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Só a Utopia é Justa. (Blog Estadão)

26 quinta-feira jun 2025

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apesar de avanços no Brasil, como o aumento do IDH, considerando que a utopia e o sonho são as alternativas viáveis para a construção de um mundo mais justo., destacando que, diante de uma realidade caótica, o "impossível" deve ser buscado

Só a Utopia é Justa

Ainda que o gigante pareça estar em crise de narcolepsia, perdura a necessidade de que a esperança ainda seja crível. De Thomas More à John Lennon a Utopia nunca saiu de moda.  Acreditamos no impossível, nada a ver com futebol.

Justiça seja feita.  Graças aos ganhos alcançados sob o plano real — que o atual regime tenta destruir com obstinação maníaca  — conseguiu-se aumento do IDH da maioria dos municípios brasileiros. Malgrado o país tenha melhorado em muitos aspectos, especialmente na desigualdade social – uma das 10 piores do mundo — não conseguiu inculcar na elite, nos dirigentes e na própria população, uma das qualidades essenciais da democracia: assumir responsabilidades.

Sem ela viveremos de sustos. Revolucionar valores tem a ver mais com o mundo que valoriza qualidades, do que com o que os grupos escrevem em suas placas reivindicatórias.   Mas e se as regras que permitiriam o resgate estão cercadas pelas catracas do atraso, de um anacrônico  sistema cartorial?  Sair por ai contestando sem foco, não é saída, é escapatória.

Crescer não significa abandonar ambições e expectativas, nem a derrocada final de uma utopia que nunca chegou.  O amadurecimento tem a ver antes com enfrentar consequências. Sejamos sensatos, o foco deve ser por mudanças não  razoáveis. Sejamos pois adeptos do implausível como meta.

A maturidade ensina que a demolição prematura de instituições que apenas começavam a funcionar é o resultado de grave erro de avaliação. Não basta ter a soma dos votos e a maioria. Na era do tempo real, sem pactos pelo consenso não haverá governabilidade. Nunca. Quando se convoca uma marcha pelas redes sociais ninguém pensa nisso. O protesto, que era manifesto, que era resistência, que era indignação, adquire uma autonomia escusa.

Não porque existem vândalos. Os anarquistas predadores que pensam ser, servem. Servem bem para construir repúdio por mudanças e mostrar quão pior pode ser. São, portanto, a antítese da revolução.  Não se enxergam assim mas são reacionários cheios de si. E eles não estão sós. Por trás das mascarados que roubam e depredam e do crime impune que se alastrou pelo Pais — lá atrás e agora mais recentemente de forma alarmante — está uma inimputabilidade inconsequente que o poder se auto outorgou. Fora dos quadrados de Brasilia, das masmorras dos shoppings centers, onde é que há segurança publica?

Em processo falimentar.

Pois não é  isso que se faz quando se criam foros privilegiados, justiça inacessível e critérios seletivos, móveis e anti constitucionais para o que se costuma chamar “igualdade de oportunidades” e tribunais militantes?

Para cada  autentico hater, vândalo, invasor, ou revolucionário de ocasião que se infiltra nas redes antissociais ou nas ruas, há um correspondente que se esconde na vidraça blindada das autoridades, dos palanques, no palavreado auto congratulatório e nos discursos de posse.

São facetas igualmente injustificáveis e daninhas. Enquanto uma é televisionada a outra permanece privativa em circuito fechado nas carreatas eletrônicas daqueles que se definem por influenciadores.

Céus, quem outorgou tanto poder para essas figuras que emergem diretamente do vácuo? Quem autorizou estes fenômenos do senso comum que se auto catapultam através da omissão dos intelectuais (e as vezes sob sua supervisão) e da falência de uma ação pedagógica critica?

E como a filósofa ensinou: quando se perde a autoridade alguém clamará por autoritarismo.

Se a realidade parece perdida, recorramos ao impossível.

Tomemos este, que é um dos seus mais significativos e sub explorados verbetes do dicionário.  Até o suposto defeito vira virtude na voz polissêmica dos glossários.

Deduza sozinho examinando o que consta sob a rubrica “impossível”: áporo, sonho de louco, pedra filosofal, vôo de um boi, o irrealizável, não há, não haver possibilidade de espécie alguma, querer sol na eira e chuva no nabal, prende la lune avec les dents, incendiar o Amazonas, meter o Rocio na betesga, tirar leite de um bode na peneira, carregar água num jacá,  abarcar o céu com as mãos, assar qualquer coisa no bico do dedo, extinguir-se no planeta o calor central, acabar no céu a rotação dos astros, querer ter o dom da ubiquidade, inacesso, inabordável.

O impossível só pode ser o que acabamos de realizar, é o possível visto por alguém fora das nossas órbitas.

Em outras palavras, só o impossível é viável e só a utopia é justa.

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