Avalanche de perguntas impertinentes

“Democracia são dois lobos e uma ovelha decidindo sobre o que vão comer no jantar” Benjamin Franklin

Por que aceitamos partidos que declaram que querem abolir as eleições? Por que os populistas costumam ter êxito? Por que a desinformação instrumental é preponderante? Por que a manipulação política do medo ainda nos guia? Por que a constituição está sendo devorada por carunchos? Por que tecnologias de Inteligência Artificial pode passar a definir o futuro dos seres naturais? Por que os políticos podem ignorar as regras constitucionais? Por que estamos submetidos ao monopsismo que mimetiza diversidade? Por que aceitamos que outros assumam decisões que seriam exclusivamente nossas? Por que achamos razoável que meia dúzia dos homens mais ricos do mundo definam o destino da Terra? Por que naturalizamos os supremacistas do bem? Por que a pandemia inspirou/operacionalizou/operacionalizara formas totalitárias de ordem social? Por que a legislação permite que partidos que pregam a supressão das liberdades individuais participem das eleições? Por que os legisladores estão acima das leis? Por que os burocratas apreciam a lentidão da justiça?  Por que quem julga os membros da sociedade não podem ser julgados? Por que a alcunha de “inimigos da democracia” está sendo aplicada indistintamente a quem ousa perguntar por urnas auditáveis? Por que estamos correndo o risco de que uma parcela da sociedade tutele a maioria? Por que a leniência é seletiva? Por que o maniqueísmo político opera dando a impressão de que temos consenso? Quem disse que autorizamos reset? Quem afirmou que acataremos um poder que decrete o fim das Nações? Quem são os tutores da (des)informação? Por que precisamos obedecer a decretos de quem não tem legitimidade? Por que a democracia não cria mecanismos para protegê-la de quem — usando o álibi do discurso da luta para defendê-la — articula sua destruição?  Quem autorizou os checadores de fatos para censurar interpretações divergentes das suas? Quem está aplicando uma lei marcial para populações inteiras por argumentos sem consenso epidemiológico? Por que a perplexidade não estimula a ação? Por que o estoicismo mata aos poucos? Por que o envelhecimento está sendo criminalizado? Por que os líderes vêm com carga genética dominante de narcisismo? Por que quando estamos perto ficamos cada vez mais longe? Por que a fé é um exercício de luta contra o ceticismo? Por que ao modo das manadas, nos deixamos arrastar à multidão errática? Por que o tempo muda o curso do espaço? Por que nos isolamos em bunkers quando não há guerra? Por que as reuniões do poder dos representantes do povo ocorrem nos bastidores? Por que as eleições livres permitem mordaças eletrônicas? Por que aceitamos o sumiço do centro? Quem resolveu abolir a declaração de conflito de interesse?  Por que prosseguimos como se nada tivesse acontecido? Por que capitulamos frente à opressão que adiante nos esmagará? Por que o populismo vinga(se)? Por que o maniqueísmo ainda é a força que domina a cena política? Por que acefalia política e populismo andam juntos? Por que a legislação eleitoral permite partidos que instigam a intolerância? Por que toleramos a lei marcial? Quem se beneficia com ultimatos?   Por que a morte às vezes simula o que não pode prometer? Por que elegemos estas pessoas?

Elegemos?

O que estamos fazendo?

Seremos salvos aos 45 do segundo tempo?