Home

“Pendant Razors”, the novel. If you write, you should read this book.

“The novel “Pendant Razors” by Paulo Rosenbaum, is, above all, a trap that, among quotations, ironies and intertextual references, arms and disarms reading. The plot puts the narrator's sanity and the story's linearity in perspective. Plot, illusion and farce turn the plot into a labyrinth and multiply unstable realities or existential fantasies of a protagonist who, apparently, does not deserve much credibility. From the beginning, the reader knows that he is treading on shaky ground, after all, amnesia is one of the key words that, intermittently, work as precarious beacons in the fog. The narrator, Homer Arp Montefiore, like his Greek namesake, makes certainties precipitate through a vortex and, if Goya was right and the sleep/dream of reason produces monsters, both haunt the character with inscribed blades in the narrative, as denouncing signs. Over the hero and the crimes imputed or committed by him, razors, knives, pocketknives and other finer lines weigh heavily. Hence, both threats and certainties are always pending. In this sense, when the character, proofreader and writer's apprentice, cuts himself with the edge of a sheet of paper, the reader's memories sharpen studies in red, composition physiologies, punishments for innocence and death to the letter. A drop of blood on the paper is not an easy trail to follow. The narrator seems to live in a nightmare, as in Kafka's plots, engendered by a writer who creates labyrinths with countless entrances and some exits, all inaccessible. The reader, as a kind of detective who follows clues, clues and enigmas, in turn, becomes entangled in a story of crimes, knives and secrets.” – Lyslei Nascimento

“Filamentos” publishing house is part of the largest
publishing conglomerate in the world. Since
being absorbed by the emerging giant KGF-
Forster©️, it has seen its book sales soar.
One of its collaborators, Homer Arp
Montefiore, was intrigued by the publisher’s industry of
bestsellers, especially those
signed by a mysterious writer named
Karel F. Curiosity about
this author’s identity became an obsession,
leading him to a particular investigation
into the life of the enigmatic novelist. The
disturbing findings revealed by
this investigation became increasingly
dangerous and, after a certain point, placed
his life at extreme risk. Accused of
crimes he may not have committed, he
becomes a fugitive bent on trying to prove
his probable innocence. If there
is any chance of that happening, it will be to discover the real
identity of Karel F. and expose the conspiracy
that underlies his literature.”

Berta Waldman

O Direito entre a ficção e a realidade – Sobre Navalhas Pendentes (Por Flávio Goldberg – Revista Jurídica “Migalhas”)

Este conteúdo pode ser compartilhado na íntegra desde que, obrigatoriamente, seja citado o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/352837/o-direito-entre-a-ficcao-e-a-realidade

O Direito entre a ficção e a realidade

Flavio Goldberg

No Brasil se destaca pela singularidade a obra do romancista e médico Paulo Rosenbaum que no seu mais recente livro “Navalhas pendentes” entrelaça todos os elementos de perquirição erudita como insólitos devaneios que a concretude registra em narrativa perturbadora.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Na literatura sempre a temática do crime, da polícia, dos tribunais, o conflito entre a Ética e o Horror, fascina o escritor e o leitor. Conan Doyle provocou a imaginação obrigando os fatos cotidianos a tomarem a proporção da estética que a palavra cobre e descobre numa interminável investigação na busca duma verdade ilusória tanto nos cartórios como nos escaninhos da alma.

No Brasil se destaca pela singularidade a obra do romancista e médico Paulo Rosenbaum que no seu mais recente livro “Navalhas pendentes” entrelaça todos os elementos de perquirição erudita como insólitos devaneios que a concretude registra em narrativa perturbadora.

O livro faz parte de uma vasta arquitetura cultural do autor na qual se inclui desde uma filosofia médica até os artigos publicados na mídia e cuja configuração se distingue por uma percepção sensorial cósmica da existência.

Paulo Rosenbaum não se intimida na inspiração judaica de sua criação que por isto mesmo, mergulha nas raízes brasileiras as profundas, num resultado surpreendente.

Salomão, Barthes, Huxley convidam o leitor de início a um passeio mágico no compasso de Kafka.

A perturbadora paisagem do livro se introduz de forma chocante “Como faz tempo que parei de ler ficção, naquela madrugada havia adormecido folheando uma velha coletânea de artigos científicos intitulada O mero respirar. Foi lá que descobri a existência de um estado mental peculiar e que, na ausência de uma outra classificação, estava sendo chamado provisoriamente de “chave dupla onírica”.

O autor que alinhava é um genuíno quebra-cabeça que qualquer advogado ou policial pode encontrar num inquérito sinuoso sobre um crime misterioso ou então nos devaneios perturbados que se abriga como oásis no deserto da loucura.

Por tudo isto, paradoxal e contraditoriamente, se entende uma ponderação sensata como remédio caseiro para o leitor “Tenha menos coisas”.

Talvez uma lição cabalística de um médico caipira do Grande Sertão de nosso outro romancista, tanto quanto, Guimarães Rosa, médico e filósofo.

Atualizado em: 7/10/2021 16:47

Navalhas Pendentes (trechos)

“Um cidadão belga, ourives de Antuérpia, sonhou que fora atacado por aranhas e amanheceu gravemente enfermo, intoxicado e com falência renal aguda. Os exames laboratoriais indicavam envenenamento. Intrigados, os médicos reviraram o paciente numa intensa investigação clínica. Analisado o sangue, isolou-se o veneno responsável pelo quadro de sintomas: a estrutura química era de uma peçonha pouco plausível, pois provinha da aranha marrom, Loxosceles reclusa, também conhecida como “aranha violino”, só existente da região sul da América do Norte até o México. Finalmente, nenhum vestígio de picada ou da presença da aranha foi encontrado. O que os pesquisadores se perguntavam era se o organismo teria a capacidade de sintetizar e replicar moléculas de uma proteína necrosante. A ciência ainda não consegue explicar o fenômeno.”

(Trecho do romance “Navalhas pendentes”, de Paulo Rosenbaum).

Navalhas Pendentes (portal da Glorinha Cohen)

PRÉ-LANÇAMENTO DE “NAVALHAS PENDENTES”, O NOVO ROMANCE DE PAULO ROSENBAUM

Postado em 18 de setembro de 2021 Por admin FIQUE POR DENTRO, ROTATIVAS

“O romance Navalhas pendentes, de Paulo Rosenbaum, é, sobretudo, uma armadilha que, entre citações, ironias e referências intertextuais, arma e desarma a leitura. A trama põe em perspectiva a sanidade do narrador e a linearidade da história. Complô, ilusão e farsa fazem do enredo um labirinto e fazem multiplicar realidades instáveis ou fantasias existenciais de um protagonista que, aparentemente, não merece muita credibilidade. Desde o início, o leitor sabe que está pisando em solo movediço, afinal, amnésia é uma das palavras-chave que, intermitentes, funcionam como faróis precários no nevoeiro. O narrador, Homero Arp Montefiore, tal qual o seu homônimo grego, faz precipitar as certezas por um vórtice e, se Goya tinha razão e o sono/sonho da razão produz monstros, tanto um quanto o outro assombram o personagem com lâminas que se inscrevem na narrativa, como signos denunciadores. Sobre o herói e os crimes imputados ou cometidos por ele, pesam navalhas, facas, canivetes e outros fios mais sutis. Daí serem sempre pendentes tanto as ameaças e quanto as certezas. Nesse sentido, quando o personagem, revisor de textos e aprendiz de escritor, se corta com o gume de uma folha de papel, aguçam as lembranças do leitor estudos em vermelho, fisiologias da composição, punições para a inocência e mortes ao pé da letra. Uma gota de sangue sobre o papel não é rastro fácil de seguir. O narrador parece viver em um pesadelo, como nos enredos de Kafka, engendrado por um escritor que cria labirintos com inúmeras entradas e algumas saídas, todas inacessíveis. O leitor, como uma espécie de detetive que segue indícios, pistas e enigmas, por sua vez, se enovela numa história de crimes, facas e segredos.” – Lyslei Nascimento

“A Editora Filamentos faz parte do maior conglomerado
editorial do mundo. Desde que
foi absorvida pela gigante emergente KGF-
-Forster©️, viu suas vendas de livros dispararem.
Um de seus colaboradores, Homero Arp
Montefiore, ficou intrigado com a indústria de
best-sellers da editora, especialmente aqueles
assinados por um misterioso escritor chamado
Karel F. A curiosidade sobre a verdadeira
identidade desse autor tornou-se uma obsessão,
levando-o a uma investigação particular
sobre a vida do enigmático romancista. As
perturbadoras descobertas reveladas por
essa investigação tornaram-se cada vez mais
perigosas e, após determinado ponto, colocaram
sua vida em risco extremo. Acusado de
crimes que talvez não tenha cometido, ele se
torna um fugitivo empenhado em tentar provar
sua provável inocência. Se alguma chance
houver de isso acontecer, será descobrir a real
identidade de Karel F. e expor a conspiração
que subjaz a sua literatura.”

Berta Waldman

O autor, Paulo Rosenbaum, nasceu em São Paulo em 1959. É médico e escritor. Possui Mestrado em Medicina Preventiva, Doutorado em Ciências e Pós-doutorado em Medicina Preventiva pela USP, com mais de uma dezena de livros publicados na área. Escreve, regularmente, para o jornal Estado de São Paulo, no blog “Conto de notícia”. Roteirista e produtor de documentários, atuou como editor de revistas científicas no campo da saúde. É pesquisador na área de clínica médica, semiologia clínica, relação médico-paciente, prevenção e promoção da saúde e pesquisa de medicamentos. Além de ensaísta, é poeta, contista e romancista. Antes de Navalhas pendentes, publicou os romances: A verdade lançada ao solo (Record, 2010) e Céu subterrâneo (Perspectiva, 2016).

Para adquirir este livro em pré-lançamento a R$ 59,90, acesse: https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/navalhas-pendentes/embed/#?secret=J7MeWeBVAE

https://glorinhacohen.com.br/?p=58467

No Último Poema de 5781

https://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/no-ultimo-poema-de-5781/

https://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/wp-content/uploads/sites/74/2021/09/d5450bcd67b6494ca16149abafbd588c_060920212503.png

Paulo Rosenbaum. Eis que no ultimo poema do ano

leremos os sinais, aqueles que ocultamos,

nos objetos ritualísticos,

na matéria que parece irrelevante

Durante o último poema do ano

Em visões sucessivas, projetaremos, em céus particulares

nas telas internas, e nos menores símbolos

os rostos daqueles que sumiram,

que nos escaparam por um fio

ceifados sem que soubéssemos,

ou déssemos conta de suas partidas sem aviso

aqueles que estavam em distâncias intransponíveis,

Neste último poema do presente ano

é mister aspirar pelo regresso dos que amamos,

mas, também, dos que deveríamos ter aprendido a tolerar

Enquanto lemos o último poema do ano

os corações, que normalmente balançam sob tumultos

Fazem revisões, desfilam à exposição das vulnerabilidades

recolhem-se, estoicos, à passagem das turbulências

sem ceder ao caos das aparências

No último poema do ano

Estaremos todos juntos, aqui, ali, ou em Jerusalém

Aqui, ou nos desafios que não poderemos mais numerar

Como os decretos, incognoscíveis,

Que não sendo apenas humanos,

Vem do Alto, e com eles, esticamos a peneira da colheita

Durante o último poema do ano

Ficaremos próximos, pela paz

Mas também sentinelas, atentos às lutas

Solidários como quem soube

Que estamos sempre perto do risco

E das transformações perigosas

Enquanto passamos através deste último poema do ano

Podemos enxergar o grande tecido, a coisa extensa

Aquela que contém a totalidade das pessoas

E que  nos ajeita no mesmo tapete

que oscila, sob a inconstância do vento

E no capricho errático do tempo

Neste último poema do ano

Não há só o shofar, nem só o som do chifre do carneiro

Mas, fragmentos musicais

que, de ouvido, decompomos para formar hinos

O hino que disputa a vida

Contra as forças do atraso e da violência

Que estão por todos os lados

e fizeram sumir o meridiano dos centros

Ainda no último poema do ano

A liberdade mostra-se arredia

E merece um penúltimo esforço

Uma miríade de canais abertos que irrigam

com sementes as tempestades sem controle

E no ultimo poema do ano

O aniversario da humanidade fará emergir

o sopro de vida que neutraliza pulsões e tiranias.

Dentro do último poema do ano

encontram-se liberdades em expansão,

dúvidas sobre o extensão do livre arbítrio,

bem-aventuranças em estado de hibernação,

e, se desconhecemos o porvir do multiverso

temos uma e a mesma certeza

a correnteza é o solo que temos em comum

e, que neste último poema do ano

Às vésperas de 5782,

os igarapés formem uma confluência imprevisível

no irretorquível livro da vida, a árvore que nunca termina,

Quando as lembranças dos nossos queridos

formarão uma galeria dos afetos

em permanente e ininterrupta exposição.

Shaná Tová!

https://brasil.estadao.com.br/blogs/conto-de-noticia/no-ultimo-poema-de-5781/