• Uma entrevista sobre Verdades e Solos
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” no Jornal da USP
  • A verdade lançada ao solo, de Paulo Rosenbaum. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. Por Regina Igel / University of Maryland, College Park
  • Resenha de “Céu Subterrâneo” por Reuven Faingold (Estadão)
  • Escritor de deserto – Céu Subterrâneo (Estadão)
  • A inconcebível Jerusalém (Estadão)
  • O midrash brasileiro “Céu subterrâneo”[1], o sefer de “A Verdade ao Solo” e o reino das diáforas de “A Pele que nos Divide”.(Blog Estadão)

Paulo Rosenbaum

~ Escritor e Médico Writer and physician

Paulo Rosenbaum

Arquivos do Autor: Paulo Rosenbaum

As Promessas da Terra ( Site IG)

21 quinta-feira dez 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

 As promessas da Terra

A argumentação de Arlene Clemesha na matéria” Terras Prometidas” publicado em um periódico paulista em 25/11/23, embora carregue mais autorreferencias do que referencias, não traz nem a densidade, tampouco a acurácia intelectual necessária, especialmente quando se trata de insinuações e afirmações tão peremptórias em relação aos conflitos que estão em curso no Oriente Médio.

 A autora faz do revisionismo histórico um caso, baseado nas teses “orientalistas’ de Edward Said e nas fantasias ideológicas do autor Ilan Pappe, lastreado nas bibliografias correspondentes. Uma espécie de tese de ofício bibliograficamente referenciada ou desinformação ocultada por um mimetismo erudito. Isto é, dão como certezas que determinadas “novas descobertas”, (eufemismo para as teses revisionistas) sempre repetindo uma seleção de autores prediletos, e as apresentando como se fosse a última palavra em termos de leitura acadêmica.

Said, valendo-se de uma tese de “releitura” de toda orientalidade, que segundo ele, foi desconstruída pelo ocidente, faz do revisionismo histórico um ensaio militante e ideológico do que ele julga, como um narrador onisciente, ser uma espécie de reparação histórica. Na verdade, o que Said produz é um grande libelo politicamente motivado não apenas para deslegitimar o Estado Democrático de Israel, como para exaltar uma inconfessável versão justificacionista para o jihadismo que dali em diante assumiria feições laicas. Ledo engano.   

O escritor, poeta e articulista Nelson Ascher já havia prescrutado e prenunciado os malabarismos de Said com os fatos históricos em 2003:

“Um ano depois, em 1979, sairia seu outro “clássico”, “A Questão da Palestina”, um livro que pretende narrar a tragédia de seu povo, mas cujos contatos com a verdade histórica são, na melhor das hipóteses, tangenciais. Em meio às incontáveis mistificações sobre as quais se constrói essa versão deformada do passado, a mais escandalosa é o misterioso desaparecimento do Grão Mufti de Jerusalém, Hadj Amin Al Husseini (1893-1974). O principal líder político daquilo que Said chama de Palestina, o desencadeador e dirigente da revolta antibritânica de 1936-39, o aliado dos nazistas que tentou convencer Adolf Hitler a exterminar os judeus de Tel Aviv e Haifa, a personalidade que dominou a vida dos árabes da região entre os anos 20 e 60, conduzindo-os de catástrofe em catástrofe, aparece uma única vez, de passagem, no livro inteiro. Isso equivale a escrever sobre os EUA ou a Itália dos mesmos anos omitindo respectivamente os nomes de Roosevelt e Mussolini.” (FSP, 29/09/2003)

Pois bem, esta notável omissão do papel de Al Husseini perdura estrategicamente na maioria das análises posteriores feitas por revisionistas e compreende-se porquê: a incomoda associação do nazismo com o renascimento da judeofobia na terra santa, e, como alguns autores apontaram, uma das inspirações para a chamada “solução final” que culminou no extermínio de 6 milhões de judeus.

Aliás, conhecemos bem este tipo de exortação que mais se assemelha a libelos inspirados e baseados ora na cartilha produzida pela polícia política do czar, ora na doxologia neomarxista e nas já citadas teses revisionistas, do que propriamente trabalho analítico, a razão de ser, na verdade a única razão de ser da hermenêutica acadêmica. E sabemos também que, nas últimas vezes que eles, os tais libelos triunfaram tivemos como resultado o antissemitismo estrutural – que parece querer se redesenhar — que culminou no Shoá, o holocausto, evento que muitos autores já definiram como o maior drama da história ocidental. 

As teses orientalistas de Said e de seu sucessor mais contemporâneo desembocam na mesma fonte arenosa: ao afirmar defender teses anticolonialistas e libertárias, caem numa das mais simplistas argumentações, ao tentar fazer renascer as teses de Gamal Nasser sobre o nacionalismo árabe para recontar o “mito” da criação do Estado de Israel.

Para que o leitor compreenda melhor a exortação pelo renascimento do nacionalismo e do panarabismo destes autores, ele está edificado, basicamente, no que há de mais retrógrado em matéria de costumes uma vez que ancorado numa reacionária visão antiocidental e, até certo ponto, retrógrada e antidemocrática.    

Recorro novamente ao texto de Ascher para denunciar os abusos dos conceitos trazidos por Said e outros revisionistas mais contemporâneos:

“Seu “clássico” (de Edward Said) é uma diatribe confusa, desinformada e raivosa que se resume na aplicação a um caso particular da batida tese genérica de acordo com a qual intelectuais são, em sua maioria, lacaios da classe dominante. O que “Orientalismo” tenta expor com meias verdades, com um “non sequitur” após o outro, com exemplos abstrusos e exceções convertidas em regras, é que o orientalismo, a disciplina, ou melhor, o conjunto de disciplinas dedicadas ao estudo dos povos e culturas ao leste da Europa não passa do braço teórico da prática imperial. Trocando em miúdos, quem quer que tenha se aprofundado no estudo de línguas difíceis, como o chinês ou o sânscrito, traduzido e anotado obras antigas ou esquecidas da Pérsia ou do Japão, localizado e restaurado as ruínas de templos e palácios soterrados fez o que fez para que capitalistas londrinos ou parisienses extraíssem confortavelmente a mais-valia gerada por povos distantes.”(mesma fonte)

O álibi que justifica o terror em função de “terras ocupadas” pode ser discutido do ponto de vista da ética e da filosofia, mas seria mais adequado encaminhar a discussão também do ponto de vista da lógica cultural de nosso tempo. A autora do referido artigo pretende destruir o “mito do êxodo voluntário dos palestinos em 1948” (sic) omitindo o contexto de quem foi o primeiro agressor – uma coalização de exércitos nacionais liderados pelo Egito, Síria e Jordânia — assim que a ONU proclamou a partilha da região no histórico ano de 1948.

E, ao mesmo tempo a autora, esconde dos leitores o êxodo dos judeus expulsos dos países árabes, este êxodo sim, flagrantemente involuntário. Vejamos numa rápida passagem os números para entender este ponto.

Do Iraque foram expulsos 135.000 judeus, hoje vivem 4, da Síria 40.000, do Líbano 20.000, hoje vivem 29, da Líbia 38.000, hoje nenhum, da Tunísia 105.600 hoje vivem 1000, do Marrocos 265.000, hoje vivem 2100, do Egito 63.500, hoje vivem 3, da Argélia 140.000, hoje vivem 200, do Yemen 60.000, hoje vive apenas 1, e centenas de milhares mais dos países nas adjacências. Fora aqueles expulsos de países não árabes, como o Irã, onde mais de 100.000 judeus foram convidados a “se deslocar”, hoje vivem apenas 1000 no País persa. Em Gaza viviam 7.947 judeus, hoje, nenhum.

A pergunta certa deveria ser: onde estão hoje estas populações judaicas expulsas? 

Não há resposta que seja politicamente suportável para quem elabora teses fabricadas para desinformar.

Portanto, se a acusação subliminar de limpeza étnica (um slogan que segue conquistando incautos e aqueles que não querem se debruçar sobre fatos) tivesse o mínimo fundamento veríamos outra realidade de solo: não só outros números.

No caso específico do atual conflito em Gaza, o “Ministério de Saúde do Hamas”, seja lá o que ele significa em termos de confiabilidade, parece ter tempo de sobra para contabilizar em tempo real recorde todo os registros de identificação das vítimas da guerra. Vítimas civis e feridos inocentes são sempre uma tragédia a ser lamentada, entretanto as circunstâncias estão cada vez mais transparentes: Hamas não só os utiliza de forma instrumental, como deseja a morte de civis. E usa a distorção dos fatos para alavancar sua agenda genocida contra Israel, judeus e todos os “infiéis” do mundo. Basta checar o número exato de cidadãos civis que os terroristas alegam ter falecido em Gaza. Notem que dentre eles não há nenhum combatente, nenhum terrorista armado. Se a capacidade militar de Israel fosse plenamente exercida, teríamos decerto outro tipo de desfecho.

A omissão ou protagonismo da comunidade internacional para encontrar uma solução de civis usados como escudos humanos, o uso militar de instalações hospitalares, o financiamento internacional de grupos terroristas também faz parte da equação. 

Portanto é espantoso, que se use o espaço público de um periódico para espalhar palavras de ordem sem consistência. Com qual propósito a persistência em desinformar prossegue? Impulsionar conhecidas tendencias antissionistas? Reafirmar teses pouco empáticas ao povo judeu? Ora, o cenário atual é velho conhecido dos judeus, aqueles que sobreviveram à múltiplas perseguições sistemáticas.

Não há aqui a pretensão de sanear o ambiente tóxico no qual se tornou o debate em torno desta guerra. Guerra, vale lembrar, que não foi iniciada por Israel. Amos Óz um celebre e reconhecido agente pela paz, mundialmente conhecido, deixava claro, ele não era exatamente um pacifista, definia-se antes como um peacenik.

A diferença entre ambos seria: sua convicção pela paz seguiria firme até que se constatasse agressão. Caso ela ocorra, como foi o caso dos massacres que os terroristas do Hamas fizeram contra crianças, mulheres, idosos e demais civis, no sul de Israel com estupros, mutilação e uma perversidade inaudita, deixando um rastro de 5.000 feridos, 1.200 mortos, e restando mais de 130 sequestrados, ela não só precisa ser respondida, é uma obrigação do Estado para com seus cidadãos.

Israel está isolado em sua posição de exercer a legítima defesa? Se depender das presidentes de 3 das maiores instituições universitárias dos EUA Elise sim. As representantes de Harvard, Pensilvânia e do MIT falharam na audiência do Congresso ao ser interpeladas pela corajosa congressista deputada Elise Stefanik. Foram questionadas se condenavam a violação dos respectivos códigos de conduta presente no estatuto destas instituições quando estudantes pró palestina promoveram vandalismo e atos de intimidação contra judeus em seus campi, conclamando morte e genocídio. Pois o trio respondeu um frio e patético “depende do contexto” num vexatório e antiético jogral combinado.

Ora, de qual contexto depende condenar violência e bullying dentro de seus domínios acadêmicos?

Do contexto da conveniência política?

Ou do volume de subsídios vindo de países como o Qatar, sozinho responsável pela doação de 4,7 bilhões de dólares para Universidades americana somente no ano de 2022? 

Espera-se que agora elas possam fornecer respostas um pouco mais elaboradas, à altura de suas titulações acadêmicas.

Recentemente, o ex-candidato a presidência dos EUA, Bernie Sanders, e a ex-primeira-dama Hillary Clinton e outras figuras relevantes da atual administração norte americana reconheceram: é preciso sempre salvaguardar a vida de civis, mesmo quando o terrorismo os utiliza de forma instrumental, porém não se pode conceder a um adversário que renova várias vezes ao dia seu juramento de morte a um País e ao seu povo.

Nestas circunstâncias, a ação para se proteger do terror deixa de ser opcional: ela se torna compulsória. Evidentemente uma pena deve ser aplicada para evitar que o agressor fique em liberdade para reincidir no crime.

Para esta finalidade o direito nos deu o conceito de dosimetria.

Mas e se o agressor for um governo usurpador? E se o domínio for exercido de forma tirânica e autocrática? E se estivermos dentro de um reino de terror? Pois é o que vem acontecendo em Gaza desde 2005, quando através de um golpe de Estado, o Hamas, apoiado por países como o Irã e outras autocracias implanta uma ditadura islâmica de base teocrática pregando abertamente o genocídio de outras religiões e etnias.

Israel e os judeus do mundo jamais se submeterão às forças que nunca abdicaram de desejar sua eliminação. As promessas da Terra sempre estiveram lastreadas por evidências históricas, arqueológicas, escriturais, epistemológicas e pela longeva tradição. As promessas da terra foram de um pátio estéril a uma terra prometida. São estas evidências que atestam sua força e permanência. Se não querem ouvi-lo, Israel se fará presente à revelia. Se não desejam permitir sua existência, se tornará a própria terra. Até que o desejo de paz e coexistência atinjam o consenso entre os povos que aceitam a civilização.

De preferência com uma paz justa, talvez duradoura, construída com interlocutores que declarem, não às portas fechadas para seus próprios corpos diplomáticos, mas aos quatro ventos, e, publicamente: doravante renunciam à morte.

De agora em diante darão preferência à vida.

Preferência absoluta. 

Paulo Rosenbaum

https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-rosenbaum/2023-12-13/as-promessas-da-terra.html

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Fact check do futuro (Blog Estadão)

21 quinta-feira dez 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Fact check do futuro

Sambation, 20 dezembro de 2124.

Estamos cumprindo nosso compromisso de reportar fatos do passado que parecem ficção através da Rede DNA-in Chip no qual o leitor pode acessar a matéria ao pressionar a parte lateral do polegar e tê-la incorporado ao seu acervo de informações diretamente no Córtex.

Há 100 anos, no dia 07 de outubro de 2023, ocorreu o maior massacre de judeus desde o evento que ainda hoje chamamos de holocausto. Alguns fatos relevantes só vieram a publico cerca de alguns anos após o ataque promovido por uma coalização de extintos grupos terroristas que se diziam representantes dos palestinos e habitavam a área subterrânea de Gaza, hoje mais conhecida como Área G.

Alguns fatos merecem destaque em nosso Fact Check do Futuro de hoje:

1- Na época, antes mesmo que o País Israel, membro permanente da OTAN desde 2033, pudesse se defender muita gente se mobilizou fazendo passeatas que não contra os atos do que, à época, foram classificados como crimes contra a humanidade. As passeatas e manifestações eram mas a favor dos crimes. (Fatos Verificados por antigos Vídeos e Depoimentos)

2-  A extinta Organização das Nações Unidas foi dissolvida depois que a inabilidade e a imperícia dos seus gestores não só não conseguiu levar a termo uma solução justa, mas levou a uma ruptura e à divisão, seguida de colapso. O que era conhecida por ONU foi reformulada em 2034, dando origem a dois blocos distintos de Países: “Autocratas Unidos” e “Exclusividade Democrática”.

3- Hoje parece inconcebível imaginar, mas foram aqueles eventos deram origem a uma inesperada modificação da ordem mundial:

O inicio do banimento das criptomoedas. (2035)

A volta da percepção de que afinal o nacionalismo não era um mal tão terrível assim, quando se comparou o que aconteceu no continente Europeu em dezembro de 2038.

A mudança completa do estatuto das redes sociais.(2039)

A proibição do monopólio de informação por parte das grandes empresas de tecnologia (2040)

A proibição do uso e manipulação política da Inteligência Artificial depois dos dois incidentes nucleares. (2043)

O decreto consensual da novíssima “Autêntica Aliança” de que a intolerância política e religiosa assim como a desinformação passaram a ser crimes imprescritíveis “Free Speech, not Free Spit“, “Liberdade de Expressão, não de Cuspe” era o lema da lei sancionada pelos recém criados TINPO – Tribunais Internacionais Não Politicamente Orientados.(2047)

A criação do TNPCP – Tratado de Não Proliferação dos cultos proselitistas.

4- Conhecido como o novo julgamento de Nuremberg, que ocorreu na cidade de Sambation em abril de 2049 passou a considerar que as atividades terroristas e todos os seus financiadores seriam punidos sumariamente com banimento das pessoas e nações responsáveis com a pena automática de exílios irreversíveis nas colônias do planeta próxima B.

5- A recusa de reitores e chefes de Instituições (apesar da destruição criminosa dos arquivos, uma cópia da audiência no Congresso Americano permaneceu intacta) em proteger minorias e judeus em seus campi levou a uma ampla investigação dos financiamentos e doutrinação política nas Universidades de todo o mundo. A expressão “depende do contexto”, usada em jogral pelas magnificentíssimas, ficou conhecida como um dos álibis intelectuais mais desonestos e vergonhosos da história moderna. Uma reformulação completa de toda grade curricular, foi concluída e instituída em 2063. Adotou-se um único lema e o antigo método pedagógico talmúdico-socrático: os alunos precisam apenas de instrumentos para pensar. Dali em diante surgiram novas lideranças, intelectualmente emancipadas e pós ideológicas. Criaram-se condições para um inédito e ressignificado avanço tecnológico e humanístico. Muitos passaram a chamar este período de Novíssimo Renascimento.

6- Apenas em 2084 emergiu o pacto para resolver um dos conflitos mais antigos do mundo. Foi sancionado um acordo, na presença dos representantes de mais de 118 países membros da “Autentica Aliança”: israelenses e a novíssima geração de palestinos chegaram à fórmula de um Estado Democrático único, solução que encerrou todas as disputas e o mais longo período de paz na região.

7- Também neste mesmo ano de 2084 foram resolvidos todos os grandes problemas de disputas territoriais (Rússia-Ucrânia, Taiwan-China, India- Paquistão).

Para saber mais e incorporar conhecimento ao seu DNA, acesse: http://www.DNA-in Chip.org.plug.proximaB. 

https://www.estadao.com.br/brasil/conto-de-noticia/fact-check-do-futuro/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Fact check of the future (Blog Estadão)

21 quinta-feira dez 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Fact check of the future

Sambation, December 20, 2124.

We are fulfilling our commitment to reporting facts from the past that seem like fiction through the DNA-in Chip Network, in which the reader can access the material by pressing the side of the thumb and having it incorporated into their information collection directly in the Cortex.

100 years ago, on October 07, 2023, the largest massacre of Jews took place since the event that we still call the Holocaust. Some relevant facts only became public about a few years after the attack carried out by a coalition of extinct terrorist groups that claimed to be representatives of the Palestinians and inhabited the underground area of Gaza, today better known as Area G.

Some facts deserve to be highlighted in our Future Fact Check today:

1- At the time, even before the country Israel, a permanent member of NATO since 2033, could defend itself, many people mobilized by taking marches against the acts of what, at the time, were classified as crimes against humanity. The marches and demonstrations were in favor of crimes. (Facts Verified by old Videos and Testimonials)

2- The extinct United Nations was dissolved after the inability and incompetence of its managers not only failed to bring about a fair solution, but led to a rupture and division, followed by collapse. What was known as the UN was reformulated in 2034, giving rise to two distinct blocks of countries: “United Autocrats” and “Democratic Exclusivity”.

3- Today it seems inconceivable to imagine, but those events gave rise to an unexpected change in the world order:

The beginning of the ban on cryptocurrencies. (2035)

The return of the perception that nationalism was not such a terrible evil after all, when compared to what happened on the European continent in December 2038.

The complete change in the status of social networks. (2039)

The ban on information monopoly by large technology companies (2040)

The ban on the use and political manipulation of Artificial Intelligence after the two nuclear incidents. (2043)

The consensual decree of the brand new “Authentic Alliance” that political and religious intolerance as well as disinformation became imprescriptible crimes ” Free Speech, not Free Spit “, “Freedom of Expression, not Spit” was the motto of the law sanctioned by the newly created TINPO – Non-Politically Oriented International Courts. (2047)

The creation of the TNPCP – Non-Proliferation Treaty of proselytizing cults.

4- Known as the new Nuremberg trial, which took place in the city of Sambation in April 2049, it began to consider that terrorist activities and all their financiers would be summarily punished with banishment of the people and nations responsible with the automatic penalty of irreversible exile in the colonies on the nearby planet B.

5- The refusal of deans and heads of institutions (despite the criminal destruction of the archives, a copy of the hearing in the American Congress remained intact) to protect minorities and Jews on their campuses led to a broad investigation of funding and political indoctrination in Universities throughout the world. The expression “it depends on the context”, used in jokes by the magnificent ones, became known as one of the most dishonest and shameful intellectual alibis in modern history. A complete reformulation of the entire curriculum was completed and instituted in 2063. A single motto and the ancient Talmudic-Socratic pedagogical method were adopted: students only need instruments to think. From then on, new leaders emerged, intellectually emancipated and post-ideological. Conditions were created for an unprecedented and new meaning of technological and humanistic advancement. Many began to call this period the Brand New Renaissance.

6- Only in 2084 did the pact emerge to resolve one of the oldest conflicts in the world. An agreement was sanctioned, in the presence of representatives of more than 118 member countries of the “Authentic Alliance”: Israelis and the newest generation of Palestinians reached the formula of a single Democratic State, a solution that ended all disputes and the longest period of peace in the region.

7- Also in the same year of 2084, all the major problems of territorial disputes were resolved (Russia-Ukraine, Taiwan-China, India-Pakistan).

To learn more and incorporate knowledge into your DNA, visit: http://www.DNA-in Chip.org.plug.proximaB.

https://www.estadao.com.br/brasil/conto-de-noticia/fact-check-do-futuro/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

E as mulheres se calaram e sumiram: este era o seu lugar de fala (Blog Estadão)

28 terça-feira nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

E as mulheres se calaram e sumiram: este era o seu lugar de fala

A voz feminina nao tem sido apenas insubstituível, mas de algum modo vem representando uma das manifestações mais importantes do espírito do nosso tempo. Enquanto o mundo e as vozes masculinas têm falhado, pecado por omissão, ou simplesmente perdido significado, as organizações femininas têm mostrado um protagonismo crescente. Não apenas único como essencial para suprir e reparar as injustiças históricas. Não se restringindo aos tópicos relativos às lutas históricas das mulheres como equidade, igualdade de gênero, mas também abordando assuntos relevantes para a ecologia, política, ciência e para as grandes causas humanitárias.  

Até agora.    

Em recente artigo publicado na revista Newsweek a primeira-dama de Israel, Sra. Michal Herzog, denunciou várias organizações feministas pela imperdoável complacência e omissão diante dos covardes ataques de 07/10 em Israel, quando meninas e mulheres judias foram assassinadas, sofreram abusos e estupros coletivos.

“Silêncio inconcebível e imperdoável destas organizações quando confrontadas com a violação e assassinato de mulheres israelitas. Declaração após declaração de organizações como a ONU Mulheres e a CEDAW não conseguiram condenar estes crimes.” E adiante: “Eles falharam conosco e com todas as mulheres neste momento crítico.”

Este foi resumo do desabafo de Michal ao notar que o silêncio prevaleceu sobre a denúncia, e o viés ideológico sobre a justiça. O desinteresse sobre o desamparo daquelas meninas e mulheres atacadas no dia 07/10 adquiriu uma súbita aura de invisibilidade, e ela ocorreu sob as mais curiosas justificativas, na maioria das vezes, sem nenhuma. 

Enquanto estas mesmas entidades (abaixo nomeadas) faziam relatos sobre a trágica situação das mulheres na faixa de Gaza, nenhuma palavra, nenhuma menção, nenhuma solidariedade com as vítimas israelenses e de muitas outras nacionalidades. O contraste não poderia ser mais absoluto.

Nada, por exemplo, sobre a jovem Shani Louk, a moça de dupla nacionalidade germano-israelense sequestrada no festival de música, covardemente trucidada e arrastada pelas ruas do território palestino numa caçamba, sob o êxtase selvagem da população. Depois de degolada, e ter seu corpo despedaçado ele foi exibido como um troféu macabro para os entusiastas de uma nova e inédita escala de perversão.

Para os observadores mais atentos algo foi rompido, e de forma irreversível, não apenas pela ferocidade e malignidade, mas pela eleição dos alvos preferenciais.

Nenhuma menção sobre os quadris fraturados de meninas  sob o impacto da violência sexual dos estupros coletivos executados pelos terroristas do Hamas. Nada sobre a abertura do abdome de uma mulher grávida e a retirada, por dissecção in vivo, e subsequente degola do bebê que estava em processo de gestação.

Nada.

Ora, este “nada” há de cobrar peso, gravidade, e, inevitavelmente, passará a ter significado histórico. Que ecoará de forma cada vez mais forte pois o som abafado das vitimas escapam com mais força a cada rodada de omissão.

É até provável que doravante algumas vozes, percebendo o erro passem a tentar reparar o constrangedor equívoco. Reconhecer o erro já seria alguma coisa. Mesmo assim, ja terá sido tarde demais. Como toda ação sem timing, não pode haver reparo, uma vez que o retardo da justiça costuma corroer o ethos. Dilacera qualquer vigor moral. E, finalmente, retira folego  de muitas destas organizações que tinham credibilidade e representatividade. A regra é que quando a justiça não é servida passa a cobrar crescente desconfiança de quem escolheu silenciar, e sumir.

Como resposta ao ruido parcial das entidades feministas, um grupo de mulheres judias criou a hastag #MetooUnlessURaJew, ao mesmo tempo ironica e critica aos critérios seletivos adotados. 

As “causas” seletivamente determinadas (como a reiterada omissão do corpus institucional feminista quando se tratava de denunciar o abuso, violação e assassinatos de meninas e mulheres judias) auto evidenciou uma série de pontos e perguntas :

1- O desvelamento da omissão que está por trás dos slogans (#metoo, “mexeu com uma mexeu com “quase” todas (sic)

2- Ao eleger quais mulheres merecem ou não defesa, rompeu-se o principio ético da isonomia e a equidade de tratamento e a aura humanitária que paira sobre organizações foi relativizada Passaram a ser Instrumentalizadas por ideologias, ou preconceitos, para eleger suas prioridades.

3 – Qual será o impacto na estatura e na dignidade das futuras causas feministas diante da complacência demonstrada quando se tratava de denunciar os crimes do Hamas contra meninas e mulheres judias nos ataques de 07/10?

4 – A necessidade de mudanças estruturais nas diretrizes, pautas e defesa dos direitos femininos, se e quando, desejarem manter-se como instituições críveis. Doravante colocarão princípios acima das pautas ideológicas?

5- Severo comprometimento de agendas mais amplas como a discussão da igualdade de gênero, ambientalismo, propostas de prevenção da violência e discriminação.

Por ultimo,  a pergunta mais pertinente: por que e por quais motivos as judias mereceram tanta desatenção e descuido?

Abaixo uma lista das agencias e organizações feministas que boicotaram e/ou omitiram as agressões, violações e ataques contra meninas e mulheres judias desde os crimes terroristas do hamas em 07/10:

ONU Mulheres (Orgão oficial da ONU)

CEDAW (Convention Against Discrimination of all Woman)

#MeToo

Association para os direitos femininos development (AWID)

Center for Women’s Global Leadership (CWGL)

Feminista Majority Foundation

Global Fund for Women

Que o tempo restaure as vozes das mulheres pelas mulheres. E por todos nós.

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

And the women fell silent and disappeared: this was their place of speech (Blog Estadão)

28 terça-feira nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

And the women fell silent and disappeared: this was their place of speech

The female voice has not only been irreplaceable, but in some way it has represented one of the manifestations _ most important aspects of the spirit of our time. While the world and male voices have failed , sinned by omission, or simply lost meaning, Women ‘s organizations have shown increasing protagonism. Not only unique but essential to overcome and repair historical injustices . Not restricted to topics relating to women’s historical struggles such as equity, gender equality , but also addressing issues relevant to ecology, politics, science and major humanitarian causes.

Until now.

In a recent article published in Newsweek magazine, the First Lady of Israel, Mrs. Michal Herzog, denounced several feminist organizations for their unforgivable complacency and omission in the face of the cowardly attacks of 10/7 in Israel, when Jewish girls and women were murdered, suffered abuse and gang rapes.

“Inconceivable and unforgivable silence from these organizations when faced with the rape and murder of Israeli women. Statement after statement from organizations like UN Women and CEDAW have failed to condemn these crimes.” And further: “They have failed us and all women at this critical time.”

This was a summary of Michal’s outburst when he noted that silence prevailed over the complaint, and ideological bias over justice. The lack of interest in the helplessness of those girls and women attacked on 10/07 acquired a sudden aura of invisibility, and it occurred under the most curious justifications, most of the time , without any.

While these same entities (named below) reported on the tragic situation of women in the Gaza Strip, there was no word, no mention, no solidarity with the Israeli victims and those of many other nationalities. The contrast could not be more stark.

Nothing, for example, about young Shani Louk, the girl with dual German-Israeli nationality kidnapped at the music festival , cowardly butchered and dragged through the streets of the Palestinian territory in a dumpster , amid the wild ecstasy of the population. After having his throat cut and his body torn apart , he was displayed as a macabre trophy for enthusiasts of a new and unprecedented scale of perversion.

For the most attentive observers something was broken , and irreversibly, not only by ferocity and malignancy, but by the election of preferred targets.

No mention of the fractured hips of girls under the impact of sexual violence from gang rapes carried out by Hamas terrorists. Nothing about opening the abdomen of a pregnant woman and removing, through in vivo dissection, and subsequent slitting of the baby that was in the process of being gestated.

Anything.

Now , this “nothing” will gain weight, gravity, and will inevitably come to have historical significance. Which will echo increasingly louder as the muffled sound of the victims escapes with more force with each round of omission.

It is even likely that from now on some voices, realizing the error, will try to repair the embarrassing mistake. Recognizing the error would be something. Even so, it will have been too late. Like any action without timing, there can be no repair, since the delay of justice tends to corrode the ethos. It tears apart any moral vigor. And, finally, it takes away the breath of many of these organizations that had credibility and representation. The rule is that when justice is not served begins to demand increasing distrust from those who chose to remain silent and disappear .

In response to the partial noise from feminist entities, a group of Jewish women created the hashtag #MetooUnlessURaJew, which is both ironic and critical of the selective criteria adopted.

The selectively determined “causes” (such as the repeated omission of the feminist institutional corpus when it came to denouncing the abuse, rape and murders of Jewish girls and women) self-evidenced a series of points and questions:

1- The unveiling of the omission behind the slogans ( # metoo, “messed with one and messed with “almost” all (sic)

2- By choosing which women deserve defense or not , the ethical principle of isonomy and equal treatment was broken and the humanitarian aura that hovers over organizations was relativized. They began to be instrumentalized by ideologies, or prejudices, to choose their priorities.

3 – What will be the impact on the stature and dignity of future feminist causes given the complacency demonstrated when it came to denouncing Hamas’ crimes against Jewish girls and women in the 10/7 attacks?

4 – The need for structural changes in guidelines, agendas and defense of women’s rights, if and when, they wish to remain credible institutions. Will they henceforth place principles above ideological agendas?

5- Severe commitment to broader agendas such as the discussion of gender equality, environmentalism, proposals to prevent violence and discrimination.

Finally, the most pertinent question: why and for what reasons did Jewish women deserve so much inattention and carelessness?

Below is a list of feminist agencies and organizations that have boycotted and/or omitted the aggressions, rapes and attacks against Jewish girls and women since the Hamas terrorist crimes on 10/07:

UN Women (official UN body)

CEDAW (Convention Against of Discrimination of all Women)

#MeToo

Association for Women’s Rights Development (AWID)

Center for Women’s Global Leadership (CWGL)

Feminist Majority Foundation

Global Fund for Women

May time restore the voices of women by women. And for all of us.

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

@DavidbenGurion to @Yeukuziel (Moses) (Blog Estadão)

15 quarta-feira nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

@DavidbenGurion to @Yeukuziel (Moses)


— Dear Master, I’m sorry I couldn’t share the latest events with you. I lacked words for what we witnessed. We are all very restless and worried. The enemy is now a little different. They financed an army of terror. I just saw the images. I don’t even know how to start.
— We are very busy here. Speak soon, dear, spill it.
— It was on 10/07, the biggest massacre of Jews since the Holocaust. More than 1400 were killed, people were beheaded, children and women were abused, bodies were torn to pieces. And they kidnapped 239 people of 27 nationalities. Hamas terrorists have declared war on the world, but the world hasn’t caught on yet.– Moses? Are you on the line? Everything was silent here.
(5 minutes silence)
Ben Gurion taps his cell phone to see if it’s a battery problem.
— Dear Ben Gurion, is it the same old story?
— I thought I lost you.– No, no, I’m here. (hoarse and choked voice of someone who has just controlled their crying)– Exactly, my King. But this time it was much worse, and they didn’t even try to hide it: they filmed, recorded the crimes, and were euphoric with what they were doing. One of them hysterically told his mama that he had just been slaughtered… and that a friend had roasted a baby in the oven. There was even a photojournalist with a polaroid so as not to miss any live action.– And even though we were attacked, they are accusing us of everything, can you see?– Ye. How did you know?— That never changed my dear. And when it comes to human nature, we here are always aware.– So tell me: Why? Why?– Because it works.– How?– They always needed alibis, and the idea of a scapegoat. And people have been buying into the conspiracy for centuries. It was never about the country, the fantasy is about the people of the book.– But what about a rotation, today we do, tomorrow they choose another? How about that?– It doesn’t work like that, son.— You’re very impassive. How can you stay so calm?— I trust in justice.– Seriously Master, here I am almost losing my trust in Heaven.
(Single Low Thunder)
— I’ve already discussed this with Kafka, and I can assure you, it will arrive.
— Who will arrive?– Hope. And it will come along with justice. Check Most High?
(Soft noises and rumblings from Above)
— But right now those people with whom we had affinity and who spoke about social justice, democracy and progress…
— Yes, I know everyone in this ward.
— They are also threatening us. (speaking quietly and embarrassed)– In every generation they stand up… remember?– But now those people from old Germania have joined forces – who today, surprise , are on our side. Even so, the streets are full of people, I’m going to open the microphone, listen to the crowd:
“From the river to the sea.” “from the river to the sea”
— Do you want a resort, is this an advertisement for an international resort?
— No Sir, they scream for our end.– Stay cold, remember Sartre? “If the Jews didn’t exist they would have to be invented”, Israel is forever .
— Yes, but…– Dear David Ben Gurion, you know very well how it works. The majority are silent and are aware that, most of the time, there is justice in our decisions. Even when they are very difficult decisions.— Not always.— Not always, but on average we get much more right than we get wrong. Just look, we built an enviable country.— Enviable, that may be the problem.– We can teach, and then peace will be just one consequence.– He may be my King, but he still worries. The world is silent again!– Son, this is an error in assessing the situation. Mind you, there are noisy masses and silent majorities. Who wants crime, terror and fear? Who wants dictatorships and radicals? Who does the silent majority identify with?– My King, know that your calm and wisdom are comforting.– David, I am not calm at all. You can’t even imagine how I’m holding the group here, the bar is tense.– But you seem calm.– I know how to control myself, you should do the same.– I’ll try master, I’ll try.– And if you resort to memory you’ll see that every time this happens, we start over again.– King, sorry for the inconvenience, but won’t they ever leave us alone?– We will take you to them– But we are being massacred, look at social media today.– It’s cool ? Can you get a lot of fish?– Oh, I know you don’t keep up to date online. I’m not referring to this type of network, these are places where people meet on a machine. Many spread hatred and resentment and generally hide behind anonymity.– And is that what’s fashionable out there?– Well, now people don’t read much.– And how do they get information?– Your Majesty, they prefer misinformation, today there is something called an algorithm.– And there is AI too. The thing has already reached my ears.– So, they only tell you what you want to hear.– It sounds seductive, but that’s not knowledge.– Exactly, they don’t want to, they prefer to stay with their own certainties.– No Do you like to hear both sides?– No King, you don’t, we call it polarization.– It makes me sad to hear, and where did the relativization go? What about that? The dialogue? Is there no longer that midfield?
–International diplomacy? Well, I better not even tell you who currently presides over the human rights commission at the UN. No, unfortunately, the center and the moderates are disappearing.
— But our democracy is still going strong, right, like the last time we spoke?– Yes, yes, we are still like that. It’s just that they don’t get tired of shouting the old slogans.– Slogans?– Yes, they invent that we have an apartheid regime . Can you believe this? And other slanders: that we don’t offer religious freedom, ethnic cleansing and other things.
— I’ve abandoned diets, I don’t do any more. Wait, do these people know that we are cousins, that the Semites have a common origin?–I think they know, I don’t know.– Abram’s agreements, is that what’s happening?– He killed with a stick, Boss.– He killed ?– I mean, Bingo, you hit the nail on the head!– And don’t they also know that there are 2 million Arab-Israelis working with us? I have a descendant in the Supreme Court who told me that he has Islamic colleagues in the country’s high court side by side with him, in our egregious school.– Exactly King, but they are not interested in the facts, nor the truth.– How intriguing , what about religious freedom? Don’t you know it’s in our constitutional charter?– Yes, sir, but today we have a strange resource called “narrative” that, if well constructed, even if it’s a blatant lie, ends up sticking, you know?– All of this is incomprehensible.- – For me too, Master of Masters.– Don’t call me Master.– Ok, Most Magnificent.– Much less of that.– Why Master?– A circular has just passed here: many rectors were omitted in protecting people at Universities, many Jews and people who defend us are suffering persecution or are cornered.– And vandals spray paint the symbol of that party on their houses, you know, Adolf’s.– Again? Don’t they ever learn?
–Negative Master. And there are even famous rock artists who support terror, they will do a show sponsored by a famous German insurance company.
— Bah, what’s up Che, do they have an alliance? (with a strong gaucho accent)
— There are people who justify terror and question Israel’s right to self-defense.
— No one is holy, and peace will come at the right time.
(Lightning, thunder, gigantic hail)
David hides in the shuk between a falafel and hummus stand.
— Look who arrived, Job is here with us, look I have Ben Gurion here on the screen
— How much time. I heard everything David, my goodness, but I’ve seen worse.
— And what should we do?
— Let’s pray together!
— Asking for what Job?
— Help yourself, and Heaven will help you.
(Inexplicable flash followed by rain of White Flags)

https://www.estadao.com.br/brasil/conto-de-noticia/davidbengurion-para-yeukuziel-moises/

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

 @DavidbenGurion para @Yeukuziel (Moisés) Blog Estadão

15 quarta-feira nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

 @DavidbenGurion para @Yeukuziel (Moisés)

— Prezado Mestre, sinto não ter compartilhado contigo os últimos acontecimentos. Me faltaram palavras para o que testemunhamos. Estamos todos muito inquietos e preocupados. O inimigo é agora um pouco diferente. Uma teocracia financiou um exército do terror. Acabei de ver as imagens. Nem sei por onde começar.
— Estamos muito busy aqui. Fala logo querido, desembuche.
— Foi no 07/10, o maior massacre de judeus desde o holocausto. Mais de 1400 foram mortos, pessoas foram degoladas, crianças e mulheres seviciadas, corpos despedaçados. E sequestraram 241 pessoas de 27 nacionalidades. Os terroristas do Hamas declararam guerra ao mundo, mas o mundo ainda não sacou.
— Moisés? Está na linha? Ficou tudo mudo aqui.

(Silêncio de 5 minutos)

Ben Gurion sacode o celular para ver se é problema de bateria.

— Caro Ben, é a mesma velha história?
— Achei que tinha te perdido.
— Não, não, estou aqui. (voz rouca e embargada de quem acaba de controlar o choro)
— Exatamente, meu Profeta. Mas desta vez foi muito pior, e eles nem tentaram esconder: filmaram, registraram os crimes, e estavam eufóricos com o que estavam fazendo. Um deles contou histérico para sua mama que acabou de chacinar… e que um amigo assou um bebê no forno.

(Lágrimas densas gigantes caem e ecoam sobre toda a Terra)

–E, Moisés, tinha até mais de um fotojornalista portando máquinas polaroides para não perderem nenhum lance ao vivo.
— Ah a imprensa esteve junto e cobriu tudo direitinho? E mesmo tendo sido atacados eles estão nos acusando de tudo, confere?
— Ye. Como você sabia?
— Isso nunca mudou meu caro. E quando se trata da natureza humana a gente aqui fica sempre antenado.
— Então me fala: Por quê? Por quê?
— Porque funciona! Porque funciona.
— Como?
— Sempre precisaram de álibis, e velhíssima ideia do bode expiatório. E faz séculos que as pessoas vem comprando as conspirações. Nunca foi sobre o País. A fantasia camuflada sempre foi sobre você sabe quem.

— Quem Mestre?

— O povo do livro.
— Mas que tal um rodízio, hoje nós, amanhã escolhem outro? Que tal?
— Não funciona assim filho.
— Você está muito impassível. Como consegue ficar tão calmo?
— Confio na justiça.
— Sério Mestre, eu aqui quase perdendo minha confiança nos Céus.

(Trovão Único Grave)

— Já discuti isso com Kafka, e posso te garantir, ela chegará.
— Quem chegará?
— A esperança. E virá junto com a justiça. Confere Altíssimo?

(Barulhos e rumores suaves do Alto)

— Mas agora mesmo aquelas pessoas com as quais tínhamos afinidade e que falavam da justiça social, democracia e progresso…

— Sim, conheço todo mundo dessa ala.
— Elas também estão nos ameaçando. (falando baixo e constrangido)
— Em toda geração eles se levantam…lembra-se?
— Mas agora se associaram aquele pessoal da velha Germânia – que hoje, surprise, está do nosso lado.  Mesmo assim as ruas estão cheias de gente, vou abrir o microfone, ouça a turba:

“Do rio ao mar.” “do rio ao mar”

— Querem um balneário, ou é propaganda de resort internacional?
— Não Senhor, gritam pelo nosso fim.
— Fica frio, lembra do Sartre? “Se os judeus não existissem teriam que ser inventados”, Israel é para sempre.
— É, mas…
— Estimado David Ben Gurion, você sabe muito bem como funciona. A maioria é silenciosa e tem noção de que, na maioria das vezes, há justiça em nossas decisões. Mesmo quando são decisões muito difíceis como ter que lutar para não ser eliminados.
— Nem sempre.
— Nem sempre, mas na média acertamos muito mais do que erramos. Basta ver, construímos um País invejável.
— Invejável, aí pode estar o problema.
— Nós podemos ensinar, e aí a paz será uma só uma consequência.
— Pode ser meu profeta, mas ainda assim preocupa. O mundo está novamente em silencio!
— Filho, isso é erro de avaliação da conjuntura. Repare bem, há massas ruidosas e maiorias silenciosas. Quem quer crime, terror e medo? Quem quer ditaduras e radicais? Com quem será que a maioria silenciosa se identifica?
— Meu Rei, saiba que sua calma e sabedoria são reconfortantes.
— David, não estou nada calmo. Você nem imagina como estou segurando a turma aqui, a barra está tensa.
— Mas você parece sereno.
— Sei me controlar, você deveria fazer o mesmo.
— Tentarei mestre, tentarei.
— E se recorrer à memória você verá que sempre que isso acontece, recomeçamos novamente.
— Moshe, desculpe o incomodo, mas não vão nos deixam em paz nunca?
— Nós é que a levaremos até eles. Já oferecemos inúmeras vezes, uma hora dará certo.
— Mas estamos sendo massacrados, veja hoje as redes sociais.
— É legal? Conseguem muitos peixes?
— Ah, esqueci, vocês não se atualizam on line. Não me refiro a este tipo de rede, são lugares onde as pessoas se encontram através de máquinas. Muitos espalham ódio e ressentimentos e geralmente se escondem atrás do anonimato.
— E é isso que está moda por aí?
— Pois é, agora o pessoal não lê muito.
— E se informam como?
— Majestade, eles preferem a desinformação, hoje existe uma coisa chamada algoritmo.
— E tem um tal de I.A. também, não? O treco já chegou aos meus ouvidos.
— Então, eles só te informam o que você quer ouvir.
— Parece sedutor, mas isso não é conhecimento.
— Exato, eles não querem, preferem ficar com suas próprias certezas.
— Não gostam de ouvir todos os lados?
— Não Rav, não gostam, chamamos de polarização.
— Fico triste em ouvir, e onde foi para a relativização? O deixa disso? O diálogo? Não existe mais aquele meio de campo?

–A diplomacia internacional? Bem, melhor nem te contar quem preside hoje a comissão de direitos humanos na ONU.
— Quem?

— Os Aiatolás

(Raio fortíssimo)

— Não brinca!

— É Sério. Hoje infelizmente, o centro e os moderados estão sumindo.
— Mas nossa democracia segue firme, certo, como da última vez que conversamos?
— Sim, sim, ainda somos assim. É que eles não se cansam de gritar os velhos slogans.
— Slogans?
— Sim inventam que temos um regime de apartheid. Pode acreditar nisso? E outras calúnias: que não oferecemos liberdade religiosa, limpeza étnica e otras cositas mas.
— Já eu abandonei as dietas, regime não faço mais. Espera, este pessoal sabe que somos primos, que os semitas tem origem comum?
–Acho que sabem, sei lá.
— Os acordos de Abrão, será que é isso que está pegando?
— Matou a pau Chefia!
— Matou a pau?
— Digo, Bingo, acertou na mosca!
— E será que também não sabem que há 2 milhões de árabes-israelenses trabalhando conosco? Tenho um descendente no Supremo que me contou que tem colegas do Islã na alta corte do País, lado a lado com ele, no nosso egrégio colégio.
— Exato, mas eles não se interessam pelos fatos, nem pela verdade.
— Que intrigante, e quanto à liberdade religiosa? Não sabem que está na nossa carta constitucional?
— Está sim Sr. mas hoje temos um recurso estranho chamado “narrativa” que se bem construída, mesmo que for uma mentira deslavada, acaba colando, entende?
— Tudo isso é incompreensível.
— Para mim também, Mestre dos Mestres.
— Não me chame de Mestre.
— Ok, Magnificentíssimo.
— Muito menos disso aí.
— Por que Mestre?
— Acaba de passar uma circular por aqui: muitos reitores foram omissos em proteger pessoas nas Universidades,  muitos judeus e pessoas que nos defendem estão sofrendo perseguição ou estão acuadas.
— E vândalos picham nas casas o símbolo daquele partido, sabe, o do Adolf.
— De novo? Não aprendem nunca?

–Negativo Mestre. E tem até artistas do rock famosos que apoiam o terror, um deles fará um show patrocinado por uma famosa casa de seguros alemã.

— Bah, que coisa Che, eles tem algum aliança? (com forte sotaque gaucho)

— É que tem gente que justifica o terror e questiona o direito de Israel à legítima defesa.
— Ninguém é santo, e a paz só virá no tempo certo.

(Raios, trovões, gigantesca chuva de granizo)

David se esconde no shuk entre uma barraquinha de falafel e de húmus.

— Olha só quem chegou, Jó está aqui conosco, veja estou com o Ben Gurion aqui na tela

— Quanto tempo. Eu ouvi tudo David, que coisa, mas já vi coisa pior.

— E o que devemos fazer?

— Rezemos juntos?

— Pedindo o que Jó?

— Ajuda-te, que o Céu te ajudará.

(Clarão inexplicável, terror derrotado, seguido de chuva brilhante com Bandeiras Brancas)

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Efeito rebote (Publicado no Portal IG)

05 domingo nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Efeito rebote

A guerra contra o terror em curso no Oriente Médio, independentemente do desfecho, terá repercussões mundiais progressivas. Para além de uma potencial crise energética ligada aos combustíveis fósseis, o epicentro é o significado simbólico e geopolítico da região para as superpotências. E, apesar do uso da questão territorial como argumento central, o verdadeiro problema hoje está enraizado em uma abrangente disputa de poder que envolve Estados Unidos, Rússia, China, União Europeia e OTAN. Parece óbvio? Não tão óbvio, mas deixarei o assunto para uma outra análise.

Depois das chacinas de 07/10 contra os judeus, Biden fez a única coisa sensata que um líder do mundo livre poderia fazer : apoiou Israel incondicionalmente. Destarte, a atual administração norte americana vinha seguindo a cartilha programática de Barak Obama cujo ideário preconizava o enfraquecimento voluntário dos EUA como superpotência dominante naquela e em outras regiões do mundo. O objetivo era deixar que os povos da região encontrassem sozinhos uma solução para os seus conflitos a partir do hoje desgastado conceito de autodeterminação. Pareceria nobre, não? Porém um ingrediente da proposta foi esquecido: a autodeterminação só pode ocorrer em ambientes  com eleições livres e sob rodízio de poder. A autodeterminação não pode envolver álibis e justificativas para o terrorismo.

O problema — deveria ser uma virtude — é que somente Israel segue tal diretriz. Somente Israel tem eleições livres e diretas regularmente. Somente em Israel os direitos das mulheres e das minorias são respeitadas. Somente em Israel está assegurada a liberdade religiosa. Pode soar como defesa partisã, mas não se trata disto, é somente a verdade. A irritante verdade.

A intempestiva saída de cena  de uma superpotência ocidental criou um perigosíssimo vácuo de poder que foi ocupado por quem tinha mais organização, subsídios, e, principalmente, munição. O terrorismo jihadista, estado islâmico, proxys iranianos, talebãs, preencheram momentaneamente todos estes requisitos. No Egito aconteceu o mesmo, e a Irmandade Muçulmana ganhou as eleições.

Trago uma analogia: um tratamento médico não se pode simplesmente suspender uma droga de uso contínuo repentinamente. O risco de efeito rebote (rebound effect) apresenta um risco clinico significativo para a saúde. Ao suspender uma substância sem o devido desmame lento e gradual as reações do corpo podem ser violentas. Eis que o erro estratégico da equivocada doutrina do ex presidente americano de retirar-se de cena abruptamente repetiu-se muitas vezes (Líbia, Iraque, Egito, e mais recentemente, no Afeganistão).

A cronologia é óbvia, nunca a paz esteve tão próxima de ser alcançada na região quando os acordos de Abrão, especialmente os de Israel com a Arábia Saudita, eram iminentes. E o terror instrumentalizado por proxys dos aiatolás  a interrompeu da forma mais brutal e abjeta possível.  Um exército de inimigos da humanidade declarou uma guerra, através de um impensável banho de sangue contra judeus no sul do País, levou o primeiro round com nocaute desleal ao produzir o mais grave evento contra judeus desde a era do holocausto.

Quem desconhece ou prefere desconsiderar a extensa história judaica poderia avaliar que se tratava de mais um episódio isolado entre os incontáveis conflitos tribais do Oriente Médio, portanto subestimaria  o impacto que a tragédia do dia 07/10 teve e continuará a ter nos corações e mentes da população israelense, judaica e mundial por décadas, senão por gerações.

Uma dúvida persistente e intrigante: por que as reações de indignação pelo mundo foram tão diferentes do 11/09?   É notável a seletividade da indignação quando o ator Israel entra em cena? Ao mundo falta a compreensão da realidade psicológica para os judeus:  a partir do ataque do Hamas, estilo Isis, toda constatação de qualquer desvio atribuído a uma perspectiva paranoica passava a ter base concreta.

Quando o Estado de Israel foi criado os que testemunharam e viveram a Shoah cunharam o termo “nunca mais”, confiantes de que, contando com um estado nacional, o único País judaico do mundo, a proteção estaria assegurada. Depois dos eventos de 07/10 esta segurança revelou-se,  se não frágil, deficitária, e trouxe de vez todos os pesadelos represados à superfície.

Uma consciência foi tragicamente trazida de chofre das profundezas do sofrimento: a constatação de que a segurança era mais subjetiva do que objetiva, e a subsequente percepção de que ameaça à existência de Israel era surpreendentemente real.

Diante das pacificas marchas de apoio cujo slogan “do rio ao mar”, — clara insinuação de que os cidadãos de Israel precisam ser empurrados do Jordão ao Mediterrâneo — ainda parece pairar dúvidas sobre o significado da compreensão da história e, principalmente, da justiça. Em mais uma evidência de um inconfesso bias contra Israel é importante assinalar que mesmo antes da resposta militar de Israel ataques antissemitas brotaram de todos os cantos da terra. Assistir jovens doutrinados por uma pedagogia acrítica ameaçando judeus nos campi ou retirando os cartazes que pedem a devolução dos reféns é particularmente nauseante. Nos centros do saber, as Universidades, os argumentos são substituídos por slogans que vão das infundadas alegações de “colonialismo” ao “genocídio” (sic) do povo palestino. (leia-se o artigo de Simon Sebag Montefiore sobre o assunto no “The Atlantic” e recentemente traduzida e publicada em português em https://ultimosegundo.ig.com.br

Genocídio demográfica e matematicamente insustentável pela simples verificação do aumento exponencial e progressivo dessa população, tanto na Cisjordânia quanto em Gaza  Mas nesta guerra um tópico ficou auto-evidente, os fatos foram anulados por versões contra fáticas. A realidade substituída pela dicursidade instrumental controlada pela ideologia. Que produziu uma hegemonia intelectual distorcida pela militância daqueles que um dia se julgavam educadores.

Somente os israelenses podem definir o que podem e devem fazer para proteger seus cidadãos numa guerra como a que foi declarada pelos terroristas do Hamas, e os desdobramentos das respostas políticas e militares ainda são imprevisíveis.

A esperança, ao fim e ao cabo, é que depois das tragédias, o dia seguinte da guerra dará lugar a uma inevitável paz. O que precisa ser mensurado é quanto sofrimento teremos que testemunhar antes da contabilização final dos mortos e feridos. Antes que haja a liberação dos sequestrados pelos terroristas do Hamas. E antes de uma solução pragmática, ampla e negociada seja estabelecida entre os povos israelense e  autoridade palestina — propostas já recusadas por esta última por pelo menos 5 vezes —  sem a ilusão de que ela será perfeita ou definitiva.

Para quem alcança as analogias históricas a realidade confirma o ressurgimento nada cerimonioso de um novíssimo espectro nazista. O antissemitismo foi adotado pela agenda da extrema esquerda. Me perguntam se enxergo coerência? Há mais do que coerência. Há alinhamento automático entre aqueles que seguem acreditando em ideologias radicais. Fanáticos que permanecem fiéis aos princípios de Stalin. Para os que tem fé nas revoluções sangrentas. E, principalmente, para quem sonha em implantar autocracias de inspiração teocrática. Sempre, claro, usando os modelos democráticos para somente depois de alcançar o poder, anunciar o centralismo partidário e a revogação das regras anteriores aos pleitos.

Quando se trata de antissemitismo, só nos resta evocar a frase do poeta “esquerda e direita unidas jamais serão vencidas”.

https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-rosembaum/2023-11-05/efeito-rebote.html

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Rebound effect (Article published on the IG portal)

05 domingo nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Rebound effect

The ongoing war on terror in the Middle East, regardless of the outcome, will have progressive global repercussions. In addition to a potential energy crisis linked to fossil fuels, the epicenter is the symbolic and geopolitical significance of the region for the superpowers. And, despite the use of the territorial issue as a central argument, the real problem today is rooted in a comprehensive power struggle involving the United States, Russia, China, the European Union and NATO. Does it seem obvious? Not so obvious, but I’ll leave the subject for another analysis.

After the 7/10 massacres against the Jews, Biden did the only sensible thing a leader of the free world could do: he supported Israel unconditionally. Thus, the current North American administration had been following Barak Obama’s programmatic guide, whose ideas advocated the voluntary weakening of the USA as the dominant superpower in that and other regions of the world. The objective was to let the people of the region find a solution to their conflicts on their own based on the now outdated concept of self-determination. It would seem noble, wouldn’t it? However, one ingredient of the proposal was forgotten: self-determination can only occur in environments with free elections and under power rotation. Self-determination cannot involve alibis and justifications for terrorism.

The problem — it should be a virtue — is that only Israel follows such a guideline. Only Israel has free and direct elections regularly. Only in Israel are the rights of women and minorities respected. Only in Israel is religious freedom guaranteed. It may sound like partisan defense, but that’s not what it’s about, it’s just the truth. The annoying truth.

The untimely departure of a Western superpower created a very dangerous power vacuum that was occupied by those with more organization, subsidies, and, above all, ammunition. Jihadist terrorism, Islamic state, Iranian proxies, Taliban, momentarily met all these requirements. The same thing happened in Egypt, and the Muslim Brotherhood won the elections.

I bring an analogy: a medical treatment cannot simply be suspended from a drug that is being used all of a sudden. The risk of rebound effect presents a significant clinical risk to health. When stopping a substance without slow and gradual weaning, the body’s reactions can be violent. The strategic error of the former American president’s mistaken doctrine of abruptly withdrawing from the scene was repeated many times (Libya, Iraq, Egypt, and more recently, in Afghanistan).

The chronology is obvious, peace was never so close to being achieved in the region when the Abram agreements, especially those between Israel and Saudi Arabia, were imminent. And the terror instrumentalized by the ayatollahs’ proxies interrupted it in the most brutal and abject way possible. An army of enemies of humanity declared a war, through an unthinkable bloodbath against Jews in the south of the country, took the first round with an unfair knockout by producing the most serious event against Jews since the Holocaust era.

Anyone who is unaware of or prefers to disregard the extensive Jewish history could judge that it was just another isolated episode among the countless tribal conflicts in the Middle East, and would therefore underestimate the impact that the tragedy of 10/7 had and will continue to have on hearts and minds. of the Israeli, Jewish and world population for decades, if not generations.

A persistent and intriguing question: why were the reactions of indignation around the world so different from 9/11? Is the selectivity of the indignation notable when the actor Israel enters the scene? The world lacks an understanding of the psychological reality for Jews: following the Hamas attack, Isis style, any finding of any deviation attributed to a paranoid perspective began to have a concrete basis.

When the State of Israel was created, those who witnessed and lived through the Shoah coined the term “never again”, confident that, with a national state, the only Jewish country in the world, protection would be assured. After the events of 10/07, this security revealed itself to be, if not fragile, deficient, and brought all the pent-up nightmares to the surface once and for all.

A realization was tragically brought home from the depths of suffering: the realization that security was more subjective than objective, and the subsequent realization that the threat to Israel’s existence was startlingly real.

In view of the peaceful support marches whose slogan “from the river to the sea”, — a clear insinuation that the citizens of Israel need to be pushed from the Jordan to the Mediterranean — there still seem to be doubts about the meaning of understanding history and, mainly, the justice. In further evidence of an unconfessed bias against Israel, it is important to point out that even before Israel’s military response anti-Semitic attacks sprang up from all corners of the earth. Watching young people indoctrinated by an uncritical pedagogy threatening Jews on campuses or removing posters calling for the return of hostages is particularly nauseating. In the centers of knowledge, the Universities, arguments are replaced by slogans that range from unfounded allegations of “colonialism” to the “genocide” (sic) of the Palestinian people. (read Simon Sebag Montefiore’s article on the subject in “The Atlantic” and recently translated and published in Portuguese at https://ultimo Segundo.ig.com.br

Demographically and mathematically unsustainable genocide by simply verifying the exponential and progressive increase of this population, both in the West Bank and in Gaza. But in this war one topic became self-evident, the facts were nullified by counter-factual versions. Reality replaced by instrumental discourse controlled by ideology. That produced an intellectual hegemony distorted by the militancy of those who once thought of themselves as educators.

Only Israelis can define what they can and should do to protect their citizens in a war like the one declared by Hamas terrorists, and the consequences of political and military responses are still unpredictable.

The hope, after all, is that after the tragedies, the day after the war will give way to inevitable peace. What needs to be measured is how much suffering we will have to witness before the final count of the dead and injured. Before those kidnapped by Hamas terrorists are released. And before a pragmatic, broad and negotiated solution is established between the Israeli people and the Palestinian authority — proposals already rejected by the latter at least 5 times — without the illusion that it will be perfect or definitive.

For those who reach historical analogies, reality confirms the unceremonious resurgence of a brand new Nazi specter. Anti-Semitism has been embraced by the far-left agenda. They ask me if I see coherence? There is more than coherence. There is automatic alignment among those who continue to believe in radical ideologies. Fanatics who remain faithful to Stalin’s principles. For those who have faith in bloody revolutions. And, mainly, for those who dream of implementing theocratically inspired autocracies. Always, of course, using democratic models and only after reaching power, announcing party centralism and the repeal of rules prior to elections.

When it comes to anti-Semitism, all we can do is evoke the poet’s phrase “left and right united will never be defeated”.

https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-rosembaum/2023-11-05/efeito-rebote.html

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...

Analisando a Guerra – Aspecto Jurídicos I (Blog Estadão)

03 sexta-feira nov 2023

Posted by Paulo Rosenbaum in Artigos

≈ Deixe um comentário

Junto com Flávio Goldberg*, o Blog Conto de Notícia realizou uma entrevista com Gustavo Mesquita Galvão Bueno** (GMGB) para analisar e elucidar aspectos da corrente guerra declarada contra Israel pelos terroristas do Hamas.  

Blog – O terrorismo como ação contra o Estado é definido nas Convenções do Direito Internacional?

GMGB – Sim, o terrorismo é tema de ao menos 12 Convenções Internacionais¸ além de diversos Protocolos e Resoluções da ONU. Dentre as mais relevantes, podemos citar a Convenção Interamericana contra o Terrorismo, a Convenção Internacional sobre a Supressão do Financiamento de Terrorismo, a Convenção Internacional Contra Tomadas de Reféns e a Convenção Internacional sobre a Supressão de Atentados Terroristas com Bombas. Vale destacar que o Brasil é signatário de todas elas, e que tais Convenções possuem efeito vinculante – ou seja, obrigam os Estados signatários a adotarem medidas internas a fim de garantir a aplicação e eficácia dos objetivos por ela estabelecidos.

Blog – A ONU prática discriminação quando reconhece um grupo de criminosos como governo legítimo de população sem mandato eleitoral há tantos anos? Estatisticamente o número de resoluções contra Israel é desproporcional, considera que há um bias de julgamento na ONU quando se trata de Israel? Como analisa o fato do Irã ter assumido a presidência da comissão de direitos humanos nesta quinta-feira?

GMGB– É importante termos a consciência de que as decisões da ONU são fortemente influenciadas por fatores de ordem política relacionados a seus estados-membros mais poderosos. Prova disso é a composição do Conselho de Segurança da ONU com seus membros permanentes e com poder de veto (Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido). Diante disso, suas resoluções nem sempre são orientadas pelo estrita e objetiva análise jurídica, mas por ingerências ou obstáculos impostos por tais países, de acordo com suas agendas estratégicas internas. Neste sentido, o governo brasileiro não deveria vincular sua classificação do Hamas como grupo terrorista dependendo da definição da ONU, mas sim de acordo com a análise jurídica dos vastos elementos que, tendo como fundamento nossa Lei de Terrorismo (Lei 13.260/2016), assim o configura de maneira inequívoca. Inevitável notar a flagrante contradição na postura do governo federal e de parte da imprensa que, amplamente, imputam como terroristas os participantes dos atos de 8 de janeiro em Brasília, mas resistem a classificar o Hamas como grupo terrorista.

Blog – Quais suas considerações a respeito de como os partidos políticos vem instrumentalizando a crise gerada pela guerra contra o terror?

GMGB– Os ataques terroristas de 07/10 praticados pelo Hamas, não foram apenas atentados contra o Estado de Israel e o povo judeu, mas um atentado contra toda humanidade. Estamos falando do assassinato deliberado e com requintes de crueldade de mais de 1.400 civis inocentes, além de estupros, sequestros e outras atrocidades. Desse modo, os causadores de tais tragédias deveriam merecer reprovação veemente de toda a comunidade internacional, da sociedade e de suas diferentes alas de representação independentemente de orientação ideológica, política ou partidária. Portanto, é absolutamente triste e lamentável que partidos políticos no Brasil e no mundo estejam utilizando essa tragédia humana como instrumento para implementação de suas agendas estratégicas, tentando manipular a opinião pública com falsas informações e narrativas falaciosas.

Blog – Como o terrorismo, suas organizações e financiamentos impactam as democracias?

GMGB– Muito embora não haja um consenso universal sobre a conceituação do terrorismo, em relação a seus objetivos não há qualquer divergência: causar pânico na sociedade, ameaçar a paz social e promover um abalo nas estruturas mais basilares do Estado de Direito. Sendo assim, toda e qualquer forma de terrorismo, para além das tragédias e sofrimentos individuais, representa um atentado contra toda a humanidade, a tentativa de impor a barbárie sobre a civilização. É por isso que combater esse mal não deve ser responsabilidade apenas do estado ou coletividade atingida, mas de todo o mundo civilizado. Não à toa, um dos princípios essenciais que rege o combate ao terrorismo no mundo é o da competência universal, segundo o qual a punição a atos terroristas por cada Estado independe do local do crime, da nacionalidade das vítimas ou dos autores.

Blog – Considera que a legislação internacional pode se tornar um instrumento político enviezado, que, de alguma forma, acabe respaldando alguma ideologia extremista?

GMGB– Como toda norma, a legislação de direito internacional é construída com fundamento nos valores majoritariamente vigentes na sociedade, e considerando as demandas mais relevantes de sua realidade fática em determinado período do tempo. Ocorre que, em momentos distintos, e a depender de quem realiza tal atividade, a interpretação da norma pode ser executada de maneira enviesada e assim traduzir-se num resultado diverso – ou até mesmo oposto – daquele pretendido pelos artífices da norma, distorcendo seu propósito e seu “espírito” (mens legis). É por que, em momentos de crise, quando as guerras narrativas assumem contornos tão relevantes quanto o conflito físico, que os Estados comprometidos com a paz e a democracia devem permanecer vigilantes para que as normas de direito internacional não sejam deturpadas, e sim aplicadas no sentido de proteger os bens jurídicos que fundamentam sua validade.

Blog – Do ponto de vista da legislação internacional quais seriam as ações cabíveis quando um exército terrorista como o Hamas, sem compromisso com o direito internacional, assume o poder? Quem deve ser responsável pelos civis? A quem cabe sancionar e agir?

GMGB – Muito embora não haja um consenso universal sobre a conceituação do terrorismo, em relação a seus objetivos não há qualquer divergência: causar pânico na sociedade, ameaçar a paz social e promover um abalo nas estruturas mais basilares do Estado de Direito. Sendo assim, toda e qualquer forma de terrorismo, para além das tragédias e sofrimentos individuais, representa um atentado contra toda a humanidade, a tentativa de impor a barbárie sobre a civilização. É por isso que combater esse mal não deve ser responsabilidade apenas do estado ou coletividade atingida, mas de todo o mundo civilizado. Não é fortuito que um dos princípios essenciais que rege o combate ao terrorismo no mundo é o da competência universal, segundo o qual a punição a atos terroristas por cada Estado independe do local do crime, da nacionalidade das vítimas ou dos autores.

Blog – Fica evidente que as assim chamadas “narrativas” tem sido usadas para tentar imputar responsabilidade às vítimas, e assim relativizar o papel dos perpetradores do massacre contra civis. Ao que atribui essa curiosa inversão – que parece se estender para outros aspectos e práticas criminosas?

GMGB– Lamentavelmente, temos assistido a esforços constantes por parte de setores da sociedade e da imprensa no sentido de construir narrativas falaciosas baseadas na relativização (e, em muitos casos, legitimação) do terror, desprezo ao direito de legítima defesa e transformação das verdadeiras vítimas em vilões – tudo isso, acompanhado de generosas doses de antissemitismo, preconceito e discriminação contra o povo judeu. Tudo isso, sabemos, é parte das ferramentas utilizadas pelo Hamas para subverter a razão e a justiça. O fato é que essas narrativas acabam influenciando uma parcela da opinião pública de boa-fé que, por desconhecimento e desinformação, acabam se posicionando contra Israel e o direito de defender sua própria existência. O preocupante é que, conforme o tempo passa, a tendência é as pessoas esqueceram das atrocidades cometidas contra o povo de Israel no dia 10 de outubro de 2023. Daí a necessidade de que não nos omitamos e lembremos, dia após dia, das vidas inocentes ceifadas, dos reféns ainda em poder dos terroristas, e de tudo que o Hamas representa para o mundo: ódio, crueldade e destruição. Nas palavras atribuídas ao estadista e filósofo irlandês Edmund Burke (1729-1797), “para que o mal triunfe, basta que os maus não façam nada”.

*Flávio Goldberg é advogado e Mestre em Direito.

*Gustavo Mesquita Galvão Bueno, Delegado da Polícia Civil do Estado de São Paulo
Especializado em Combate ao Crime Organizado Transnacional, Professor de Criminologia da Academia de Polícia Civil – ACADEPOL, Assessor da Policial Civil da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Compartilhe:

  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Mais
  • Tweet
  • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Pocket
  • Compartilhar no Tumblr
  • Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
Curtir Carregando...
← Posts mais Antigos
Posts mais Recentes →

Artigos Estadão

Artigos Jornal do Brasil

https://editoraperspectivablog.wordpress.com/2016/04/29/as-respostas-estao-no-subsolo/

Entrevista sobre o Livro

aculturamento Angelina Jolie anomia antiamericanismo antijudaismo antisemitismo artigo aspirações impossíveis assessoria assessoria de imprensa assessoria editorial atriz autocracia autor autores A Verdade Lançada ao Solo açao penal 470 blog conto de noticia Blog Estadão Rosenbaum Censura centralismo partidário centros de pesquisas e pesquisadores independentes ceticismo consensos conto de notícia céu subterrâneo democracia Democracia grega devekut dia do perdão drogas editora editoras Eleições 2012 eleições 2014 Entretexto entrevista escritor felicidade ao alcançe? Folha da Região hegemonia e monopólio do poder holocausto idiossincrasias impunidade Irã Israel judaísmo justiça liberdade liberdade de expressão Literatura livros manipulação Mark Twain masectomia medico mensalão minorias Montaigne Obama obras paulo rosenbaum poesia política prosa poética revisionistas do holocausto significado de justiça Socrates totalitarismo transcendência tribalismo tzadik utopia violencia voto distrital
Follow Paulo Rosenbaum on WordPress.com

  • Assinar Assinado
    • Paulo Rosenbaum
    • Junte-se a 30 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Paulo Rosenbaum
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
%d