue o mestre, afinal o conselho era para ele mesmo (que igualmente recebeu uma bolsa para se dedicar à literatura em Israel), e nos presenteia com um romance digno de nota. Resta-me buscar o anterior do escritor, A verdade lançada ao solo, e o recente, de poemas, A pele que nos divide.
*
Cassionei Niches Petry é Mestre em Letras-Leitura e Cognição, professor de Literatura e Línguas Portuguesa e Espanhola no Ensino Médio. Autor dos livros de contos “Arranhões e outras feridas” (Multifoco) e “Cacos e outros pedaços” (Penalux), do romance “Os óculos de Paula”, (Livros Ilimitados) e do livro de crônicas e ensaios “Vamos falar sobre suicídio?” (Kindle/Amazon). Atualmente, é colunista do site Digestivo Cultural, Portal Entretextos e colabora com o Caderno de Sábado do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre – RS.”
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/gustavo-nogy/uma-descida-makhpela/
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01 domingo set 2019
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da Folha Online
Em “Homeopatia – Medicina Sob Medida”, editado pela Publifolha, o médico homeopata Paulo Rosenbaum identifica e contextualiza os fatos presentes em todas as instâncias de interesse do leitor, alinhavando-os com seu arguto raciocínio e amplo conhecimento.
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| Livro mostra princípios básicos e história da homeopatia |
O livro é um estudo introdutório da homeopatia. Analisa seus princípios básicos, sua história e seu papel importante na atualidade como uma “medicina do sujeito”, centrada no paciente como totalidade viva e voltada para ele.
O título é leitura obrigatória para todos que pretendem se familiarizar com essa forma de tratamento, assim como aqueles que incorporaram de alguma forma a homeopatia ao seu cotidiano ou mesmo pessoas que não a conhecem ou a rejeitam.
O texto de Rosenbaum é claro e enxuto, sendo a homeopatia apresentada com bastante detalhe e definição. Os tratamentos homeopáticos são os que mais aumentam no mundo, pois se baseiam em uma medicina segura e eficaz, baseada na observação clínica e nas narrativas que acolhem a integralidade e a singularidade da pessoa em tratamento.
Ouça comentário do autor Paulo Rosenbaum sobre a homeopatia.
“Homeopatia – Medicina Sob Medida”
Autor: Dr. Paulo Rosenbaum
Editora: Publifolha
Páginas: 160
Quanto: R$ 32
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha
01 domingo set 2019
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da Folha Online
No dia 21 de novembro de 1840, o médico francês Benoît Mure, responsável por introduzir a homeopatia no Brasil, chegou ao país. E até hoje esta é a data em que se comemora o dia da homeopatia.
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| Livro mostra princípios básicos e história da homeopatia |
A homeopatia baseia-se na observação clínica e nas narrativas que acolhem a integralidade e a singularidade da pessoa em tratamento. Saiba mais sobre os princípios da medicina homeopática . O livro Homeopatia – Medicina Sob Medida, da Publifolha, derruba mitos, explica as bases da homeopatia e seu papel na medicina atual.
Alvo de críticas e polêmicas, a homeopatia muitas vezes não é vista como uma ciência. Em março de 2007, por exemplo, o farmacólogo David Colquhoun, do University College de Londres, afirmou que não há provas que permitam que a homeopatia possa ser considerada uma “ciência”.
Por outro lado, cada vez mais este método vem ganhando reconhecimento. Em abril de 2007, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou o uso do remédio homeopático da dengue que vinha sendo distribuído pela Prefeitura de São José do Rio Preto, interior de SP, e que foi vetado em março pela Secretaria da Saúde do Estado.
De acordo com o médico Paulo Rosenbaum, Docente Fundador e Chefe da Escola de Homeopatia e autor do livro Homeopatia – Medicina Sob Medida, “hoje a institucionalização da homeopatia é um fato”. Atualmente, há 22 escolas filiadas à Associação Médica Homeopática Brasileira que formam especialistas profissionais para praticar medicina, farmácia e odontologia. É considerada a 16ª especialidade médica praticada no país. São quase 10.000 médicos homeopatas cadastrados.
Entretanto, hoje, apenas 157 dos 3.518 municípios do país oferecem homeopatia no SUS. “O método avança nas Universidades e organiza-se inclusive dentro de estruturas hospitalares contemporâneas. Cedo ou tarde, portanto acabará sendo percebida como força imprescindível para melhorar a qualidade do atendimento público”, diz o médico.
“Homeopatia – Medicina Sob Medida”
Autor: Dr. Paulo Rosenbaum
Editora: Publifolha
Páginas: 160
Quanto: R$ 29,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha
01 domingo set 2019
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CONTO DE NOTÍCIA, PAULO ROSENBAUM Estudante de medicina terá de atuar no SUS; entidades criticam
Cursos terão 8 anos de duração; representantes da classe veem proposta como ‘paliativa e demagógica![]()
Curso de medicina passará de 6 para 8 anos de duração a partir de 2015
As manifestações que esbofetearam analistas, estrategistas e marqueteiros ainda tentam conservar um pouco da aura romantica, mas naturalidade não é virtude conquistável. Destarte, fica nítido que lhes falta a força de uma direção, de uma canalização mais eficiente. Como todos sabem, a perda do lirismo dá lugar a uma maior objetividade.
Melhor manter o charme da fantasia. 
Afoito, desmedido, inoportuno e seletivo o governo tenta reagir ao clamor difuso com soluços. Mas ninguém contorna inação, má gestão e desejo de hegemonia com medidas reducionistas.
Além das assincronias o que falta ao poder é imaginação. A criatividade é que repercute nas expectativas das pessoas. Sua falta exaure até os mais ingênuos.
Sem perspectivas, ainda estamos à mercê de acordos feitos nas cúpulas. No lugar da verdadeira escuta os diálogos privilegiam movimentos organizados, sindicatos e partidos. Faltou só o principal:pessoas comuns, resgatadas da pobreza, recolocadas no cardápio social, e que, agora, desejam algo além do paternalismo subserviente de Estado. O desejo de consumo premente passou a ser item escasso no mercado : a dignidade da escuta.
Uma vez que ela, a escuta, foi esnobada, esperava-se um enfoque suprapartidário e transgovernamental. Também não aconteceu. O partido não permitiu. Pactos que se costuram sob interesses só fazem aumentar o combustível para os desvios. E o mal estar não se cala quando se pressente manipulação, ele se descontrola.
Passar cursos de medicina para 8 anos ao invés dos 6 atuais é o espelho perfeito da cadeia de equívocos. O motivo alegado agora não é mais aquele original, ou seja, a de que não seria para suprir a falta de médicos mas de impedir ou desestimular a especialização precoce. Ora, a especialização precoce tem causas com raízes mais infiltradas que não se resolvem com as canetas alienadas dos gabinetes de Ministros.
Essas mudanças erráticas e a sistemática repetição de improvisos além de não inspirarem seriedade desnudam a falta de planejamento de longo prazo e mostram o desespero para alavancar candidatos a qualquer preço.
Mudar a mentalidade de formação precoce de especialistas é estimular a medicina preventiva e melhorar as condições de trabalho dos clínicos gerais. Como justificar isso quando se construiu por aqui o mito de que mais saúde significa mais hospitais, medicamentos subsidiados, disponibilidade de exames e procedimentos de alta complexidade além de clínicas especializadas com pesada hotelaria?
Mudanças deste porte demandam tempo e acordos. Portanto dependem antes de mudanças profundas e estruturais nos currículo das escolas de medicina e talvez até de uma mudança na mentalidade. Refiro-me à educação em saúde da própria população.
Enfocar a atenção primária e um atendimento menos hospitalocentrico são as verdadeiras prioridades.
O estimulo a formação de cuidadores não médicos, implantar a Política Nacional de Praticas Complementares — já aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde — e enfrentar os grandes interesses econômicos que comandam a saúde suplementar no Brasil seriam outras medidas possíveis.
Para isso não seria necessário só aumentar os já longos anos dos cursos médicos, nem obrigar os estudantes a estagiar dois anos de SUS para obter trabalho médico a baixo custo.
Oferecer formação mais adequada pode passar por melhor remuneração de professores, além do ensino de humanidades num ano básico para todos que aspiram trabalhar nas áreas de saúde. Se provas de aptidão são de difícil execução podemos pensar em estimular habilidades. Não seria má ideia desenvolver os cinco sentidos. Estudos apontam a qualidade da escuta como um das principais critérios de qualidade no atendimento. Isso é arte, mas também técnica. Ainda hoje, na França, vários cursos de medicina oferecem aos alunos de medicina aulas de desenho como matéria obrigatória. São exemplos de como a criatividade pode ser uma tecnologia simples.
Numa sociedade mediada pelo tempo seria fundamental repensar a escuta médica e estimular que os graduandos revalorizassem a relação médico-paciente.
O programa de saúde da família, uma das iniciativas mais bem avaliadas pela população é um exemplo bem sucedido de que é possível encontrar soluções sem rebuscamentos, truques ou invenções frívolas baseadas no imediatismo.
Fonte http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/dignidade-da-escuta/
01 domingo set 2019
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Na edição de terça-feira (16/1) New York Times, Dan Hurley publicou um artigo cujo titulo despertou considerável curiosidade dos leitores pelo mundo – ‘Diet Supplements and Safety: Some Disquieting Data’ cuja tradução aproximada poderia ser ‘Suplementos dietéticos e segurança: alguns dados inquietantes’. O articulista apresenta dados perturbadores sobre o uso e repercussões de produtos livremente comercializados como suplementos vitamínicos, óleos essenciais e ervas.
De acordo com os relatórios da Associação Americana do Centro de Controle de Envenenamentos citados Hurley, consumir suplementos vitamínicos e óleos essenciais pode representar um risco epidemiológico significativo para a população. Em 1983 relatou-se 14.006 casos, em 2005 foram 125.595 incidentes relatados a partir de consumo de suplementos vitamínicos e produtos congêneres. Números modestos se comparados ao que o National Institute of Health – em seu relatório de 2006, Congressional Justification – revela no item ‘Por que as pessoas diferem no modo como respondem às drogas’ em relação aos fármacos convencionais, quando lamenta que ‘infelizmente a maior causa de mortes nos Estados Unidos são por reações adversas as drogas'[ver aqui].
De 1989 a 2004, o Food and Drug Administration, continua Hurley, recebeu relatórios com o registro de 260 mortes associadas a ervas medicinais e outros produtos não vitamínicos. São informações relevantes, pois a maior parte destes produtos são livremente comercializados. Em farmácias não ficam sequer atrás de balcões com acesso restrito. Qualquer cidadão, cá ou lá, pode abarrotar sua cesta ou carrinho de supermercado com variedade de produtos do gênero – de vitaminas a compostos naturais industrializados – cuja indicação é, em geral, tanto imprecisa como perigosa.
Funciona ou não?
Apesar do déficit analítico da matéria, aí reside o mérito deste alerta que desmonta a crença do senso comum de que o ‘natural’ – com toda a crítica da mitologia que o termo comporta – é, no máximo, inócuo. Um aspecto inusitado é que Hurley incluiu nesse pacote de substâncias nocivas os medicamentos e ‘produtos’ homeopáticos. Sem muitos detalhes, revela que em 2005 foram 7.049 relatos de reações, incluindo 564 hospitalizações e dois óbitos.
Apenas para situar o problema, apresento breve contexto. Entre boa parte dos pesquisadores que investigam substâncias ultradiluídas acredita-se que elas realmente podem ser nocivas à saúde se ingeridas sem os devidos cuidados, orientação e assistência médica. Não há segredo algum. Estabelecido está que todo fármaco pode induzir reações adversas, das banais às mais potentes. Dependerão diretamente da sensibilidade e das idiossincrasias do sujeito. Por isto mesmo, muitas vezes, a única e abençoada prevenção é a excessiva cautela na utilização de qualquer produto farmacêutico (natural ou não) ou suplemento alimentar.
De todo modo, o que parte da mídia científica mundial, incluindo revistas médicas importantes, tem relatado nas mais recentes polêmicas (e aqui reside o paralologismo) é que as substâncias infinitesimais são suspeitas – não de toxicidade – mas exatamente do oposto. São suspeitas de não apresentarem quaisquer efeitos biológicos detectáveis. Nem in vitro (em laboratórios) nem in vivo (em seres humanos).
É claro que são conclusões parciais, portanto contestáveis uma vez que um olhar hermenêutico determinaria resultados distintos. Experimentações em seres humanos, estudos observacionais e qualidade de vida em saúde, por exemplo, contraditam fortemente estas conclusões de inação.
Eis um aspecto desafiador. Se o Food and Drug Administration pode constatar empiricamente que, sim, há efeitos adversos em fármacos homeopáticos e eles são significativos, como é que, com a obstinação estóica de um mantra, costuma-se acusá-los (eles, os fármacos) de serem substâncias farmacologicamente inertes?
Na verdade, este tem sido o instransponível obstáculo epistemológico, uma espécie de Rubicão da homeopatia desde sua fundação, já que não há suporte científico consensual para explicar o mecanismo de ação dos medicamentos. Isto significa o seguinte: o descarte se dá uma hora pelo mais, outra hora pelo menos. A célebre pergunta ‘funciona ou não funciona?’, doravante passa a carrear insuportável ambigüidade: ‘Funciona. Apenas para intoxicar’. Mas, um momento! Substâncias infinitesimais não são nem mesmo ‘substâncias’ strictu senso. Se não há sequer vestígio de princípio ativo, nem alguma outra evidência validada, como é que podem determinar tais ações?
Vida prática
Deparamos – e o artigo do New York Times é apenas uma pálida amostra – com um diagnóstico superficial de reprodução mecânica e acrítica de dados que reverberam, impactando a sociedade e a comunidade de usuários com desinformação. Só para oferecer uma cifra, calcula-se em cerca de 180 milhões de europeus os consumidores de medicamentos homeopáticos. Além do critério duplo, o surpreendente aqui é o tamanho do paralogismo.
Ficaríamos assim: um dos jornais mais influentes do mundo anuncia que medicamentos homeopáticos envenenam. Mas até bem pouco não havia nada ali nos frascos, apenas água. Efeitos seriam apenas miragens dos crentes, efeitos-placebo. Pois assim posto, ou está em curso uma notável epidemia de efeitos-placebo nos centros de monitoramento de envenenamentos ou um fenômeno que, verificado, deveria encabeçar a lista de investigações gerando, inclusive, fomento público para pesquisas.
O corolário seguiria com as seguintes inquietações: serão falsos os remédios? Há venenos ativos nas doses infinitesimais? Se há, tudo deve ser reavaliado. As restrições sobre a veracidade da ação deveriam ser substituídas por desejo de conhecer melhor esses acidentes clínicos, surgidos na vida prática da sociedade mais industrializada do planeta. Seria cabível pensar que tais fatos ocorrem porque – sem teorias conspiratórias, mas apenas suposições comerciais – todas as indústrias farmacêuticas estimulam o consumo e a automedicação?
Teorias e verificações
Mas há outra opção mais arrojada: avaliar sociologicamente o que está acontecendo com o jornalismo científico. Sabemos que a lógica em si mesma é insuficiente para dar conta de exigências e possibilidades de validade que, conforme nos mostrou Thomas Kuhn, ampara-se em valores e necessidades de uma dada cultura, em um determinado momento histórico.
Ou seja, impõe-se reconhecer a não universalidade e a não univocacidade dos padrões normativos de uma determinada ciência. Em seu clássico a Estrutura das Revoluções Cientificas, Kuhn nos avisou que há um único aspecto inadiável na análise do desenvolvimento das teorias e verificações cientificas: a psicosociologia da ciência e a compreensão das motivações, sentidos e significados de seus discursos. Ele sabia exatamente a duração e o alcance desta formulação.
Neste caso, a pauta é urgente.
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Médico, mestre em Medicina Preventiva, doutor em Ciências pela FMUSP e integrante do Grupo de Racionalidades Médicas do IMS-UERJ; autor de Entre arte e Ciência (Editora Hucitec) e Homeopatia, Medicina sob medida (Publifolha), entre outros
01 domingo set 2019
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Quem teve a oportunidade de assistir aos recentes documentários sobre os movimentos políticos armados no Brasil no período da ditadura militar, recentemente exibidos (TV Brasil), pode perceber tanto o tom emocional como a ausência de autocrítica nos depoimentos. Faltou análise: a luta armada no Brasil foi um grave erro histórico da esquerda, e, bem instrumentalizada pela ditadura, atrasou a legitimidade social da luta pela democracia – e não a acelerou, conforme reza o culto em nichos autorreferentes.
Sim, aquelas pessoas resistiram à ditadura através da violência: “É que não víamos outra saída” – relatou um deles, voz embargada, depois de narrar os terríveis detalhes dos momentos de tortura. Pois, esse é o momento onde os caldos entornam: quando não se vê saída. É preocupante a falta de autocrítica em significativa parcela da esquerda brasileira. Talvez a autocrítica seja mesmo incompatível com a manutenção do poder. Nesse sentido, o poder passa a não ser mais um valor republicano. Vide todos os puristas que sempre acabam no limbo, enxotados e caçados pelos chefões pragmáticos.
Enquanto isso, a oposição encolhe toda vez que depara com os índices de aprovação da administração federal atual. Mas não foram os anos de estabilidade prévios, da era Itamar Franco-FHC, em boa parte responsáveis pela boa condução da economia que o governo do PT herdou e manteve?
A grande oportunidade histórica para que a oposição testasse os limites da nossa jovem democracia foi durante o auge do escândalo do mensalão. Bateu o pânico! Temia-se mexer com o poder de Lula propondo seu afastamento nos moldes do impeachment. Alguém decidiu gritar “guerra civil”. Isso bastou. A oposição, covarde, calou-se. Pudera, também estava enroscada em seus próprios imbróglios, na arrecadação de verbas partidárias. Pois, ao calar, tanto oposição como mídia estão sendo apagadas, questão de tempo até que a borracha as desfenestre do horizonte político.
Muito perigosa essa falta de perspectiva de alternância real no poder. Vivemos sob um anacrônico nepotismo num governo cheiro de parentes, com franco aparelhamento do Estado por um único regime partidário, cosmeticamente pulverizado na chamada “base de apoio”. A autocrítica deveria partir do próprio PT que precisaria compreender – ou entende perfeitamente, e tem outros planos? – que sem oposição não há jogo democrático possível. A forma amadora e displicente com que a crise na segurança pública vem sendo tratada e a incapacidade de gerenciar o conflito de interesses no executivo corrói a governabilidade e ameaça diretamente as conquistas alcançadas desde a redemocratização do Brasil.
Crises explosivas na segurança pública – atuais e futuras – eram favas contadas. Afinal, entre as 50 cidades mais violentas no mundo oito estão no Brasil. Como esperar outra coisa? Traficantes e gente muito perigosa ainda hoje conseguem celulares nas cadeias e operam livremente lá de dentro. Que o governo se vire e assuma responsabilidades. Donos de um monstruoso superávit fiscal, que construam planos de carreira e salários para policiais, bombeiros, educadores e profissionais da saúde, junto com reformulação educacional na formação de todas essas pessoas. Dinheiro há, o que não existe são critérios justos para firmar as prioridades.
A verdade é que continuamos cultuando a violência. Com que facilidade se parte para o pau, se agride, se rouba! A polícia entra em greve, e hordas aproveitam para assassinar. Ninguém é culpado, mas há culpa. Recentemente, um dirigente do PSDB convocou a militância para “partir para cima”. Espero que haja consenso de que não é exatamente isso que se espera de um líder. Toda confrontação fermenta intolerância e anomia. Numa cultura segregacionista como a nossa precisamos encarar os problemas como adultos e convocar a paz.
Sonhamos com outras formas de organização da sociedade, vale dizer, uma frente suprapartidária que reunisse gente lúcida, mas que ainda não tivesse perdido as esperanças na República, gente que tenha pertinácia mas não gula pelo poder, gente que tenha ideais originais mas que não seja refém das ideologias. É delírio? Então esqueçam, mas respeitem a loucura.
A violência é a não saída e o esgotamento de todas as formas de trato civilizado. Haim Omer, um psicólogo brasileiro-israelense da Universidade de Tel Aviv, desenvolve há décadas uma técnica psicológica de solução de conflitos, reconhecida mundialmente e já aplicada em vários países. Ela é inspirada na resistência não violenta de Gandhi. Não seria má ideia arejar um pouco a cabeça para se refrescar com boas ideias para achar as novas saídas: as que estão por aí, enferrujaram.
Que a paz esteja com as portas abertas.
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