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Exílio entre nós

Paulo Rosenbaum

30 setembro 2015 | 13:08

exiliox

Entre nós e o exílio

vigora o deserto,

mirem o planalto,

 o poder tingido

exílio entre nós,

Num desterro cantado

uma sombra, vincada

no sal espesso, trincado

o palácio esvaziado

Nos céus, a justiça flutua,

no cronograma tardio

no senso acrobático do destino

aprisionado pelo poder, desatino

Entre nós, exílio, último gatilho.

Governados pela omissão

Nas marcas adulteradas da democracia

alguma resistência resgataria a missão,

Modular forças, fazer cessar a tirania

Entre nós e o exílio, a corte

Olhar para o futuro é desfolhar o rústico do passado,

é esquecer que tudo está dado

 numa outra unidade de tempo, recomeço esperado

que cada um saiba reparar

o que ainda há para salvar.