o direito à alienação política…

Paulo Rosenbaum

Réveillon no litoral de São Paulo custa quatro vezes mais que ida à Disney

Livros médicos do século XIX,  costumavam anunciar: “férias – quando as pessoas se afastam completamente de suas atividades usuais por um período não inferior a sessenta dias”.

Nas raízes etimológicas a palavra “negócio” significa negação do ócio. Concebemos descanso como meta, uma espécie de recompensa pelo déficit de lazer, uma resposta à precariedade dos repousos. Se o homem é um ser industrioso, e, se até os corpos são entidades que produzem, não nos escandalizemos com a pressão que nos fazemos mesmo quando se trata das esperadas férias remuneradas.

Na incapacidade de relaxar estamos praticamente convocados, obrigados, compulsoriamente obrigados à diversão.

A categoria “remunerada” pois, não é detalhe e a mensagem, auto evidente. Nossa sociedade é pródiga em lembrar que precisamos atender demandas da vida prática. Só que elas são inquietantemente infinitas.

A vida produtiva se impõe…

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