• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

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Novíssima safra de teses conspiratórias – Blog “Conto de Notícia”

24 domingo nov 2013

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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Assassinato de JFK, Julgamento Mensalão, psicogenia do mensalão, quem são presos políticos?, Teses conspiratórias

Novíssima safra de teses conspiratórias

 

 

 

Bem-vindos a Dallas

 

A apenas 3 dias do aniversário de 50 anos do assassinato de John F. Kennedy o clima parece haver favorecido uma novíssima safra de teses conspiratórias. A percepção aguda do senso comum é de que há muito mais gente na moita do que se supunha. Não é nada diferente aí no Brasil. Parece que um processo chegou ao seu final. Cauteloso, melhor acompanhar de longe toda euforia. Nenhuma prisão merece comemoração ou ser cultuada como o resgate da Nação. Na verdade, é apenas lamentável que ainda não tenhamos achado um jeito melhor de atender a justiça que cassar-lhes a liberdade. Entretanto, chama muito a atenção que, ainda assim, tenhamos a sensação de certa insuficiência da justiça. Particularmente nos casos em que o que esteve em jogo era nada mais, nada menos, do que o controle do Estado, como foi o caso da ação penal 470. A impunidade seletiva e os critérios sob os quais os cidadãos estão submetidos as normas do Estado cansam, desestimulam e por fim imobilizam a opinião pública. Neste caso, seria melhor publicar todo processo, publicá-lo, divulgá-lo, para depois discuti-lo maciçamente. Muito melhor que espetacularizar ordens de prisão.

 

Por isso, cabe perguntar quem são os verdadeiros presos políticos?

 

Os legalmente condenados devem logo obter graus progressivos de liberdade, e para eles, convictos que fizeram o melhor pela causa, estarão garantidas glória e dividendos políticos. Passada a farra, nós ainda estaremos aqui, sujeitos à mesmíssima lógica que regeu o grande mensalão pluripartidário.

 

Para todos nós, o lado de fora, não significa liberdade, infelizmente. Seguimos submissos às normas do partido hegemônico que, menospreza a autocrítica e manipula a opinião pública.

 

Pensando melhor, só mesmo fugindo do senso comum será possível enxergar a conspiração que rege a conspiração, a meta conspiração: o excesso de teses paradoxais anula qualquer perspectiva de achar algo próximo da verdade. No caso do negacionismo militante dos réus, será que não subsiste uma lógica ao revés? Se eles se consideram prisioneiros políticos, qual então seria nosso status? Reféns do centralismo partidário?

Para comentar use o link do Blog “Conto de Notícia”do Estadão

http://blogs.estadao.com.br/conto-de-noticia/novissima-safra-de-teses-conspiratorias/

 

As prerrogativas do espanto e da indignação não deveriam ser nossas? Ou seremos vítimas do velho maniqueísmo político que tipifica a esquerda como o único bem inato da Terra? O segundo ato terminou, mas existem fases na vida nas quais é melhor abandonar o livro antes de ler o desfecho.

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Atitude política e recusa ao jogo político 

30 quinta-feira ago 2012

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

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atitude politica, compra de votos, heroi, Joaquim Barbosa, mensalão, metáfora obsedante, paternalismo, psicogenia do mensalão

Jornal do Brasil

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Sociedade Aberta

Coisas da Política Hoje às 06h16

Atitude política e recusa ao jogo político
Jornal do Brasil Paulo Rosenbaum

Há muito a nação não se debruçava sobre uma causa! Virou legítima metáfora obsedante, comparável aos grandes pleitos eleitorais, jogos de futebol e festas populares. A esquerda que há pouco denunciava alianças espúrias abusa da sopa que condenou. A direita adotou o discurso da ex-esquerda, versão piorada, como se isso fosse possível. Se o leitor pensou em teatro, está este mais para a dramaturgia do absurdo. Por isso mesmo, a difícil missão é explicar para as pessoas qual é a verdadeira natureza do político. Ela não existe, talvez nem eles mesmos saibam, ou de tão multifacetada precisamos abdicar e nos render à duvidosa generalização do senso comum de que ”político não presta”. Essa é, aliás, a raiz psicogênica do mensalão. Quando lá atrás Lula fez o diagnóstico dos “picaretas” que habitavam a Câmara Federal, ele já anteviu a terapêutica: compre-os!

Não saberia dizer muito sobre os veredictos proferidos, mas a hermenêutica afirma que podemos aprender muito com os processos e a sua linguagem. As pessoas têm preferido a alienação ao engajamento, e dá para entender perfeitamente por quê. O homo politicus tem sido uma espécie de anti-herói. Estamos todos fartos deles, e o fenômeno sociológico é mundial.

É nessa atmosfera que idealizamos quem será aquele que pode resistir ao poder, fama, prestígio e dinheiro que deles fluem? Será mesmo que existe um sujeito com esta envergadura, com desapego, capacidade de ser republicano, e, se preciso for, ir ao sacrifício enquanto todos parecem sucumbir? Martha já cedeu às promessas ardilosas! Terá trocado toda indignação por um lugar de vice na chapa pura do PT para 2014?

O fato é que com um panorama destes, sem renovação, somos obrigados a examinar a natureza íntima do político. Nada de vasculhar sua vida pessoal, mas suas motivações. Não que a democracia não acabe nos facultando esse direito, principalmente quando os candidatos,querendo trazer a intimidade “favorável”, se apresentam-se como “exemplares pais de família” ou sob o infalível “de origem humilde”, sem contar a barbárie de enaltecer a ignorância como uma espécie de honraria digna de louvor.

Apesar da atenção do TSE, ainda se compram votos no Brasil. Pode ser com oferta de transporte de ônibus no interior do agreste, mas pode ser pela TV, emulando bilhetes grátis e benesses infindáveis insinuadas aos sufragistas apoiadores. A mídia nos deve uma contracampanha para explicar aos desinformados que isso aí sai do bolso dos próprios cidadãos contribuintes. Esse paternalismo primitivo ainda é a forma de sedução que funciona e o grande Guia compreendeu isso com maestria, mas não se condena para sempre um povo à puerilidade. Uma hora as fraldas caem, a merenda não satisfaz, os dentes vão querer mais do que leite. A fissura de verdade é por serviços públicos de qualidade, educação e trabalho, não de bolsas engana-trouxas e esmola para incautos.

Pois é nessa atmosfera que a opinião publica, insignificante, omissa e sofrida enxergou no juiz negro, arredio e com semblante de promotor, uma espécie de resistência heroica. Joaquim Barbosa, aquele de quem se dizia, aos sussurros, que “jogava para a plateia”, emerge do tribunal como uma das raras e expressivas figuras da República que encarna não exatamente a figura de herói — afinal, a vaidade é um componente importante para a vida pública — mas a de um sujeito que esbraveja ante a cooptação, às maledicências da boca pequena, o conluio civilizado das mesas gigantes de escritórios poderosos. Sempre preferi advogados aos juízes e promotores, mas, desta vez, é preciso render-se à homenagem.

O juiz que se dobra na capa não tem muito a esconder, e ainda consegue ser claro, especialmente autêntico, característica que, desvalorizada, caiu no descrédito: ele não dissimula. Vai na contramão do coaching pregado por headhunters quando orientam seus pupilos: sejam estudadamente espontâneos!

Joaquim Barbosa simplesmente não consegue deixar sua transparência de lado. E sua oposição à acomodação, à civilidade sem brilho, cria na corte aquilo de que mais precisamos neste momento: o conflito justo, a reação à norma, um ponto de desvio que cede ao impulso e à legítima estupefação. Uma oposição à máquina de moer acoplada à Brasília.

Barbosa gera admiração exatamente por sua atitude política de recusar o jogo político. Ele deverá perder, poderá perder, certamente perderá! E com ele, todos nós um pouco. O que ganha alguém que não se deixa dominar e se insurge às cooptações políticas? Nada!

Terá apenas preservado a vela orgulhosa, aquela que confia no próprio brilho. Considerando a exiguidade das nossas vidas, a história passa a ser o juiz mais formidável já inventado.

Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (ed. Record)

Link do JB

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/08/30/atitude-politica-e-recusa-ao-jogo-politico/

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