Para a quarta capa:
“Navalhas Pendentes” de Paulo Rosenbaum, além de oferecer uma história surpreendente, na qual seus conhecimentos médicos são utilíssimos, o autor coloca em xeque a liberdade autoral, a liberdade dos leitores e a dimensão por vezes esquemática das narrativas em que estamos todos mergulhados. Grande livro e grande projeto gráfico.”*
*Cintia Moscovitch (Jornal Zero Hora)
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“O autor do Eclesiastes, Salomão, declarava: “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol”. Tal constatação milenar está no cerne do romance “Navalhas pendentes”, de Paulo Rosenbaum, atualizada com algoritmos e mercados globais, inteligência artificial e autores incógnitos. O autor tece uma bem-urdida história em torno de uma editora que produz mais best-sellers do que seria razoável, escritos principalmente por Karel F., um autor que ninguém sabe quem é. Falar mais revelaria o desfecho que Rosenbaum dá ao livro. Basta dizer que, a partir da forma do romance de enigma, o autor atualiza a discussão tanto do fazer literário quanto do mercado editorial. E o faz numa narrativa fluida que alia questões éticas e estéticas a denúncias políticas.” *
*Julio Jeha (Estado de Minas)
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“Em meio às transformações por que passa o universo do livro, entre os quais o digital, o audiobook, a literatura em bandas desenhadas, mega livrarias e casas editoriais gigantescas em escala mundial e o polêmico Chat GPT – que, surpreendentemente, e com dois anos de antecedência,o texto de alguma forma antecipou – a ferramenta de inteligência artificial lançada no final de 2021… eis que Rosenbaum incorpora à Navalhas Pendentes a discussão em torno da extinção da cultura e da criatividade humanas, da obra pós-humana, ao aportar à narrativa a inteligência artificial. Seria um algoritmo o autor/reprodutor de fórmulas dos best-sellers da editora Filamentos, membro da editora em formação KGF-Forster, maior conglomerado editorial do mundo? Um enigma que cabe ao autor e ao leitor decifrarem.”
*Lucia Barnea (O Estado de São Paulo)
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“Neste livro, Paulo Rosenbaum apresenta uma ficção envolvente, sobre uma editora que se destaca no mercado por sua inacreditável capacidade de publicar best sellers. Por isso a aventura de Paulo pela ficção, me encantou. Em Navalhas Pendentes, ele encontrou o segredo dos livros mais vendidos.”*
*Eduardo Salomão
“Ao investigar um plano criminoso no mercado editorial, o protagonista de “Navalhas Pendentes” vai além da trama policial e questiona a própria criação literária na era digital.”
*Leonardo Senkmann,
(Universidade Hebraica de Jerusalém)
“Neste seu terceiro romance, Rosenbaum cria uma armadilha para o leitor, com citações, ironias e referências intertextuais que, ao mesmo tempo que arma e desarma a leitura, cria sua narrativa. E, na história, as lâminas que assombram o personagem principal – Homero Arp Montefiore – são signos denunciadores, pairando como fios que conduzem aos crimes que ele teria (ou não?) cometido. O leitor é quase convidado a, no papel de detetive, se envolver na história e desvendar seus segredos.”
Jornal da USP
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BIOGRAFIA
Foto
Paulo Rosenbaum é um escritor (ensaísta , poeta , romancista ) e médico. Possui publicações no Brasil e no exterior, é criador e editor do blog “Conto de Notícia”, que publica regularmente no jornal “O Estado de São Paulo”. Possui graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestrado em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo (1999) e doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo (2005), pós doutorado pela Universidade de São Paulo.(2010). No campo literário publicou “Impreciso Emigrar”, (1979) Poesia pela Massao Ohno , “A Verdade Lançada ao Solo” (2010) ficção, pela Editora Record. Publicou a ficção “Céu Subterrâneo” (Editora Perspectiva, 2016) e “A Pele que nos Divide: Diáforas Continentais” (Quixote-Do, 2018). A primeira edição (esgotada) de “Navalhas Pendentes” foi lançada no final de 2021
